Uma visão panorâmica da Pesquisa Mensal da Indústria do IBGE mostra a perda generalizada de vigor da indústria.
- Em setembro de 2022 (em relação a agosto) a indústria geral caiu -0,71%. As indústrias extrativas aumentaram 1,70% e as de transformação tiveram queda de 1,35%. Houve alta em 4 setores e queda em 21.
- No período Bolsonaro, tomando por base o acumulado de 12 meses mensal, a Indústria Geral caiu 2,76%, a extrativa caiu 14,26% e a de transformação caiu 0,99%. Houve alta em 8 setores e queda em 20.
- Quando se analisa o período de 10 anos, há uma queda de 14,36% na Indústria Geral, 13,21% nas Extrativas, 14,49% na de Transformação, com apenas 3 setores em alta e 25 em queda.
A queda em 10 anos é nítida, a partir da análise de setores:
Vladimir
2 de novembro de 2022 8:16 amO Brasil tem um longo caminho para se reindustrializar.
Contudo,este caminho não precisa ser demorado.
A distribuição de renda é o maior indutor do desenvolvimento e geração de empregos.
Em um país como o nosso,grande produtor de commodities, tanto agro-negócio como minerais,não se justifica não investir na indústria de transformação como geradora de empregos e para agregar valor à nossos produtos.
Essas indústrias, em sua grande maioria não são de tecnologia de ponta,embora possam vir a ser e,portanto,de rápido e possível desenvolvimento com o conhecimento e fornecedores locais.
O Brasil não precisa passar fome e ainda pode ganhar muito com seus produtos.
É só querer.
Paulo Dantas
2 de novembro de 2022 9:22 amA questão é não repetir o erro de uma reserva de mercado , que gerou produtos ruins e preço altos , mas ter primeiro setor.
A China engoliu tudo.
A saída , não sei.
HENRIQUE OSVALDO MASSENA REIS JUNIOR
2 de novembro de 2022 10:58 amTem analisar desde 2005. É quando o câmbio começa a ficar não competitivo.
José Carvalho
2 de novembro de 2022 2:48 pmO quadro da indústria é diretamente ligado a esse estado em que se encontra a situação social do País, em que abandonou-se boa parte da sociedade sem incluir essa população nas ambições do Brasil. Ao País o custo de não ter apostado na continuidade da industrialização com o reconhecimento de tudo que agrega a indústria em relação ao progresso e desenvolvimento, é elevado não apenas pelo que perdeu, mas pela descontinuidade do que possuía. Quando se avança sobre uma base já conquistada tem mais segurança. Muito mais importante é ter o entendimento do que se pode buscar nessa retomada, o papel a ser desempenhado por essa intenção. Saber qual é a importância que pode ter o mercado interno do País e o quanto pode ser desenvolvido. Querer criar competitividade de forma simultânea é outro fator a ser considerado. Aliar todas essas coisas e sair do discurso para a ação.