15 de junho de 2026

Para quem gosta de cachorro-quente…

Sugestão de Cláudio José

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do Extra

Cachorro-quente completa 130 anos e passa de lanche à refeição de carioca

Na barraca Ponto de Encontro, na Tijuca, há cachorro-quente de R$ 6 e de R$ 7Na barraca Ponto de Encontro, na Tijuca, há cachorro-quente de R$ 6 e de R$ 7 Foto: Rafael Moraes / ExtraAndréa MachadoTamanho do texto A A A

Com salsicha ou linguiça? Com ou sem molho? Não importa se a escolha é pelo tradicional (apenas com pão e salsicha) ou pelo completão (com ketchup, mostarda, maionese, milho, queijo ralado e o que mais tiver). Há 130 anos, o cachorro-quente conquista os corações — e os paladares — de muita gente pelo mundo. A história conta que, no dia 9 de setembro de 1884, o sanduíche foi inventado na Alemanha, passou pelos Estados Unidos e chegou ao Rio, em 1926. A novidade até inspirou Lamartine Babo e Ary Barroso, a criarem em 1928, a marchinha “Cachorro-quente”. Em 1945, a iguaria de popularizou.

Hoje, na capital, há 765 barraquinhas legalizadas que vendem sanduíches, segundo dados da Secretaria municipal de Ordem Pública (Seop). A maioria comercializa cachorro-quente. Os preços vão de R$ 3 a R$ 8, mas pode-se pagar um pouco mais num rodízio.

Apesar da idade avançada, o podrão foi se modernizando e ganhando novos ingredientes. No Ponto de Encontro, na Tijuca, a ideia é criar um cachorro especial para vegetarianos, talvez com abacaxi no lugar da salsicha. Na Barraca do Ouvidor, no Centro do Rio, a linguiça de pernil pode pintar a qualquer momento.

Tradicional no Rio, desde 1963, a Geneal vende, em média, 1.500 cachorros-quentes por dia em 11 pontos de venda. Na rede Doggis, são 50 mil por mês, no Estado do Rio, e 115 mil, em todo o país. Quem não se contenta com apenas um hot dog tem a opção do rodízio. No Andy’s, na Barra da Tijuca, são seis opções com bacon, cheddar, salaminho e vários ingredientes, por R$ 34,80.

Simone Faria, de 40 anos, — que trabalha vendendo cachorro-quente com o marido, a filha e a madrasta — conta que o segredo do bom cachorro-quente é fazer tudo na hora.

— Os ingredientes do molho — cebola, tomate e pimentão — são cortados na hora. A mercadoria que sobra não é reaproveitada no outro dia. Tem que ser tudo muito fresquinho. Aprendi isso com meu pai, o Neno, que trabalhou por 40 anos aqui a Tijuca, vendendo cachorro-quente. No início, eu não gostava muito quando os clientes o chamavam de podrão. Eu ficava chateada. Mas meu pai não ligava. Aí, podrão acabou virando um nome carinhoso.

Hot dog para o almoço

No Centro do Rio, Jefferson Cruz, de 50 anos, serve almoços improvisados. No lugar do arroz e feijão, entra o podrão.

— Quem não tem dinheiro pega R$ 3 e compra um cachorro-quente para almoçar — conta o barraqueiro, que vende de 150 a 200 sanduíches por dia.

No Ponto de Encontro, na Tijuca, o movimento é tão intenso que há até fila. Mas, no fim do mês, as vendas melhoram — diferentemente de outros estabelecimentos que vendem refeições, para os quais o início do mês é sinônimo de movimento maior, por conta do pagamento dos salários.

— No início do mês, as pessoas gastam em restaurantes. Perto do fim, o dinheiro vai acabando, e elas vêm almoçar aqui — diz Simone Farias, de 40 anos, dona da barraca.

Por conta da pressa, a atendente Cristiane Moraes, de 29 anos, almoçou um cachorro-quente ontem. A técnica em contabilidade Roberta Silvestre, de 32, também:

— É uma refeição rápida.

OS FATOS: DA EUROPA PARA CÁ

Sanduíche

Em 1884, um imigrante alemão criou, nos Estados Unidos, um sanduíche quente com pão, salsicha e molhos.

Luvas brancas

Em 1904, nos Estados Unidos, um vendedor de salsichas quentes oferecia luvas de algodão para os clientes não queimarem as mãos (só que eles se esqueciam de devolvê-las). Seu cunhado, que era padeiro, sugeriu que o salsicheiro começasse a usar pão.

No Brasil

Por volta de 1926, o empresário Francisco Serrador lançou o cachorro-quente em seus cinemas no Rio de Janeiro.

ONDE COMER

Barraca do Ouvidor

Fica na esquina das ruas Uruguaiana e Ouvidor, no Centro do Rio. Funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h. Aos sábados, fica abertas das 8h às 17h. Preços: R$ 3 (salsicha) e R$ 4 (linguiça), incluindo molho, milho, ervilhas, batata palha, queijo ralado e ovos de codorna, além de ketchup, mostarda e maionese.

Barraca Jesus é Mundial

Fica na Rua Uruguaiana, em frente ao número 34, no Centro do Rio, e funciona de segunda a sexta-feira, das 6h às 18h. O cachorro-quente de salsicha custa R$ 3,50, e o de linguiça, R$ 4. O cliente ganha um copo de refresco. Vem com ervilhas, milho, batata palha, ovos de codorna, ketchup, mostarda e maionese.

Ponto de Encontro

Situada na Esquina da Avenida Maracanã com Rua Baltazar Lisboa, na Tijuca, funciona diariamente, do meio-dia às 6h. Preços do cachorro-quente: R$ 6 (salsicha e linguiça defumada) e R$ 7 (linguiça de frango). Vem com milho, ervilhas, batata palha, passas, azeitonas, queijo ralado, ketchup, mostarda, maionese e vários molhos temperados.

Doggis

Especializada em hot dog, a rede de lanchonete tem vários endereços. Um deles é o dia Estrada do Portela 222, no Madureira Shopping. O Bacon Cheddar é o mais popular. Vem com pão, salsicha, bacon em cubos, cebola crispy e cheddar. Os preços variam conforme os tamanhos e os ingredientes. O médio custa a partir de R$ 4,40, e o grande, a partir de R$ 5,90.

Geneal

É do tipo tradicional, apenas com pão e salsicha. Tem 11 pontos de venda. Um deles fica no NorteShopping, na Avenida Dom Hélder Câmara 5.474, no .Cachambi. O tradicional (com uma salsicha) custa R$ 5,50, e o duplo, R$ 8.

ANDY’S

O rodizío custa R$ 34,80 e dá direito a seis opções de hot dogs: Astoria (com bacon e cheddar), Chili Dog (com molho chili e cheddar), HD (simples), HD com queijo (com american cheese), Frankie (linguiça com american cheese), e Portillo (com salaminho moído e american cheese). Aberto às quartas-feiras e aos domingos, das 18h à meia-noite. Fica na Avenida Armando Lombardi, 633, loja C, na Barra da Tijuca.

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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  1. anarquista sério

    10 de setembro de 2014 10:06 pm

     
    Cachorro-quente é comida

     

    Cachorro-quente é comida ”estudaniense”

      Os petistas estão proibidos de fazer propaganda e degusta=lo. Só escondido.

        Embora saboreim no enruste.

             Mas aí é outro papo.

               Não é mesmo/?

                  E não  é que Putin fechou os 

    mcdonalds como represária?

                Não  ria.

            Ele  é imbecil mesmo!

     

                

  2. anarquista sério

    10 de setembro de 2014 10:35 pm

     
      E quem conhece o

     

      E quem conhece o ”churrasco ‘grego?

            Perto do largo Paissandu, a fila dobra o quarteirão  pra comer um com pão fresquinho,mais suco de laranja,por 4 reais.

                 E na 25 de março por 3 reais.

                  Tudo bem que na 25 tudo é contrabeado.

                    Mas,não o grego. 

                     Confesso que não entendo o milagre.

                         Não entendo,mas degusto e até lambo o beiço.

                        ps: A mortadela e o pastel de bacalhau no mercadão é pra turista e pra ricos. Custa uns 10 churrascos gregos;

                

     

     

  3. Free Walker

    10 de setembro de 2014 10:51 pm

    Hot Dog + ex-Coca-Cola 250ml

    Hot Dog + ex-Coca-Cola 250ml de vidro. Deus existia.

     

  4. Alexandre Weber - Santos -SP

    11 de setembro de 2014 1:17 am

    Salada Paulista

    Aquilo é que era cachorro quente, pão estalando, salsicha Eder no ponto e mostarda Helmmans amarela e preta, saboreado com um guaraná.

    No fim  a conta no tampo de mármore branco com lapis.

    Meu pai me levava lá desde pequeno.

  5. Gilson AS

    11 de setembro de 2014 4:49 am

    Comi muito podrão.
    Hoje corôa

    Comi muito podrão.

    Hoje corôa não aguento mas não.

    Rimou.

    Podrão era o nome que se dá aqui no RJ a esse tipo de cachorro quente que leva tudo.

  6. Athos

    11 de setembro de 2014 3:51 pm

    O problema foi quando

    O problema foi quando colocaram milho, ervilha… aí se perderam.

     

    Isso veio de SP. Não era coisa do RIO.

     

    Ingrediente do Rio era queijo ralado que hoje não se encontra mais porque tem muita ervilha.

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