O presidente Jair Bolsonaro (PL) não fez discurso na cerimônia de promoção de oficiais do Exército de Brasília, segundo evento em que esteve presente em menos de uma semana. No último sábado (26), ele prestigiou a formatura da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), mas também se manteve em silêncio.
Recluso desde que falhou na tentativa de se reeleger, no dia 30 de outubro, Bolsonaro fez apenas um pronunciamento desde então. No dia 1 de novembro, agradeceu os 58 milhões de votos e disse que as manifestações pacíficas serão sempre bem vindas, desde que não afetassem o direito de ir e vir.
O chefe do Executivo se comprometeu ainda a cumprir todos os mandamentos da Constituição. Bolsonaro foi o primeiro presidente em exercício que não conseguiu se reeleger, desde 1997.
Lives
Marca registrada do mandato, até as lives foram deixadas de lado, o que influenciou na queda brusca de popularidade do mandatário nas redes. “O bolsonarismo digital se desmobilizou com a ausência de posicionamento claro de seu líder”, afirmou Felipe Nunes, diretor da Quaest.
Até o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, pediu um pronunciamento de Bolsonaro, que “deveria falar com o seu povo”. Em resposta, Bolsonaro afirmou “ainda não ter nada a dizer”.
Mas o posicionamento do presidente pode não ser apenas uma eventual “depressão” pela derrota nas urnas, como estimam jornalistas e aliados. Caso inflame as manifestações antidemocráticas, o presidente pode ser preso em flagrante.
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