5 de junho de 2026

Caro Fernando Haddad, por Antonio Prata

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da Folha

Caro Fernando Haddad

Eu trabalho, pago meus impostos, tenho direito a uma varanda com vista e espaço gourmet

Antonio Prata

Quem te escreve aqui é Espírito Paulistano. O senhor não me conhece, como deixa claro a sua rejeição por 47% dos motoristas, quero dizer, dos cidadãos de nossa pujante metrópole. Não votei no senhor, mas tampouco me apavorei com a sua vitória. Apesar de vir do PT, o senhor aparenta ser de boa família, tem essa pinta de pai em propaganda do Itaú Personnalité, chama-se Fernando e traz o sobrenome Haddad, que me remete ao Maluf, ao Kassab, ao Habib’s: três marcas das quais São Paulo pode se orgulhar. Desde que assumiu a prefeitura e começou com as faixas de ônibus, contudo, percebi que por trás da pinta Personnalité se escondia um administrador démodé.

“Non ducor duco” (“Não sou conduzido, conduzo”) é o lema da nossa cidade, mas, em vez de valorizar a livre iniciativa dos bandeirantes, que se perpetua no direito inalienável ao transporte individual, a ultrapassar pela direita, a trafegar pelo acostamento, o senhor quer nos botar em fila dentro de coletivos, como índios cativos. São Paulo é uma cidade de vencedores, prefeito. Se o cidadão não conseguiu sequer comprar um carro, não deveria ser ajudado, deveria ser expulso. Isso, sim, melhoraria o trânsito.

Depois das faixas, o senhor me vem com este Plano Diretor. Proíbe, entre outras coisas, prédios altos no miolo dos bairros. Ora, eu trabalho, pago meus impostos, tenho direito a uma varanda com espaço gourmet e vista para as casinhas geminadas, lá embaixo, não? O senhor afirma que, se todas as casinhas derem lugar a prédios altos, o trânsito vai piorar. OK. Eu me mudo pra outro prédio, no miolo de outro bairro: é assim que a nossa cidade funciona, estimulando a construção civil, gerando empregos, intensificando o aquecimento global, quero dizer, da economia.

Que saudades do doutor Paulo, quando os tapumes de obras viárias estampavam o slogan “São Paulo crescendo, São Paulo não pode parar”. Saudades da época em que a rua era da Rota, não de japoneses “black blocs” com bombas incendiárias não inflamáveis.

O senhor me acha reacionário. Diz que São Paulo quer uma revolução “desde que não se mexa em nada”. Mentira! Quero uma revolução mexendo no cerne dos nossos problemas, como fez o Kassab ao criar cupons padronizados para todos os valets da cidade. Há questão mais séria, numa metrópole, do que os valets?Senhor prefeito, caso haja algo de Personnalité por trás de todo esse ranço da FFLCH, escute-me: se vossa excelência continuar a priorizar o transporte público em vez do individual, se continuar a negociar com movimentos populares e a limitar a atuação das construtoras, se seguir criando espaço para as bicicletas e empregos para craqueiros, corremos o sério risco de ver, em alguns anos, uma pequena diminuição na distância entre ricos e pobres nesta cidade –e tudo o que eu, Espírito Paulistano, menos quero, é pobre perto de mim.

Sem mais, subscrevo-me,

E.P.

Obs.: Este é um texto de ficção. As ideias do E.P. não representam as crenças do autor, e qualquer semelhança entre as mesmas e opiniões de pessoas vivas ou mortas é apenas uma boa razão para eu me mudar pra Reykjavík.

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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38 Comentários
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  1. BRAGA-BH

    16 de setembro de 2014 8:07 pm

    E.P. você bem que poderia

    E.P. você bem que poderia levar aquele senhor vizinho do Shopping que queria cortar a árvore aonde o ‘menino passarinho’ se empoleirou. A mentalidade dele é igualzinha!!

  2. alfie

    16 de setembro de 2014 8:11 pm

    sem graça

    Só ao fim, o autor faz a pegadinha. Que tempo perdido, que texto sem graça, metido a sério, mas que passa do ponto na tentativa de fazer humor e crítica. 

    1. Sergio SS

      16 de setembro de 2014 9:23 pm

      E só no fim…

      … vc percebeu que vc é um legítimo E. P.

    2. Gil Teixeira

      16 de setembro de 2014 11:55 pm

      Traduzindo

      A carapuça serviu!

  3. gabi_lisboa

    16 de setembro de 2014 8:12 pm

    Tenho certeza


    que este senhor Espírito Paulistano é mais um dos que bebe água do volume morto, digo, da reserva técnica do Geraldo, e sente gosto e cheiro de perrier. 

  4. CB

    16 de setembro de 2014 8:13 pm

    Adorei este trecho:
    Apesar de

    Adorei este trecho:

    Apesar de vir do PT, o senhor aparenta ser de boa família, tem essa pinta de pai em propaganda do Itaú Personnalité, chama-se Fernando e traz o sobrenome Haddad, que me remete ao Maluf, ao Kassab, ao Habib’s: três marcas das quais São Paulo pode se orgulhar.

  5. saulogeo

    16 de setembro de 2014 8:17 pm

    O paraíso de Reykjavík

    É, pelo jeito Reykiavik é o lugar onde o EP pode fazer tudo o que lhe der na telha e ninguém vai pertubá-lo.

    Boa viagem e faça bom proveito!

  6. altamiro souza

    16 de setembro de 2014 8:22 pm

    não sei porque comecei a

    não sei porque comecei a desconfiar dos humoristas que fazem stand up, essas coisas,

    que resolveram falar de política com uma desenvoltura preocupante

    porque sempre stão mais àdireitoa do espectro político.

    agora começou a rolar um tal de texto ironico que se o cara não for craque no lance acaba confirmando o que queria negar,

    o que não é o caso desse do prata,

    que entendi perfeitamente como ironia ao espírito bandeirantino depredador do pualistano, médio nédio…

  7. Emersongsa_

    16 de setembro de 2014 8:28 pm

    Que susto!!!

    Putz Nassif, que susto, pensei que os discipulos brasileitros de Ayn Rand tinham tomado coragem e saído à publico para defender o objectivismo do “Self” / “I am Me” Paulistano.

     

  8. Franklin Caetano de Freitas

    16 de setembro de 2014 8:40 pm

    Excelente.

    Texto inteligente. O autor pode ter capitado a essência do inconsciente paulistano, os mesmos que o digam.

  9. Zanchetta

    16 de setembro de 2014 8:41 pm

    E ainda vai contra as

    E ainda vai contra as determinações da super presidenta Dilma que abaixou o IPI dos carros para vender mais e mais. Vender carro para quê? Para guardar na garagem?

    1. morallis

      16 de setembro de 2014 9:02 pm

      Olhem isso : um fossil

      Olhem isso : um fossil tucano!

  10. maria olimpia

    16 de setembro de 2014 8:42 pm

    Espírito Paulistano

    kkkkkkkkkkk é bem esse o espírito paulistano, ótimo texto de Antonio Prata!

    Gente, por favor, ele é hariovaldiano ( do Hariovaldo Prado ), entendam a ironia do texto!

  11. maria rodrigues

    16 de setembro de 2014 8:43 pm

    Por falar nisso, Datena tá

    Por falar nisso, Datena tá aumentando o fogo em São Paulo, se aproveitando do cargo de apresentador da porcaria do programa da BAND pra dizer que é contra o vandalismo, mas compreende que o povo brasileiro tem que ser revoltado por não ter moradia, etc. No fundo, quer jogar a culpa da bagunça de hoje, quando saquearam lojas, encendiaram ônibus, agrediram policiais no centro de São Paulo, em função de uma reintegração de posse de um prédio, para o Prefeito. todos os dias ele demonstra ter ódio de Fernando Hadad, misturando crimes hediondos com suas ideias polítiqueiras. Se conhecesse um pouco das cidades do mundo, veria que não faltam mendigos e gente vivendo nas ruas até mesmo nas grandes potências, como Estados Unidos e Inglaterra, por exemplo. Dá muita raiva ver a programação dessas televisões abertas. Cada dia fica pior.

    1. Neideg

      16 de setembro de 2014 9:06 pm

      Nao eh falta de consciencia,

      Nao eh falta de consciencia, o problema de Datena e outras especimes iguais a ele. Eh muito dinheiro que lhes compra a alma.

    2. tiao

      17 de setembro de 2014 10:24 am

      Maria,me desculpe,mas voce

      Maria,me desculpe,mas voce consegue ver este tipo de programa?Como voce tem estomago forte!Credo!!!

  12. Bispo da Dama

    16 de setembro de 2014 8:47 pm

    Gostei !

    Mais uma nesse nível e Antonio Prata será promovido a Antonio Ouro. 

  13. Bispo da Dama

    16 de setembro de 2014 8:48 pm

    Gostei !

    Mais uma nesse nível e Antonio Prata será promovido a Antonio Ouro. 

  14. Hans Bintje

    16 de setembro de 2014 8:48 pm

    Imagens lá de casa

    Caríssimo E. P.,

    eis umas imagens lá de casa.

    Bicicletas Amsterdam

     

    Bicicletas Amsterdam

    1. Zanchetta

      17 de setembro de 2014 1:29 am

      O país é tão plano que se

      O país é tão plano que se tirar a ROLHA do dique, ele inunda!!!

  15. morallis

    16 de setembro de 2014 8:50 pm

    Melhor  ler os blogs..muita

    Melhor  ler os blogs..muita coisa boa ali que não vem para página

    principal, visitem!Mas ..vamos ri..rir..rir.. sejamos “paulistanos”.( que?)

  16. Prof. Iso

    16 de setembro de 2014 8:51 pm

    Este é o estado mental que se

    Este é o estado mental que se encontram muitos inocentes úteis que juram a si mesmos e aos deuses, estarem certos. Irreparavelmentes certos!!!!

    Otários. Inocentes úteis. Incapazes de verem a diferença que lhes separam daqeles que eles defendem. Alguns sabem o erro que estão cometenco mas, suas patalogais emocionais superam, em muito, sua percepção do que lhe é a capacidade de defender-se destas armadilhas. Estão sob hipnose originárias de suas frustações. Afinal, alguem que não eles devem ter a culpa de suas incompetências. Mas não eles.

    -Aculpa é do governo, da Dilma, não minha. Fiz tudo direitinho e eles não me deram o que eu merecia. Eu votei neles mas me adiantei. Talvez se tivesse votado no outro estaria numa boa! Deus é fiel. Dilma não. -Agora só para acabar com eles, vou votar na fadinha. Quero ver o circo pegar fogo.

    Se eles querem ver, eu também:

    Quero ver esta classe média revoltada pela valorização do dólar, enquanto seus filhos estão “fazendo cursos lá fora”.

    Quero ver esta classe média se queixando do aumento  preço da gasolina, pois os acionistas assim exigem.

    Quero ver estes funcionários públicos lutando para que a CLT não atinga servidores públicos.

    Quero ver estes pequenos burgueses se queixando dos grandes que repassaram tudo, todos os seus custos são deles.

    Quero ver os sindicalistas descobrindo que eram felizes e não sabiam.

    Quero ver o remorso batendo no coração dos bobos, que se transformarão em angustias de um povo enganado.

    Mas tambem quero ver o país lhes perdoando. de uma forma fraterna, podendo juntar a igualdade e a liberdade.

    O Brasil não pode retroceder. Faça sua escolha. Os modelos são distintos.

    Não é a mesma coisa. Verifique qual é o seu lugar e lute por ele. Isto não cai do céu. Tem de merecer.

    Esta é a hora da decisão.

     

  17. Prof. Iso

    16 de setembro de 2014 8:57 pm

    Este é o estado mental que se
    Este é o estado mental que se encontram muitos inocentes úteis que juram a si mesmos e aos deuses, estarem certos. Irreparavelmente certos!!!! Otários. Inocentes úteis. Incapazes de verem a diferença que lhes separam daqueles que eles defendem. Alguns sabem o erro que estão cometendo mas, suas patalogiais emocionais superam, em muito, sua percepção do que lhe é a capacidade de defender-se destas armadilhas. Estão sob hipnose originárias de suas frustrações. Afinal, alguém que não eles devem ter a culpa de suas incompetências. Mas não eles. -A culpa é do governo, da Dilma, não minha. Fiz tudo direitinho e eles não me deram o que eu merecia. Eu votei neles mas me adiantei. Talvez se tivesse votado no outro estaria numa boa! Deus é fiel. Dilma não. -Agora só para acabar com eles, vou votar na fadinha. Quero ver o circo pegar fogo. Se eles querem ver, eu também: Quero ver esta classe média revoltada pela valorização do dólar, enquanto seus filhos estão “fazendo cursos lá fora”. Quero ver esta classe média se queixando do aumento  preço da gasolina, pois os acionistas assim exigem. Quero ver estes funcionários públicos lutando para que a CLT não atinga servidores públicos. Quero ver estes pequenos burgueses se queixando dos grandes que repassaram tudo, todos os seus custos são deles. Quero ver os sindicalistas descobrindo que eram felizes e não sabiam. Quero ver o remorso batendo no coração dos bobos, que se transformarão em angustias de um povo enganado. Mas também quero ver o país lhes perdoando. de uma forma fraterna, podendo juntar a igualdade e a liberdade. O Brasil não pode retroceder. Faça sua escolha. Os modelos são distintos. Não é a mesma coisa. Verifique qual é o seu lugar e lute por ele. Isto não cai do céu. Tem de merecer. Esta é a hora da decisão.

  18. Eu entendi

    16 de setembro de 2014 9:10 pm

    Eu já tinha lido essa bobagem

    Alerta: textos contra o Haddad não são bem vindos neste site.

    Eu já tinha lido esta bobagem  – e entendido a ironia – mas reli, para refrescar a memória e dizer que o Haddad está completamente equivocado com a sua postura autoritária. Hoje, 16/09, ou ontem, a própria base aliada reclamou na Câmara que a maneira como o prefeito está impondo as ciclovias está mal planejada. Ele só ouve os poucos que o cercam e que não ousam contrariá-lo. É um gerador de más idéias que repercutem e se concretizam porque a nobre população paulistana não tem tempo para audiências públicas e reclamar, já que tem que trabalhar para pagar os pesados impostos para Haddad. Bicicleta não é transporte coletivo, é individual. As ciclovias vivem vazias. Não há bicicletários. Experimentem ir trabalhar de bicicleta, é para poucos (de bairros bons!). Mas o prefeito de São Paulo quer, então assim vai ser, pois em algumas audiências públicas de uma hora de duração o povo aprovou. E ele segue a intuição dele (você não é o Lula, Haddad, te falta a sensibilidade dos humildes). É por essas e outras que Haddad afundou Padilha (de propósito? acho que não, incompetência mesmo…) e aqui em SP a Dilma não vai bem. Haddad briga com todo mundo. A Marta avisou: se eu pudesse voltar atrás não desagradaria tanta gente ao mesmo tempo. Mas é Haddad. Inclusive chegou-nos, nesta semana, que as notas dos estudantes brasileiros não anda boa, parabéns a ele que foi ministro da educação. Nassif, GGN, poupe-nos de elogiar o Haddad. Sou petista, saibam, mas INFELIZMENTE, desde que aquela praga do Kassab saiu, SP só piorou, com viés de alta (de piora, evidentemente). Nassif, publique minhas colocações, permita o debate. Obrigado aos que me leram.

  19. Its

    16 de setembro de 2014 11:11 pm

    Já faz um tempinho esse texto

    Oh Nassif, já faz um bom tempo que esse texto foi publicado na FSP. Poderia ao menos ter colocado essa informação no post.

  20. Marcio Prata da Silva

    16 de setembro de 2014 11:41 pm

    A matrix paulistanaOs

    A matrix paulistana

    Os paulistas conseguiram o que eles sempre quiseram. Tornaram-se os legítimos europeus, ou seja, um povo mitomaníaco:

    Mito – 1: São Paulo é a locomotiva do país que carrega 23 vagões vazios.

    A Realidade:

    A locomotiva virou Maria Fumaça. Na década de 70, a participação de São Paulo no PIB nacional correspondia a 40%. Caiu para 36% na década de 80, e 33% em 2007. Confirmado-se as tendências e prognósticos, a perspectiva é de que a participação paulista esteja abaixo dos 30% já em 2015.

    http://exame.abril.com.br/economia/album-de-fotos/a-contribuicao-de-cada-estado-para-o-pib-do-brasil

    Mito – 2: A USP é uma das universidades mais importantes do mundo!

    A realidade:

    A USP já foi uma grande universidade, nos tempos de Lévy-Strauss e outros, mas esse DNA já se tornou “viciado” há muito tempo, porque professor da USP fez graduação na USP, mestrado na USP, doutorado na USP. A USP é a universidade mais endógena e de importância inflada que se conhece.

    http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2014/08/1503584-sem-aval-usp-aumentou-gastos-com-funcionarios.shtml

    Nos últimos 40 anos, que estudo da USP revolucionou alguma área do conhecimento científico? Nenhum.

    A USP (tal como as Federais de outros estados) não é vanguarda em nenhuma área científica importante, apenas acompanha o desenvolvimento científico e tecnológico do primeiro-mundo. Tanto as estaduais paulistas, quanto as federais, apenas procuram reproduzir estudos estrangeiros.

    A ficha só cai quando a USP é comparada a instituições de outros países. Nesse caso o resultado é humilhante: “A USP, a universidade da 3ª maior cidade do mundo é apenas a 132ª universidade, se comparada com o resto do mundo”.

    http://g1.globo.com/educacao/noticia/2014/09/usp-cai-cinco-posicoes-em-ranking-internacional-de-universidades.html

    Mito – 3: Paulistas são ricos, têm dinheiro e o restante dos brasileiros são pobres e burros.

    A Realidade:

    Abaixo a lista dos maiores bilionários do país

    http://economia.uol.com.br/album/2014/09/02/conheca-50-bilionarios-brasileiros-no-ranking-da-forbes-brasil.htm#fotoNav=5

    1º Jorge Paulo Lemann – carioca

    2º Joseph Safra – libanês

    3º Marcel Telles – carioca

    4º Benjamin Steinbruch – carioca

    5º Carlos Alberto Sicupira – carioca

    Onde estão os bilionários paulistas?

    No programa “Mulheres Ricas” da Rede Bandeirantes?

    Mito – 4: Todo paulista tem a CRENÇA de que italianos industrializaram São Paulo e que eles foram os responsáveis pelo o que o estado é hoje.

    A realidade:

    Construiu-se toda uma mitomania em torno do empreendedorismo italiano que não se sustenta. Procuram-se hoje os reflexos dessa herança e não se acha. Pior: descobre-se que são até inexistentes. Ao analisarmos as 300 maiores empresas com “sede” em São Paulo listadas no volumoso encarte “Melhores e Maiores” da Revista Exame, verifica-se claramente que a esmagadora maioria trata-se de empresas de capital estrangeiro. Logo São Paulo não é “sede” de nada… “sede” é eufemismo.

    São Paulo é apenas “filial”, porque as matrizes (sedes) dessas empresas estão no exterior. Suas ações são negociadas em seus países de origem. O faturamento e o lucro é todo remetido para fora. O empreendedorismo, portanto, não é paulista e sim estrangeiro.

    Se pegarmos então outro ranking, mas nesse caso 100% nacional: “As ações mais negociadas da Bovespa de 2010″ e verificamos claramente a inexpressividade do empreendedorismo paulista: Os maiores conglomerados listados entre as dez ações mais negociadas não são empresas nacionais com sede em São Paulo e sim em sediadas em outros estados: Petrobras, OGX, Vale, CSN, Telemar, Usiminas, Gerdau etc. Entre as top 10 apenas uma única empresa representa o inflado empreendedorismo paulista: o Itaú/Unibanco. E é justamente a única blue chip que não é voltada para produção e sim para agiotagem financeira…

    Mito – 5: São Paulo é a Nova York brasileira

    A Realidade:

    Todo povo de mentalidade colonizada gosta de nomear a sua cidade mais populosa como a “nova iorque” local. Assim Lagos é a “nova-iorque-nigeriana”, Mumbai é a “nova-iorque-indiana”, Jacarta é a “nova-iorque-indonésia”, Karachi é a “nova-iorque-paquistanesa” e São Paulo é a “nova-iorque-brasileira”.

    Mas há também, há cidades de personalidade tão fortes que não precisam pedir empréstimo a outras para serem conhecidas. Dessa forma no mundo… Paris é “Paris”, Roma é “Roma”, Buenos Aires é “Buenos Aires” e etc…

    Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/politica/2012/05/21/a-matrix-paulistana-a-chuica-nua-e-crua/

    1. Motta Araujo

      17 de setembro de 2014 2:38 pm

      O PIB de São Paulo caiu

      O PIB de São Paulo caiu porque a industria mudou-se de São Paulo para outros Estados MAS as empresas são sediadas em São Paulo, na sua grande maioria, ao mesmo temp as sedes das grandes empresas de outros Estados se mudaram para São Paulo porque aqui é o centro empresarial e financeiro do Pais.

      1. João Paulo Mercúrio

        18 de setembro de 2014 4:14 pm

        Não meu caro….
        O PIB de São

        Não meu caro….

        O PIB de São Paulo caiu porque os do demais estados aumentou !!!

        Imagine por exemplo que, se o PIB fosse de R$ 100, São Paulo participaria com R$ 30.

        O que acontece é que o PIB agora é de R$ 150 e São Paulo continua participando somente com R$ 30.

        Proporcionalmente, São Paulo encolheu…

         

         

  21. drigoeira

    16 de setembro de 2014 11:43 pm

    Tenho uma mágoa contra o Haddad

    Não pude votar nele pra Prefeito.

    Força Haddad!!!!

  22. Cunha

    17 de setembro de 2014 12:58 am

    O espírito paulistano não

    O espírito paulistano não prevaleceu na eleição de Haddad.

    O problema não é o espírito paulistano propriamente.

    O problema é o espírito paulista.

    Esse é O reacionarismo.

     

     

  23. Free Walker

    17 de setembro de 2014 3:30 am

    Tanta firula para puxar o

    Tanta firula para puxar o saco.

    O babaovismo deveria ser melhor estudado…PQP

     

     

     

    1. João Mac-Cormick

      17 de setembro de 2014 1:01 pm

      mas já começou

      O babaovismo começa a ser estudado.

      Em 1998, o PiG “babou” muito o (des)govenro de fhc.

      http://www.manchetometro.com.br/analises-1998/analises98-candidatos/

  24. É impagável

    17 de setembro de 2014 3:37 am

    ver um cara dentro de uma BMW

    ver um cara dentro de uma BMW parada por mais de i horas, enquanto dos dois lados há duas faixas sem uso algum, é um tesão de riso inenarável.

  25. Gilson AS

    17 de setembro de 2014 5:10 am

    Comecei  ler até aqui

    Comecei  ler até aqui  “Apesar de vir do PT, o senhor aparenta ser de boa família, tem essa pinta de pai em propaganda do Itaú “

    O que esse fdp quis dizer ?

    Quem é do PT não vem de boa familia ?

    Ah ! vai t … ah! deixa prá lá,  não vou me stressar mais, porque hoje o dia foi horrivel para Dilma.

    Mas que esse cara é um bundão babaca, isso ele é.

  26. Giusepe

    17 de setembro de 2014 10:43 am

    Dá pra notar que o Sr. é

    Dá pra notar que o Sr. é daqueles que não tira nunca o trazeiro do banco de couro da sua BMW.

    Tente ser um pouco mais solidário, faz bem a saúde!

  27. Athos

    17 de setembro de 2014 2:53 pm

    Eu adorei o espírito

    Eu adorei o espírito Paulistano.

  28. Haroldo Werneck

    17 de setembro de 2014 3:55 pm

    Ironia ácida…

    Acho que o Nassif tem de colocar em destaque quando um texto é irônico para evitar os constantes mal-entendidos que vejo nos comentários… hehehe

  29. +almeida

    17 de setembro de 2014 4:27 pm

    tô nem aí…
    O estado de São Paulo experimenta uma clara e acelerada degradação de pensamento, de ética, de moral e de civismo. O resultado de tudo isso é o surgimento de uma danosa imprecisão nas avaliações, nos critérios, nos estudos, nos projetos e nas ações executadas. Muitos paulistanos não se permitem exaltar e nem usufruir de nada que não venha dos mandatários hereditários, que nos últimos 20 anos reinam em mar de contentamentos. Grande parte da população do estado tornou-se uma imensa massa de pizza, que é torturada, enrolada, amassada e esticada até quase se partir, de tão fina que fica e, ainda assim, não mostram maiores reações. Ao término de mais uma missão e acompanhados por um bom vinho tinto, só os abonados do poder usufruem o prazer proporcionado para poucos. E assim, o espertíssimo espírito paulistano vai segundo em frente até outra nova missão.

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