Ana Gabriela Sales
Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.
Camila Bezerra
Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...
Carla Castanho
Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN
Zanchetta
20 de setembro de 2014 3:27 amFrase da semana:
“Em 2002, eu
Frase da semana:
“Em 2002, eu achava que o PT estava despreparado para assumir o governo. Mas eu não sabia que o PT estaria agora tão despreparado para deixar o governo”
Jussara Lourenço
20 de setembro de 2014 4:13 pmVocê poderia, pelo menos,
Você poderia, pelo menos, indicar a autoría dessa “pérola”. Ou a frase seria do autor do post?
implacavel
20 de setembro de 2014 3:43 amÉ o tal do marketing…
Leonardo Dahi – Blog Ouro de Tolo
Volta e meia eu gosto de citar aqui no Ouro de Tolo o excelente documentário “Entreatos”, que mostra os bastidores da campanha vitoriosa de Lula para a Presidência nas Eleições de 2002. Revejo o filme sempre que possível porque, além de ser um documentário interessante para quem se interessa pelo período eleitoral, é fundamental para que se entenda melhor o que o PT queria ser e o que o PT resolveu ser para chegar ao poder.
Uma das muitas cenas marcantes do filme, e que me serve de base para esse texto, é uma em que Lula está reunido com os cérebros da campanha – de cabeça me lembro de Gushiken, Aloizio Mercadante e, vejam vocês, José Dirceu – para definir as estratégias para o debate da TV Globo. Nessa passagem, o futuro Presidente conta como foi sua primeira reunião com o marqueteiro Duda Mendonça, que assumiu naquele ano sua campanha.
Lula conta que Duda afirmava que o caminho para vencer seria abandonar a estratégia de tratar a imprensa como adversária, atacar nomes fortes da política nacional, recusar alianças e ser a esquerda radical que ele sempre foi. O próprio Lula disse ter ficado nervoso e ter dito que o caminho certo era o que sempre havia trilhado, mas aí não conseguiu responder à pergunta de Mendonça: “se você está tão certo, por que não ganhou ainda?” Era ali que surgia o “Lulinha Paz e Amor” que, inegavelmente, foi o pilar fundamental para que ele enfim pudesse chegar ao Palácio do Planalto.
A estratégia do excelente Duda Mendonça foi importante para que o brasileiro, pouco contente com o segundo mandato de FHC e desiludido com Ciro Gomes, passasse a confiar em Lula. Um inegável acerto que desagradou bastante a esquerda radical, mas que ganhou a esmagadora maioria do eleitorado brasileiro. Duda foi o primeiro a perceber que dar murro em ponta de faca seria entregar o país ao PSDB por mais quatro anos e acertou em cheio na estratégia, muito elogiada por especialistas na área.
Mesmo em tempos de internet, o horário eleitoral gratuito ainda é o maior canal de comunicação entre candidatos e eleitores por um motivo muito simples: o brasileiro médio ou não se interessa por política, ou tem uma opinião firme sobre partido X e Y e não se interessa por averiguar a veracidade das bases para a formação dessa opinião. Em ambos os casos, ele só tem algum contato com a política, quando não há saída. “Não ter saída”, no caso, significa ter um mesmo programa passando em todos os cinco ou seis canais de que o cidadão dispõe durante seu horário de almoço. Não há outra alternativa, ele tem que, dia sim, dia não, almoçar na companhia de Dilma, Aécio, Marina, Everaldo e Tiririca.
É por isso que, como eu já vinha falando há algum tempo, Dilma tinha uma enorme vantagem sobre seus adversários para vencer a Eleição no primeiro turno. Além de iniciar a corrida eleitoral com cerca de 49% dos votos válidos (um a menos do necessário para vencer em primeiro turno), ela teria mais que o dobro do tempo de Aécio Neves e teria mais de um minuto a mais que todos os adversários somados. Isso, multiplicado por duas vezes ao dia e por uns 25 dias de propaganda na TV, faz uma diferença enorme.
O trabalho de Santana, nesse contexto, me soava relativamente simples. Eduardo Campos ainda patinava em seus 9% e, portanto, Aécio Neves era o único adversário de fato grande para o PT. A estratégia de Aécio beirava o óbvio: colocar o dedo na ferida do povo que está sentindo os efeitos da alta da inflação e do salário que rende cada vez menos. Em volta dessa tática principal, estariam, claro, a corrupção, um suposto desgaste do partido, o fato de Dilma não ter dado sequência ao que a oposição aprendeu a chamar de “avanços do Governo Lula” e etc. Só que aí era mole para o PT. Seriam quatro minutos de ataque contra 11 – quase um curta metragem por dia – de um país perfeito. Quanto ao programa de Dilma, falemos mais adiante.
Muita gente classifica os ataques do PT a Marina Silva como desespero. Falam em “política do medo” e até comparam com os ataques do PSDB ao próprio PT em 2002.
Particularmente, discordo.
Primeiramente, é preciso entender a diferença entre ter 20% de vantagem no primeiro turno e estar 6% atrás no segundo. As Eleições são, antes de mais nada, um jogo e é preciso entender bem cada momento dele. Comparando com o futebol, é preciso entender que, quando se está ganhando de dois a zero, dá para trabalhar a posse de bola no campo de defesa e esperar o adversário vir para cima; quando o jogo está zero a zero e o outro time está mais perto de abrir o placar, é preciso atitude para ir ao ataque e, na hora do contra-ataque, fazer uma falta mais dura para matar a jogada no meio de campo. Vale a pena levar o cartão amarelo.
Com Marina, me parece um pouco diferente, porque vai na mão exatamente inversa. O PT nem pode criticar a Marina do passado porque a Marina do passado era justamente do PT. Sobra, então, falar sobre as contradições do presente de uma candidata que não consegue manter firme uma opinião sequer. É claro que há um exagero ao dizer que ela vai acabar com o pré-sal, fazer um Governo como o de Collor ou coisas do tipo, mas não vejo problema em nenhum em, com base em fatos concretos, dizer ao eleitor: “olha, isso não vai dar certo não”.
Acho até que a campanha de Dilma poderia explorar outras contradições, como o fato dela ter dito à Folha de S. Paulo em fevereiro de 2013 que “Dilma, Aécio e Campos estão no mesmo diapasão” – isso já foi inclusive tema de coluna minha aqui no Ouro de Tolo, muito antes da morte de Eduardo Campos.
Se por um lado isso é muito eficiente para conter o crescimento de Marina Silva, por outro é insuficiente para que Dilma retomasse a ponta porque, sabe Deus como, a candidata do PSB já tem um eleitorado fiel muito grande – cerca de 30% – e o alto índice de rejeição que a Presidente tem faria com que quase todos os votos dos outros candidatos passassem para Marina, especialmente os de Aécio Neves, que muitas vezes repousam mais no anti-petismo radical que na simpatia aos ideais tucanos.
É aí que entra de novo aquela história de vender um país perfeito. A estratégia usada por João Santana para reverter a baixa popularidade de Dilma é tão óbvia quanto inteligente e pode ser facilmente exemplificada. Está rolando aí nas redes sociais um texto curto, que vi pela primeira vez na lista de emails dos colunistas deste blog, que conta a história (verídica, até onde eu sei) de um médico que recebeu um grupo de estudantes de medicina e foi apresentado como o único médico que uma determinada pessoa que trabalhava por ali conhecia, que votava no PT. Diante do espanto dos estudantes pelo voto do Doutor, ele questionou: “quantos de vocês usam o FIES?”. Com a afirmativa de todos, respondeu: “é por isso que eu voto no PT.”
Para mim, isso sintetiza bem uma coisa que acaba ficando escondida em um Governo que se destaca mais pelos projetos e pelo lado social, coisas que não aparecem no jornal, que pelas decisões econômicas e pela infra-estrutura: o PT tinha uma alta rejeição em um setor da sociedade que tinha tudo para amá-lo.
E aí entra o horário eleitoral que chama a atenção do eleitor para o fato de que a vida dele melhorou muito nos últimos 12 anos. Mostra para o eleitor que dizia não votar em Dilma de jeito nenhum que se ele hoje mora em uma casa própria, troca de carro regularmente, viaja para o exterior, colocou o filho na Universidade e pôde desfrutar de um universo outrora restrito a poucos privilegiados, tudo isso aconteceu por causa dos Governos de Lula e Dilma.
Nas últimas semanas, e acredito que isso já ocorreria caso o Aécio fosse o principal adversário, o programa da Dilma admitiu veladamente os pontos negativos de seu Governo, mas apresentou as suas iniciativas para melhorar a vida desse eleitor que tanto a rejeita, fazendo assim um questionamento: você vai trocar tudo o que conquistou graças a mim porque gastou 100 reais a mais no supermercado neste mês?
É assim que Dilma pretende, com boa possibilidade de sucesso, destruir o principal argumento usado pela oposição para botar medo na população: a volta da inflação. Com serenidade, o PT diz: “calma, confia em mim que tudo vai dar certo”.
Com tempo de sobra para tal, Dilma consegue rebater até o senso comum de que faz parte de um Governo corrupto. Semana passada mesmo disse que os escândalos aumentaram porque, ao contrário do que acontecia na época de FHC, há investigação. Esqueçamos o quão cara-de-pau é a Presidente da República admitir que seus homens de confiança são uns picaretas, mas pensemos no efeito que esses 11 minutos divulgados a esse tema pode causar em todas as classes sociais. É um tiro certeiro.
No último sábado, o PT acertou em cheio mais uma vez. Entendendo que parte dos votos em Marina repousava no desejo de mudança despertado pelos movimentos de junho de 2013, Dilma foi ao ar batendo um papo animado com líderes daquelas manifestações que, vejam, declararam voto em Dilma! Foi mais um recado: o “tudo” que eles queriam mudar começa um pouco mais abaixo. O topo até que está bom.
Vamos supor, então, que as duas candidatas terminem o primeiro turno com os percentuais que tem hoje – 44,82% x 35,66%. Em uma conta bastante simples, apenas para ilustração, temos que Dilma precisaria ganhar apenas 5,18% dos 19,51% dos outros candidatos, enquanto Marina precisaria conquistar mais da metade deles, 14,34%.
Supondo que todos os votos de Aécio, Everaldo e cia. passem para Marina (o que, embora saibamos que a esmagadora maioria irá, é totalmente impossível), Dilma teria, contando a partir de hoje, pouco mais de 30 dias para conquistar um eleitorado que representa 5,18% do total e, com a mesma estratégia que hoje vem sendo usada, isso seria muito fácil. Bastaria atingir determinada classe social ou outro setor qualquer da sociedade e pronto: mais quatro anos no poder.
Claro que as coisas não são tão simples assim, mas essa conta serve para mostrar que Dilma, através do tal do marketing, conseguiu dar o passo mais difícil para conseguir se reeleger: manter a calma quando tudo parecia ter desabado, neutralizar a sua queda e a subida de Marina. Agora, vem a parte mais fácil, mas a decisiva, onde qualquer erro é fatal. O resultado da Eleição agora depende mais da própria Dilma que de Marina (mesmo ambas tendo 10 minutos na TV no segundo turno, o quadro pouco se altera porque a porradaria em Dilma só passaria de polarizada em 10 candidatos a concentrada em um só – e este um nem pode bater muito porque isso é coisa da “velha política”) e, por ora, tudo está indefinido.
Se eu tivesse que arriscar um palpite, diria que dá Dilma, justamente pelo que foi exposto no parágrafo anterior. Mas ainda convém, para petistas, tucanos e adeptos da nova política, muita prudência. Essa Eleição já mostrou que ninguém se elege de véspera.
Maria Carvalho
20 de setembro de 2014 4:17 amMuito bom!
Acho que é por aí…
Para mim, Dilma jamais caiu no percentual de intenção de votos.
Resultados de pesquisas: Dilma/Marina/Aécio subindo e descendo, trata-se, simplesmente, de um “jogo” para eleitores incautos e especuladores da bolsa!
Jogo da mídia, que, também, ganha!
Em toda eleição é assim: as empresas de pesquisas, normalmente se ajustam com a proximidade do dia do pleito, por isso esse vai e vem de fulano sobe, sicrano desce!
Joel Neto
20 de setembro de 2014 1:20 pmA previsibilidade dos institutos de pesquisa
Exatamente o que acontece.
Vejam o que previ (faz dias) e caminha para se confirmar:
http://blogdobriguilino.blogspot.com.br/2014/08/a-previsibilidade-dos-institutos-de.html
dinarte22
20 de setembro de 2014 4:16 amQual é a do Pnad?
A quem interessava o Pnad dar a mancada que deu? O Aecio deitou falação sobre a falencia da politica da Dilma de distribuicao de renda, etc etc.
Tem que fazer uma sindicancia para apurar quem montou essa monstruosidade. O cara tem que ser preso.
André Paulo Reis
20 de setembro de 2014 11:44 amA dinheirama da privataria tucana compra esses funcionários
Ate na PF tem isso, visam proteger tucanos e dar-lhe de volta a chave do cofre. Não passarão
Marly
20 de setembro de 2014 11:45 amErro proposital…
Pode ter sido um erro proposital para uso dos adversários. É preciso que no horário de Dilma seja esclarecido aos brasileiros esse “ERRO.”
rdmaestri
20 de setembro de 2014 7:10 amA mais absurda das propostas de Marina!
Todo mundo está atendo ao problema do Banco Central e outras propostas da equipe da candidata Marina, mas ninguém se deu conta da mais absurda de todas as propostas, que provavelmente não saiu da mente da equipe mas sim da própria candidata.
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A proposta mais absurda é sobre impedimento de deputados e vereadores de se reelegerem.
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Ninguém ainda parou para pensar o que viraria as nossas casas legislativas municipais, estaduais e a federal com a implantação de uma norma como esta, pois acho que esta proposta é o suprassumo da ignorância, com pitadas de total irresponsabilidade e patéticos devaneios.
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Na dinâmica do funcionamento legislativo há uma série de ritos que somente os iniciados conseguem seguir no início de cada legislatura, é o regimento, o funcionamento das comissões e mais centenas de outra nuances. Essas armadilhas do estatuto e do processo legislativo diferenciam os vereadores e deputados experientes dos neófitos.
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Um deputado iniciante ou se escora num mais experiente ou simplesmente não consegue fazer nada nos dois primeiros anos. Agora imaginem a câmara dos vereadores de Quiprocó do Alto do Morro, no primeiro ano de legislatura, onde onze vereadores, que nunca participaram de um só processo legislativo ou a ua reunião mais importante do que uma reunião de condomínio, devem começar a trabalhar todos eles ao mesmo tempo sem a mínima noção do que devem fazer.
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Os preguiçosos não farão nada desde o início até o fim do mandato, ficarão felizes por ter ganhado um bom dinheiro extra e no fim da legislatura somente a sua família ficará satisfeita com a sua atuação. Além dos preguiçosos haverão os muito rápidos, que como não terão nenhuma ambição política, não terão também nenhum freio política, se apropriarão do errário público o mais rápido possível, pois ao fim dos quatro anos fazendo ou não fazendo nada irão de volta para casa, e uma volta com o bolso mais mas sem possibilidade de roubar mais, logo estes deverão ser extremamente rápidos.
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Porém estes não será o pior perfil, o mais nefasto, o mais maléfico e perigoso, o verdaeiro cancro das casas legislativas, será o CRIATIVO. O criativo, já na primeira reunião, não satisfeitos com as normas internas da casa legislativa proporá uma mudança no regimento, pois este não está adequado a nova realidade perticipativa e sustentável de todo na política. Não sendo suficientemente moderno para imprimir um ritmo forte ao processo legislativo ele deverá ser complertamente reconsntruído. Depois de um ano de discussões a câmara dos vereadores da pequena cidade, terá um novo regimento pronto para começar a funcionar.
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Provavelmente todos os projetos do segundo ano, aprovados após o regimento, serão anticonstitucionais, pois não haverá ninguém para dizer aos nobres edis públicos que não é possível revogar a Lei da Gravidade para que a água suba um morro sem o necessário bombeamento. Os danos serão permanentes não só para o processo legislativo como também para o próprio município,. Depois de alguns impasses e verificações de incongruências do “novíssimo regimento” fruto da “novíssima política”, no terceiro ano começarão discussões dos projetos novos, culminando no quarto e último ano na não aprovação de nenhum, pois como está no fim da legislatura o interesse será perdido e os projetos engavetados.
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No caso das assembleias estaduais, se os políticos já tiverem alguma experiência como vereadores, eles conseguirão resultados muito mais céleres, muitos já no primeiro ano de mandato, onde herculeamente conseguirão passar leis que darão nomes a ruas e outras obras públicas inexistentes. O nome, não a obra, pois não haverá tempo nem maneira de construi-la devido a morosidade na aprovação.
O suprassumo da eficiência legislativa vai ser obtida lá pelo terceiro ano do mandato, quando vão entender como deve ser votada uma proposta de orçamento e no dia 31 de dezembro do ano hás 24 horas, aprovarão na íntegra a proposta do executivo, pois discutiram tanto tempo que não sobrará nem um minuto para a inclusão de alguma coisa.
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As brigas contra o Senado, que será composto por políticos mais experientes, será constante, a inventividade de novos deputados frutos da nova política, entrará em choque com a experiência e conservadorismo dos senadores.
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Uma lei mais elaborada, como um código jurídico, que em regra leva uns vinte anos para ser aprovado, ou será aprovado em seis meses, criando um monstro jurídico, sem pé nem cabeça, ou sairá um a cada século.
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Os candidatos avulsos serão uma verdadeira fauna, um Tiririca será considerado um modelo de legislador, serão eleitos jogadores de futebol, artistas de novelas, radialistas e outro membros da mídia, não todos, é claro, somente aqueles que tiverem o discurso absurdo contra minorias ou maiorias.
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Haverá aqueles que são favoráveis a maioridade penal aos dois anos de idade, ou os que querem introduzir a obrigatoriedade de se rezar todos os dias nas escolas no mínimo uma hora ou mesmo aqueles que criarão um ministério para preparar a recepção aos ETs.
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A burocracia das casas legislativas tomará conta do processo legislativo e de forma indireta governará sem o mínimo controle, pois como a cada quatro anos que mudar todos estes burocratas, quem orientarão e mandarão nos legisladores serão os próprios burocratas! Haverá uma inversão total e completa dos papéis, os legisladores serão dependentes dos secretários e não ao contrário.
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A hipertrofia do poder executivo aumentará ainda mais, pois toda a legislação partirá de lá em função de a burocracia estatal ter continuidade no seu trabalho.
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A política deixará de ser feita por profissionais honestos ou corruptos, para ser feita por oportunistas, sonhadores e loucos mais desonestos e corruptos do que os politicos, as casa legislativas virarão um verdadeiro zoológico, para não dizer uma Casa de Irene.
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Além de tudo isto, os jornalistas de política deixarão de acompanhar a atividade parlamentar, para escreverem livros de humor a partir da coleta de piadas e causos esdrúxulos vivenciados nas casas legislativas, pois desta nova estrutura só sairá besteiras!
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Estou começando a me convencer que Marina não é sonhática, crente ou messiânica, é BURRA MESMO.
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IV AVATAR
20 de setembro de 2014 8:07 amO falso moralismo de Patrícia “dedo em riste” Poeta
Falso moralismo: Patricia “Poeta” envolvida com Cachoeira
POIS, SABE AQUELA “POETISA” QUE APONTOU O DEDO EM RISTE PARA A PRESIDENTA DILMA DURANTE A ENTREVISTA RESERVADA AO CANDIDATOS NO JN….POIS É….
SAÍDA DE POETA DO JN TERIA RELAÇÃO COM CACHOEIRA
19 DE SETEMBRO DE 2014 ÀS 15:01
247 – O afastamento de Patrícia Poeta do posto de âncora do Jornal Nacional, principal programa da TV Globo, pode estar relacionado com uma decisão pessoal da jornalista.
Segundo a coluna Outro Canal, da Folha de S. Paulo, a notícia tem a ver com a compra de um apartamento feita por ela e seu marido, o diretor de programação da TV Globo, Amauri Soares.
O imóvel, no Rio de Janeiro, teria custado R$ 23 milhões. Mas não estaria aí o problema, e sim no proprietário que vendeu o apartamento para o casal.
Trata-se do empresário Georges Sadala, citado nas investigações sobre o bicheiro Carlinhos Cachoeira e como membro da chamada “gangue dos guardanapos”, termo criado pela oposição ao ex-governador Sérgio Cabral.
De acordo com a coluna, o vazamento à imprensa da notícia da compra do apartamento pela apresentadora do JN teria desagradado a cúpula da emissora dos Marinho e até sido tema de reunião.
Mais de um ano na ‘geladeira’
De acordo com o colunista de TV Ricardo Feltrin, também da Folha, os protagonistas do embate que resultou na saída de Poeta do JN foram Ali Kamel, diretor de jornalismo da Globo, e Soares, marido da apresentadora, que vivem em “constante rixa”.
Kamel, que já estudava Renata Vasconcellos na bancada do jornal, teria sido determinante para a saída de Patrícia.
Segundo Feltrin, não há, até o momento, nenhum projeto de novo programa para a jornalista, seja no entretenimento, no jornalismo ou na dramaturgia, fato que a deve deixar na geladeira por um ano ou mais.
Assis Ribeiro
20 de setembro de 2014 8:18 amVaias a Aranha são a vitória
Vaias a Aranha são a vitória do racismo na Arena do Grêmio
O racismo brasileiro, que contesta a existência do preconceito e nega ao negro até mesmo o direito de se sentir ofendido, obteve uma vitória expressiva na Arena do Grêmio, na noite desta quinta-feira 18 em Porto Alegre. Três semanas depois de Aranha ser chamado de “macaco” e “preto fedido”, o goleiro do Santos foi xingado de “viado” e “branca de neve”, vaiado durante o aquecimento e também a cada vez que encostava na bola durante nova partida entre os dois clubes, desta vez pelo Campeonato Brasileiro. Foi uma clara demonstração por parte de muitos torcedores gremistas da “indignação” provocada pelo simples fato, vejamos só o tamanho do buraco, de ter denunciado o ato de racismo do qual foi vítima em 28 de agosto.
Como de costume, houve uma tentativa cínica de negar que as vaias a Aranha fossem uma crítica ao goleiro e, consequentemente, apoio ao ato de racismo anterior. Durante o jogo, vicejava nas redes sociais o argumento de “vaia ser normal no futebol”. Após a partida, essa tese foi encampada por dois repórteres ligados às Organizações Globo, um do SporTV e outro da RBS.
SporTV: Aranha, mas você não acha normal as vaias (sic), o que aconteceu de anormal além das vaias?
Aranha: Eu não ligo com vaia, com manifestação de torcedor, desde que seja do esporte. E a gente, sem ser hipócrita… Porque às vezes também a gente fala as coisas, todo mundo começa a achar o que quer. Todo mundo sabe que a vaia hoje foi diferente.
SporTV e RBS: Diferente por quê?
Aranha (olhando para a repórter da RBS): Você sabe por quê? Por que foi diferente?
RBS: É a pergunta que a gente quer saber.
Aranha: Por tudo o que aconteceu no outro jogo, ou não foi? Ou você concorda com o que aconteceu? Você concorda?
RBS: Eu não tenho que concordar com nada.
Aranha: Ah, você não tem… (que concordar ou discordar)? Por quê? Então você não tá nem aí, é isso?
A conversa é perturbadora e chocante em dois níveis. Em primeiro lugar, pelo fato de os jornalistas partirem do princípio de as vaias não terem relação com o episódio de racismo, uma conclusão que desconsidera todo o contexto e, portanto, configura uma clamorosa e patética mentira. Em segundo lugar, pela busca cega da “isenção” por parte da repórter da RBS diante do claro ato racista do jogo anterior, postura resultante, por óbvio, das regras da emissora e cujo resultado é a dissociação entre o jornalismo e sua causa primária, a defesa da verdade.
Por trás das vaias a Aranha e das perguntas feitas ao goleiro após o jogo está também a construção de uma falsa verdade, a de que o goleiro não foi vítima de um ato racista, mas culpado por fazer torcedores gremistas “perderem a cabeça” ao fazer cera durante o jogo entre Grêmio e Santos pela Copa do Brasil. Defenderam essa tese, para ficar em dois exemplos, diretores do Grêmio, e Eduardo Bueno, também da SporTV. O último a fazê-lo foi Luiz Felipe Scolari, o artífice do 7 a 1, que comparou as denúncias de Aranha a uma esparrela.
O caso envolvendo o goleiro do Santos e a torcida do Grêmio é mais um na lista da moralidade alternativa que vigora no futebol, mas é também emblemático como ferramenta de análise da sociedade brasileira. Quem acusa Aranha, e quem silencia diante da pressão sofrida pelo goleiro, de uma forma ou de outra fortalece a reação à busca pela igualdade, contribuindo de forma perversa para a tentativa de “colocar o negro em seu devido lugar”, invisível e subalterno, onde não incomode com suas reclamações insolentes sobre o “suposto” racismo. É uma postura simplesmente abjeta, que ignora décadas de luta e, como disse o próprio Aranha, a dor de muitas pessoas cujo sofrimento está na base das leis contra o racismo.
http://esportefino.cartacapital.com.br/vaias-a-aranha-racismo-gremio/
anarquista sério
20 de setembro de 2014 9:18 amEssa delação da Petrobras
Essa delação da Petrobras está muito longa.Com uma só pergunta,o assunto seria resolvido:
Sr. ex diretor,existe alguém que não roubou na Petro?
Pronto.Seria mais rápido.
André Paulo Reis
20 de setembro de 2014 11:39 amSantinha do pau oco vc
Me diga qual grande empresa da tamanho de uma Petrobrás não correria de ter em seus quadros algum funcionario corrupto, e me diga quem demitiu o larápio tão logo a PF de Dilma descobriu. No seu governo tucano isso não ocorreria, aliás, Costa está na Petrobrás há mais de 30 anos, tendo galgados postos de confiança no governo FHC, mas foi Dilma quem o demitiu
MiriamL
20 de setembro de 2014 10:31 amStanislaw Ponte Preta,
Stanislaw Ponte Preta, humorista contra a ditadura
Os resumos biográficos falam que Stanislaw Ponte Preta é pseudônimo de Sérgio Porto, quando seria mais próprio usar a palavra heterônimo, o nome, a pessoa que um escritor cria para obras de estilo, tendência e características diversas das suas. Sob a pele do heterônimo Stanislaw Ponte Preta, Sérgio Marcus Rangel Porto cresceu para a fama, com uma graça e gozação imprevistas na postura grave do cronista Sérgio Porto.
Por Urariano Mota, para o Portal Vermelho
Reprodução
Stanislaw Ponte Preta, o Sérgio Porto
Os registros falam também que ele foi radialista e compositor brasileiro, nascido em 11 de janeiro de 1923, falecido de infarte no dia 30 de setembro de 1968.
Importa mais dizer que Sérgio Porto, na pessoa de Stanislaw, foi escritor e jornalista único pelo humor com que desmontava pela sátira, deboche, piadas e ridículo os policiais, militares golpistas e reacionários em geral da última ditadura brasileira. Como aqui:
“Quando aquele cavalheiro nervoso entrou no hospital dizendo ‘eu sou coronel, eu sou coronel’, o médico tirou o estetoscópio do ouvido e quis saber: ‘Fora esse, de que outro mal o senhor se queixa?’ “.
Como Stanislaw, a sua maior invenção foi o Festival de Besteira que Assola o País, o Febeapá, que fez um ataque arrasador contra as forças de direita no Brasil. Como nestes mísseis:
“Foi então que estreou no Teatro Municipal de São Paulo a peça clássica ‘Electra’, tendo comparecido ao local alguns agentes do DOPS para prender Sófocles, autor da peça e acusado de subversão, mas já falecido em 406 A.C….
Quando a Censura Federal proibiu em Brasília a encenação da peça Um Bonde Chamado Desejo, a atriz Maria Fernanda foi procurar o Deputado Ernani Sátiro para que o mesmo agisse em defesa da classe teatral. Lá pelas tantas, a atriz deu um grito de ‘viva a Democracia’. O senhor Ernani Sátiro na mesma hora retrucou: ‘Insulto eu não tolero’ “.
E notem que coisa mais bonita: na sua maior invenção, Stanislaw Ponte Preta recortava dos jornais as notícias que ele, de modo livre e satírico, comentava em novo texto. Isso é mais uma lição de literatura. A maioria dos grandes “criadores” não sabe, por exemplo, que o gênio de Ibsen pegava notícias de jornais para as suas tragédias e dramas. Mas Stanislaw era mais imediato, porque, como jornalista, trabalhava em regime de urgência. E não parava nem nos momentos de lazer, pelas manhãs em Copacabana ou em Ipanema. Segundo Millôr Fernandes, “ele continuava recortando, no violento sol da praia, pedaços dos jornais que lia sem parar, aproveitando o tempo”.
Mais adiante, apareceriam em jornais até antes de dezembro de 1968, no tempo anterior à ditadura absoluta que veio com o AI_5:
“A peça ‘Liberdade, Liberdade’ estreou em Belo Horizonte e a Censura cortou apenas a palavra prostituta, substituindo-a pela expressão: ‘Mulher de vida fácil’, o que, na atual conjuntura, nos parece um tanto difícil. Ninguém mais tá levando vida fácil…..
Em Campos (RJ) ocorreu um fato espantoso: a Associação Comercial da cidade organizou um júri simbólico de Adolph Hitler, sob o patrocínio do Diretório Acadêmico da Faculdade de Direito. Ao final do julgamento, Hitler foi absolvido.
A minissaia foi lançada no Rio e execrada em Belo Horizonte, onde o Delegado de Costumes (inclusive costumes femininos), declarou aos jornais que prenderia o costureiro francês Pierre Cardin, caso aparecesse na capital mineira ‘para dar espetáculos obscenos, com seus vestidos decotados e saias curtas’. E acrescentou furioso: ‘A tradição de moral e pudor dos mineiros será preservada sempre’. Toda essa cocorocada influenciour um deputado estadual de lá – Lourival Pereira da Silva – que fez um discurso na Câmara sobre o tema ‘Ninguém levantará a saia da Mulher Mineira’”,
Esse era, é o grande Stanislaw Ponte Preta. Ele fica. Mas o seu criador e criado, depois de sobreviver a uma tentativa de envenenamento, foi liquidado no coração em setembro de 1968. Tinha só 45 anos de idade, aos três meses antes do AI-5.
http://www.vermelho.org.br/noticia/249838-11
MiriamL
20 de setembro de 2014 10:48 amSTF aplica critérios de
STF aplica critérios de Raposa Serra do Sol e afasta posse de terra indígena em MS
Turma aplica critérios de Raposa Serra do Sol e afasta posse de terra indígena em MS
Por maioria de votos, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deu provimento ao Recurso Ordinário em Mandado de Segurança (RMS) 29087, reconhecendo não haver posse indígena em relação a uma fazenda, em Mato Grosso do Sul, que havia sido declarada, pela União, como área de posse imemorial (permanente) da etnia guarani-kaiowá, integrando a Terra Indígena Guyraroká.
A Turma aplicou nesta terça-feira (16) o entendimento firmado pelo Plenário do STF no julgamento do caso Raposa Serra do Sol (PET 3388) e decidiu reformar acórdão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que indeferiu mandado de segurança com o qual o proprietário da fazenda buscava invalidar a declaração da área como terra indígena.
Marco temporal
O julgamento do recurso foi concluído hoje com o voto do ministro Celso de Mello, que se alinhou à divergência aberta em sessões anteriores no sentido de manter o precedente do STF no julgamento da PET 3388, que tratou da demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima.
Segundo o ministro, naquela ocasião foi estabelecida a data da promulgação da Constituição Federal como marco temporal para análise de casos envolvendo ocupação indígena. “A proteção constitucional estende-se às terras ocupadas pelos índios considerando-se, para efeitos dessa ocupação, a data em que foi promulgada a vigente Constituição. Vale dizer, terras por eles já ocupadas há algum tempo, desde que existente a posse indígena”, disse.
O relatório de identificação e delimitação da Terra Indígena Guyraroká, disse o ministro, indicou que a população indígena guarani-kaiowá residiu na área, objeto de disputa, até o início da década de 40. Deste modo, “há mais de 70 anos não existe comunidade indígena na área, portanto não há que se discutir o tema da posse indígena”, afirmou o ministro Celso de Mello.
O ministro considerou ainda que o Plenário do STF, no julgamento da PET 3388, estipulou uma série de fundamentos e salvaguardas institucionais relativos às demarcações de terras indígenas. “Trata-se de orientações que não são apenas direcionadas àquele caso, mas a todos os processos sobre o mesmo tema”, consignou.
O decano concluiu afirmando que se há necessidade comprovada de terras para acolher a população indígena, “impõe-se que a União, valendo-se da competência constitucional de que dispõe, formule uma declaração expropriatória”.
Votos
O relator do RMS, ministro Ricardo Lewandowski, votou, no dia 24/6/2014, pelo desprovimento do recurso, por entender que o mandado de segurança não é o instrumento judicial adequado para discutir questão de tal complexidade. Abriu divergência o ministro Gilmar Mendes, que deu provimento ao recurso interposto pelo proprietário rural. A ministra Carmén Lúcia, na sessão do dia 9/9/2014, seguiu a divergência aberta pelo ministro Gilmar Mendes. A Segunda Turma decidiu suspender o julgamento para aguardar voto do ministro Celso de Mello, proferido na sessão de hoje, e o ministro Teori Zavascki se declarou impedido.
SP/AD
Processos relacionados
RMS 29087
http://www2.stf.jus.br/portalStfInternacional/cms/destaquesNewsletter.php?sigla=newsletterPortalInternacionalDestaques&idConteudo=275436
anarquista sério
20 de setembro de 2014 11:25 amMiriamL
20 de setembro de 2014 11:35 amCatalunha aprova legalização
Catalunha aprova legalização do referendo
Diploma abre caminho à consulta sobre a independência da região.
O Parlamento catalão aprovou nesta sexta-feira a Lei das Consultas, um pacote legislativo que serve de suporte legal para que possa ser convocado o referendo sobre a independência, marcado para 9 de Novembro. No entanto, ao contrário do que tinha sido sugerido, o presidente do governo regional, Artur Mas, ainda não convocou o referendo.
De acordo com a nova lei, podem votar os cidadãos catalães com mais de 16 anos a residir na Catalunha ou no estrangeiro, desde que se tenham inscrito no sistema de recenseamento criado pela Generalitat. Também podem votar os cidadãos da União Europeia com residência na Catalunha há pelo menos um ano, ou extracomunitários com residência há três.
As questões excluídas de ir referendo pela nova moldura legal são só as que restrinjam os direitos, liberdades e garantias constitucionais e as que abranjam matérias fiscais e orçamentais que já tenham sido aprovadas. O estatuto de autodeterminação fica, desta forma, dentro dos assuntos que podem ser alvo de referendo.
Cabe agora a Artur Mas fazer a marcação oficial do referendo, o que já poderia ter acontecido nesta sexta-feira. A estratégia de Mas está relacionada com a posição do Governo central, que se opõe, desde a primeira hora, à marcação da consulta, que considera ilegal.
Adiando a convocatória do referendo, Mas impede que seja possível ao Governo do conservador de Mariano Rajoy enviar de imediato o diploma para o Tribunal Constitucional, que vai reunir em plenário ma próxima semana. Ainda esta sexta-feira, Mas recusou-se a revelar a data em que irá convocar a consulta. “Tenho o prazo até à próxima sexta-feira, mas a convocatória também pode ser imediata”, disse ao canal 8tv.
Independentemente da data de anúncio, Madrid poderá sempre recorrer ao Tribunal Constitucional para impugnar a consulta.
http://www.publico.pt/mundo/noticia/catalunha-aprova-legalizacao-do-referendo-1670254
André Paulo Reis
20 de setembro de 2014 11:36 amEm entrevista a Paulo Moreira Leite, Mercadante explica Marina
AO 247, MERCADANTE DISSECA O PROGRAMA DE MARINA
Em entrevista exclusiva ao 247, o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, desmonta o programa econômico de Marina Silva e aponta suas fragilidades; “A Marina tem uma resistência antiga e anacrônica ao petróleo e ao pré-sal. Ela ignora a importância do petróleo na matriz energética mundial”, diz ele; em outro ponto polêmico, Mercadante também critica a postura de Marina diante do setor financeiro: “A proposta de independência legal do Banco Central é agravada quando associada à retração dos bancos públicos na oferta de crédito. Hoje, os bancos públicos respondem por aproximadamente 50% da oferta de crédito”; leia a íntegra da entrevista concedida a Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília
19 DE SETEMBRO DE 2014 ÀS 18:53
Por Paulo Moreira LeiteAos 60 anos de idade, Aloizio Mercadante encontra-se no ponto mais alto de quatro décadas de uma atividade politica iniciada como liderança estudantil na luta contra regime militar, no início dos anos 1970. Como ministro-chefe da Casa Civil, ele representa os olhos e os ouvidos da presidente Dilma Rousseff, cuja confiança conquistou depois de um retorno tímido a Brasília, como ministro de Ciência e Tecnologia, quase um cargo de consolação após a derrota na disputa pelo governo de São Paulo, em 2010. Promovido a ministro da Educação em 2012, Mercadante assumiu a Casa Civil no início deste ano, quando Gleisi Hoffman se afastou para disputar o governo do Paraná. Escalado, inicialmente, para administrar o governo enquanto a própria Dilma enfrentava a dupla jornada de presidente e candidata, Mercadante tornou-se, nas últimas semanas, uma peça importante na campanha pela reeleição, também.Com uma formação acadêmica que vem da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo, reforçada por cursos de pós-Graduação na Universidade de Campinas, Mercadante dedicou um de seus livros mais recentes, (“Brasil – A construção retomada”) a Celso Furtado, o grande mestre do pensamento desenvolvimentista, autor de “Brasil- A construção interrompida”, obra que foi uma das fontes de inspiração da vida acadêmica do ministro. Ninguém poderia imaginar que, em 2014, no calor da disputa presidencial, um assessor de Marina Silva colocaria em dúvida as ideias do mestre para dar combate a política econômica do governo Dilma. Foram críticas “preconceituosas e rebaixadas,” rebate Mercadante, nesta entrevista exclusiva ao 247.Conhecido, nas assembleias estudantis, como uma das oratórias mais calibradas de sua geração, Aloizio Mercadante abriu um espaço em sua agenda desumana, na semana passada, para dissecar, ponto a ponto, o programa de governo de Marina Silva. A entrevista:247 – O senhor já definiu o programa de Marina como uma colcha retalhos, que tenta unir o Neo-Liberalismo de Collor – FHC com políticas sociais e ampliação do mercado interno do governo Lula. Como entender isso?Aloizio Mercadante – Estamos discutindo o futuro do Brasil e, portanto, o debate democrático deve ser feito de forma rigorosa e profunda. Convivi com Marina Silva por décadas, no Partido dos Trabalhadores (PT) e como parlamentar da mesma bancada no Congresso Nacional. Minha análise, extremamente crítica à candidatura de Marina, leva em conta a composição de forças heterogêneas, predominantemente conservadoras, que estão reunidas em torno de sua candidatura e as inconsistências e contradições presentes em seu programa de governo no discurso de campanha, que merecem reflexão criteriosa. O programa de governo de Marina Silva é uma colcha de retalhos, mal costurada. Além do improviso e da precariedade de suas propostas, são gritantes a quantidade de plágios já comprovados e os sucessivos recuos diante de diversos temas.
Pedro Penido dos Anjos
20 de setembro de 2014 12:03 pmSuperação do Problema da
Superação do Problema da Pobreza Extrema X Panfletagem Antipetista
Posted on
17/09/2014
by Fernando Nogueira da Costa
Neste ano, deixei de assinar a versão impressa da Folha de S.Paulo, que assinava desde o início dos anos 80, porque não suportava mais ler a panfletagem direitista de seus colunistas. Leio a versão digital, no iPad, porque é mais rápido ler apenas as notícias, não desviando minha atenção para as manchetes escandalosas com denúncias vazias. Percebi que meu humor melhorou.
Ainda mantive a assinatura do jornal Valor Econômico, achando que, devido a seu público-alvo ser mais restrito, ele teria maior responsabilidade em evitar a veiculação de panfletos eleitorais e/ou discursos de ódio antipetista. Ledo engano. Hoje, tive mais uma péssima experiência de verificar a rápida perda de sua credibilidade — e que mais adiante significará a não renovação de sua assinatura.
Há uma boa notícia (escondida em um pequeno canto inferior de página interna) que deveria estar em manchete, pois era a principal meta simbólica do programa de governo eleito em 2003: Programa Fome-Zero. Lembro-me que, antes, eu dava aula explicando aos meus alunos a diferença entre pobres e indigentes: estes brasileiros não tinham renda nem para se alimentar, diariamente, atendendo as necessidades mínimas nutricionais.
Cristiano Zaia (Valor, 17/09/14) informou que “o Brasil reduziu a proporção de cidadãos que passam fome para 1,7% da população, ou 3,4 milhões de habitantes em 2014. Com isso, o país superou o problema da pobreza extrema. A avaliação é do relatório “O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo“, divulgado ontem pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). Na classificação da entidade, nações com menos de 5% da população com fome superaram a pobreza em termos estruturais.
Segundo a entidade, o Brasil é um dos países de maior destaque entre o grupo de 63 nações em desenvolvimento que atingiram a meta de reduzir à metade a proporção de pessoas subnutridas até 2015.
Segundo o estudo, o país foi capaz de cumprir as duas metas internacionais de redução da fome, tanto a estabelecida pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio quanto a determinada pela Cúpula Mundial da Alimentação, que preveem a redução pela metade da população com fome em proporção e em termos absolutos.
De acordo com a pesquisa, o Brasil conseguiu implementar de forma integrada na última década políticas e programas considerados bem-sucedidos para redução da fome e da pobreza, como o Fome Zero, o Brasil sem Miséria, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), políticas de fomento à agricultura familiar e o programa de cisternas do governo federal.
O estudo ainda pondera que, apesar de o Brasil ser líder mundial na produção de laranja, cana-de-açúcar e café, segundo maior produtor de soja, feijão e carne bovina, terceiro maior de abacaxi e milho, quarto maior produtor de leite e quinto maior de limão e banana, “ainda existe uma parte da população em situação de insegurança alimentar“.
A representante da FAO para América Latina e Caribe, Eve Crowley, afirmou que o país ainda precisa superar desafios como ampliar o acesso de “populações marginais” como ribeirinhos e indígenas, por exemplo, aos alimentos.
“O problema do Brasil não é a produção de alimentos, e sim fazer com que esses alimentos cheguem a populações indígenas, ribeirinhas e marginais“, afirmou Daniel Balaban, diretor do programa mundial de alimentação, da ONU, no Brasil.
Lida essa notícia relevante “escondida”, o que mais tinha no jornal Valor?
Na coluna da página 2, o editor-executivo, Cristiano Romero, mancheteia “Agora, a demonização da autonomia do BC“. Penso cá comigo: “pô, até o Stiglitz… O prêmio Nobel de Economia virou petista…”
Vejam o isento, o imparcial, o neutro, o técnico comentário a respeito de sua inversão — a imprensa e a “coitadinha” Marina são as vítimas da demonização — e seu efeito sobre O Deus-Mercado (ave!):
“Toda vez que Dilma sobe nas pesquisas, a bolsa de valores cai, o real se desvaloriza e o juro de longo prazo, que reflete melhor a expectativa da saúde das contas públicas, sobe. Ao fugir do debate real das questões econômicas, Dilma pavimenta o caminho do próprio desastre porque, se já será difícil para qualquer um promover, nos próximos anos, o ajuste necessário para corrigir os desequilíbrios criados pela política econômica desde 2011, para ela será ainda pior, uma vez que está em pé de guerra com Os Mercados e já não possui a mais pálida credibilidade.”
Credibilidade perdeu a “grande” imprensa brasileira em campanha eleitoral antipetista, cotidianamente, desde 2011. Louvar essa miopia de O Mercado, que vê apenas lucros de imediato em jogadas especulativas de acordo com as oscilações de pesquisas eleitorais (vazadas antes e sem consistência entre si), não é a tarefa de um jornalismo sério. No mínimo, deveria fazer uma análise crítica desse jogo especulativo. Preveniria os eleitores para que nenhum deles perdesse dinheiro, sujeitando-se a essa manipulação sem a leitura correta dos fundamentos da economia evidenciados por análises estatísticas — e jamais por colunistas desses jornais.
A superação do problema da pobreza extrema não mereceu uma mísera manchete nem em página interna, porém a louvação do lançamento camuflado do programa eleitoral do ex-futuro presidente do Brasil, o candidato tucano Aécio, mereceu o maior destaque, ocupando quase-exclusivamente uma página inteira!
“Economistas elaboram agenda para campanha” — faltou acrescentar a informação básica que quase todos eles são assessores do Aécio. Em vez disso, a Cláudia Safatle, assessora do Banco Central (BC) na gestão de Armínio Fraga (1999), tendo saido do BC para montar a sucursal do Valor em Brasília, tornando-se diretora-adjunta de redação, colunista e diretora da sucursal, noticia da seguinte forma:
“Um grupo de renomados economistas, reunidos no Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP), elaborou um documento intitulado “Sob a luz do sol: uma agenda para o Brasil”, onde identificam as causas do baixo crescimento, (…), e apresentam princípios e propostas para a sua retomada. São textos escritos por Affonso Celso Pastore e Maria Cristina Pinotti, Bernard Appy, Edmar Bacha, Daniel Gleizer, Ilan Goldfajn e Aurelio Bicalho, Joaquim Levy, Marcos Lisboa, Mário Mesquita, Naércio Menezes, Samuel Pessoa e Fernando Holanda Barbosa Filho e Philip Yang. O documento não é endereçado a um candidato ou partido.”
Sim, tá certo, é endereçado a um ex-candidato e a um ex-partido que marinou… 🙂
Viro a página e leio uma mirabolante coluna da Rosângela Bittar, chefe de Redação em Brasília. Pergunta ela:
“Por que resolveu o PT partir para o marketing do pescoço da mãe? Além de tudo das razões anteriores, para evitar a consequência que também tira sono do lulopetismo [jargão típico da Veja e de seus asseclas direitistas], o acerto de contas. Que consiste desde as providências mais drásticas às mais óbvias. Já tem gente no partido pensando até tirar a sigla de Lula, requerer o controle da marca [!]. Recuperá-la, sob o argumento de uso indevido da legenda que levou muitos petistas à frustração. Numa divisão não por facções formais e nominadas oficialmente, mas por afinidades, há pelo menos um quinto do partido, cerca de 150 mil filiados [!], que no momento guardam providencial retraimento. Em silêncio, ou apoiam adversários, ou não apoiam ninguém, não saem em campanha, esperam para ver em que tudo isto vai dar [?!]. Esse grupo não gosta do está vendo e ouvindo. Há petistas que ainda se veem como uma organização de esquerda pagando uma campanha fascista [!], em que não só eles, como a opinião pública que os acompanha, ficaram de fora.”
É possível se falar em credibilidade de quem escreve isso e, pior, quem o publica?!
A seção “Opinião“, onde encontram-se o editorial conservador e os colunistas contumazes, há muito tempo abstenho-me de leitura. Passo os olhos. Basta para ver que na coluna dos professores da Escola de Pós-graduação em Economia (EPGE-FGV) aparece a sigla PT. É o preconceito injurioso esperado de tal gente: “A evolução da compreensão das restrições orçamentárias enfrentadas pelo governo levou até o PT a aceitar o que antes era um anátema.” Evito o vômito, ou seja, a afirmação enojante, revoltante, chocante — e passo adiante.
Encerro minha leitura no caderno Finanças, quando leio a notícia “factual” do “imparcial” Antonio Perez sobre o que ocorre na taxa futura de juro:
“Mais uma vez, as tesourarias não se furtaram em “operar” a tese de que, se eleita, Marina promoverá uma guinada da política econômica rumo à ortodoxia, com concessão de independência formal ao Banco Central e adoção de mais transparência na gestão das contas públicas. Trata-se de uma receita para reduzir os prêmios de risco e abrir espaço para juro real menor no médio prazo”.
“Medidas como o ajuste dos preços administrados e aumento do superávit primário – essenciais para domar as expectativas de inflação – não são indolores. Mas o tal remédio ortodoxo pode até ser ministrado em doses pequenas e graduais desde que haja confiança em quem conduz o tratamento. E O Mercado parece “acreditar” em Marina Silva na mesma proporção em que desconfia de Dilma Rousseff. Afinal, as tesourarias embutem nas taxas futuras a crença em um choque de credibilidade capaz de gerar condições de pôr a economia brasileira em um círculo virtuoso, com volta do crescimento, dívida pública cadente em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) e expectativas de inflação bem ancoradas”. [Os fundamentos estão positivos, só as expectativas estão negativas… Argh!]
“Acredito que Marina daria uma nova cara à política fiscal e ao controle da inflação. Isso traria um ganho de credibilidade grande. Se as pesquisas confirmarem o favoritismo dela, os prêmios podem cair ainda mais”, diz o estrategista-chefe de um banco estrangeiro no Brasil, que prefere não ter seu nome citado. “Se Dilma ganhar, pode haver uma deterioração forte das expectativas, porque ela fez um discurso muito duro contra a autonomia do BC nesta campanha.” [Expectativas que importam é a fidelidade exclusiva à satisfação de O Mercado… Argh!]
Já reparou que quem prefere não ter seu nome citado envergonha-se do que afirma? E é usado como fonte?! Qualquer jornalista pode publicar qualquer ideologia em nome de quem prefere não ter seu nome citado… Sem vergonha…
Desisto, definitivamente, de lê-los!
É o caso de voltar para a Folha? Leio seu principal colunista político, Fernando Rodriguez, que reveza diariamente na tarefa de “dar-um-pau-no-PT” com a Eliane “Massa-Cheirosinha” Catanhêde. Meu xará extrapola e se supera:
“A aparição do ex-presidente Lula, suado e descabelado, fazendo uma manifestação em frente à Petrobras é a síntese do clima atual no PT. E nem está claro que Dilma Rousseff perderá a disputa contra Marina Silva (aliás, a presidente está à frente nas pesquisas). Mas em Brasília é possível respirar um certo pânico no ar. Só na capital da República há mais de 20 mil cargos de confiança, todos ocupados pelo petismo e adjacências. Uma derrota de Dilma Rousseff obrigará essas pessoas e suas famílias a deixarem a cidade. Por baixo, serão de 40 a 50 mil desamparados. Voltarão a seus Estados para pedir trabalho na iniciativa privada ou em algum governo, prefeitura ou sindicato sob o comando do PT. (…) as farmácias de Brasília terão de reforçar os estoques de Prozac em suas prateleiras.”
A “companheira tucana” tinha dito na véspera:
“A diferença [em relação à Marina] é que Lula se rendeu aos lucros estratosféricos do setor financeiro, aos jatinhos das empreiteiras, às vantagens camaradas para filhos e noras e aos convescotes das oligarquias políticas mais atrasadas. Logo, o candidato dos sonhos dos banqueiros não é Marina. É Lula.”
Pooode?! Pode… Rirei por último quando o Quarto Poder, detido pela imprensa, perceber que estará o perdendo para os tecnocratas que controlarem o Banco Central Independente…
MiriamL
20 de setembro de 2014 12:39 pmSophia Loren, diva do
Sophia Loren, diva do cinema italiano, faz 80 anos
Atriz é a mais premiada na história do cinema de seu país
Sophia Loren completa 80 anos (foto:EPA)
(ANSA) – A atriz Sophia Loren, a rainha do cinema italiano, completa 80 anos amanhã (20), com sua vida transformada em lenda e uma carreira cinematográfica fascinante.
Para a atriz italiana, que ganhou um lugar entre as 25 estrelas mais brilhantes de Hollywood, será sem duvida “um dia muito especial”.
Loren começou nas páginas das fotonovelas até vencer o prêmio de Miss Elegância criado para ela no concurso de Miss Itália de 1950 e ser descoberta pelo produtor Carlo Ponti que a fez assinar um contrato de exclusividade.
A partir deste momento a atriz começa a realizar pequenas participações em filmes de época como “Noites de Cleópatra” e depois de sete anos veio a fama internacional, primeiro com o nome Sofia Lazzaro, e depois como Sophia Loren.
O primeiro filme que lhe traz sucesso foi “Carosello Napoletano” de Ettore Giannini (1954), depois atuou com o famoso comediante Totó em “Tempi nostri”, e em seguida realizou o seu primeiro filme com o seu mestre o cineasta Vittorio De Sica, em “L’oro di Napoli’ e com seu par inseparável, o Marcello Mastroianni em “Peccato che sia una canaglia”.
Depois de se tornar uma diva Itália chegou a hora de se projetar internacionalmente, e acompanhada de Carlo Ponti, com quem vivia, apesar dele ser casado e não poder se divorciar por causa da lei italiana da época, foi para Hollywood, onde atuou ao lado de Cary Grant, Frank Sinatra, John Wayne, William Holden, Tony Perkins e até Marlon Brando.
Depois da consagração mundial volta para a Itália onde reencontra De Sica, que a levou ao Oscar pelo filme “Duas Mulheres” (1962), e Mastroianni, com quem formou um dos casais mais famosos do cinema que atuou em 15 filmes.
Loren recebeu vários prêmios durante sua carreira, entre eles em, 1991 o Oscar por sua carreira, seis David di Donatello, o Urso de ouro em 1994, e o Leão de Ouro por sua carreira em 1998.
Ela entrou no livro dos recordes em 2009 por ser a atriz italiana mais premiada da história.(ANSA)
http://ansabrasil.com.br/brasil/noticias/brasil/famosos/2014/09/19/Sophia-Loren-diva-do-cinema-italiano-faz-80-anos_8056365.html
MiriamL
20 de setembro de 2014 12:51 pmA luta pelo
A luta pelo reconhecimento da identidade de gênero na sociedade brasileira
Paulo Emanuel Lopes
Adital
Dediane Souza coordena o Centro de Combate à Homofobia da maior cidade do país, São Paulo. Estudante de comunicação social, quando ainda morava em Fortaleza, Estado do Ceará, a transexual passou por constrangimentos, como ser impedida de utilizar o banheiro feminino na universidade. No entanto, a fé nas pessoas permaneceu. “Muitas vezes você se percebe egoísta e, quando você ingressa no movimento social, percebe que tem uma pauta, uma luta coletiva”, defende a ativista. Tem momentos que Dediane se diz imersa em um ambiente competitivo e cruel, e isso a assusta. “Existem vários padrões que estão aí colocados e você se vê presa a essas normas, que são ditadas dentro da lógica capitalista!”
Por outro lado, o relacionamento com a família “vai muito bem, obrigado”. “Minha mãe, inclusive, me chama de ‘minha moça’”. Contudo, isso não quer dizer que Dediane não passe mais por conflitos. “O nome com o qual fui registrada me traz constrangimentos e repulsas porque eu não me identifico com o masculino. Não é bom estar todo dia gritando que você não é homem nem é mulher, você é travesti, e quer ser reconhecida como travesti.”
Dediane acredita que o progresso da sociedade vem permitindo à população travesti e transexual, historicamente segregada, ocupar mais espaços na sociedade, mantendo sua identidade de gênero. Gestos como o da Prefeitura de São Paulo, para ela, “[servem para abrir portas] para essas pessoas além das que, historicamente, estão abertas”. “A gente tem a Luma Andrade – 1º travesti doutora, professora titular da Unilab [Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Brasileira], em Redenção, Ceará – e outros nomes que romperam com essa lógica que está ai montada”, destaca.
Nesta entrevista exclusiva à Adital, Dediane, que comemora a conquista de ser a primeira servidora da Prefeitura de São Paulo a ter o nome social de travesti reconhecido na nomeação para o cargo que ocupa, afirma que apenas o reconhecimento do nome social não basta, é preciso continuar avançando nas conquistas. O objetivo, agora, é a aprovação de uma lei de identidade de gênero. “Eu não quero apenas o reconhecimento do meu nome social, mas responder junto ao Estado brasileiro como Dediane, para que, civilmente, eu possa responder e assinar documentos como Dediane Souza, que é como eu vivo meu cotidiano na sociedade.”
Dediane Souza
Adital: Como foi o processo de reconhecimento do nome social por órgãos oficiais, uma vitória do movimento LGBT no Brasil.
Dediane Souza: Essa é uma luta que está na pauta dos movimentos de travestis e LGBT desde 2009. Na época, eu estava no GRAB (Grupo de Resistência Asa Branca, ONG de apoio à comunidade LGBT em Fortaleza), quando se começou a discutir a questão do respeito ao nome social. O movimento percebeu que o não respeito ao nome social era um dos grandes entraves ao acesso das pessoas travestis e transexuais ao serviço público, tanto no âmbito da escola como da saúde. Foram publicadas várias portarias, leis, decretos, em vários estados do Brasil. No Ceará, por exemplo, existe um decreto do Conselho Estadual de Educação em que as pessoas travestis e transexuais têm direito ao uso do nome social em todos os documentos internos das escolas no sistema de educação do Estado. Vários estados, acho que mais de 21, têm algum tipo de resolução sobre o tratamento com o nome social. Mesmo o Sistema Único de Saúde (SUS), através do Comitê Técnico de Saúde da População LGBT, lança mão do uso do nome social. O cartão do usuário do SUS vem com o nome social das pessoas travestis e transexuais. O município de São Paulo possui o decreto 51.180, de janeiro de 2010, que garante às pessoas travestis e transexuais o direito ao nome social nos registros municipais. Quando eu fui convidada para vir para São Paulo coordenar o Centro de Combate à Homofobia, a Prefeitura viu a importância de fazer minha nomeação com meu nome social, respeitando minha identidade, mas isso já era uma política do município. A gente tem um programa aqui chamado Programa Operação Trabalho Pró-Cidadania, em que as funcionárias, estagiárias travestis e transexuais possuem o reconhecimento ao nome social no crachá, e-mail… No meu caso, foi um pouco diferente. Eu assumi um cargo de confiança, então o município de São Paulo, através da Secretaria de Direitos Humanos, sentiu a necessidade de publicar no Diário Oficial do Município meu nome social, complementando que Dediane Souza é meu nome social, responde pelo nome com o qual fui registrada quando nasci.
Adital: Esse processo de reconhecimento formal de seu nome social foi pioneiro no Brasil?
Eu não sei te dizer com certeza se esse processo foi pioneiro no Brasil todo, mas, no município de São Paulo, sim, não havia ainda sido publicado em Diário Oficial um nome social reconhecendo a identidade de gênero. Eu nem gosto dessa fala ‘foi a primeira travesti a ser reconhecida em Diário Oficial’ porque têm outras travestis e transexuais que também atuam dentro da Prefeitura que têm reconhecidas suas identidades de gênero, que também possui seu nome no crachá, a quem também é dirigida com o nome ao qual deseja ser chamada e que reconhece sua identidade de gênero. Acho que o debate importante é o reconhecimento da Prefeitura [de São Paulo] à identidade de gênero das pessoas travestis e transexuais, abrindo portas para essas pessoas além das que, historicamente, estão abertas.
Crachá funcional de Dediane Souza
Adital: Que tipos de constrangimentos o não reconhecimento da identidade de gênero pode causar às pessoas travestis e transexuais?
A gente usa nossas estratégias de sobrevivência para conseguirmos conviver nos espaços. O maior constrangimento que eu passei foi dentro do ambiente da universidade. Eu sou estudante de Comunicação Social, tranquei esse semestre a faculdade para vir para São Paulo, e não havia nenhuma travesti ou transexual lá. Eu fui chamada na coordenação da faculdade e constrangida a não usar o banheiro feminino, deixando claro que eu não era Dediane. Todo início de semestre, eu conversava com os professores para ser chamada de Dediane… Também em aeroportos tive muitos constrangimentos no momento do embarque. No meu RG, minha foto não é com cabelinho solto, muitas vezes eu ia [embarcar] arrumada para as atividades e aí as pessoas viam minha foto no RG sem maquiagem, além do nome que minha mãe me deu lá estampado, e ao se depararem comigo, viam que é uma pessoa totalmente diferente. A luta que nós travestis e transexuais encaramos, hoje, no Brasil, não é somente pelo reconhecimento do nome social, mas pela aprovação da lei de identidade de gênero e também por um Judiciário mais sensível, que possa, minimamente, respeitar a identidade das pessoas, garantindo o processo de alteração do prenome das pessoas travestis e transexuais. Eu não quero apenas o reconhecimento do meu nome social, mas responder junto ao Estado brasileiro como Dediane Souza, e o Judiciário e o Legislativo brasileiros têm que começar a discutir isso, para que, civilmente, eu possa responder e assinar os documentos como Dediane Souza, que é como eu vivo meu cotidiano na sociedade. O nome com o qual eu fui registrada me traz constrangimentos e repulsas, porque eu não me identifico com o masculino.
Parada pela Diversidade Sexual da cidade de Fortaleza, Estado do Ceará
Adital: Como se dá o processo de alteração do prenome?
A gente entra com um pedido de retificação do prenome justificando o pedido com o argumento que esse nome nos traz constrangimento e não condiz com nossa identidade construída, existem várias jurisprudências positivas. Algumas meninas entram com processo judicial, além de retificação do nome, de mudança de gênero. O meu processo de retificação do prenome está no Fórum Clóvis Beviláqua (em Fortaleza), na quarta Vara de Família, aguardando para ser julgado.
Adital: Nos fale um pouco da tua vida, como eram teus sonhos, como foi na escola…
Antes de ingressar no movimento LGBT eu já estava nos movimentos de juventude, comecei a militar muito cedo nos movimentos sociais, e eu me afirmei travesti dentro desses espaços. Eu venho de uma família humilde, do interior do Ceará. No Ensino Médio, eu ainda não havia me afirmado como travesti, foi depois, quando eu já havia deixado a escola. Existe a questão da autonomia. Eu só consegui me afirmar travesti quando eu já estava independente, isso foi fundamental em minha autoafirmação. Meus pais se separaram quando eu tinha sete, oito anos, somos seis [irmãos]. Com minha irmã mais velha eu quase não tive contato, ela casou muito cedo. Minha mãe teve que deixar nossa cidade e ir morar em Fortaleza, eu ainda criança, depois de um tempo, tivemos que voltar. Mas o interessante é que a convivência com a minha sexualidade dentro da família sempre foi muito tranquila, minha mãe nunca percebeu minha sexualidade como ‘algo errado’. Ela sempre pediu muita calma antes de eu me afirmar travesti e, quando senti que havia chegado o momento, foi muito tranquilo – isso dentro do âmbito familiar. Minha mãe, inclusive, me chama de ‘minha moça’. Eu saí de casa aos 16 anos para seguir minha vida. Tenho contato com todos os meus familiares, um bom relacionamento com meus irmãos, minha irmã, minha mãe… mas sempre colocando que eu não poderia estar sempre próxima. Que eu ia estar presente, mas de uma outra forma. A trajetória de vida que eu escolhi seguir [a militância] me pede isso [que eu não esteja lá com eles], então, a gente se coloca numa posição de aceitação e desapego desse núcleo familiar e acaba construindo várias famílias onde chega. Isso é interessante, ressignificar essas novas famílias que você vai criando. Esse contato com o núcleo da família sempre permanece, porque é ali que você se encontra. Sempre quando bate a saudade, bate o aperto [no coração] é para onde vou, corro atrás de colo.
Reconhecimento do nome social.
Adital: Você acredita que sua boa situação profissional, hoje, pode ter relação com a convivência saudável com a sexualidade?
Eu não sei bem explicar, entende, porque eu não consigo imaginar minha vida sem minha autoafirmação. Eu acho que [tornar-se travesti] é quando você passa a viver o que você é na vida real. Quando você está camuflada, tem medo de muitas coisas, não consegue perceber a vida. Quer dizer, eu vivo intensamente a minha vida por conta dessa total liberdade. Claro que eu não estou livre de preconceitos. Dentro dessa sociedade que a gente convive cotidianamente existem vários padrões que estão aí colocados e você se vê presa a essas normas, que são ditadas dentro da lógica capitalista! Eu tento observar a minha vida para perceber onde eu estou errando, onde eu estou acertando. É importante saber que você perde várias coisas por conta disso [ser travesti], não é algo tão fácil. Você rompe com as normas que estão aí, impostas pela sociedade. Não é bom estar todo dia gritando que você nem é homem nem é mulher, você é travesti e quer ser reconhecida como travesti.
Adital: Antes de você assumir o cargo na Prefeitura de São Paulo, você atuou vários anos no movimento LGBT de Fortaleza. Quais foram os principais desafios desse período?
Eu acho que a maior luta que eu tive enquanto diretora do GRAB, grupo ao qual eu dediquei quase uma década da minha vida, é a ideia do compromisso com o outro. Esse compromisso com o outro é algo fundamental, muitas vezes você se percebe egoísta e, quando você ingressa no movimento social, percebe que tem uma pauta, uma luta coletiva. Quando, nessas últimas cinco Paradas pela Diversidade LGBT no Estado do Ceará [Fortaleza], a gente se organizou e gritou pela criminalização da homofobia foi para que seja reconhecida essa violência que milhares de pessoas LGBT sofrem cotidianamente, seja ela no campo institucional, seja no campo privado… A luta é para que tudo aquilo que a gente reivindica não deixe de ser nada mais do que a gente tem direito. E tudo isso sem esquecer a solidariedade diária com o próximo, porque essa luta não é individual, é muito coletivizada. Isso tem o nome de ‘movimento’.
Militância no movimento LGBT.
Adital: Fale sobre seu trabalho no Centro de Combate à Homofobia.
Quem coordena a política LGBT aqui no município de São Paulo é o Alessandro Melchior, da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania. O Centro [de Combate à Homofobia] oferece assessoria jurídica e psicossocial para as pessoas vítimas de discriminação, e como São Paulo é um mundo dentro de uma cidade a gente observa várias especificidades de indivíduos, situações. O objetivo é deixar o Centro a cara da população LGBT, que a gente tenha o espaço como um equipamento para o exercício pleno de nossa cidadania.
Adital: Aqui no Brasil, há pouco tempo, população LGBT voltou ao centro das atenções, depois que uma candidata à Presidência retirou do seu plano de governo uma proposta progressista no campo dos direitos humanos. Você acredita que essa discussão melhorou a visibilidade da população LGBT ou contribuiu para reforçar o preconceito histórico?
Se você for ver, há 10 anos, essa terminologia homofobia era pouco conhecida. O grande debate político que a gente viu, trazer essa discussão para o maior momento do exercício da cidadania, é, sem dúvida, de suma importância para o movimento. Essa é uma pauta polêmica, as pessoas têm medo de discutir a questão. O fundamentalismo religioso, não a religião, eu acho que é o que mais nega direitos à população LBGT, às mulheres… mas não só, as casas legislativas também não são representativas da população LGBT. E trazer esse debate do respeito à população LGBT para a eleição presidencial foi importante porque esse debate passou por todas as casas, todas as famílias. Quando uma candidata retrocede em seu plano de governo é uma prova do quão difícil é garantir os direitos dessa população.
Adital: Como está sendo a repercussão de tua conquista, de ter o nome social reconhecido oficialmente. Quais as expectativas daqui pra frente?
Eu acho que o desafio é conscientizar a população LGBT de que a gente pode ocupar outros espaços além daqueles ditos ‘colocados’. O enfrentamento é esse, a sociedade do dia a dia. Mostrar que a gente não é aquilo que as pessoas pensam, desmistificar aquilo que está posto. Adentrar na sociedade com seu trabalho, sua honestidade. É isso que eu quero, que as pessoas me vejam como algo que é possível, que as travestis podem ocupar esses espaços. A gente tem a Luma Andrade [1º travesti doutora, professora titular da Unilab, em Redenção, Ceará] e outros nomes que romperam com essa lógica que está aí montada.
Luma Andrade (1ª da esq. para a dir.) assina termo de posse na UNILAB
Adital: Quais os próximos desafios para o movimento LGBT no Brasil?
Criminalizar a homofobia. Acho que dentro da revisão do Código Penal tem que ser inserida a violência por orientação sexual e identidade de gênero. Outro ponto central é garantir as identidades trans para além do que está colocado hoje. Mas, para tudo isso, temos que conseguir essa reforma política que está sendo convocada. Para se conseguir uma democracia, é necessário garantir os direitos das populações LGBT, indígena, negra desse país. Não há como construir uma sociedade saudável se a gente não garantir o respeito pela diversidade das pessoas, pela igualdade racial, pelos direitos da mulher, entre tantos outros.
Centro de Combate à Homofobia (CCH)
Pátio do Colégio, 5, centro. Tel.:
(11) 3106-8780
(11) 3106-8780
[email protected]
http://site.adital.com.br/site/noticia.php?lang=PT&cod=82571
Free Walker
20 de setembro de 2014 1:35 pmMiguel Direito.Sou Português.
Sou Português. Admiro o Reio Unido e a Escócia. Estava pelo Não. Muitas pessoas falaram do contributo coletivo do Reino Unido para a cultura popular e (dita) erudita ou de três séculos de união militar, que permitiram a guerra a Napoleão ou o combate contra Hitler. Tudo muito verdade, é claro. Falou-se também repetidamente das consequências negativas do ponto de vista financeiro e económico (o petróleo do Mar do Norte esgotar-se-á) que a independência traria para a Escócia. E das trapalhadas presumíveis que ela acarretaria no contexto da União Europeia, quer no que respeita a dificuldades intrínsecas à sua própria integração quer no que se refere às reações de países como a Espanha e Bélgica, que, dados os seus problemas com movimentos independentistas, veriam na Escócia um péssimo precedente. Certamente muito verosímil.
E há várias coisas que são eminentemente desagradáveis no Partido Nacional Escocês. Em primeiro lugar, o próprio nacionalismo, algo que a União Europeia tem involuntária e paradoxalmente vindo a fomentar em vários lugares. Depois, o que vem quase inevitavelmente com ele: um fechamento sobre si, o acentuar do paroquialismo, provincianismo, medo da diferença e dos “outros” e o crescimento de uma clientela do poder mais próxima e dependente deste poder. O ódio conjuntural aos “tories” ajuda, é claro, mas as promessas de subsídios são igualmente importantes. E os conservadores perderão, mais tarde ou mais cedo, pelo que parece pobre que um referendo tão dramático se decidisse por causa de uma conjuntura. Aliás, com a independência escocesa é que os conservadores nunca mais perderiam no que restar da união…
Mas isso seriam problemas dos escoceses, e, por muito que se pense mal do restabelecimento da muralha de Adriano, se eles quisessem ser independentes isso era lá com eles (é um direito deles). A paisagem continuaria igual, o clima miserável e a parte dos anjos voaria, como sempre, dos cascos de whisky. O que já não era mau, mesmo que o resto desse para o torto, como ameaça dar se o “sim” ganhasse.
Mas há coisas que não são só problema dos escoceses, nem sequer só do Reino Unido. Uma delas é o de nos arriscaríamos a assistir à desintegração de algo que representou, e representa, uma realidade excêntrica, a todos os títulos, nesta Europa continental e germanizada de conformismos vários, que é o Reino Unido propriamente dito. O fim do Reino Unido comportaria consigo uma perda enorme e abrupta da nossa experiência da cultura, da política e da história. E a Inglaterra sozinha será mais tacanha e nacionalista.
E a bandeira do Reino Unido? Como seria ela sem o azul da Escócia? Isto parece pouco importante e pueril. Mas para muitas pessoas do mundo trata-se da mais bela das bandeiras (com o Japão) e a bandeira pop por excelência, (a bandeira americana é simplesmente foleira). A bandeira que associamos imediatamente à música dos Beatles, dos Kinks, dos The Who, de David Bowie, Punks vários. Viver num mundo sem a Union Jack seria viver num mundo com menos beleza.
Extraido do blog http://flaviogomes.warmup.com.br/2014/09/no/#comments
basilio
20 de setembro de 2014 4:02 pmcia
http://josecarloslima85.blogspot.com.br/2014/09/eua-estao-envolvidos-no-acidente-que.html?m=1
Poder Executor
sábado, 20 de setembro de 2014
EUA estão envolvidos no acidente que matou Eduardo Campos, diz jornalista
Com certeza os EUA, de olho nas reservas do pré-sal, que ultrapassam o valor de 27 trilhões de reais, e outras riquezas muito bem mapeadas por seus serviços de espionagem, sabiam de antemão que a eleição de Dilma em primeiro turno era inevitável e acharam por bem mover os pauzinho, os EUA com sua rede de satélites espiões conseguem identificar uma moeda de 1 real no chão, de forma que sabiam que somente Campos e não Marina estava naquele avião,,,e quanto a
interferência em sistema eletrônica de avião até celular interfere imagina só se os EUA não tem meios mais sofisticados para pintar e bordar no sistema de uma aeronave construída por eles como foi o caso do avião que vitimou Campos…
Autor: Miguel do Rosário, em O Cafezinho
Não queria botar mais lenha nessa fogueira, mas não posso esconder uma coisa dessas dos leitores.
Quero deixar claro que não acredito e não quero acreditar em nenhuma teoria da conspiração. Blogueiros são paranoicos por natureza, mas sou também jornalista e como tal tenho obrigação de não acreditar em teorias de conspiração.
Oxalá seja apenas uma teoria idiota, que aliás nem é exatamente uma teoria, mas um apanhado de coincidências perturbadoras.
Meu lado blogueiro, porém, me força a, pelo menos, publicar o que andei fuçando por aí.
No mínimo, isso dá um belo roteiro de thriller político. Verossimilhança e histórico de fatos similares ocorridos no passado, não faltam.
Uma reportagem da Reuters publicada no início de agosto revelou que um prestigiado hacker espanhol descobriu uma brecha gravíssima no sistema de segurança de aviões de passageiros. Ele afirmou que é possível invadir sistemas de navegação de aviões e jatinhos e manipular os dados de satélite enviados ao piloto.
E com isso, interferir no vôo e, portanto, provocar acidentes.
É impossível não relacionar isso ao acidente que vitimou Eduardo Campos, mudando completamente o quadro eleitoral no Brasil.
A morte de Campos, num acidente ainda inexplicado, tem suscitado febris teorias de conspiração. No site Strategic Culture, há dois autores que acreditam em participação da CIA e de especuladores internacionais: o Wayne Madsen e o Nil Nikandrov.
Os motivos que levaram esses autores a desconfiar de um atentado são mais ou menos óbvios:
1 – Prejudicou imensamente o favoritismo de Dilma Rousseff, presidente com grande popularidade entre os pobres no Brasil, mas odiada pelo mercado financeiro, sobretudo após a paulada que deu nos juros no segundo ano de seu governo. O aumento do controle governamental sobre a energia, tanto a hidroelétrica quanto o pré-sal também devem incomodar a banca especulativa internacional.
2 – Marina Silva, por sua vez, acena com a independência formal do Banco Central, e sua assessoria econômica é formada por neoliberais de quatro costados. Andre “Haras” Rezende, por exemplo, largou seus iates e cavalos de raça no exterior e veio ao Brasil prestar serviços à Marina. Segundo eles, Marina Silva seria uma “marionete” de George Soros.
Um leitor me advertiu sobre outra coisa.
A imprensa deu destaque à doação de Neca Setúbal de R$ 1 milhão ao Instituto Marina, que correspondeu a 83% do total recebido pela ONG da candidata.
Mas não falou nada sobre a “Fundação Porticus”, que deu os outros 17%.
A Porticus é uma fundação financiada e até hoje controlada de perto pela família Brenninkmeyer, bilionários de origem holandesa e alemã, donos da C&A.
Os Brenninkmeyers são conhecidos na Europa por sua reserva. Não dão entrevistas, não são vistos em público, seus diretores são obrigados a assinar rígidos contratos de confidencialidade.
O jornal britânico Telegraph publicou matéria, há alguns anos, sobre a família. O título: “Secretive dynasty with ruthless streak”, uma dinastia cheia de segredos e de temperamento implacável. A tradução é livre. Ruthless pode ser também “cruel”, “impiedoso”.
Em 2006, uma matéria no Brasil de Fato denunciava que as lojas da C&A vendiam roupas produzidas em condições degradantes para os trabalhadores.
Há toda uma polêmica ainda, na Europa, sobre as notórias alianças entre os Brenninkmeyers e o nazismo. A empresa experimentou um período de expansão e consolidação na Alemanha, seu principal mercado, justamente durante os anos de ascensão do nazismo no país.
A família participa do Clube 1001, que financia organizações ambientais pelo mundo, como a WWF, e seus membros são relacionados na parte “controversa”, justamente por causa de suas atividades políticas.
Segundo a revista Private Eye, o Clube 1001 tem como real objetivo ser uma plataforma para “encontrar casualmente lideranças do terceiro mundo que controlam uma parte substancial dos recursos naturais do planeta”.
A revista então lista uma série de operações políticas, várias delas secretas, que envolvem o Clube ou a WWF.
Os Brenninkmeyers, ultracatólicos, também são importantes financiadores do Opus Dei e membros da família participam da cúpula da poderosa organização católica norte-americana National Leadership Roundtable on Church Management.
Adivinha quem também participa da diretoria dessa organização?
Segurem a respiração! Leon Panetta, diretor-geral da CIA entre 2009 e 2011, e secretário de Defesa dos EUA, de 2011 a 2013.
Essa organização católica foi criada por Geoffrey Boisi, importante financista norte-americano, que se tornou o sócio mais jovem da Goldman Sachs a partir de 1978, e fundador da The Beacon Group, LLC, uma investidora e consultoria financeira de contas bilionárias; foi também diretor e sócio do Morgan Chase e do J.P. Morgan.
Boisi foi membro em 2001, junto com George Soros, do setor norte-americano de uma organização intitulada Trilateral Comission, que reúne a elite política e financeira dos três maiores blocos de países desenvolvidos do mundo capitalista: EUA, Europa e Japão. O objetivo declarado da Trilateral é manter a ordem internacional sob seu controle e orientação.
É ou não uma boa teoria de conspiração?
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De acordo com o jornalista investigativo norte-americano Wayne Madsen, especialista em inteligência e assuntos internacionais, os Estados Unidos, por meio da CIA, estariam envolvidos naqueda do avião que matou Eduardo Campos no dia 13 de agosto.
A denúncia de Madsen foi feita na sua coluna “All Factors Point to CIA Aerially Assassinating Brazilian Presidential Candidate” (“Todos os Fatores indicam que a CIA assassinou por via aérea candidato brasileiro à Presidência”, sem tradução para o português), publicada no jornal online Strategic Culture Foundation. No texto, que lembra uma teoria da conspiração, o jornalista afirma que uma derrota de Dilma Rousseff representaria uma vitória para os planos de Barack Obama de eliminar “presidentes progressistas” da América Latina.
Segundo Madsen, os EUA têm um longo histórico de participações em mortes de políticos que ameaçam o “Império Americano”, o que tornaria a queda do Cessna ainda mais suspeita. Veja agora os motivos levantados pelo jornalista para desconfiar da participação da CIA no acidente:
1. Avião Cessna 560XLS
De acordo com a coluna, os aviões modelo Cessna 560XLS apresentam um “histórico de voo perfeitamente seguro”, tornando mais estranha a queda da aeronave de Eduardo Campos.
O texto ainda discute que diversas incertezas estão sendo levantadas sobre o proprietário do avião, que teria sido comprado por meio de empresas-fantasma. Além disso, Madsen questiona o fato de o gravador de voz da cabine do piloto não ter funcionado – a conversa registrada pelo aparelho e divulgada pela mídia pertencia a um voo anterior.
O jornalista afirma que “observadores brasileiros” acreditam que o Cessna de Eduardo Campos era um “avião fantasma” e que a nebulosidade em torno do proprietário da aeronave seria uma das táticas utilizadas pela CIA para encobrir suas atividades.
2. Equipe de investigação
Madsen levanta suspeitas sobre a equipe norte-americana enviada ao Brasil para investigar a queda da aeronave. Segundo ele, a National Transportation Safety Board já havia dado motivos para desconfiança durante a investigação de dois outros acidentes (TWA 800 e American Airlines 587), quando obteve “excelência em acobertar ações criminosas”.
3. Marina Silva é um fantoche de George Soros
Nas palavras de Madsen, Marina Silva é um “fantoche” de George Soros, um magnata húngaro-americano que está na 27ª posição entre os mais ricos do mundo da revista Forbes e que teria feito doações milionárias para reeleger Obama. O jornalista ainda ressalta que Marina Silva é membro da Igreja Assembleia de Deus, pró-Israel e muito mais favorável aos EUA do que Dilma Rousseff.
Montagem sugere que Soros manipula Obama.
A atual presidente, na visão de Madsen, representa uma ameaça aos EUA, que estariam ainda mais desconfiados depois que Edward Swoden revelou que a Agência Nacional de Segurança (NSA) estava espionando as atividades de Dilma. Além disso, o governo americano estaria muito irritado com a criação do banco do BRICS.
Com a substituição de Eduardo Campos por Marina Silva, todos sabem o que aconteceu: as pesquisas passaram a se mostrar mais favoráveis à candidata do PSB do que à do PT. Apesar de Dilma aparecer à frente de Marina no primeiro turno, a situação se inverte nosegundo.
4. Marina Silva como “Terceira Via”
Conforme Madsen alega, a apresentação de Marina Silva como uma terceira opção entre a polarização PT e PSDB teria, na verdade, origem em uma corrente internacional conhecida por “Terceira Via”, à qual pertenceram vários políticos financiados justamente por George Soros. Para o jornalista, a intenção dessa corrente seria infiltrar seus representantes e assumir o controle de partidos ligados à classe trabalhadora. Entre os políticos mais famosos da Terceira Via, estariam Bill Clinton, Tony Blair e Fernando Henrique Cardoso.
O próprio Eduardo Campos faria parte dessa corrente; entretanto, segundo Madsen, a Terceira Via não veria nenhum problema em tirá-lo de seu caminho para poder colocar no poder Marina Silva, que seria mais popular do que Campos e atenderia mais aos interesses de Israel e dos EUA.
Via EmResumo
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Os EUA sabiam de antemão que Dilma seria reeleita em primeiro turno. Na véspera do acidente pesquisas indicavam que Dilma estava com 52% dos votos válidos. Era este o quadro em maio que, é claro, não se alterou até o dia da morte de Campos num estranho acidente:
QUINTA-FEIRA, 22 DE MAIO DE 2014
DILMA GANHA NO PRIMEIRO TURNO… e SUBINDO!!!
22/05/2014 12h00 – Atualizado em 22/05/2014 12p5
Dilma tem 40%, Aécio, 20%, e Campos, 11%, aponta pesquisa IbopeNA PESQUISA ANTERIOR (ABRIL), DILMA TINHA 37%, AÉCIO, 14%, E CAMPOS, 6%.
INSTITUTO OUVIU 2.002 ELEITORES ENTRE OS ÚLTIMOS DIAS 15 E 19 EM 140 CIDADES.
A presidente Dilma Rousseff (PT) aparece com 40% das intenções de voto na eleição deste ano, segundo pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira (22).
Outros nove pré-candidatos a presidente da República somados acumulam 37%.
O segundo colocado na pesquisa é Aécio Neves (PSDB), com 20%; o terceiro, Eduardo Campos, do PSB (11%); e o quarto, Pastor Everaldo, do PSC (3%). As intenções de voto nos outros seis pré-candidatos somam 3%.
Nos dois levantamentos anteriores do Ibope, Dilma tinha 40% em março e 37% em abril; Aécio registrou 13% em março e 14% em abril; Campos, 6% em março e em abril; e Pastor Everaldo, 3% em março e 2% em abril (veja as comparações no gráfico ao lado).
Confira abaixo os resultados da pesquisa de maio do Ibope:
– Dilma Rousseff (PT): 40%
– Aécio Neves (PSDB): 20%
– Eduardo Campos (PSB): 11%
– Pastor Everaldo (PSC): 3%
– Eduardo Jorge (PV): 1%
– José Maria (PSTU): 1%
– Eymael (PSDC): 0%
– Levy Fidelix (PRTB): 0%
– Mauro Iasi (PCB): 0%
– Randolfe Rodrigues: 0%
– Brancos e nulos: 14%
– Não sabe/não respondeu: 10%
O Ibope ouviu 2.002 eleitores em 140 municípios entre os últimos dias 15 e19. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O nível de confiança é de 95%. Isso quer dizer que o instituto tem 95% de certeza de que os resultados obtidos estão dentro da margem de erro.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00120/2014.
http://www.blogdoonipresente.blogspot.com.br/2014/05/dilma-ganha-no-primeiro-turno-e-subindo.html
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Via Facebook:
Eduardo Campos foi assassinado, quem lucrou foi Marina e o EUA que não dão ponto sem nó. O relatório da PF vai ser por esse caminho. Aguardem.
(…)
Não obstante, o Governo americano financiou direta e indiretamente insurgentes de todos os matizes, inclusive fascistas, neonazistas e antisionistas, para desestabilizar o Governo legítimo da Ucrânia com o objetivo último de erguer uma fortaleza da OTAN na fronteira da Rússia. Os passos seguintes são conhecidos: numa magistral manobra estratégica, Putin usou as demandas e um plebiscito com os russófilos da Crimeia para ocupar a península; a Ucrânia entrou em guerra civil, somente suspensa por uma trégua precária; e a OTAN formalizou a entrada do país como membro, numa direta provocação à Rússia.
Note-se que estrategistas americanos da estatura de um Kissinger manifestaram em artigos sua opinião de que a Ucrânia não deveria ser incorporada à OTAN, nem à Rússia, mas constituir uma espécie de colchão entre a Rússia e o Ocidente fazendo o papel da Finlândia na Guerra Fria. É um conselho prudente se se quer levar em conta as legítimas preocupações geopolíticas russos com a ameaça de ter um potencial adversário em seu quintal. Como a crise ucraniana não é só militar, mas econômica, institucional e social, é possível que Putin simplesmente deixe a situação ucraniana degenerar-se até a extinção do país numa explosão entrópica, já que ninguém vai esperar que a Europa falida, e mesmo os EUA, vão resgatar o país com dinheiro.
Essa “vitória” da adesão à OTAN é similar às “vitórias” americanas na Coreia, no Vietnã, no Iraque e no Afeganistão: depois de espalhar morte e terror nos países invadidos, os EUA se retiram sem glória, carregando seus caixões e seus feridos, e deixando para trás uma terra arrasada entregue aos nacionais para a recuperação com seus próprios recursos. Jamais tanta força militar bruta foi usada no mundo com tão poucos resultados positivos, mesmo do ponto de vista do poder imperialista. O mesmo padrão se aplicou na chamada Primavera Árabe, onde regimes autoritários da Líbia, do Egito, do Iemen e da Síria foram desestabilizados por insurgentes financiados pelos EUA e as potências secundárias europeias, e depois abandonados.
É que também nesse caso o rastro do que ficou foi uma política de terra arrasada: no Egito, o poder caiu por algum tempo nas mãos de um braço radical da Irmandade Muçulmana, exigindo a restauração de uma ditadura militar; na Líbia, o país está retalhado entre mais de 200 milícias armadas, cada uma mandando em seu feudo e impedindo qualquer possibilidade de eficácia do poder central; na Síria, a tentativa de desestabilização de Assad resultou na emergência do Califado, chamado pelos ocidentais de Estado Islâmico, erigido como o flagelo dos ocidentais. Tudo isso, para resumir, tem sido produto da estratégia americana de estabelecer um poder absoluto no mundo para o qual é fundamental neutralizar completamente a Rússia.
É aí que entramos nós. A partir de um acrônimo inofensivo, um grupo de países denominados BRICS surgiu no horizonte com um potencial considerável de desconforto para os EUA. São eles Rússia, a superpotência nuclear abertamente hostilizada por Washington; China, potência nuclear e econômica olhada com grande desconfiança; Índia, potência nuclear tradicionalmente independente, Brasil e África do Sul – em geral amistosos com os EUA, não obstante o fato de que eles grampeiam normalmente os meios de comunicação da maior empresa brasileira e da Presidenta da República. Isso, talvez porque, no nosso caso, estejamos buscando, desde Lula, um destino mais autônomo sem prejuízo de nossas relações amistosas com eles.
Esses países representam mais de um terço da população do mundo, parte considerável do PIB e, sobretudo, um grande potencial de crescimento que se compara à estagnação da Europa Ocidental, do Japão e dos próprios Estados Unidos. Do ponto de vista militar os Estados Unidos certamente não têm por que temer os BRICS. Entretanto, se esse bloco evoluir para uma articulação econômica mais profunda isso representará uma perda de espaço para a empresa norte-americana. Nisso, Washington é implacável. A retórica do livre comércio não passa de um rótulo ideológico para criar situações favoráveis à empresa privada dos Estados Unidos ou sócia deles.
Isso significa que, depois de décadas em que temos sido insignificantes no plano das relações externas norte-americanas, viramos alvo da geoeconomia e da geopolítica do país. Enquanto os BRICS foram apenas conversa de presidentes e atos sociais sem consequência, passaram quase despercebidos. Quando decidiram criar um Banco de Desenvolvimento e um Fundo de Estabilização, ascenderam-se em Washington todas as luzes vermelhas. Uma dessas luzes vermelhas, por coincidência, brilhou em Santos na forma de um acidente aéreo que colocou na linha de sucessão presidencial a mais cândida personagem amiga das ONGs americanas e dos grandes banqueiros, e hostil aos BRICS e à Unasul. Se ela ganhar, os Estados Unidos não precisarão de bombardear o Brasil para que esqueçamos nossas ambições de um caminho autônomo de desenvolvimento. A bomba virá de dentro.
Detesto teorias de conspiração, mas por que desapareceram com as duas testemunhas vizinhas do local do acidente de Eduardo que viram, separadamente, bolas de fogo no motor do jato ainda no ar? Por que a TV Globo, que pôs no ar as declarações dessas testemunhas, sumiu com elas a pretexto de que foi uma confusão psicológica? Por que William Waack levou mais de dez minutos no ar para “explicar” o suposto estado de desorientação do piloto – um piloto experiente que deveria estar no máximo de sua atenção porque em arremetida? Por que a única testemunha técnica dos últimos momentos, a caixa preta, não tinha gravado nada? Não, não foi conspiração. Apenas coincidências. Quanto a mim, “no creo em brujas; pero que las hay, las hay”!
J. Carlos de Assis – Economista, doutor em Engenharia de Produção pela Coppe-UFRJ, professor de Economia Internacional da UEPB.
…………….
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Leia isso: Protógenes quer provar morte de Campos não foi acidental
http://noticias.terra.com.br/eleicoes/protogenes-quer-provar-que-morte-de-campos-nao-foi-acidente,90125663c7588410VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html
José Carlos Lima às 10:27
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anarquista sério
20 de setembro de 2014 5:12 pmAssunto de utilidade
Assunto de utilidade pública– se vc não tem,algum conhecido ou familiar tem( nunca sei colocar o acento circunfexo nesse verbo, então não coloco)
DRAUZIO VARELLA
Prosaicas, porém relevantes
O hábito de ler jornal no vaso sanitário, forçando a evacuação, é péssimo; banheiro não é biblioteca
Milhões de pessoas sofrem de hemorroidas. Em nosso site, o tema está permanentemente entre as cinco páginas mais visitadas. Das patologias do aparelho digestivo, elas só perdem em prevalência para o refluxo gastresofágico e para os distúrbios funcionais dos intestinos.
Hemorroidas fazem parte da anatomia normal. São formadas por fibras conjuntivas e uma rede de artérias e veias conectadas na submucosa da região anorretal. Esse acolchoamento vascular está envolvido nas sensações que permitem avaliar o conteúdo do reto, facilita o fechamento e a continência do ânus e protege o esfíncter anal dos traumatismos associados à defecação.
De acordo com a localização em relação à linha denteada –área do revestimento interno situada a 3 ou 4 cm acima do rebordo anal– as hemorroidas costumam ser divididas em três grupos: internas (acima dessa linha), externas (abaixo dela) e mistas.
Não estão claras as causas dos sintomas. Um estudo austríaco que reuniu pessoas submetidas à colonoscopia de rotina encontrou hemorroidas aumentadas e visíveis em 39%. Apenas a metade se queixava delas.
Os sintomas surgem quando o complexo hemorroidário se projeta na direção do ânus, porque os tecidos que lhe dão suporte enfraqueceram ou foram traumatizados.
Esse “escorregamento” do feixe vascular dificulta o retorno do sangue venoso, inflama e edemacia os vasos, criando um ciclo vicioso.
O risco é mais alto nas situações em que ocorre aumento da pressão no interior do reto: gravidez, obstipação, diarreia, ascite, hipotonia do assoalho pélvico, anormalidades vasculares, obesidade, sedentarismo e dieta pobre em fibras.
As manifestações variam com a gravidade. Em cerca de 60% dos casos ocorre sangramento durante ou imediatamente depois da evacuação. Podem aparecer gotas de sangue no papel higiênico, na água do vaso sanitário e até na roupa.
O segundo sintoma mais frequente é o prurido, presente em 55% das vezes. Desconforto faz parte de 20% das queixas, mas dores fortes são raras tanto nas hemorroidas externas quanto internas, a menos que haja complicações: tromboses, prolapsos, isquemia ou encarceramento hemorroidário.
Dores fortes fazem suspeitar de outras condições: fissuras anais, infecções, abscessos, câncer de cólon e reto, ulcerações retais, doenças inflamatórias intestinais, verrugas anais, pólipos ou diverticulite.
De acordo com a extensão, as hemorroidas podem ser de primeiro grau (vasos salientes e engorgitados, mas que não se deslocam para baixo), segundo grau (hemorroidas que se deslocam ao esforço, mas retornam à posição original espontaneamente), terceiro grau (quando há prolapso que precisa ser reduzido com os dedos) e quarto grau (quando o prolapso já não pode ser reduzido manualmente).
A medida preventiva mais importante é evitar a obstipação. Passar o dia sentado, beber pouca água e dieta pobre em fibras formam bolos fecais ressecados que progridem lentamente, pressionam e lesam os tecidos hemorroidários no esforço evacuatório.
É fundamental criar uma rotina para que os intestinos funcionem no mesmo horário, de preferência logo depois do café da manhã, antes de sair de casa. Quando os estímulos para evacuar são frustrados, a fisiologia é subvertida, a água do conteúdo fecal é absorvida e aumenta a pressão na luz intestinal.
A evacuação ideal é a que acontece com esforço mínimo, em um ou dois movimentos expulsivos. O hábito de ler jornal no vaso sanitário, forçando-a diversas vezes, é péssimo. Banheiro não é biblioteca.
O uso do papel higiênico traumatiza a mucosa retal, inflama os tecidos hemorroidários e agrava o quadro. A higiene deve ser feita com água, sabão e delicadeza.
Pomadas contendo corticoides, vasoconstritores e analgésicos aliviam os sintomas.
Quando essas medidas falham há procedimentos cirúrgicos que vão da simples ligadura ambulatorial dos vasos, às cirurgias mais agressivas, indicadas de acordo com a gravidade.
Para encerrar, deixo uma advertência: canso de ver casos de diagnóstico tardio de câncer colorretal em que o sangramento foi menosprezado. Nem tudo que sangra pelo reto é hemorroida.
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MiriamL
21 de setembro de 2014 12:05 am40 milhões de jovens
40 milhões de jovens norte-americanos se endividaram para pagar faculdade, revela pesquisa
Redação | São Paulo – 20/09/2014 – 14p9
Sete milhões não conseguirão pagar o que devem para bancos e instituições de crédito; um a cada três estudantes não tem emprego ao se formar
Wikicommons
Alunos de engenharia nos EUA: ensino superior cada vez mais caro dificulta pagamento de dívidas
Cerca de 40 milhões de jovens estão endividadas para pagar a faculdade nos EUA, revelou pesquisa divulgada nesta sexta-feira (19/09) pela rede CNBC.
Segundo o estudo, um em cada três estudantes encerra a graduação “sem perspectivas de emprego e com uma dívida média de US$26 mil dólares” (Cerca de de R$55 mil reais).
A informação mais alarmante da pesquisa, no entanto, é que mais de sete milhões de estudantes não conseguirão pagar o que devem, tendo o nome inserido nos mecanismos de proteção ao crédito – similares ao Serasa e ao SPC no Brasil.
A crise acaba afetando os pais do alunos que vendem o patrimônio para que os filhos possam pagar as dívidas. De acordo com a rede Telesur, em alguns casos extremos alunos chegam a vender “partes do corpo para pagar dívida”.
Como o ensino superior nos EUA é majoritariamente privado, há uma tradição dos responsáveis de, desde os primeiros anos de vida das crianças, depositar valores em uma poupança para o pagamento da universidade.
Entre os motivos para o crescimento endividamento dos jovens, está a crise imobiliaria de 2008, que forçou pais e jovens a usarem a “poupança estudantil” para quitar outras dívidas.
http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/37927/40+milhoes+de+jovens+norte_americanos+se+endividaram+para+pagar+faculdade+revela+pesquisa.shtml
MarFig
21 de setembro de 2014 12:24 amWikipedia detona a rede Goebbels na sua página principal
http://pt.m.wikipedia.org/wiki/Wikipédia:Página_principal
http://pt.m.wikipedia.org/wiki/Críticas_à_Rede_Globo
NICKNAME
21 de setembro de 2014 1:16 amo Blog tem, mesmo, razão…
“O Blog tem aquele diferencial (Mutimídia do Dia),mas não o divulga pq. pensa,preconcebe,pressupõe q não interessa ao pessoal invisível visitante,e/ou visitantes q se manifestam eventualmente,e/ou participantes com ou sem cadastro. Pensan- do bem… o Blog tem razão.Até pra percepção da política,de conjunturas e particularidades,táticas e estratégias políticas,até pra sentir o que a maioria do povo deseja, optará,é essencial sensibilidde q não se feche – o q,infelizmente, falta a alguns ” https://jornalggn.com.br/noticia/lobt-den-herren-der-welt-nach-henry-purcells-trumpet-voluntary#comment-441517
NICKNAME
21 de setembro de 2014 1:47 amEtiquetas no Blog / E viva a diferença!
Dirijo pra mim,tb.Às vezes palavra ou frase pode ser uma mexida,brincadeira q é levada ao pé da letra – e não saca,nem ri, da entrelinha ou duplo sentido q eu ou qq pessoa recorrer.Ontem,me melindrei (me incomodei,mesmo) com uma figura q, sem saber,já tinha me ofendido qdo eu usava outro apelido.Portanto,não foi um fato pontual num momento de lua cheia ou de mau humor(q todos podemos ter).Já me retratei semanas atrás após ter cometido gafe enorme(ou textos inadequados) Nâo cito o nome,nem teclo “denunciar”.Qq nome nos perfis podem facilmente ser nomes falsos.Privacidade é de se respei- tar,e o Blog tem e pode ter até mapa astral e nome verdadeiro de qq pessoa daqui. Qq criança sabe mexer nessas coisas. E viva a diferença! ).
Leo V
21 de setembro de 2014 2:29 am“O que vivemos lá dentro não
“O que vivemos lá dentro não foi guerra. Foi amor.”
Maria Carolina Trevisan — 19/09/14
http://ponte.org/o-que-vivemos-la-dentro-nao-foi-guerra-foi-amor/
Moradores da ocupação São João não esquecem as horas de pânico vividas na reintegração de posse e afirmam que é a compaixão entre eles que os mantém vivos
Fotos: Rodrigo Zaim/R.U.A Fotocoletivo
Edição de vídeo: Rafael Bonifácio
https://www.youtube.com/watch?v=yo8IjicL0hg
Na entrada da ocupação de um prédio da Cruz Vermelha na rua Líbero Badaró, número 595, no centro de São Paulo, famílias se acumulam em um corredor estreito. São crianças, jovens, mulheres, grávidas, homens e idosos; brasileiros, peruanos, bolivianos e africanos. Esperam a chegada e a distribuição de doações. Faz frio. Não há cobertores suficientes. Alguns perderam tudo na mudança da ocupação São João, localizada quase na esquina da Avenida Ipiranga, a cerca de 700 metros do novo prédio. Entre os antigos e os novos moradores, aparece o rapper Emicida, que acompanha de perto o movimento por moradia. Um dos residentes prepara as refeições do primeiro dia, compradas com o recurso doado pela ONG “Apoio”. Outros se dividem em escala para cuidar da portaria e todos os homens se reúnem em mutirão para subir os eletrodomésticos dos novos residentes.
A ocupação da Líbero Badaró recebeu cerca de 180 pessoas expulsas da ocupação São João. O espaço, onde antes viviam 35 famílias, ganhou paredes de lençóis para acomodar os novos residentes. Foram recebidos com a mesma camaradagem e apoio demonstrados durante a reintegração de posse, que aconteceu nesta terça-feira, 16 de setembro.
A remoção dos pertences das famílias que viviam na São João só terminou na madrugada de quarta-feira, 17 de setembro. Com número insuficiente de caminhões e de carregadores, a empresa responsável pela mudança levou quase 12 horas para tirar toda a mobília das 200 famílias que viviam no hotel Aquarius, desocupado havia 10 anos. “Era para demorar até mais. Mas como não havia famílias acompanhando a mudança, desceram tudo de qualquer jeito”, afirma Ivaneti Araújo, uma das coordenadoras do MSTC (Movimento Sem Teto do Centro). Moradores denunciam que os móveis levados para o depósito contratado estão quebrados. Foram necessárias 213 viagens (cada viagem corresponde a 1 caminhão cheio) para dar conta de transportar todos os pertences.
As cenas violentas da invasão da polícia na manhã de terça, 16/09, estão gravadas na memória dos sem-teto que resistiram a entregar o espaço em que viviam. Alguns levaram anos para conseguir comprar um fogão, perdido durante a mudança bruta. Basta começar uma conversa qualquer para a garganta apertar e os olhos marejarem.
O simples fato de terem saído com relativa saúde leva Orleane a uma comemoração inesperada: “Somos vitoriosos”.
“Foi um desespero total. Eu pensei em me jogar da janela”, conta a auxiliar de despesas Shirley Santana, de 35 anos. “Eu não conseguia respirar e aquela coisa queimando no rosto. Me perdi na fumaça e fiquei sozinha. Um morador voltou para me buscar. Se não fosse ele, acho que eu estaria morta uma hora dessas”, lembra, com o queixo e as mãos trêmulas. “Quando eu consegui sair do portão para fora, desmaiei no meio da rua. É a última coisa que eu lembro. Acordei no hospital.”
Shirley dividia um quarto na ocupação São João com a companheira, Orleane Matias Freitas, 33 anos, que cuida de crianças da ocupação. As duas tinham paredes e banheiro no cômodo de 15 metros quadrados dos quartos do antigo hotel. “Isso tudo foi muito humilhante”, relata Orleane enquanto a menina Raíssa, de 3 anos, beija seu rosto para cessar o choro. Mas o simples fato de terem saído com relativa saúde leva Orleane a uma comemoração inesperada: “Somos vitoriosos”.
Na mesma ambulância que levou Shirley ao hospital, estava a adolescente Jaquelaine. Deficiente, a menina perdeu a cadeira de rodas, destruída por um bombeiro durante a retirada dos moradores. Agora, a menina, seus dois irmãos e a mãe mudaram-se para a Líbero Badaró.
“Não é humano jogar bomba de gás onde tem crianças”, recorda Veronice Ribeiro Simões
A truculência da ação da PM é relembrada o tempo todo. “Não é humano jogar bomba de gás onde tem crianças”, recorda Veronice Ribeiro Simões, 35 anos, que teve que pedir abrigo a uma amiga para alojar o filho de 14 anos, de quem nunca se afastou. “Vi uma mãe colocando o filho bebê para fora da janela para ele respirar. Quando conseguimos sair, achando que a gente estava livre, foi que eles começaram a bater na gente. Me chamaram de vaca, de vagabunda. Me bateram nos braços com cacetete”, diz Veronice. “Passei a noite cuspindo sangue.” É importante pontuar também que a maioria das pessoas que viviam na ocupação São João é de trabalhadores, ao contrário do que argumentam muitos. Todas as pessoas que a Ponte entrevistou trabalham. Porém, o maior salário é de uma gari, que ganha R$840 e sustenta cinco filhos.
Solidariedade
Ocupação Líbero Badaró | Foto: Rodrigo Zaim/R.U.A Fotocoletivo
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Os moradores do prédio de 6 andares receberam, na quarta-feira, 17 de setembro, a visita do rapper Emicida. Ele acompanha a situação do movimento por moradia e esteve na ocupação São João na semana anterior à execução da reintegração de posse. Foi saudado com a mesma simplicidade e abertura com que foram acolhidos os novos moradores, mesmo com a reestruturação do espaço, como no cômodo em que agora vive Arno Rodrigues da Silva, 21 anos, que faz bicos como carregador. A fraternidade entre os integrantes das ocupações é o que dá força para seguir na luta.
“Só quem viveu para saber. Julgar é fácil, qualquer um julga.”
“Na hora senti aquela queimação na garganta, os olhos começaram a arder e pensei ‘Deus, não deixa eu desmaiar aqui, não. Tem muita mulher e criança para tirar daqui ainda”, lembra o educador Oncy Machado de Araújo, o “Tio”, de 35 anos. O pai de Bruno, 10, e Jéssica, 9, afirma que foi a solidariedade entre todos os ocupantes que o fez ficar firme durante a operação. “Na hora a gente não pensa nem na gente, só pensa no próximo mesmo. Essa é a realidade. Só quem viveu para saber. Julgar é fácil, qualquer um julga. A realidade é outra. Eu nunca tinha vivenciado isso na minha vida. Você esquece de você na hora”, diz. E completa, emocionado: “A gente é uma família aqui dentro. O que vivemos lá dentro não foi guerra. Foi amor.”
Para doações, entre em contato com a Frente de Luta por Moradia.