5 de junho de 2026

De volta ao BC independente, desta vez o de Gustavo Franco em 1999, por J. Carlos de Assis

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Gustavo Franco foi demitido do Banco Central em 1999 por incompetência. Depois de manter artificialmente elevada, desde o Plano Real, a taxa de câmbio – para combater a inflação à custa do sistema produtivo interno -, mergulhou o País numa crise de balanço de pagamentos de proporções gigantescas, e que nos levaria de cócoras ao FMI. Pouco antes de ser demitido teve a ousadia de dobrar a taxa básica de juros para, supostamente, evitar as consequências maiores da crise que ele própria havia produzido- o que pareceu um excesso mesmo para Fernando Henrique, que o via como gênio raça.

Agora recebo de um amigo um artigo de Gustavo Franco com uma defesa apaixonada da independência do Banco Central. Não pode ser em interesse próprio, pois ele já não é mais presidente do BC. Mas passa-me pela cabeça em que terrível situação FHC e seu ministro da Fazenda, Pedro Malan, estariam metidos se, em 1999, estivesse em pleno vigor uma lei de independência do BC. Não só isso. O sucessor de Franco, Francisco Lopes, fez em questão de semanas uma trapalhada ainda maior, e teve também que ser demitido, desta vez com desonra.

Portanto, os tucanos têm a mais aguda experiência brasileira em matéria de violar a independência da diretoria do BC. Não entendo como a querem estipular por lei. Já Marina é outra coisa. Ela tem a chave suprema da governança pública que é a de “governar com os melhores”. Com algum “melhor” na presidência do BC, nunca será necessário demiti-lo em nome do interesse público. Franco não seria o melhor. Nem Lopes. Não foram indicados por Marina. Porém, desde que seja Marina a indicar o presidente do BC, o País poderá dormir tranquilo com sua estabilidade monetária.

Mas entremos no conteúdo do artigo de Gustavo Franco. Meu amigo, procurando me convencer dos argumentos independentistas dele, destacou o seguinte trecho: “Temos aqui um problema clássico de governança. O BC não tem minoritários, mas possui cerca de 180 milhões de “preferencialistas”, que são os “acionistas” sem direito a voto que carregam papéis ao portador, emitidos em pequenas denominações pelo BC, de aceitação obrigatória fixada em lei, cujo valor é fixado livremente no comércio. Quem zela pelo preferencialista?”

Quem zela pelo preferencialista – o qual, aliás, deve ser apropriadamente chamado de cidadão -, só pode ser o Estado, que tem, em última instância, a soberania da moeda. O dinheiro é um título dívida pública monetária; não é dívida do BC, que não tem patrimônio para isso. É uma obrigação genérica do Estado. Uma emissão monetária confronta ativos da sociedade, bens e serviços, e só se efetiva enquanto valor se alguém quiser tomar o dinheiro emprestado do BC/Governo ou se quiser vender para ele bens e serviços. Se ninguém quiser tomar o dinheiro emprestado do BC, o dinheiro fica lá no caixa do banco, nulificado, como se não tivesse havido emissão.

A obrigação do BC é prover dinheiro num nível suficiente para garantir a circulação de bens e serviços na sociedade, com uma margem de crescimento anual. Entretanto, como o sistema capitalista evolui em ciclos de boom e depressão, o BC deve prover mais dinheiro na recessão e depressão, e menos dinheiro nos picos da atividade econômica. Isso significa cobrir o déficit do tesouro nas fases recessivas, comprando títulos públicos emitidos pelo tesouro, e enxugar moeda no boom, vendendo títulos. Daí a necessidade de um BC articulado com os tesouros nacionais. Um BC politicamente dependente da soberania do Estado.

Não compreendo como os profetas brasileiros do banco central independente não se miram nas experiências do Banco Central Europeu, o mais independente do mundo, e do FED, o banco central americano, certamente dependente do setor político. Isso não tanto pela questão do mandato por tempo definido mas pelas atribuições: o FED, estatutariamente, tem que responder não só pela estabilidade da moeda mas pela promoção do máximo emprego, e já houve caso em que o presidente foi demitido antes do fim do mandato. Já o BCE tem a mais larga experiência de incompetência no gerenciamento da moeda produzindo na Europa a maior recessão da história recente com mandatos permanentes.

De um ponto de vista filosófico, a moeda tem valor, e é universalmente aceita num determinado marco nacional porque é com ela que se pagam tributos, conforme Abba Lerner. Para pagarmos tributos, que é uma obrigação universal dos cidadãos, temos que adquirir moeda, seja pelo trabalho direto, seja pelo trabalho indireto (vendendo bens e serviços). Esse valor se ancora em três funções básicas, a saber, reserva de valor, padrão de preços e instrumento de transação. A inflação afeta basicamente a função de reserva de valor. O Governo deve velar para a preservação do valor da moeda mas não pode garantir isso de forma absoluta pois é o setor privado, na forma do jogo de oferta e de procura de bens e serviços, que determina em última instância a evolução dos preços.

Não obstante, não há um título privado substitutivo da moeda a não ser por algumas de suas formas marginais na economia paralela. E a função de preservação do valor foi assumida pelos títulos da dívida pública dos governos, que pagam juros. Esta tem também uma função crucial de dar lastro à acumulação do capital no sistema capitalista. Isso gera uma situação tão complexa que, caso a economia não cresça, e os juros da dívida pública, como entre nós, seja de 11%, o patrimônio financeiro dos investidores em títulos públicos terá crescido de uma ano para outro 11% sem qualquer correspondência com a economia real. Isso é justo? E em que medida as gerações futuras terão que arcar com o pagamento de uma renda que não foi obtida pelo trabalho, mas pela especulação?

Um BC politicamente orientado deve promover uma expansão monetária que pelo menos acompanhe a evolução das taxas básicas de juros. Isso significa que o fluxo de produção de bens e serviços deve ser acompanhado pelo fluxo de juros da dívida pública. Se a economia estancar, os juros devem ser zero ou negativos (o BCE está adotado essa política, mas tardiamente; produziu o que se chama “armadilha de liquidez”, pela qual há dinheiro disponível nos bancos mas ninguém toma emprestado porque não há perspectiva de demanda dos bens e serviços produzidos pelo investimento novo. Contra isso, o único remédio é uma política fiscal expansiva, o que acaba de ser admitido por um membro do BCE, contra a política fiscal alemã.)

Resumindo a história: ao contrário do que Gustavo Franco pensa, o problema não é de mandato definido para o presidente e a diretoria do BC. Se ele estivesse exercendo mandato definido em 1999 ele seria demitido de qualquer forma pois certos desastres econômicos são insuportáveis: como dizia o liberal Mário Henrique Simonsen, “inflação fere, mas desequilíbrio de balanço de pagamentos mata”. O problema é de função do BC. O banco não está gerindo título privado, como uma empresa, mas uma função vinculada à soberania nacional e ao bem estar social da população como um todo. Não é uma agência qualquer. Na essência, é um braço institucional do Tesouro Nacional.

Creio que Franco tem dificuldades de ver isso porque não é capaz de deduzir relações financeiras de fatos financeiros. No prefácio que fez da magnífica autobiografia de Hjalmar Schart, que se tornaria nos anos 30 o banqueiro de Hitler, Franco se referiu a ele como “um grande liberal”. Esqueceu-se de comentar o que aparece na própria biografia, a saber, o desempenho prático de um genial financista heterodoxo, inspirado pelo New Deal americano, que foi capaz de construir uma engenharia financeira pela qual o Tesouro alemão quebrado foi financiado por empresas privadas líquidas mediante um título nominalmente emitido por quatro grandes empresas (títulos Mefo) mas bancado em último instância pelo mesmo Tesouro quebrado. Belo liberal!

J. Carlos de Assis – Economista, doutor pela Coppe/UFRJ, professor de Economia Internacional da UEPB.

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22 Comentários
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  1. Valdecir Veld

    20 de setembro de 2014 8:27 pm

    Ótimo

    Ótimo.

  2. Lucinei

    20 de setembro de 2014 8:52 pm

    Mais uma vez ar-ra-za-dor o

    Mais uma vez ar-ra-za-dor o artigo.

    Essa “microeconomice” cada vez mais parece coisa de criança mimada.

    Mas não falo por mal; desejo feliidades pra esses “playboys” que sabem comprar caro e vender barato.

    Só não venham eles darem liçao de moral – e é so isso que fazem à torto e direito!

    Não têm formação pra isso.

  3. josé adailton

    20 de setembro de 2014 8:53 pm

    Independência

    O autor poderia ter inserido um breve comentário sobre os bancos centrais da UE e do EUA, os quais supostamente são independentes.

    1. Francisco de Assis

      20 de setembro de 2014 10:01 pm

      E VOCÊ DEVERIA LER O TEXTO, EVITANDO ESTE COMENTÁRIO RIDÍCULO

      E VOCÊ DEVERIA TER LIDO O TEXTO, EVITANDO ESTE COMENTÁRIO RIDÍCULO.

    2. Francy Lisboa

      20 de setembro de 2014 10:25 pm

      ?

      ?

  4. Fabio Passos

    20 de setembro de 2014 9:23 pm

    Arrogante e pedante… quebrou o Brasil!

    Este gustavo franco foi a linha de frente de fhc na aplicação da idiotia neoliberal… que quebrou o Brasil.

    As propostas de marina são uma homenagem ao fracasso monumental deste anão.

     

    Nem parece verdade… mas marina abraçou de corpo e alma a ideologia da pior “elite” do mundo: Roubar dos pobres para dar aos ricos.

     

  5. Moraes

    20 de setembro de 2014 9:23 pm

    Li agora que o guruzinho de

    Li agora que o guruzinho de Marina, Giannetti de tal, confidenciou que um de seus sonhos era ter como ministro da FAzenda um big boss do Goldman Sachs. Esse pessoal nao tem limites. Vao tentar mudar o nome do país – United States of Brazil. Prestem atenção – não é o Itaú! ou, pelo menos, não é só o Itaú. Prestem atenção no City Bank e no Goldman SAchs, os treinadores do Obama.

  6. Ze Guimarães

    20 de setembro de 2014 9:28 pm

    Excelente artigo

    Os tucanos são a favor do BC independente por que desejam que Marina se dê mal. Querem dar corda para ela se enforcar, e depois tirarem proveito disto. Com uma mão os tucanos usam Marina para tirar o PT do poder, incentivando o oba oba anti PT; com a outra mão, depois de um desastre econômico do governo Marinista e seu BC independente, os neoliberais voltariam ao poder, talvez até condenando a sandice da desregulamentação monetária.

    E quem perderia mais nesta aventura seria o povo, pois os especuladores, e a elite ganhariam duas vezes, uma nos juros e outra em uma eventual volta ao poder depois. Misericórdia.

    Como dizem, neoliberalismo nos outros é refresco.

     

    Muito bom mesmo este artigo, acredito que a maioria dos que lêem este blog estão convictos da imbecilidade do Banco Central independente. Pena que os eleitores de Marina Silva não lêem, e prefiram aprender da forma mais dolorosa e prática o que é o neoliberalismo.

    1. W K

      21 de setembro de 2014 12:04 am

      Faltou um detalhe probabilístico,

      (não precisa combinar com os russos!) : e se depois desta possibilidade de um desastre marinístico, caso ela venha governar, ao invés de o PSDB voltar, o PT volta, com aquela idéia tipo “nos  4 anos da Marina, o país afundou, nos 12 anos do PT o país foi pra frente, saindo do buraco que o PSDB o colocou em 8 anos de governo”. 

      Penso um pouco diferente aqui: naquela eleição de 2002, que o Lula venceu, ele tinha um auxiliar, aquele cearense boquirroto, o Ciro Gomes, que passou a campanha inteira jogando cascas de banana para o Serra, e o Serra aceitou, esquecendo  que ele deveria era se digladiar com o Lula. 

      Deve ser a mesma tática que o PSDB tenta usar agora: a Marina fazendo o papel do Ciro. Mas parece que isso não está funcionando muito bem. 

       

  7. LC

    20 de setembro de 2014 9:48 pm

    Até que enfim assunto relevante

    Primeiramente louvo o esforço do autor em defender uma política econômica com índices de crescimento ridículos e taxas de inflação elevadas (quase um tucano da década de 90?).

    O FED, estatutariamente, tem que responder não só pela estabilidade da moeda, mas pela promoção do máximo emprego, e já houve caso em que o presidente foi demitido antes do fim do mandato.

    Qualquer estudante de economia com conhecimentos básicos (IS LM Curva de Phillips Demanda e Oferta Agregada) sabe que só por uma feliz coincidência é possível ao BC (ou ao Fed) manter estabilidade da moeda e pleno emprego o tempo todo. É muito cedo p/dizer que a Fed está tratando a crise de 2008 corretamente. Daqui a alguns anos a gente conversa. Muitos americanos alegam que, medida pelos mesmos critérios do governo Carter, a inflação atual americana seria muito maior do que o “índice” utilizado presentemente.

    De um ponto de vista filosófico, a moeda tem valor, e é universalmente aceita num determinado marco nacional porque é com ela que se pagam tributos, conforme Abba Lerner.

    Negativo, a moeda tem valor porque permite a especialização de forma eficiente, o Nassif não vai pagar o cara que faz a manutenção do blog em “artigos jornalísticos”, mas sim com algo que seja aceito pelos dois com troca espontaneamente aceita pela sociedade. Desse forma o Nassif não precisa perder tempo com manutenção de blog e o cara de TI não precisa ser bom em jornalismo. Na Argentina, por exemplo, o peso não circula com a facilidade que o real circula (ainda) aqui e, no entanto, você tem que pagar os tributos em pesos.

    E a função de preservação do valor foi assumida pelos títulos da dívida pública dos governos, que pagam juros.

    Não necessariamente, ao se “destruir” a máquina de impressão do BACEN, a inflação é necessariamente zero, pois o índice de preços é P (reço)  x Q (uantidade). Se o crescimento de Q é ligeiramente maior que zero, ou é zero; e o de P é zero, não há como haver inflação. No longo prazo, inflação é sempre uma condição monetária. Se o estoque de moeda não cresce, você simplesmente pode guardar notas debaixo do colchão e deixá-las de herança pra o seu neto, que talvez compre as mesmas (ou mais) mercadorias do que você no dia que as juntou. Reza a lenda que até a independência americana a “cesta básica” não aumentou de preço por 100 anos (sei que a estatística é muito difícil de provar) porque com o padrão ouro o estoque de moeda (ouro) não cresce, e os preços simplesmente não tem como crescer. 

    Isso (“não há título privado substitutivo da moeda”) gera uma situação tão complexa que, caso a economia não cresça, e os juros da dívida pública, como entre nós, seja de 11%, o patrimônio financeiro dos investidores em títulos públicos terá crescido de um ano para outro 11% sem qualquer correspondência com a economia real. Isso é justo?

    É justo sim, porque alguém tem que deixar de consumir o que ganhou com o esforço de seu salário para emprestar ao Estado por um ano, e com esse retorno em algum momento no futuro investir no negócio ou mandar um filho para a faculdade, enquanto que o “irmão gêmeo” dessa pessoa se endividou em bens de consumo chineses. Atenção aos idiotas de plantão, foi só um exemplo, não tenho irmão que se endividou para consumir produtos chineses.

    Quanto ao substituto de valor, existem os metais preciosos. Eles já tiveram aceitação legal. É só mudar isso. Se a Dilma colocar isso em lei, é só deixar que as pessoas comprem esse metal “inútil” e paguem os tributos com ele, deixando os “valiosos” reais para quem acredita na “política econômica” do atual governo.

    Além disso, com o crescimento de moeda em zero por cento, a taxa nominal de juros cairia rapidamente a dois por cento ou menos (juntamente com a inflação). E aí ficaria claro que o juro real brasileiro é alto porque o nosso Estado gasta muito mais do que arrecada.

    “…há dinheiro disponível nos bancos mas ninguém toma emprestado porque não há perspectiva de demanda dos bens e serviços produzidos pelo investimento novo. Contra isso, o único remédio é uma política fiscal expansiva…”

    Colega, com todo respeito, o caso brasileiro é muito diferente, estamos longe de armadilha da liquidez, aumentar o gasto fiscal agora é suicídio certo, o Estado sufocou o setor privado. Mais, agora, significa menos. Temos que prover os mesmos serviços com o nível de gastos de 2011 ou até antes. Aliás, pergunto ao autor se a política fiscal foi expansionista em 2010 como está agora, com um crescimento violento do PIB. Pela sua ótica, o ano de 2011 teria de ser de forte contenção de gastos.

    A discussão esquerda x direita começou provavelmente em uma caverna, e é tão justa hoje como era há cinco mil anos. Meu problema com a turma instalada no Planalto agora é que você pode acreditar em maior intervenção estatal, mas nunca em desincentivar quem poupa e acreditar que impressão de moeda salva alguém do abismo.

    O Lula deu força ao bolsa família basicamente com recursos da arrecadação, como isso deve ser feito. Bolsa montadora, bolsa Eike, bolsa estudante sem fronteira que faz turismo, isso tudo são péssimas novidades incentivadas pela atual Presidente, às custas de impressão de moeda. Nossa inflação no teto da meta há vários meses com crescimento medíocre só comprova isso.

    1. Francy Lisboa

      20 de setembro de 2014 10:24 pm

      Primeiramente louvo o esforço

      Primeiramente louvo o esforço do autor em defender uma política econômica com índices de crescimento ridículos e taxas de inflação elevadas (quase um tucano da década de 90?).

       

      Jamais como os tucanos, afinal, não tem fila de engenehiros na Sapacuai buscando vaga de Gari. Muito menos caminhoes com cesta basica para atender trabalhadores deempregados da industria naval. E claro, sem noticias de ciranças morrendo de fome no Brasil, definitivamente, não é o Brasil tucano.

      1. LC

        21 de setembro de 2014 3:36 am

        Alguma opinião que não seja propaganda eleitoral ?

        Não tem criança morrendo de fome nas ruas do Brasil?!?!?!?!?!  Você deve morar em Genebra e nao pisa aqui há quarenta anos. Por favor, não ridicularize a campanha do seu partido.

        Já ouvimos a militante do PT. Alguma opinião técnica sobre o papel da moeda em uma economia moderna?

    2. Clever Mendes de Oliveira

      22 de setembro de 2014 5:00 pm

      Você se apega muito às idéias ultrapassadas dos austríacos

       

      LC (sábado, 20/09/2014 às 18:48),

      Como leigo eu tenho ido além das sandálias quando comento algumas afirmações suas espalhadas aqui e ali neste blog de Luis Nassif. Lembro de comentário recente que eu enviei quarta-feira, 20/08/2014 às 21:01, para você junto ao post “Eduardo Giannetti e a intolerância de um liberal” de quarta-feira, 20/08/2014 às 09:33, aqui no blog de Luis Nassif com a transcrição de artigo publicado no Brasil Debate e de autoria de Luiz Gonzaga Belluzzo, Ricardo de Medeiros Carneiro, André Biancarelli e Pedro Rossi

      Lá eu não fui muito além das sandálias, pois junto ao seu comentário havia uma série de comentário de Daytona que criticavam bastante algumas frases suas retirada do seu comentário. Apenas deixei alguns links que prestavam a ajudar a ter uma visão mais crítica das idéias da escola austríaca. Alias, dentre outras observações que o comentarista Daytona fizera foi criticar a Escola Austríaca.

      O endereço do post “Eduardo Giannetti e a intolerância de um liberal” é:

      https://jornalggn.com.br/blog/brasil-debate/eduardo-giannetti-e-a-intolerancia-de-um-liberal

      Eu não penso que vou além das sandálias ao mencionar em tom crítico algumas afirmações deste seu comentário aqui neste post “De volta ao BC independente, desta vez o de Gustavo Franco em 1999, por J. Carlos de Assis” de sábado, 20/09/2014 às 17:10, no blog de Luis Nassif com a transcrição de texto de J. Carlos de Assis sobre proposta de Banco Central Independente defendida por G. Henrique de Barroso F.

      Logo no início do seu comentário para refutar o bom trabalho do Banco Central americano, o FED, você disse que:

      “Muitos americanos alegam que, medida pelos mesmos critérios do governo Carter, a inflação atual americana seria muito maior do que o “índice” utilizado presentemente”

      Ora, James Earl Carter Jr., o filho de James Earl Carter Sr., foi presidente dos Estados Unidos de 20/01/1977 a 20/01/1981, portanto, há mais de trinta anos e, portanto, período em que a economia dos Estados Unidos mudou bastante e, deste modo era de se esperar que a metodologia de cálculo da inflação tenha também mudado bastante. Suponhamos que lá no final da década de 70, a alimentação e petróleo tivessem respectivamente um peso 30 e de 10 e hoje representam apenas 10% e 5% dos gastos dos americanos, se se utilizassem os mesmos critérios do período do governo de James Earl Carter Jr. para medir a inflação, o resultado da inflação de hoje seria bem diferente do que é apresentado. Parece que os americanos que você menciona não são economistas e, se são, fica parecendo que eles não sabem nem como se calcula a inflação que até mesmo quem não é economista no Brasil já sabe há mais de 30 anos (É muito tempo atrás, mas nada de mais para quem já se encontra nos estertores dos meus 59 anos).

      E ao transcrever toda frase sobre a aceitação em determinado território de uma moeda, e questioná-la sob o aspecto do valor, em meu entendimento, você desarranjou a frase de José Carlos de Assis, com suporte em Abraham Psachia Lerner. Para mim, trata-se de duas frases que devem ser lidas assim:

      “De um ponto de vista filosófico, a moeda tem valor”.

      “E é universalmente aceita num determinado marco nacional porque é com ela que se pagam tributos, conforme Abba Lerner.”

      No texto “Money as a Creature of the State” publicada no The American Economic Review, Vol. 37, No. 2, “Papers and Proceedings of the Fifty-ninth Annual Meeting of the American Economic Association”. (May, 1947), pp. 312-317 e de autoria de Abraham Psachia Lerner há a seguinte passagem:

      “This is just what has happened. The modern state can make anything it chooses generally acceptable as money and thus establish its value quite apart from any connection, even of the most formal kind, with gold or with backing of any kind.  It is true that a simple declaration that such and such is money will not do, even if backed by the most convincing constitutional evidence of the state’s absolute sovereignty. But if the state is willing to accept the proposed money in payment of taxes and other obligations to itself the trick is done”.

      Com a seguinte tradução com ajuda do Tradutor do Google:

      “Isto é exatamente o que tem acontecido. O estado moderno pode fazer qualquer coisa que ele escolhe geralmente aceitável como dinheiro e assim estabelecer seu valor desvinculado de qualquer conexão, mesmo do tipo mais formal, com o ouro ou com suporte de qualquer espécie. É verdade que uma simples declaração de que tal e tal seja dinheiro não vai estabelecer, mesmo se apoiada pela mais constitucional convincente evidência da soberania absoluta do Estado. Mas se o Estado estiver disposto a aceitar o dinheiro proposto no pagamento de impostos e outras obrigações para si o truque está presente”.

      Um endereço para o texto “Money as a Creature of the State” é o que se segue:

      http://esepuba.files.wordpress.com/2009/05/lerner.pdf

      Enfim, o que Abraham Psachia Lerner diz está bem de acordo com o que José Carlos de Assis disse pelo menos quando se toma o que José Carlos de Assis colocou no artigo dele na forma em que eu apresentei.

      E penso que seu apego aos austríacos acaba idealizando a economia de tal modo, que a inflação zero parece algo factível, esquecendo-se que ela é expressão da paz do cemitério. Não estou falando de John Maynard Keynes, mas de um político boliviano que criticou os que vangloriavam de ter acabado com a inflação na Bolívia dizendo que não há inflação no cemitério. É bem verdade que os preços das covas sempre estiveram pela hora da morte, mas pelo menos os mortos não se dão contam disso, ou não contam isso.

      Clever Mendes de Oliveira

      BH, 22/09/2014

  8. Francisco de Assis

    20 de setembro de 2014 10:10 pm

    A SANTINHA DO PAU OCO E OS “MIÓ”

    A SANTINHA DO PAU OCO E OS “MIÓ”

    Muito bom o artigo, xará.

    Só discordo de uma coisa, não seria “governar com os melhores” a gestão da Santinha do Pau Oco.

    Seria “governar com os mió”.

    Felizmente não passaremos por isso, bastando lembrar que “os mió” que ela já escolheu não foram sequer capazes de recolher assinaturas para fundar um partido. 

    1. W K

      21 de setembro de 2014 12:08 am

      … ou então

      governar “com os miolos” …

      (Isto é, usar a inteligência!) 

  9. altamiro souza

    21 de setembro de 2014 12:24 am

    quandosefalaem

    quandosefalaem guistavofrancoeu me arrepio.

    pra mim ele signfica expropriação do dinheiro público pelo setor privado.

    impunmente.

  10. Marco Antonio L.

    21 de setembro de 2014 12:30 am

    Nassif, essa do Convesa

    Nassif, essa do Convesa Afiada de agora a pouco.

    Publicado em 20/09/2014

    DILMA 39 VS BLABÁ 24. 
    1º. TURNO À VISTA !

    No DataCaf de sábado, Arrocho tem 16

    COMPARTILHEVote Avaliação NegativaAvaliação Positiva (+65)Imprimir Imprimir 

     

    Antes de mais nada, não deixe de ler sobre o nacional desabamento da Bláblá no DataCaf.

    Já em Minas, Arrocho come o pão que o Diabo amassou:

    http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/petista-ganha-em-dez-regi%C3%B5es-1.919011

     

    A candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) vence seus principais rivais, o senador Aécio Neves (PSDB) e a ex-senadora Marina Silva (PSB), em dez das 12 regiões de Minas Gerais. Apesar de estar empatado nas intenções de voto com Marina, o tucano tem a preferência de eleitores em duas áreas.

     

    A presidente Dilma alcança sua maior vantagem diante dos rivais no Norte de Minas, onde chega a 54,4% das intenções de voto, contra 10,7% de Marina Silva e 20,1% de Aécio Neves.

     

    A vantagem sobre os concorrentes também é expressiva no Vale do Jequitinhonha, onde a petista registra 48,1% da preferência do eleitorado. No segundo lugar, Marina tem 19% contra 12,7% de Aécio. Coincidentemente, as duas regiões são as menos desenvolvidas do Estado, e grande parte da população é beneficiária de programas do governo federal, como o Bolsa Família.

     

     

    Navalha

    É por isso que a Casa Grande quer vender o Bolsa Familia à Wall Mart.

    E acabar com o voto do pobre.

    Como se sabe, segundo a ONU, o Bolsa é um dos mais bem sucedidos programas de combate à pobreza, no mundo.

    O cadastro do Bolsa é uma das tecnologias mais sofisticadas que o Brasil produziu para intervir no processo social.

    E passou a ser copiado por países menos desenvolvidos da América Latina, África e Ásia.

    Chora, Ataulfo, Chora !

    Paulo Henrique Amorim

     

     

  11. Sergiopet

    21 de setembro de 2014 12:35 am

    vácuo do pensamento econômico

     

    Na verdade, é uma temeridade Gustavo Franco e congêneres continuarem emitindo opiniões. Mas pior mesmo, é gente assim  ainda ser ouvida. O início de 1999, foi determinante para o Plano Real. Se Francisco Lopes não libera o câmbio…adeus estabilidade econômica. E observo que o nome de Lopes não consta sequer da relação de presidentes oficiais do BC. Não sei se ele esteve envolvido com informação privilegiada, mas salvou o Brasil naquele momento. Na época, o dólar, por conta da flutuação da moeda real,  duplicou o seu valor, de repente,   e, logo depois estabilizou.  Temos outros economistas que erraram muito menos. Assim, podemos dispensar o Gustavo Franco de qualquer consideração no rol dos economistas respeitáveis. 

  12. JB Costa

    21 de setembro de 2014 2:16 am

    Gustavo Franco se regia pelo

    Gustavo Franco se regia pelo ego. Todo dia se olhava pela manhã no espelho e perguntava:

     – Espelho, espelho, meu, tem alguém mais sábio, inteligente, genial que eu?

    Respondia o espelho, para desespero do narcisista:

    – Tem. É o teu chefinho Fernando Henrique Cardoso.

    Ah, é? Então vou matá-lo com meus juros envenenados!

    Ao final todos foram infelizes para sempre. Até que apareceu uma sapo barbudo.

    Mas aí é outra estória. 

  13. Como piada

    21 de setembro de 2014 5:29 am

    [  Gustavo Franco foi

    [  Gustavo Franco foi demitido do Banco Central em 1999 por incompetência.]   Não é por acaso que o petismo tá nessa capengagem eleitoral de se ter dó. Pois sua pregação mais veemente sempre foi de que FHC sempre fez questão de ter nos cargos o que de mais incompente possível houvesse e, portanto, o dito não passa de uma forma de desconstrruir  o petismo

  14. Calvin

    22 de setembro de 2014 2:02 pm

    Chico Lopes?
    Independência branca do BC foi feita ao alçar o cargo de Presidente do BC a ministro, feito por Lula para poupar Meirelles da Receita na justiça de 1ª instância. Isto sim deixou o cargo de presidente suscetível a situações como a de Chico Lopes, não a independência formal!!!

  15. Clever Mendes de Oliveira

    23 de setembro de 2014 12:44 am

    Algumas indicações sobre a questão da autonomia do BC

     

    Luis Nassif,

    Deixo aqui a indicação de alguns links que me parecem úteis para que se possa continuar essa análise sobre a independência do Banco Central. Primeiro deixo o link para o post “A independência do BC, por Marcelo Miterhof” de quinta-feira, 18/09/2014 às 12:28, aqui no seu blog com a transcrição do artigo de Marcelo Miterhof na Folha de S. Paulo de quinta-feira, 18/09/2014. Gosto muito dos textos de Marcelo Miterhof e os tenho lido com frequência porque compro o jornal Folha de S. Paulo sempre na quarta-feira e na quinta-feira. Li o artigo dele “A independência do BC” na Folha de S. Paulo e a identificação com as idéias que ele expressa como ocorre com frequência em outros assuntos foi imediata. Fica aqui então o link para o post “A independência do BC, por Marcelo Miterhof”:

    https://jornalggn.com.br/noticia/a-independencia-do-bc-por-marcelo-miterhof

    O importante é que Marcelo Miterhof não transforma a discussão sobre a independência do Banco Central como se fosse um cavalo de batalha. Aqui eu destacaria dois outros posts que de certo modo não tomam partido contra ou a favor da independência ou melhor discutem o assunto com mais racionalidade. Nesse sentido vale indicar outro texto do próprio José Carlos de Assis e que aqui no seu blog apareceu transcrito no post “O jogo político por trás do conceito de BC independente, por J. Carlos de Assis” de sexta-feira, 12/09/2014 às 07:05, e que pode ser visto no seguinte endereço:

    https://jornalggn.com.br/noticia/o-jogo-politico-por-tras-do-conceito-de-bc-independente-por-j-carlos-de-assis

    E um segundo post é “As falsas discussões sobre a independência do Banco Central” de sexta-feira, 19/09/2014 às 06:00, aqui no seu blog e de sua autoria. O endereço do post “As falsas discussões sobre a independência do Banco Central” é:

    https://jornalggn.com.br/noticia/as-falsas-discussoes-sobre-a-independencia-do-banco-central

    Você é mais crítico em relação a atual atuação do Banco Central do Brasil. De início você ataca tanto o governo como a oposição pelos argumentos apresentados contra ou a favor da independência. E depois você ataca a própria atuação do Banco Central. Nas suas palavras:

    “Com independência de direito ou de fato, há muito o BC deixou de ser um instrumento eficaz de políticas públicas. Com Armínio Fraga (FHC), Henrique Meirelles (Lula) ou Alexandre Tombini (Dilma) foi incapaz de criar um mercado de crédito de longo prazo, corrigir práticas viciadas do período da hiperinflação, desobstruir os canais de crédito para garantir um mínimo de eficácia ao uso da taxa Selic, e sofisticar suas análises para mirar dois alvos comuns a qualquer BC desenvolvido: preços e emprego”.

    Resumidamente no seu julgamento o Banco Central do Brasil tem sido incapaz de 1) “criar um mercado de crédito de longo prazo”, 2) “corrigir práticas viciadas do período da hiperinflação”, 3) “desobstruir os canais de crédito para garantir um mínimo de eficácia ao uso da taxa Selic”, e 4) “sofisticar suas análises para mirar dois alvos comuns a qualquer BC desenvolvido: preços e emprego”.

    Além disso, você lança mais críticas ao Banco Central ao considerar que ele 1) “conseguiu transformar o rentista em sócio da inflação”; 2) “impediu a reciclagem da poupança para capital de risco” e 3) “desestimulou os ganhos de escala das grandes corporações”.

    Segundo você, a discussão é inócua se se considera como o Banco Central vem atuando. E a discussão seria inócua uma vez que o Banco Central do Brasil submete a regras de atuação que o deixa dependente do mercado não precisando para isso de nenhuma legislação conferindo independência.

    Eu particularmente considero que você exagera na crítica e não apresenta qualquer alternativa viável para superar as dificuldades na administração da política econômica que mais bem servisse ao Brasil.

    A maioria desses links podem ser acessados também no TAG “BC independente”. Um link menos provável de ser encontrado é “A ação do Banco Central contra Schwartsman” de quarta-feira, 10/09/2014 às 10:33, aqui no seu blog e eu faço questão de destaca-lo tendo em vista comentário mais detalhado que eu enviei domingo, 14/09/2014 às 19:13, para junto de comentário de Alexandre Weber – Santos – SP enviado sexta-feira, 12/09/2014 às 12:41, em que deixei vários links que remetem a esta discussão. O endereço do post “A ação do Banco Central contra Schwartsman” é:

    https://jornalggn.com.br/noticia/a-acao-do-banco-central-contra-schwartsman

    Talvez o que faltou mencionar no meu comentário para Alexandre Weber – Santos – SP foram as discussões sobre a inflação e que normalmente são omitidas quando se discute a independência do Banco Central salvo para dizer que a independência assegura taxas de inflação menores. As discussões a que me refiro diz respeito ao tamanho ideal de inflação. Nesse sentido vale a pena indicar o post “Inflation Targenting Reconsidered” de terça-feira, 13/05/2014 às 04:12 am, no blog de Paul Krugman em que ele deixa o link para o trabalho dele com este título “Inflation Targenting Reconsidered” e que teria sido apresentado em Sintra em conferência para o European Central Bank em maio de 2014. O post “Inflation Targenting Reconsidered” no qual consta apenas a indicação e link do artigo, mas que vale também pelos 32 comentários que foram feitos junto ao post, pode ser visto no seguinte endereço:

    http://krugman.blogs.nytimes.com/2014/05/13/inflation-targets-reconsidered/?_php=true&_type=blogs&_r=0

    E o artigo de Paul Krugman “Inflation Targenting Reconsidered” pode ser visto no seguinte endereço:

    https://webspace.princeton.edu/users/pkrugman/pksintra.pdf

    Pelo artigo Paul Krugman recomenda uma inflação mais alta que a inflação de 4% que Laurence Ball havia recomendado em 2013 no texto intitulado “A case for four percent inflation” e que pode ser visto no seguinte endereço:

    https://www.imf.org/external/pubs/ft/wp/2014/wp1492.pdf

    Há ainda dois posts no blog de Na Prática a Teoria é Outra, ou melhor no blog de Celso Ribeiro de Barros Na Prática a Teoria é Outra e que são da eleição de 2010. O primeiro post é “Serra, o PTerodoxo, vai para o pau contra o PIG” de segunda-feira, 10/05/2010, e que pode ser visto no seguinte endereço:

    http://napraticaateoriaeoutra.org/?p=6192

    No post “Serra, o PTerodoxo, vai para o pau contra o PIG”, Na Prática a Teoria é Outra está muito orgulhoso como petista pelo tipo de Banco Central que Lula fizera. E além de orgulhoso ele considerava que a esquerda deveria criticar o posicionamento de José Serra que em entrevista a Miriam Leitão era contra muita autonomia para o Banco Central. Sobre o assunto vale a pena transcrever a última pergunta de Miriam Leitão e a resposta sem muita piedade do candidato José Serra:

    ML – “Governador, deixa eu fazer a minha pergunta que eu não consegui completar. A questão não é se o BC é infalível, ninguém é. Mas se o senhor, quando se deparar com um erro do BC, caso seja presidente, ficará apenas com sua opinião ou vai interferir. A questão não é a taxa de juros”.

    JS – “Imagina, Míriam, o que é isso? Mas que bobagem. O que você está dizendo, você vai me perdoar, é uma grande bobagem. Você vê o BC errando e fala: “Não, eu não posso falar porque são sacerdotes. Eles têm algum talento, alguma coisa divina, mesmo sem terem sido eleitos, alguma coisa divina, alguma coisa secreta tal que você não pode nem falar: Ó, pessoal, vocês estão errados”. Tenha paciência”.

    E houve ainda um segundo post no blog de Na Prática a Teoria é Outra repercutindo a mesma matéria. Trata-se do post “Serra PTerodoxo: controle de danos, e uma dúvida” de terça-feira, 11/05/2010, e que pode ser visto no seguinte endereço:

    http://napraticaateoriaeoutra.org/?p=6197

    E por fim menciono um post mais recente intitulado “Marco Flávio Resende: Banco Central independente ou autônomo?” de segunda-feira, 22/09/2014 às 11:05, aqui no seu blog transcrevendo artigo de Marco Flávio Resende publicado no Brasil Debate. O post “Marco Flávio Resende: Banco Central independente ou autônomo?” O Marco Flávio Resende é professor no Cedeplar/UFMG e diretor da Associação Keynesiana Brasileira e o endereço do post “Marco Flávio Resende: Banco Central independente ou autônomo?” é:

    https://jornalggn.com.br/blog/brasil-debate/marco-flavio-resende-banco-central-independente-ou-autonomo

    O texto de Marco Flávio Resende é um texto mais técnico discutindo a independência ou autonomia do Banco Central de acordo com a avaliação da natureza se endógena ou exógena da moeda. Como no texto anterior de José Carlos de Assis que originou no post “O jogo político por trás do conceito de BC independente, por J. Carlos de Assis”, é visível a necessidade de coordenação do Banco Central com a política econômica de um governo. E ao mesmo tempo há uma visão de que se deve evitar interferências indevidas no Banco Central. Enfim, deve-se caminhar para certa autonomia sem que esta autonomia vire em completa independência.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 22/09/2014

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