Após a denúncia do GT de Desenvolvimento Regional, ministério que conta com mais verbas oriundas de emendas parlamentares do que de orçamento próprio, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse ser favorável às emendas, desde que elas sejam destinadas para a execução das demandas prioritárias do governo.
“Mas é importante que ela [emenda] não seja secreta. E é importante que seja [empregada] dentro da programação de necessidade do governo e que seja liberada de acordo com o interesse do governo. Acho que todo mundo compreende isso”, concluiu o presidente.
Aprovação da PEC
Diante das constatações da falta de orçamento para diversos ministérios em 2023, Lula aposta na sensibilidade de deputados e senadores para a aprovação da PEC da Transição, que permite o gasto de R$ 198 bilhões fora do teto.
“Espero que o Congresso Nacional, Câmara e Senado, tenham sensibilidade e possam votar do jeito que nós queremos. Mas se precisar de acordo, nós também sabemos negociar”, continuou o presidente eleito.
Recursos
Um exemplo de déficit orçamentário se encontra no Ministério do Desenvolvimento Regional. A área de Defesa Civil precisa de R$ 506 milhões para obras de prevenção a desastres naturais e contará com apenas R$ 3 milhões para tal finalidade.
“Quem deveria ter colocado a quantidade de recursos no orçamento era o atual governo. O que ele está fazendo é tirando mais dinheiro. Me parece que eles querem deixar esse país a zero para a gente recomeçar a governar”, concluiu Lula.
LEIA MAIS
Deixe um comentário