
Blog do Alfeu
Da Agência Brasil e Agência Lusa
Os desastres naturais que ocorreram no ano passado deslocaram três vezes mais pessoas que conflitos armados, evidenciando uma necessidade urgente de ajudar as pessoas mais vulneráveis a lutar contra as alterações climáticas, de acordo com um estudo publicado hoje (17).
O Conselho Norueguês para Refugiados publicou os dados antes da Cúpula do Clima das Nações Unidas, que ocorrerá na próxima terça-feira (23), em Nova York, na esperança de contribuir para um acordo global sobre alterações climáticas.
O estudo indica que 22 milhões de pessoas foram deslocadas em 2013 devido a desastres naturais, quase três vezes mais que o número de pessoas que teve de sair das suas casas devido a situações de violência.
O problema tem se agravado com o dobro dos deslocados globalmente que em 1970, apesar de o aperfeiçoamento dos serviços meteorológicos e das operações de salvamento ter contribuído para a redução do número de mortos.
“É um sinal de despertar, acredito, para os líderes mundiais que se vão reunir. Por pior que a situação esteja hoje, vai tornar-se dramaticamente pior se não se investir mais no combate”, disse Jan Egeland, secretário-geral do Conselho Norueguês para Refugiados.
“Temos de tornar as pessoas nas Filipinas ou no Chade ou no Haiti tão combativas como nós na Noruega ou em algumas partes dos Estados Unidos”.
Egeland é o ex-coordenador do programa de apoio a situações de emergência das Nações Unidas, tendo assumido um papel de relevo na obtenção de apoio após o tsunami no Oceano Índico, em 2004.
Iara G
21 de setembro de 2014 8:19 pmSim e cada vez mais o que será necessário, mais até que dinheiro
Será ser tolerante para receber e tratar (aceitar) os retirantes que podem vir até de locais não esperados como grandes metrópoles. Se a pessoa não trabalhar a humildade e a generosidade vai faltar-lhe paciência e terá dias duros pela frente: chateação, ansiedade e irritação com consequências sobre a saúde.
Tenho mencionado para parentes e amigos que fiquem preparados pois em muito breve, quem tiver parentes ou amigos morando nos locais onde, por exemplo para pegar algo iminente, pode haver escassez de água e se a solução (o que muito possivelmente não será) não for solvente em curto tempo, terão de recebê-los. Gostemos ou não, muitos desalentados poderão sair de seus locais. Ou ficarão em casas que puderem recebê-los, ou em portas ou nas ruas, mas nos locais onde ainda houver água.