22 de maio de 2026

A nova latinoamericanidade brasileira, por Luis Nassif

Pode ter sido em função do fenômeno Messi, o gênio gentil. Ou as lembranças da saga de Maradona, o gênio trágico porteño.
Getty Images

Fenômeno curioso – e saudável – foi a unanimidade da torcida brasileira pela Argentina. Seria impensável em outros tempos, dos grandes quebra-paus dos anos 50 e 60 ao período Galvão Bueno das décadas seguintes.

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Pode ter sido em função do fenômeno Messi, o gênio gentil. Ou as lembranças da saga de Maradona, o gênio trágico porteño.

Mas me pareceu que era mais que isso, era a torcida pelo vizinho. Jovens politizados, patricinhas, conservadores minimamente racionais trataram o jogo como parte da disputa América do Sul-Europa. Tenho a impressão de que só os contaminados por teorias conspiratórias ousaram torcer – contra a Copa e, na final, contra a Argentina.

Sinal verde para a integração sul-americana ou para a nova moeda? Certamente não se chega a tanto. Mas é demonstração cabal de que os novos tempos, assim como começam a diluir o racismo, o preconceito de gênero e de sexo, vai acabando com uma disputa histórico do continente.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
luis.nassif@gmail.com

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8 Comentários
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  1. Vladimir

    19 de dezembro de 2022 10:58 am

    Em parte,me parece o efeito presidente Lula-Alberto Fernández que,além de distensionarem o ambiente causado pelo atual ocupante do Palácio do Planalto e seus milicos milicianos,trataram-se como irmãos desde sempre.

  2. Flavio Emieni

    19 de dezembro de 2022 11:37 am

    Hoje acordei um pouquinho tricampeón. Na verdade, um pouquinho octacampeão.

    Vivi alguns de meus melhores anos em Buenos Aires quando fui fazer meu doutorado na UBA e, embora já viajasse a Argentina com frequência considerável fazia anos, foi ali que me dei conta de como o Brasil se fechava para o continente.

    Ali me dei conta da força que nos une, ali abracei minha latinidade.

    Se nossa casa é onde está nosso coração, tenho um latifúndio no país vizinho.

    Vida longa a Messi e cia.

  3. Nelson

    19 de dezembro de 2022 11:54 am

    Aqui não pode ter mais o complexo de vira latas. Argentinos não foram superiores, muito menos inferiores. Jesuítas humildes talvez. Hermanos por supuesto.

  4. +almeida

    19 de dezembro de 2022 1:04 pm

    Penso que ainda existem muitos resquícios das históricas barbaridades protagonizadas pelos diversos invasores, de diversos países, contra diversas nações, ao redor do mundo e da sua própria história. As colonizações, os domínios territoriais, físicos e materiais, não se apagam porque já estão eternizados na história antiga e nos lucros auferidos pelas criminosas ações, pós invasão e pós colonização. A França é desses países invasores, assim como vários outros países também o são. Porém, todos sabemos que os resquícios adormecidos da soberba, do abuso, da violência, dos maus tratos e da escravidão continuam presentes no dna desse grupo de invasores.
    Então, a nossa torcida para nossos irmão sul-americanos foi sincera e não foi à toa, aliás foi quase unanimidade, sim.
    Também, não podemos negar que existiu um tempero de revanchismo pelo que eles foram e que, eu suspeito, ainda continuam sendo, se perceberem que suas prepotências e poderes podem ser ameaçados, por ações do bem, por ações fraternas, sociais e humanitárias, que geralmente, eu penso, são consideradas como seus grandes intrusos.
    Depois de Maradona e Messi, qual será o próximo “fora de série argentino”, de sobrenome iniciado com “M”, que também invadirá fronteiras para encantar o planeta?

  5. Paulo Dantas

    19 de dezembro de 2022 6:38 pm

    Eu torci pelo Messi , ponto.

  6. Pedro Holanda

    19 de dezembro de 2022 7:08 pm

    Além da Latinoamericanidade aflorada nas redes sociais, que eu vi, teve o FATOR MESSI sem sombras de dúvidas

  7. Geronimo W. MACHADO

    20 de dezembro de 2022 3:35 pm

    Muito bem observado Nassif porque Messi e a Argentina representaram a America e a nossa luta histórica contra o colonialismo e contra o imperialismo.

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