4 de junho de 2026

A gestão de água no mundo, por Rogério Maestri

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Re-estatização da água, a moda no primeiro mundo

Por Rogério Maestri

Se o problema da água fosse restrito a gestão da água pela Sabesb de São Paulo, se poderia dizer que é tudo culpa dos governos tucanos ou da incompetência da Sabesb em gerir a água de parte de São Paulo, porém exemplos internacionais mostram que o problema é bem mais grave.

Duas grandes capitais europeias, Berlin e Paris de diferente forma passaram pelo drama da privatização e terminaram retomando o controle público da água nessas cidades.

O processo de propriedade da nessas duas grandes capitais europeias tem sido um enorme vai e volta entre o público e o privado, em 1852, o governo da Prússia contratou a empresa inglesa Fox & Crampton para resolver um sério problema de saúde pública que havia acumulado por séculos quando ainda não se ligava as doenças de veiculação hídrica ao consumo de água com esgoto e chumbo.

Esta experiência precoce em privatização de serviços públicos durou até 1873, voltando o controle da água a administração e só retornando a iniciativa privada em 1999, para ser recomprada de novo pelo contribuinte de Berlin em 2011 após um referendo popular que deu ampla maioria dos votos à volta ao serviço público. Ou seja, no primeiro período o serviço privado durou 21 anos e no segundo 12 anos! O processo de entrega à iniciativa privada a gestão de água em Berlin foi causado pela reunificação alemã.

Quando da reunificação o governo federal não tinha dinheiro para investir no sistema de água e esgoto que no fim da República Democrática Alemã praticamente sucateou toda a rede de água e esgoto, como solução o sistema de água e esgoto de Berlin foi entregue a uma empresa privada para a gestão deste recurso natural.

Em Paris aconteceu praticamente o mesmo, em 1782 o serviço de abastecimento de água foi entregue aos Irmãos Perier sendo retomado em 1880 pelo governo municipal (12 anos), a coleta e tratamento de esgoto não sofreu concessão privada. O serviço de águas e esgoto permanece nas mãos do estado até 1985 durando somente até 2010 (25 anos).

Como Paris e Berlin diversas municipalidades fizeram este movimento de vai e volta, alguns desse movimentos bem ruidosos como o que levou a prisão o Prefeito de Grenoble.

Durante a No início todos os problemas foram resolvidos e todos estavam contentes, entretanto aconteceu na Alemanha o que se acha que só acontece em países do terceiro mundo, o contrato que os vereadores alemães assinaram com a empresa privada era SECRETO para os contribuintes, mesmo os vereadores só podiam entrar numa sala, onde tinha enormes documentos sobre a privatização e eles só podiam olhá-los e não copiá-los, coisa de terceiro mundo.

O surpreendente que o terceiro-mundismo do contrato privado das águas de Berlin chegou a coisas que ninguém pode acreditar que ocorram em países desenvolvidos, o Tribunal Constitucional da região proibiu por algum tempo a publicação do contrato principal e aditivos, sendo que em 2009 o senado da região publicou mais de 700 páginas dos acordos secretos, para finalmente mais tarde divulgar mais de 180 pastas de acordos entre a empresa e a municipalidade, antes o que era conhecido cabia em somente uma das pastas!

Os movimentos de Berlin e Paris levaram várias municipalidades retomar a gestão de águas, fazendo com que as duas grandes empresas francesas, a Veolia Environnement e a SUEZ, que gerenciam pelo mundo todo a água e o esgoto 124 milhões e 118 milhões de pessoas, respectivamente, procurem cada vez mais ganhar mercados noutras partes do mundo. Quem quiser saber mais é só ler “As Três Irmãs” (http://diplo.org.br/2005-03,a1076) que mostra a potência dessas empresas que tentam dominar a água no mundo.

Alguém pode dizer que a Europa é um continente velho e decadente e por isto procuram soluções socializadas, porém em países como a Indonésia e Malásia estão retornando ao sistema municipal. O importante notar que a maioria dos serviços públicos de água e esgoto não passaram para a mão da iniciativa privada.

Já existe um termo internacional para designar este movimento, a “remunicipalisation wave”, e existem organizações internacionais que informam sobre isto, dando subsídios valiosos para quem quer saber sobre esta nova onda, por exemplo a  http://www.remunicipalisation.org/.

O que está ocorrendo em São Paulo é bem mais grave do que ocorreu nestas cidades, só tendo alguma equivalência na cidade de Bruxelas em que a empresa Veolia Water não satisfeita com a tarifa negociada através de uma PPP lançou todo o esgoto “in natura” no rio Zenne, causando um desastre ambiental (8 de dezembro de 2009).

Como pode se ver São Paulo é realmente uma grande metrópole, faz as mesmas burrices que grandes capitais europeias, entretanto só não se dá conta que estatizar a água e esgoto que é o moderno nos dias de hoje!

Alguns locais para pesquisar:
Remunicipalisation of Water service in Berlin, Germany – http://ejatlas.org/conflict/remunicipalisation-of-water-service-in-berlin-germany
Referendum on privatisation of Berlin’s water supply – http://www.wsws.org/en/articles/2011/02/priv-f14.html
Paris’s return to public water supplies makes waves beyond France – http://in.reuters.com/article/2014/07/08/water-utilities-paris-idINL6N0PE57220140708
Between Public Well-being and Profit Interests – Experiences of the partial privatisation of water supply in Berlin – http://www.wasser-in-buergerhand.de/untersuchungen/berlin_water_privatisation.pdf
Privatization of water in Europe controversial – http://www.dw.de/privatization-of-water-in-europe-controversial/a-16605658
Who Should Control Our Water? – http://www.newyorker.com/business/currency/who-should-control-our-water
Facts and Figures – Problems with Water and Sewer Privatization – http://www.foodandwaterwatch.org/water/private-vs-public/facts-and-figures/
Water Justice – Part of the Economic Justice programme – http://www.tni.org/tnibook/reclaiming-public-water-book?context=599 (Atenção, textos em português)
L’eau de Paris à nouveau publique – http://scfp.ca/node/422
Histoire de l’eau – http://www.paris.fr/pratique/eau/histoire-de-l-eau/p1315

 

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21 Comentários
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  1. Assis Ribeiro

    17 de outubro de 2014 4:43 pm

    Excelente, Rogério

    Mais claro impossível

  2. Ugo

    17 de outubro de 2014 5:00 pm

    para complementar

    Na velha Itália um plebiscito sancionou o “NÃO” à privatização da água.

    1. manoel carvalho

      17 de outubro de 2014 11:20 pm

      para complementar

      Na Itália não tem globo pra fazer a cabeça da plebe

  3. Aristharco

    17 de outubro de 2014 5:08 pm

    Gestão da Água

    Não, mil vezes não, à privatização da Água.

  4. Ivan de Union

    17 de outubro de 2014 5:09 pm

    A respeito da contaminacao da

    A respeito da contaminacao da agua por chumbo, alguem sabe dizer se a agua da Sabesp JA ESTAVA contaminada?

    Tou perguntando por causa disso:

     

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=Ju6K8RAfECk%5D

  5. Aristharco

    17 de outubro de 2014 5:10 pm

    Gestão da Água

    Não, mil vezes não, à privatização da Água.

    1. rdmaestri

      18 de outubro de 2014 6:02 am

      Caro Aristharco.
      A não

      Caro Aristharco.

      A não privatização da água se justifica não só pela ausência de responsabilidades com aquilo que não está no contrato como também pela eficiência. Explico melhor, uma empresa privada não tem que necessariamente pensar no bem público, ou seja, se para ela custar 2% a mais despoluir um rio para captação de água ou retirar a água de outro manancial a 300 km de distância, ela optará pela segunda hipótese, aquele papo furado de responsabilidade social que é vendido por empresas modernas é um enorme papo furado.

      Agora, quanto à eficiência em termos de tarifas, o mais surpreendente que na França, a pátria das grandes empresas privadas de gestão de tratamento de água e esgoto as tarifas das comunas em que a água é pública é 30% mais barata em média do que as regiões são administradas pela livre iniciativa “na” privada.

      A eficiência pública na gestão de água e esgoto é explicada de forma muito simples, mesmo as empresas públicas tendo um quadro funcional um pouco maior do que as empresas privadas, somando-se os salários dos executivos privados (bem mais altos do que os gestores públicos) com a realização dos lucros aos acionistas, já há um empate no custo.

      Como as empresas privadas nos dias atuais ganham mais dinheiro por modismos e por indução ao consumo supérfluo do que pela inovação tecnológica, em ramos em que este modismo ou o supérfluo não existe (não há um i-torneira para se trocar a cada ano) como se fazer o apelo a isto. As tecnologias de tratamento de água e esgoto, são de lenta progressão em termos de substituição, fazendo com que isto royalties e outros custos da mesma ordem não sejam significativos.

      Também a normatização em termos de equipamentos e procedimentos é muito grande por questão de segurança das instalações e do produto (água) e devido a isto uma rede de distribuição de água de uma empresa privada e de uma pública é exatamente a mesma.

      O ponto principal que deveria ser considerado pela população que tem serviços públicos é a profissionalização das equipes de produção e de gestão.

  6. altamiro souza

    17 de outubro de 2014 5:49 pm

    o post claerou asituação.
    mas

    o post claerou asituação.

    mas é bom lembras da trucagens alquimistas e tucanas.

    fhc baixou a tarifa do telefone para 0,65 mensais.

    era mais caro sair de casa para pagar

    a conta do que o valor da conta.

    se essa conta fosse mais elevada um

    pouco minguém reclamaria, mas fhc fez isso pra quê?

    para mostrar que haveria déficit e,

    pottanto, a saída seria privatizar a

    telefonia.

    qualqur idota compreenderia isso..

    mas que era truque isso hoje ninguém duvida.

    agora parece que os consorciados aos

    tucanos se apoveitam para vender água com carros-pipa!

    boa matéria para ser desdobrada.

    os tucanso conseguiram privatizar atéa água em sp.

    o espectro eletromagnético – rádio e tv – tb.

    só falrta o ar que respiramos.

    morte -nem pensar.

  7. Tom

    17 de outubro de 2014 5:54 pm

    Excelente

    Excelentes informações. É preciso ampliar o contexto dessa crise hídrica. A irresponsabilidade histórica e assustadora do governo paulista não tem a ver apenas com estratégia eleitoral, é parte de um processo de cerceamento de acesso barato a uma comodity que se administrada dentro dos marcos da hipercapitalismo atual é fonte certa de lucros bilionarios por décadas e décadas.

    Porem discordo que a re-estatização seja uma tendência. É uma resistência frente a tendência dominante da commoditização, que pode estar conseguindo algum sucesso em determinadas regiões do planeta.

    A tendência é ser produzida uma crise hídrica planetária usando todos os meios disponiveis para isso.

    A tendência é nos convencer que a era da água abundante acabou, e que teremos que beber água de esgoto reciclado. Estão nos dizendo que seremos obrigados a superar nossos “preconceitos” e “resistências psicológicas” para nos adaptarmos aos novos tempos, e consumirmos a Nova Água, com mais “valor agregado”.

    É desse tipo de informação que você trouxe que precisamos para que essa resistência se amplie e vire tendência de fato.

    “Australianos terão que beber esgoto reciclado”

    http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2007/01/070129_australiaaguag.shtml

    “Londrinos vão beber agua reciclada de esgoto”

    http://ecycle.com.br/component/content/article/38-no-mundo/1564-londrinos-vao-beber-agua-reciclada-do-esgoto.html

    “Contra a seca, esgoto reciclado”

    http://www.istoe.com.br/assuntos/semana/detalhe/151377_CONTRA+A+SECA+ESGOTO+RECICLADO

     

     

    1. Almeida

      18 de outubro de 2014 4:26 am

      Água potável vem se tornando de fato escassa no mundo.

      Não estou aqui a defender privatização da água, mas se trata de reconhecer uma situação que está se tornando crítica. Os motivos são diversos e variam conforme a região e a ocupação que ocorre nela. Veja o exemplo em uma das matéria que você trouxe:

      “Já no condado de Orange, na Califórnia, Estados Unidos, a água reciclada do esgoto é utilizada para consumo próprio. Isso porque o lençol freático que abastece a região foi demasiadamente explorado pela irrigação de plantações de laranja, de modo que, com a diminuição do nível do aquífero, o sal do Oceano Pacífico começou a se infiltrar por lá”.

      No caso acima, a escassez tem origem na exploração predatória da água subterrânea, que ocasiona a salinização dos depósitos. Em outras regiôes, a escassez tem origem na poluição de mananciais por outros contaminantes, na diminuição de seus fluxos devido a desmatamentos, no esgotamento de aquíferos, na concorrência pelo uso das águas (disputas entre países, uso industrial e para irrigação), por sobrepopulação ou urbanização excessiva, etc. Já existe guerra em que a água é questão de fundo. Não se pode atribuir a escassez a conspirações de propósitos mercantis, mas se trata de fazer com que a escassez de fato não seja presa de interesses mercantis.

    2. rdmaestri

      18 de outubro de 2014 5:04 am

      Esgoto reciclado pode ser uma das soluções, mas…

      A utilização de esgoto reciclado é perfeitamente factível e possível de ser utilizada, entretanto para regiões como São Paulo e outras regiões do Brasil o melhor seria tratar o esgoto de forma convencional, de preferência por processos que não gastem energia e recuperar os mananciaise represas feitas para a geração de energia que podem facilmente ser utilizadas como água para consumo humano, como por exemplo a represa Billing.

      Esta represa tem um volume de todo o sistema Guarapiranga, só precisaria investir em saneamento básico, além disto ela está mais proxima a cidade e teria ainda benefícios secundários para a população da cidade.

      É um verdadeiro absurdo deixar rios e lagos (naturais ou artificiais) poluídos e adotar sistemas caros de tratamento do esgoto para o consumo, se forem tratados estes rios e lagos, São Paulo teria água abundante sem a necessidade de racionamentos.

      Também as perdas do sistema de distribuição de água em São Paulo são enormes, que se fossem reduzidas não resolveriam totalmente o problema, mas minorariam muito.

      O problema de adotar técnicas que aceitam a poluição dos mananciais, como a criação do sistema Guarapiranga, é uma engenharia ultrapassada que no lugar de optar por tratar os esgotos simplesmente pega água mais longe!

      Temos que adotar soluções de baixo consumo de energia e de recuperação das condições iniciais, não esqueça que os exemplos dos Rios Reno e Tâmisa mostram que pode ser invertida perfeitamente a poluição de rios como o Tietê e outros que cercam São Paulo, agora isto não é barato, mas quando chegar no próximo ano e se a cidade de São Paulo entrar em caos, talvez se ache alguns bilhões de dólares para esta despoluição.

  8. Julian M

    17 de outubro de 2014 6:23 pm

    Estamos vivendo, no estado de

    Estamos vivendo, no estado de São Paulo, o resultado de um estelionato eleitoral sem precedentes. Um quarto da população de Campinas está sem água. Escolas estão dispensando seus alunos. Hoje a Unicamp fechou dois de seus três restaurantes universitários.

    “Ah, mas a culpa é da população que não se conscientiza…”

    Verdade, em partes.

    A diminuição das chuvas é um fenômeno climático que não pode ser evitado (deixemos as questões de ambiente global de lado). Mas pode, e deve, ser admitido. O governo do Sr. Geraldo Alckmin, criminosamente, escondeu da população a situação real dos seus reservatórios de água. O governo do PSDB, com VINTE ANOS no poder, não fez absolutamente NADA para aumentar a capacidade dos sistemas que hoje estão secos.

    E o pior de tudo é ter agido com soberba, e MENTIDO sistematicamente, dizendo que estava tudo sob controle, que a água não acabaria. Mentiram até dia 5 de outubro, data do objetivo principal do estelionato. Como conscientizar uma população, se o poder público nega cinicamente um problema escancarado?

    Passada a eleição, bastaram dois dias para a SABESP admitir a catástrofe em curso. E bastou uma semana para o óbvio se tornar uma triste realidade.

    A ÁGUA ACABOU, GOVERNADOR!

    É bom a população deste rico estado perceber, finalmente, a forma negligente, arrogante, criminosa, com a qual se administra este estado há pelo menos 20 anos. E é bom saber e lembra que esta não é a primeira vez que o estilo “gestor” desse grupo resulta em desastres assim (apagão, afundamento de plataforma…).

    O Brasil, pelo menos, ainda tem uma chance, dia 26, de evitar que esse estilo delinquente de governar se espalhe por todo o país.

    A nós cabe, neste momento, fazer a nossa pequena parte. Banho rápido, nada de lavar carro, calçada, lavar a louça com a torneira desligada, controlar ao máximo o desperdício de água em nossos laboratórios de pesquisa. E rezar, torcer, para que chova muito, muito, muito. Pois infelizmente teremos mais 4 anos com essa quadrilha no poder.

    1. Ivan de Union

      17 de outubro de 2014 8:04 pm

      “infelizmente teremos mais 4

      “infelizmente teremos mais 4 anos com essa quadrilha no poder”:

      E oito sem agua.

      O nome eh “Karma”.

  9. democracia direta

    17 de outubro de 2014 11:24 pm

    AS VACAS MAGRAS!

    MESMO COM ATIVIDADE SOLAR QUASE NULA, NOSSAS TEMPERATURAS NÃO PARAM DE SUBIR, E O GELO DOS POLOS DERRETER!

    COMO FICAREMOS QUANDO O SOL VOLTAR AO NORMAL?

    Levando em conta, que ao longo de milhões de anos a temperatura da terra acompanhou a atividade solar. Isso quer dizer que deveríamos estar enfrentando hoje uma era do gelo, já que o sol está praticamente dormindo. Vejam:

    https://www.facebook.com/democracia.direta.brasileira/photos/a.300951956707140.1073741826.300330306769305/403084033160598/?type=3&theater

    Entretanto, a poluição esquentou tanto o planeta, que o gelo dos polos continua derretendo em ritmo acelerado, e estamos batendo todos os recordes de temperatura.

    Pelo gráfico acima, fica claro que talvez nosso planeta não tenha um clima propenso à vida. Observe como que ao longo de milhares de anos as temperaturas vão se elevando, e depois caem novamente. Se não houvesse algo que as fizesse despencar, ninguém sabe até onde poderiam chegar; mas com certeza seriam bem maiores do que hoje.

    No “zero” do gráfico, representando os dias de hoje, vemos que as temperaturas chegaram ao máximo, mas não despencaram. Pelo contrário, estenderam as temperaturas de pico.

    AS VACAS MAGRAS

    Isso deve estar acontecendo por causa das emissões de CO2. Mesmo com o sol praticamente dormindo, o que nos levaria a outra era do gelo, as temperaturas continuam altas. Só que a atividade solar já começou a se elevar, e por um periodo de aproximadamente sete anos veremos o planeta esquentar assustadoramente, reeditando a époica das vacas magras.

    Como ficarão as novas temperaturas do planeta, com tanta poluição retendo a energia do sol, e com menos gelo para resfriar os oceanos e amenizar o clima?

    Se vocês têm dúvidas sobre como as temperaturas do planeta acompanham a atividade solar, que constitui a principal determinante de nosso clima, vejam o terceiro gráfico, e a partir de quando (nossa industrialização) esse acompanhamento parou de existir:

    http://carlosorsi.blogspot.com.br/2012/02/aquecimento-global-numeros-e-argumentos.html

    Pense bem, se é inteligente continuar deixando que deputados e senadores inesdcrupulosos no Congresso decidam essas questões por todos nós.

    Precisamos assumir nossa responsabilidade com a máxima urgência, e participar ativamente dos debates e decisões sobre coisas desse tipo. Porque depois pode ser que nem tenhamos mais a quem reclamar.

  10. manoel carvalho

    18 de outubro de 2014 12:05 am

    O PROCESSO ESTÁ EM ANDAMENTO

    O processo de privatização da àgua já está em andamento no Brasil.

    Várias cidades do RJ já são atendidas por empresas privadas, vejam nos sites:

    http://www.pmmsama.sp.gov.br/servicos-prestados-pela-sama-e-foz-do-brasil/

    http://www.foz.com.br/fiqueligado/tem-algo-novo-no-ambiente/

    No RS houve uma investida do mesmo grupo Odebrech que acabou abocanhando em 2011, casualmente com prefeito Sanchotene Felice do PSDB, os serviços em Uruguaiana, fronteira com a Argentina, cidade com mais de 200 mil habitantes,  assentada sobre o Aquífero Guarani.

    O mesmo grupo assumiu os serviços em outra cidade do Pampa Gaucho, São Gabriel, acho que em 2012.

    Estiveram na eminência de conquistar, em 2012 às cidade de São Borja e São Luiz Gonzaga distantes 100 km uma da outra, ambas assentadas sobre o Aquífero Guarani e próximas a Uruguaiana.

    No RS este grupo continua investindo fortemente.

    Acompanhando os jornais, se observa frequentes notícia,s sobre municípios que não estão contentes com a empresa estatal, como Santa Cruz do Sul, Santa Maria.

    Falam as más línguas que tem muito dinheiro rolando para  ‘convencer’ vereadores, prefeito, etc…

  11. Lacyr

    18 de outubro de 2014 4:44 am

    Excelente texto

    Parabéns pelo texto Maestri!

  12. Webster Franklin

    18 de outubro de 2014 6:50 am

    Lembram-se da Light que

    Lembram-se da Light que explorava a distribuição de energia no Rio de Janeiro? Faltando um ano para terminar a concessão recebeu uma  “indenização” de 1,5 bilhões quando Mario Henrique Simonsen era  ministro da fazenda no governo Geisel. A light entregou a rede elétrica totalmente sucateada.

    Dificilmente as empresas de concessões de serviços públicos cumprem as cláusulas contratuais no que corcerne a novos investimentos para ampliação e melhoria do sistema, como também a manutenção é quase sempre  precária, com raríssimas excessões. Otimizam seus lucros em detrimento da qualidade dos serviços que prestam. Observem a rede elétrica nas ruas e avenidas das cidades brasileiras que vão encontrar inúmeros defeitos nas redes de distribuição de energia, desde postes com suas armaduras oxidadas e expostas, fios e cabos desemcapados e até falta de cruzetas para garantir o espaçamento mínimo previsto em norma, sendo fixados algumas vezes nos isoladores presos diretamente nos postes.

    Penso que fornecimento de água e energia jamais deveriam ser privatizados, pois a conta dos desmandos dessas empresas e a falta de fiscalização, cairá sempre nas costas dos consumidores.         

    1. Aferson

      20 de fevereiro de 2015 4:01 am

      Nada a ver! O problema é

      Nada a ver! O problema é justamente esse monopólio dado de presente à determinada empresa pelo governo via concessões. Libere o setor e acabe com esses problemas. Chega de cabide de emprego e roubalheira pra partido no poder. Menos estado, mais livre mercado!

  13. Alcy Behatzaide

    20 de outubro de 2014 12:14 pm

    Oportunidade de dessassoreamento

    Caro Maestri,

    Cumprimentos pelo artigo.

    Aproveito para fazer uma consulta: até as crianças do ensino fundamental, nas boas aulas de ciências, conhecem o conceito de assoreamento de rios. O conceito vale para lagos e barragens também, donde surge a pergunta: este monumental e desastroso esvaziamento das reservas de São Paulo, não está ensejando a oportunidade de dragagem do fundo, visando ao desassoreamento? Ou o assoreamento não é problema nesses reservatórios?

     

     

    1. rdmaestri

      10 de novembro de 2014 4:45 am

      O assoreamento em barragens é

      O assoreamento em barragens é até maior do que em rios, mesmo um rio em equilíbrio quando chega numa barragem provoca assoreamento pela diminuição da velocidade do escoamento.

      Quanto o desassoreamento em reservatórios vazios é uma questão de custo benefício, vai depender das dimensões do reservatório, por exemplo, num pequeno reservatório em que a queda é alta, qualquer quantidade de água é significativa, sendo economicamente viável o desasoreamento mecânico deste reservatório.

  14. Aferson

    20 de fevereiro de 2015 3:59 am

    Quanta bobagem!
    A gestão da

    Quanta bobagem!

    A gestão da água em São Paulo é ESTATAL.

    A lógica BURRA que utilizam é a de fixação de preços ao invés de flutuação conforme a demanda. Isso não gera nenhum incentivo à se economizar água.

    O lucro é sempre o ideal. Aquele que busca o lucro, busca manter esse lucro até onde der, e se necessário, fará investimentos pra isso.

     

    A gestão estatal é PIOR. Ainda mais aqui no Brasil… só serve mesmo pra cabide de emprego pra cumpanheirada sossegada!

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