Fenômeno curioso – e saudável – foi a unanimidade da torcida brasileira pela Argentina. Seria impensável em outros tempos, dos grandes quebra-paus dos anos 50 e 60 ao período Galvão Bueno das décadas seguintes.
Pode ter sido em função do fenômeno Messi, o gênio gentil. Ou as lembranças da saga de Maradona, o gênio trágico porteño.
Mas me pareceu que era mais que isso, era a torcida pelo vizinho. Jovens politizados, patricinhas, conservadores minimamente racionais trataram o jogo como parte da disputa América do Sul-Europa. Tenho a impressão de que só os contaminados por teorias conspiratórias ousaram torcer – contra a Copa e, na final, contra a Argentina.
Sinal verde para a integração sul-americana ou para a nova moeda? Certamente não se chega a tanto. Mas é demonstração cabal de que os novos tempos, assim como começam a diluir o racismo, o preconceito de gênero e de sexo, vai acabando com uma disputa histórico do continente.
Vladimir
19 de dezembro de 2022 10:58 amEm parte,me parece o efeito presidente Lula-Alberto Fernández que,além de distensionarem o ambiente causado pelo atual ocupante do Palácio do Planalto e seus milicos milicianos,trataram-se como irmãos desde sempre.
Flavio Emieni
19 de dezembro de 2022 11:37 amHoje acordei um pouquinho tricampeón. Na verdade, um pouquinho octacampeão.
Vivi alguns de meus melhores anos em Buenos Aires quando fui fazer meu doutorado na UBA e, embora já viajasse a Argentina com frequência considerável fazia anos, foi ali que me dei conta de como o Brasil se fechava para o continente.
Ali me dei conta da força que nos une, ali abracei minha latinidade.
Se nossa casa é onde está nosso coração, tenho um latifúndio no país vizinho.
Vida longa a Messi e cia.
Nelson
19 de dezembro de 2022 11:54 amAqui não pode ter mais o complexo de vira latas. Argentinos não foram superiores, muito menos inferiores. Jesuítas humildes talvez. Hermanos por supuesto.
+almeida
19 de dezembro de 2022 1:04 pmPenso que ainda existem muitos resquícios das históricas barbaridades protagonizadas pelos diversos invasores, de diversos países, contra diversas nações, ao redor do mundo e da sua própria história. As colonizações, os domínios territoriais, físicos e materiais, não se apagam porque já estão eternizados na história antiga e nos lucros auferidos pelas criminosas ações, pós invasão e pós colonização. A França é desses países invasores, assim como vários outros países também o são. Porém, todos sabemos que os resquícios adormecidos da soberba, do abuso, da violência, dos maus tratos e da escravidão continuam presentes no dna desse grupo de invasores.
Então, a nossa torcida para nossos irmão sul-americanos foi sincera e não foi à toa, aliás foi quase unanimidade, sim.
Também, não podemos negar que existiu um tempero de revanchismo pelo que eles foram e que, eu suspeito, ainda continuam sendo, se perceberem que suas prepotências e poderes podem ser ameaçados, por ações do bem, por ações fraternas, sociais e humanitárias, que geralmente, eu penso, são consideradas como seus grandes intrusos.
Depois de Maradona e Messi, qual será o próximo “fora de série argentino”, de sobrenome iniciado com “M”, que também invadirá fronteiras para encantar o planeta?
Paulo Dantas
19 de dezembro de 2022 6:38 pmEu torci pelo Messi , ponto.
Pedro Holanda
19 de dezembro de 2022 7:08 pmAlém da Latinoamericanidade aflorada nas redes sociais, que eu vi, teve o FATOR MESSI sem sombras de dúvidas
Lidia Zorrilla
20 de dezembro de 2022 1:35 pmhttps://www.google.com/amp/s/noticias.uol.com.br/colunas/jamil-chade/2022/12/18/carta-para-messi-gracias-por-nos-provar-que-a-humanidade-e-arte.amp.htm
Geronimo W. MACHADO
20 de dezembro de 2022 3:35 pmMuito bem observado Nassif porque Messi e a Argentina representaram a America e a nossa luta histórica contra o colonialismo e contra o imperialismo.