5 de junho de 2026

Incerteza em torno das eleições pode afetar crescimento, diz FGV

Jornal GGN – O Indicador Antecedente Composto da Economia (Iace), que sinaliza tendências do comportamento da economia no curto prazo, caiu 0,4%, em agosto, ficando em 121,5 pontos, ante alta de 2% no mês anterior e redução de 1,6%, em junho. Três dos oito componentes da taxa influenciaram positivamente o resultado, segundo levantamento elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), em conjunto com a organização The Conference Board.

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O Indicador Coincidente Composto da Economia (ICCE) do Brasil, também elaborado pela FGV/IBRE e pelo The Conference Board, que mede as condições econômicas atuais, avançou 0,1% em agosto, registrando a marca de 127,0 pontos (2004=100). O resultado segue-se a um avanço de 0,2% em julho e a um recuo de 0,6% em junho. Três dos seis componentes contribuíram positivamente para o índice de agosto.

“A queda na atividade econômica durante os dois primeiros trimestres do ano é consistente com os declínios prolongados no IACE e no ICCE desde 2013”, disse Paulo Picchetti, economista da FGV/IBRE. “As expectativas dos indicadores permanecem indefinidas ante a proximidade das eleições. Ainda é muito cedo para dizer se o crescimento econômico vai melhorar no segundo semestre de 2014, mas o IACE sugere que a economia provavelmente continuará em um cenário de dificuldades no curto prazo.”

Já o economista do Conference Board, Ataman Ozyildirim, lembrou que, em sete dos oito primeiros meses deste ano, o Iace foi negativo, com desempenho fraco e generalizado dos principais indicadores antecedentes. “A perspectiva mais pessimista observada nas sondagens dos consumidores e nas expectativas em relação ao setor de serviços sobressaíram-se à melhoria das expectativas da indústria de transformação e do mercado de ações em agosto”, pontuou.

O Indicador Antecedente Composto da Economia (IACE)para o Brasil foi lançado em julho de 2013 pelo FGV/IBRE e pelo The Conference Board. Com uma série desde 1996, o indicador permite uma comparação direta dos ciclos econômicos do Brasil com os de outros 11 países e regiões já cobertos pelo The Conference Board: China, Estados Unidos, Zona do Euro, Austrália, França, Alemanha, Japão, México, Coréia, Espanha e Reino Unido.

 

 

 

 

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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6 Comentários
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  1. Zanchetta

    17 de setembro de 2014 9:50 pm

    Será verdade?
    A coisa tá tão

    Será verdade?

    A coisa tá tão feia que o PT está roubando até assinaturas!

    O ator Matheus Nachtergaele negou ter assinado o “manifesto de artistas e intelectuais” de apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff.

    ”Não assinei manifesto algum, e por agora não pretendo colocar publicamente minha posição com relação a isso! Estou avaliando tudo e quando, ou se tiver certeza de algo, me pronunciarei!!!!!!”, postou o ator em sua página no Facebook.

     

  2. De Paula

    17 de setembro de 2014 10:07 pm

    A FGV e sua equipe de

    A FGV e sua equipe de economistas constituem a principal  fonte  fornecedora da carniça que nutre os urubus da mídia conservadora (ops. acho que cai numa redundância).

  3. Lucinei

    17 de setembro de 2014 10:32 pm

    É cada vez mais evidente. Se

    É cada vez mais evidente. Se os rentistas do mercado financeiro, a mídia golpista, os fanáticos religiosos e os neuróicos de guerra fria movem toda essa guerra de comunicação contra o pt é porque o partido dos trabalhadores esta no caminho certo.

    Se a democracia assusta os empresários, isso mostra bem do que eles são feitos.

    1. Eric Voegelin

      17 de setembro de 2014 10:49 pm

      longe disso é o povo que é

      longe disso é o povo que é honesto não aguenta mais tanta PTfalcatrua e violência endemica.

      Como o PT protege e apoia a bandidagem não da outra , fora Dilma e leva junto o PT.

       

  4. Fernando Elias Reis

    17 de setembro de 2014 11:55 pm

    Depois da Copa, a bolsa subiu substancialmente.

    Engraçado: ninguém menciona que o principal problema era a expectativa de apocalípse durante a Copa do Mundo, como pregava a mídia.

    Logo depois da Copa, e depois de o mundo não ter acabado, a bolsa disparou.

    Mas até o final das eleições vamos ouvir falar muito em crise e mais crise, pois é a única bandeira de campanha (e a mídia golpista está em franca campanha) do miserável do PSDB. Que campanhazinha pobre e podre!

    É claro que de tanto se falar em crise as pessoas estão parando de comprar e tomar crédito. Mas mesmo assim o país vai bem e vai se descolar dessa campanha crisista logo após as eleições. Falta pouco.

     

  5. alexis

    18 de setembro de 2014 10:08 am

    Incerteza?

    Incerteza de Dona Juscelina, vizinha do prédio, idosa, que está na dúvida em quem votar.

    Já esses tubarões de Bolsa de Valores sabem com muita certeza o que querem, desde criancinhas, e fazem este jogo de “mercado” como se este “mercado” fosse um entidade com vida própria. Eles não irão mudar, qualquer que seja o resultado das eleições.

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