5 de junho de 2026

A queda inexorável da indústria no Brasil, por Luis Nassif

Quando se analisa o período de 10 anos, há uma queda de 14,36% na Indústria Geral, 13,21% nas Extrativas, 14,49% na de Transformação, com apenas 3 setores em alta e 25 em queda.
Homem usando máscara de proteção trabalha numa usina siderúrgica. 2/3/2020. China Daily via REUTERS

Uma visão panorâmica da Pesquisa Mensal da Indústria do IBGE mostra a perda generalizada de vigor da indústria.

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  1. Em setembro de 2022 (em relação a agosto) a indústria geral caiu -0,71%. As indústrias extrativas aumentaram 1,70% e as de transformação tiveram queda de 1,35%. Houve alta em 4 setores e queda em 21.
  2. No período Bolsonaro, tomando por base o acumulado de 12 meses mensal, a Indústria Geral caiu 2,76%, a extrativa caiu 14,26% e a de transformação caiu 0,99%. Houve alta em 8 setores e queda em 20.
  3. Quando se analisa o período de 10 anos, há uma queda de 14,36% na Indústria Geral, 13,21% nas Extrativas, 14,49% na de Transformação, com apenas 3 setores em alta e 25 em queda.

A queda em 10 anos é nítida, a partir da análise de setores:

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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4 Comentários
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  1. Vladimir

    2 de novembro de 2022 8:16 am

    O Brasil tem um longo caminho para se reindustrializar.
    Contudo,este caminho não precisa ser demorado.
    A distribuição de renda é o maior indutor do desenvolvimento e geração de empregos.
    Em um país como o nosso,grande produtor de commodities, tanto agro-negócio como minerais,não se justifica não investir na indústria de transformação como geradora de empregos e para agregar valor à nossos produtos.
    Essas indústrias, em sua grande maioria não são de tecnologia de ponta,embora possam vir a ser e,portanto,de rápido e possível desenvolvimento com o conhecimento e fornecedores locais.
    O Brasil não precisa passar fome e ainda pode ganhar muito com seus produtos.
    É só querer.

  2. Paulo Dantas

    2 de novembro de 2022 9:22 am

    A questão é não repetir o erro de uma reserva de mercado , que gerou produtos ruins e preço altos , mas ter primeiro setor.
    A China engoliu tudo.
    A saída , não sei.

  3. HENRIQUE OSVALDO MASSENA REIS JUNIOR

    2 de novembro de 2022 10:58 am

    Tem analisar desde 2005. É quando o câmbio começa a ficar não competitivo.

  4. José Carvalho

    2 de novembro de 2022 2:48 pm

    O quadro da indústria é diretamente ligado a esse estado em que se encontra a situação social do País, em que abandonou-se boa parte da sociedade sem incluir essa população nas ambições do Brasil. Ao País o custo de não ter apostado na continuidade da industrialização com o reconhecimento de tudo que agrega a indústria em relação ao progresso e desenvolvimento, é elevado não apenas pelo que perdeu, mas pela descontinuidade do que possuía. Quando se avança sobre uma base já conquistada tem mais segurança. Muito mais importante é ter o entendimento do que se pode buscar nessa retomada, o papel a ser desempenhado por essa intenção. Saber qual é a importância que pode ter o mercado interno do País e o quanto pode ser desenvolvido. Querer criar competitividade de forma simultânea é outro fator a ser considerado. Aliar todas essas coisas e sair do discurso para a ação.

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