21 de maio de 2026

ONU pede que Corte Internacional de Justiça analise ocupação israelense na Palestina

A resolução também pede a Israel que ponha fim aos assentamentos, mas a Assembleia Geral não tem poderes vinculativos
Vista do muro de separação entre a aldeia de Abu Dis, na Cisjordânia, e Jabel Mukaber, nos arredores de Jerusalém, em 16 de maio de 2006. © Kevin Frayer / AP Photo

da RFI

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A Assembleia Geral das Nações Unidas adotou nesta sexta-feira (30) uma resolução pedindo à Corte Internacional de Justiça que determine “as consequências legais” da ocupação israelense dos territórios palestinos, um dia após a posse do governo mais à direita da história de Israel. Uma votação saudada pela Autoridade Palestina, enquanto o embaixador israelense denuncia uma “mancha moral na ONU”.

A resolução foi aprovada com 87 votos a favor, 26 contra e 53 abstenções. O texto insta o tribunal da ONU com sede em Haia, na Holanda, a determinar “as consequências legais da violação contínua de Israel do direito do povo palestino à autodeterminação”, bem como suas medidas “para mudar a composição demográfica, o caráter e o status da a Cidade Santa de Jerusalém”.

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Os estados ocidentais ficaram divididos sobre o assunto, enquanto os países árabes votaram a favor por unanimidade, incluindo aqueles que normalizaram as relações com Israel. China e Rússia também votaram a favor do texto.

O representante palestino na ONU, Riyad Mansour, disse que a votação envia um sinal ao novo governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu sobre sua disposição de reforçar políticas “coloniais e racistas” e saudou os Estados que não se deixaram “persuadir por ameaças e pressões”.

Uma votação também saudada no sábado pela Autoridade Palestina: “chegou a hora de Israel se submeter à lei e ser responsabilizado pelos crimes que comete contra nosso povo”, declarou Nabil Abou Roudeïneh, porta-voz do presidente palestino, Mahmoud Abbas.

Sem interesse em diálogo

Antes da votação, o embaixador israelense Gilad Erdan chamou a resolução de uma “mancha moral na ONU”. “Nenhuma organização internacional pode decidir se o povo judeu é ocupante em sua própria terra natal”, acrescentou. “Qualquer decisão de uma organização judicial que recebe seu mandato de uma ONU politizada e moralmente falida é completamente ilegítima”, acrescentou ele.

A resolução também pede a Israel que ponha fim aos assentamentos, mas a Assembleia Geral não tem poderes vinculativos, ao contrário do Conselho de Segurança, onde os Estados Unidos, aliados de Israel, têm direito de veto.

Os EUA, o Reino Unido e a Alemanha se opuseram à resolução e a França se absteve. “Não achamos que um encaminhamento à Corte Internacional de Justiça ajudará a trazer as partes interessadas de volta ao diálogo”, declarou o diplomata britânico Thomas Phipps.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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  1. josé Oliveira de Araújo

    1 de janeiro de 2023 9:19 am

    SERÁ QUE UM DIA A ONU VAI CORRIGIR O SEU ERRO HISTÓRICO DE TER APROVADO A CRIAÇÃO DO ESTADO DE ISRAEL, QUE FOI FORMADO MAJORITARIAMENTE POR JUDEUS OCIDENTAIS QUE NÃO TINHAM NENHUMA LIGAÇÃO COM A TERRA DA PALESTINA, SALVO POR RAZÕES RELIGIOSAS,EM DETRIMENTO DOS PALESTINOS QUE JÁ HABITAVAM A TERRA A MILÊNIOS, SENDO QUE PARTE DELES ERAM DESCENDENTES DOS ANTIGOS ISRAELENSES QUE MUDARAM DE RELIGIÃO NAS SUCESSIVAS OCUPAÇÕES FEITA PELOS ASSÍRIOS, BABILÔNIOS, PERSAS,GREGOS, ROMANOS, ÁRABES E TURCOS.
    APÓS DÉCADAS DA EXISTÊNCIA DO ESTADO DE ISRAEL, HOJE EXISTE UM POVO JUDEU QUE HABITA UMA TERRA QUE FOI USURPADA. POR CONSEGUINTE, A SOLUÇÃO DO CONFLITO NÃO PODE SER SIMPLESMENTE PELA ELIMINAÇÃO DOS ESTADO DE ISRAEL,MAS ELA PASSA NECESSARIAMENTE PELO RECONHECIMENTO DOS ISRAELENSES QUE HOUVE UMA USURPAÇÃO DA TERRA PALESTINA E PARA QUE HAJA UMA PAZ VERDADEIRA, VISLUMBRO UMA ALTERNATIVA: CRIAÇÃO DE UM ESTADO PALESTINO COM RECONHECIMENTO DE ISRAEL E COMUNIDADE INTERNACIONAL REPARAÇÃO DAS PERDAS PALESTINAS POR PARTE DE ISRAEL E APOIO ECONÔMICO DE ISRAEL E COMUNIDADE INTERNACIONAL NA CONSTRUÇÃO DO ESTADO DA PALESTINA. SEM ISSO, VAMOS CONTINUAR ASSISTINDO A CARNIFICINA.

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