Jennings contou ao Jornal GGN os bastidores de suas investigações que o tornaram o inimigo número 1 da Fifa
Vídeo e edição: Pedro Garbellini

Jornal GGN – “Sua paixão vale muito dinheiro”, contou o jornalista Andrew Jennings sobre os bastidores do que o tornou o inimigo número 1 da Fifa, em entrevista exclusiva ao GGN.
Reconhecido jornalista investigativo escocês, Jennings determinou o fim da sua paz quando começou a olhar para o futebol e esportes de uma forma diferente, desvendando a máfia por trás dessa paixão mundial.
Uma história que contabiliza mais de 20 anos de investigações contínuas agregou, já logo no seu início, a descoberta de que o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Juan Antonio Samaranch, era fascista. “Se você tem um fascista coordenando um comitê olímpico, você tem uma história!”, ensina Jennings.
De lá para cá, passaram por sua lista de denúncias e investigações de prática de suborno e outros crimes nomes como o ex-presidente da Fifa João Havelange, o atual Joseph Blatter e o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira.
Andrew Jennings critica a cobertura do jornalismo esportivo, que não faz as perguntas certas aos dirigentes. E credita aos questionamentos que expõe a Sepp Blatter o motivo de ser o único jornalista do mundo barrado de participar das coletivas de imprensa da Fifa.
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Nasceu na Escócia, em 1946, mas foi em Londres, na Inglaterra, onde foi criado e iniciou no meio da reportagem, no The Sunday Time, passando para a rádio BBC Four e, posteriormente, TV Granada e a BBC TV. Ganhou diversos prêmios, entre eles o Medalha de Ouro 1989 do New York TV Festival, o Prêmio Gerlev 1998, o Prêmio Integridade em Jornalismo 1999 pela OATH e Royal Television Society 2000.
Também já escreveu para os jornais Financial Times, The Sunday Times, The Times, The Guardian, The Observer, The Daily Telegraph, Private Eye e New Statesman.
Para ele, Blatter, Havelange e José Maria Marin são todos iguais. E acrescenta: “toda vez que eu ouço o nome Marin, não posso parar de ver a fotografia horrível de Vladimir Herzog. E vocês deixam esse homem representar seu futebol!”.
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Quando questionado se existe algum membro da Fifa que ainda não investigou, o jornalista disse: “sempre tive interesse no grupo de Blatter porque eles corrompem tudo a sua volta. Corrompem países pelo mundo, centenas recebendo dinheiro. Então é impossível investigar todos!”.
Sobre futuros projetos, Andrew Jennings adianta para o GGN: “Temos muito trabalho a fazer com a FIFA. Há mais documentos,o London Sunday Time tem mais documentos!”.
Uma das investigações em andamento é sumiço dos ingressos da Copa do Mundo. “Se essa investigação dos ingressos for a fundo podemos levá-lo [Joseph Blatter abaixo”, confirmou.
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Leia a segunda reportagem da entrevista: Andrew Jennings: Brasileiros, cadê vocês? Forcem a CBF abrir o orçamento!
Athos
17 de setembro de 2014 1:55 pmEsse foi o cara contratado
Esse foi o cara contratado por europeus para remover os brasileiros da FIFA.
Foram removidos e hoje o peso do Brasil na organização é equivalente ao de Bangladesh.
Vão entrar para substituir brasileiros os equivalentes europeus, como deveria ser desde o princípio.
Bate palmas aí Brasil.
Os brancos estão chegando para colocar ordem na zona mestiça.
Após o domínio da FIFA, o domínio dos campos será mais fácil.
Como tinha que ser desde o princípio.
J. Alberto
17 de setembro de 2014 2:20 pmEu não seria tão radical
Eu não seria tão radical assim, por outro lado existe sim uma pessoa capaz de “eurocentrizar” despoticamente a FIFA, Michel Platini.
Ele já deixou claro que quer suceder o Blatter. Se esse crápula assumir a presidência da FIFA o Brasil nunca mais vai ganhar uma copa do mundo, esperem e verão.
Motta Araujo
17 de setembro de 2014 7:10 pmNada a ver. Jennings não
Nada a ver. Jennings não ataca só a FIFA, ataca muito mais o COI, desde quando comandado pelo Marques de Samaranch, seu maior alvo. Os “brasileiros” da FIFA quem são? Havelange é belga dos pés à cabeça e foi ele quem inventou Blatter, que é europeu de pura cepa. Blater é uma continuação do sistema Hvelange, belogo-brasileiro mas antes de tudo internacional, aliás um homem de alto nivel, muito maior que Blatter, mesmo com todos seus defeitos.
Jennings ataca o SISTMA e não especificamente pessoas.
Athos
18 de setembro de 2014 1:47 pmEu não disse que ele .
Eu não disse que ele . lucraria com isso.
Só está sendo usado.
J. Alberto
17 de setembro de 2014 1:56 pmFelizmente estrou me
Felizmente estrou me desintoxicando do futebol desde que a minha Portuguesa (prestem atenção porque é a pura verdade!!!) vendeu sua vaga na Série A para o Fluminense.
Pior: o presidente do clube foi o principal beneficiado nessa mutreta. Meses antes do ocorrido, a justiça bloqueou todos os seus bens, e a partir daí o “reizinho”, que já não podia mais ser reeleito, começou a desviar todo o dinheiro que podia do clube para si mesmo, inclusive salários.
Seu ato final foi tudo isso que vimos…
Enquanto isso, no conselho, ninguém expulsou o dito-cujo até hoje… Ninguém tá nem aí… Difícil torcer para um clube que se auto-sabota com tamanha facilidade e desfaçatez… E que vai sumir em breve.
O bom é que assim eu me desligo logo do futebol (e mais um pouquinho da Globo por tabela).
altamiro souza
17 de setembro de 2014 2:03 pmo cara é fera.
marin
o cara é fera.
marin realmente é uma excrescencia o estimular a ditaudra a relizar torturas, como ele denuncou…
naldo
17 de setembro de 2014 2:15 pmEstá tudo muito bom muito bem
Está tudo muito bom muito bem mas é só o futebol? Só a fifa? Na europa e nos outros esportes só tem santo? Esse jornalista é do Reino Unido e justamente é na Inglaterra que foram para todos aqueles cartolas execrados por aqui, concordo com o colega acima, no jornalismo tem muita boa intenção escondendo desejos inconfessaveis, não á toa a seleção foi roubada descaradamente jogando uma copa em seu proprio país.
Motta Araujo
17 de setembro de 2014 6:05 pmPelo visto o comentarista não
Pelo visto o comentarista não entendeu nada. Jennings é o maior critico em escala mundial das federações esportivas e dos sistemas mafiosos nos esportes. Um livro seu, OS SENHORES DOS ANEIS, escrito há 20 anos, detona o Comité Olimpico Internacional, a Federão Atletica Internacional e a FIFA. Ele nunca poupou seu Pais, é absolutamente independente.
Athos
18 de setembro de 2014 1:49 pmQue coisa… eu achava que só
Que coisa… eu achava que só era crítico do Havelange e Teixeira.
Além dos brasileiros mais alguém foi atingido?
-Charlie-
17 de setembro de 2014 5:42 pmFalando em dirigente
Falando em dirigente fascista, lembram-se do Jean Marie Balestre, da extinta FISA? O homem que roubou o título mundial de Senna em 1989, e deu a seu compatriota Prost? Pois bem, anos depois daquele episódio, se descobriu que, na juventude, Balestre foi do Partido Nazista!!! Isso mesmo, um nazista tirou o título de Senna.
Surreal, não?
W K
17 de setembro de 2014 6:08 pmE falando nessa tal de fórmula 1,
esse é um dos tais “esportes” onde a manipulação de resultados é descaradamente pública e notória, pois, por exemplo, durante uma corrida, se o piloto B de uma equipe está melhor do que o piloto A, o B recebe um aviso pelo rádio do tipo “manera aí, B”, para permitir o outro ganhar seus pontinhos. Para mim isso configura manipulação de resultados.
Comenta-se que isso vai ou deveria acabar. Devia-se é acabar com essa palhaçada!
A única coisa que me interessa neste “esporte” é saber quem anda patro$inando tanto a transmissão quanto as equipes, para fugir dessas emprezecas, quando eu precisar de comprar algum produto. Isso, porque no preço delas está embutido o gasto com esse circo.
E é facílimo saber quem anuncia – basta ver as logomarcas destes anunciantes em todos os cantos e todas as horas numa transmissão.
Agora, quando esses palhaços, que comandam os tais racing teams, são chamados para justificarem seu (des-)serviço à sociedade, a cara de pau deles sempre diz que esse “esporte” é um laboratório para a indústria automotiva, citando como exemplo de produto, o freio a disco. E só.
Não acredito que as montadoras mais inteligentes rasguem dinheiro com isso. As que produzem veículos com qualidade melhor há muuuuuuito tempo largaram esse osso.
Maria Luisa
18 de setembro de 2014 6:44 amO reporter
Ja havia lindo alguns artigos em que se falava em Andrew Jennings e seu trabalho investigativo sobre a Fifa, mas vê-lo contar tudo por ele mesmo é muto divertido e esclarecedor. Eh uma figura, daquelas que não se sujeita ao establishment, me parece. Quanto a Fifa se alguém acha que esta ilesa nesse processo todo, incluindo do racismo no futebol, é muto ingênuo.
Antonio Passos
19 de setembro de 2014 1:39 amA CBF não é apenas uma vergonha, é uma LATRINA
Só no Brasil, uma entidade BANDIDA, que impõe ao Brasil, além dos descalabros asdministrativos, a maior vergonha esportiva de sua história, o 7 x 1 (SETE A UM), permanece impávida, acastelada em seu antro, seu esgoto mal cheiroso, prosseguindo no seu trabalho de destruir o nosso futebol.
São estes caras que se atribuem o poder de mandar e desmandar, de prender e soltar jogadores por crimes de OPINIÃO. E não se pode deixar, infelizmente, de lamentar que o PT ainda não tenha efetivamente arregaçado as mangas para limpar o Brasil desta e outras escórias que ainda pululam em vários setores da vida nacional.
Esperamos ardentemente que Dilma o faça no próximo mandato.