A Polícia Rodoviária Federal (PRF) só multou os organizadores dos atos golpistas em 7,5% das vias bloqueadas no país. O diretor-geral Silvinei Vasques é investigado, alvo de pedido de afastamento pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (MPF-RJ), que também pediu a sua condenação.
Ao todo, o órgão emitiu mais de 7,4 mil multas aos manifestantes que paralisaram as rodovias e estradas do país, pedindo o não cumprimento do resultado das eleições, que deu vitória a Lula.
Entretanto, a maior das penalidades, concedida aos organizadores dos atos, não foi efetivamente aplicada. Isso porque, de acordo com levantamento divulgado pelo Uol, em somente 31 dos mais de 400 bloqueios ao longo do país foram multados os organizadores dos atos golpistas.
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As multas mais leves aplicadas custam o valor de R$ 88,38, as infrações de paralisar ou bloquear as pistas chegam a R$ 5.869,40. Foram mais de 2,6 mil multas aplicadas neste último enquadramento, segundo a PRF.
Já as infrações para os organizadores chegam a R$ 17.608,20. E apenas 96 pessoas, ou 1,2% de todas as multas, foram punidas por essa razão. Ao se considerar as vias bloqueadas, a sanção atingiu somente 7,5% destes atos.
Nesta semana, o diretor-geral da PRF Silvinei Vasques saiu de férias, logo após o MPF-RJ pedir o seu afastamento por 90 dias e solicitar a sua condenação por improbidade administrativa. O órgão concluiu que Vasques foi omisso e atuou para o clima de instabilidade durante e após as eleições.
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