5 de junho de 2026

Para Prerrô, cassação de vereadora Teresa Capra foi grave perseguição

Não bastasse a cassação, a vereadora e sua família sofrem com ameaças, fazendo com que tenha que sair da cidade por segurança.

Juristas, docentes e profissionais da área jurídica integrantes do grupo Prerrogativas manifestaram seu inconformismo com a cassação do mandato da vereadora Maria Teresa Capra, de São Miguel do Oeste (SC). Para o grupo, é evidente que se trata de perseguição pura e simples em decorrência da denúncia que fizera contra a ‘saudação nazista’ promovida por bolsonaristas.

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Não bastasse a cassação, a vereadora e sua família sofrem com ameaças, fazendo com que tenha que sair da cidade por segurança.

Para o Prerrô, a cassação se conecta à tolerância com o filo-nazismo na cidade, em que a Câmara dos Vereadores afirma ser o gesto nazista uma tradição da cidade para saudação à bandeira.

Leia a nota a seguir.

Nota do Grupo Prerrogativas

O grupo Prerrogativas, formado por juristas, docentes e profissionais da área jurídica, manifesta seu absoluto inconformismo e sua veemente crítica à decisão da Câmara Municipal de S. Miguel do Oeste (SC), tomada no dia 3/2/2023, no sentido de cassar o mandato da vereadora Maria Teresa Capra.

Trata-se da culminância de uma bárbara perseguição imposta à parlamentar, em decorrência da denúncia que fizera contra o aberrante episódio da “saudação nazista” promovida por manifestantes que se concentravam em frente a zona militar da cidade.

Paradoxalmente, a vereadora e sua família passaram a sofrer toda sorte de constrangimentos e ameaças, provocando a sua saída de São Miguel do Oeste, em busca de segurança. Não bastaram os alertas levados à Câmara Municipal pelos competentes advogados da acusada, doutores Fabio Tofic e Sergio Graziano.

O processo de cassação foi um jogo de cartas marcadas, que tenta encobrir, de maneira brutal, a insanável nódoa da tolerância com o filo-nazismo na cidade. O mundo inteiro vê a saudação de braço estendido e um pouco elevado como uma saudação nazista, inspirada na romana. Mas a Câmara de Vereadores de São Miguel do Oeste diz que lá isso é saudação à bandeira — e quer que a “tradição” de São Miguel do Oeste seja respeitada.

Essa abominável decisão terá que ser revertida. O legítimo mandato de Maria Teresa Capra precisa ser restaurado, assim como é imperativo que haja plenas condições de segurança para que a vereadora exerça o seu mandato. E, acima de tudo, haveremos de banir o extremismo fanatizado de direita, cuja associação com o nazismo salta aos olhos e não pode ser ocultada com a punição daqueles que a denunciam.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. M Amelia F Teixeira

    7 de fevereiro de 2023 7:59 am

    Apologia ao nazismo é crime conforme a lei nº 9.459/97.
    Tenho visto notícias sobre o crescimento de manifestações mas não vejo ninguém sendo preso e enquadrado na lei.
    Enquanto não houver enquadramento da lei dos meliantes, o nazismo continuará crescendo!

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