5 de junho de 2026

Projetos não são dos candidatos, mas das candidaturas

Enviado por Robertog

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Comentário ao post O projeto de Brasil dos três candidatos

Acho que seria interessante também notar que os projetos não são dos candidatos, mas das candidaturas. A (re)construção do Estado nacional como estado do bem estar social e industrializante é um projeto coletivo do baixo clero intelectual e acadêmico que é majoritário entre os petistas. Com vantagens e problemas, é claro. Mas nesse caso o exemplo da Marina é  muito elucidativo. Uma pessoa com uma belíssima biografia anterior, sem uma base de apoio consistente como o PT tem, acaba se entregando no colo de setores das elites tradicionais e vocalizando seus interesses numa linguagem híbrida e, não por acaso, cada vez mais confusa e claudicante. Não dá para conciliar a biografia dela com seu novo entorno. E, acho eu, esse não é um problema pessoal da Marina e sim da geografia política. O PT ocupou o lugar da inclusão social e econômica. Ainda que seus dirigentes claudiquem muito nesse caminho. Mas quando apertados, como agora, vão para a esquerda e isso não tem nada de acaso. É o resultado do sistema de forças que move nosso sistema político. 

 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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7 Comentários
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  1. Assis Ribeiro

    21 de setembro de 2014 6:41 pm

    Excelente.

    Simples assim.

    1. Athos

      21 de setembro de 2014 6:56 pm

      Não, não é simples
      Não, não é simples assim por 2 motivos:
      Ninguém é “obrigado ” a nada.
      Política tem lado.

      Vc pode segurar a bandeira que for mas mudar de lado apenas os traidores e ou egoístas.

      Estes, os que mudam de lado ,são os bichos mais perigosos da fauna.

  2. Gão

    21 de setembro de 2014 9:21 pm

    Já dá pra acabar com essa lenda da bela da biografia de Marina

      Ela praticamente não tem biografia própria, até na boca dela mesma sua história não passa de uma colcha de retalhos assim como seu programa, essa suposta biografia é uma colagem da época em que era sombra de Chico Mendes com sua carreira no PT onde era sombra de Lula e depois foi sombra Eduardo Campos, não tem vida própria pra ter uma biografia. Quando teve chance de fazer algo por ela mesma sua REDE nem viu a luz do dia, ela é uma sombra e como sombra, quando iluminada pelos holofotes, simplesmente desaparece pois não tem algo maior ligado à ela pra dar um contorno bacana. É um ZERO.

        A partir daí dou toda a razão, o “projeto” então é o que se conseguir organizar nessa bagunça de interesses conflitantes e por vezes inconciliáveis dos que estão ao redor dela, com sorte ela não conseguiria realizar seus piores planos em um eventual governo Marina justamente por causa desse caos que ela cria em volta de si.

  3. Fabio Passos

    21 de setembro de 2014 10:40 pm

    Havia espaço a esquerda para marina…

    … o que parece é que ela se vendeu aos milionários vagabundos da especulação financeira.

    Para ganhar eleição,  a marina aceita pisar no pescoço do trabalhador pobre.

  4. Rui Daher

    21 de setembro de 2014 10:54 pm

    Roberto,

    tem alguns lances da personalidade de Marina que me deixam confuso e claudicante, talvez como ela está ou, assim, nos leve a isso.

    Mas, tendo a concordar com você sobre o desenho geopolítico no Brasil e a corrida do PT para a esquerda quando pressionado. Afinal, a insatisfação com Dilma chegou a um ponto que uma segunda “Carta aos Brasileiros” não seria engolida.

    Vez ou outra, chego a pensar, tão imensa a distância entre Marina e seu entorno que, vencendo, daria um forte rolê nas esperanças da direita. Mas isso não só é impossível em nossa geografia política, como ‘sonhático’ de minha parte. Abraços.

    1. robertog

      22 de setembro de 2014 12:42 am

      Olha Rui, tb acho q não seria

      Olha Rui, tb acho q não seria evidente que um governo Marina seria o do Giannetti & Lara Resende. Até pq não teria nenhuma sustentação no congresso. Na real, o mais provável é que a Dilma ganhe pq os governos petistas, apesar de tudo, foram os melhores que o Brasil já teve. Mas se a Marina ganhar, ela tb não poderá mexer nas coisas já feitas. É importante ter claro que as políticas sociais viraram progresso civillizatório. Não consigo imaginar abolir as cotas, p.ex. Ou o Prouni, ou a bolsa-família, ou o minha casa. Nem mesmo mandar de volta os médicos cubanos. Tem ai uma irreversibilidade, que nem tirar a pasta de dente do tubo. Tirou não volta mais. Quem se arriscar a fazer isso morre politicamente. Vira o mau da novela.

  5. altamiro souza

    22 de setembro de 2014 12:03 am

    o sistema de forças

    o sistema de forças históricas que move

    a política brasileira se delineia

    novamente agora como na era getulio,

    que criou a petrobrás sob críticas

    ferinas da udn lacerdita,depois suicdiou-se

    para vencê-los com a morte.

    depois com jango progressita e adireita cívico-militar e seu reino do terror.

    agora com os doze anos progressistas e

    transformadroas da era lula-dilma

    contra os mesmos

    retrógrados de sempre.

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