Próximos presidente e governador eleitos terão um conjunto de missões no Rio inexistente em outro estado brasileiro: sediar os Jogos Olímpicos 2016, colocar em operação o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro e finalizar todos os caros projetos de transformação local. Novos governantes poderão se beneficiar com a visibilidade alcançada com as iniciativas, mas antes terão que superar obstáculos.
Na disputa voto a voto de Dilma e Aécio pelo gordo colégio eleitoral do Rio, hoje dividido entre ambos candidatos, faz-se necessário saber que o Estado tem grandes desafios a transpor compromissados com a população. Na disputa pelo governo do Estado, Pezão e Crivela estão muito menos livres do processo em curso no Rio que coloca a região no epicentro do País nos próximos anos.
É comum se ouvir entre o empresariado que o alinhamento recente dos governos federal, estadual e municipal permitiu fazer com que o Rio recuperasse a pujança, e apostasse em novos projetos de desenvolvimento socioeconômico. Os Jogos Olímpicos é o mais emblemático deles.
A reboque dos equipamentos olímpicos em construção na Barra da Tijuca e em Deodoro, para atender o megaevento em meados de 2016, programas de reurbanização e infraestrutura caminham com estreito apoio do poder público.
O mais notório deles é o Porto Maravilha, no centro da cidade e modelo maior de parceria público-privada no País de reconstrução urbana, firmada com a prefeitura. Este e outros projetos em andamento – como a Linha 4 do metrô e o Novo Guandu de saneamento – têm interfaces com as esferas estadual e federal, seja para captação de recursos, execução de obras ou convênios. Sem falar no plano de segurança, com a instalação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), hoje em estado de reavaliação.
A Petrobras movimenta intensamente a economia do Norte Fluminense. A sua maior obra, ao custo aproximado de R$ 30 bilhões, firma-se na construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, o Comperj, prometido para entrar em operação em 2016 e fundamental na alavancagem da atividade econômica do Rio. Nos últimos anos, no entanto, atrasos em investimentos atingiram em cheio a euforia em torno dos negócios de óleo e gás e da indústria naval no Estado.
Gargalos se mostram visíveis no Rio e terão que ser encarados para levar o Estado a cumprir compromissos com data marcada. Se a disputa eleitoral se apresenta acirrada no Estado, as cobranças pós-eleição poderão vir em tempo recorde. Há motivos de sobra para isso.
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