Fuck 2026
por Rui Daher
Depois de quatro anos de um poder insano, dois de um golpe construído com falácias e transformado em impeachment, tiranete com trinta anos de lenta e gradual construção, um mito militar mau caráter, fanfarrão e covarde, fugiu por motivos inconfessos dos compromissos assumidos com o povo brasileiro.
Faltando poucas horas para 2022 terminar, o Regente Insano Primeiro foi visto em Miami, cidade e população a quem desejo saberem se defender, de seu incrustado azar.
Após tanto sofrimento, vendo o país onde nasci se despedaçando, tentando esclarecer o que seria o mal a acontecer, entre decepções, doenças, acidentes, dificuldades para entender uma finitude tão longa e uma brevidade tão pouca passageira, várias vezes, a eutanásia me passou pela cabeça. Para o suicídio me faltavam coragem e honradez com meus credores.
Não que tais débitos tivessem sido criados por mim, mas por traição impiedosa e ilegalidade criada por um sistema capitalista para que grandes empresas, de patrões desonestos, usam teus nome e trabalho qualificados, para saírem mais ou tão ricos, negando a merda como conduziram seus favorecimentos econômicos.
Também sempre estive longe do um por cento que toma conta dos países pobres ou me queixei de estar perto dos mais de um terço de brasileiros abaixo da linha de pobreza. Para isto, nunca deixei de trabalhar e contar com a ajuda de jovens advogados, advogadas e amigos que reconheceram minha conduta, e usando buracos legais que, até aqui, me mantiveram na casa em que moro há 40 anos.
Assim, hoje em dia, abandono a brevidade, e espero a finitude se mostrar fatal.
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Mas, então, por que o título “FUCK 2026”!
Porque, justamente agora, quando retomo a esperança de um novo projeto de inserção social, menor desigualdade de renda, maior soberania para exercer a defesa de nosso privilegiado ambiente natural, biodiversidade e contingente humano, põe-se o olho nas eleições presidenciais de … 2026.
RIP nos deixou um país quebrado, desregrado, desprotegido, dividido, em pedaços desvairados de noções políticas que, a continuarem, nunca nos deixarão ocupar um lugar de destaque na História.
Seremos, eternamente, o imortal Pelé?
Jair se foi. O bolsonarismo – como ideologia política de ultradireita – logo será ondinha morta à beira-mar. Se ele “Floridou”, depois de tudo o que fez, tangenciando o genocídio, com alta aprovação para um meliante, tratemos de arrumar a casa logo.
Fuck 2026!
Caso contrário, insanos mesmos serão os que bem o avaliam ou o Instituto Datafolha, que prevarica como faz com seus melhores analistas. Um deles, hoje, último dia do ano, Marcelo Leite, escreve um besteirol funesto para dizer “Olha a Folha está aqui para impedir a festa que vocês sonham”.
Não cito, comento, contraponho, para não terminar o ano triste como ele, realmente, foi. Quero que não o seja mais, senhor Marcelo.
Inté! Assim, com Gal no Conselho Celestial do Dominó de Botequim” quero meu avião com a minha alma chegando ao Brasil.
Rui Daher – administrador, consultor em desenvolvimento agrícola e escritor
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ze sergio/sorocabanoburaco
2 de janeiro de 2023 1:04 pmSr. Rui, sei quem sem este discurso não teria a liberdade de escrever, nem o espaço. Liberdade que já foi maior, até cair na obviedade da Censura. 93 anos de Cleptocracia. Não me iludo com fantasias. A Cleptocracia conseguiu a possibilidade da terra arrasada. De terminar seus dias escondidos entre suas fortunas roubadas da Miséria Brasileira. E não na cadeia, lugar óbvio para tamanha Quadrilha no Maior Esquema de Corrupção do planeta. Depois não adianta “dourar a pílula” e defender Robinho, Neymar, AgroPecuária, Pelé,…a parte Bolsonaro do Brasil. FELIZ 2023. Censura em (não me lembro o nome do site, CC e agora GGN) O óbvio de difícil compreensão??