A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal irá ouvir o ex-CEO da Americanas, Sérgio Rial, e o atual, Leonardo Coelho Pereira, nesta terça-feira, às 9h, para que prestem esclarecimentos sobre o rombo de mais de R$ 20 bilhões nas contas da empresa.
Outros nomes que também estarão na audiência pública são João Pedro Barroso do Nascimento, presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e Moacir Almeida Reis e João Wanderley de Oliveira Junior, representantes da empresa Forte Minas, empresa que faliu na esteira de decisões tomadas pela varejista.
Moacir Reis concedeu, em janeiro passado, uma entrevista exclusiva à TVGGN, na qual relatou todo o processo que levou à queda de sua empresa de logística, que prestavava serviços de transporte para entregar os produtos vendidos pela Americanas.
O empresário relatou, na entrevista ao jornalista Luis Nassif, que levou um calote de mais de 7 milhões de reais da Americanas e enfrenta problemas judiciais por causa do rompimento do contrato por parte da varejista. Leia mais aqui.
Outros convidados
Isaac Sidney Menezes Ferreira, presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), também foi convidado, mas não confirmou presença, bem como a PWC, responsável pela auditoria das contas da Americanas. Miguel Gutierrez, CEO da companhia durante 20 anos, não foi localizado pela comissão.
Segundo o senador Otto Alencar (PSD-BA), autor do requerimento, a ideia é ouvir os diretores e entender como uma empresa aparentemente estável entrou em recuperação judicial e chegou a uma dívida bilionária. Somadas, as dívidas da Americanas ultrapassam a casa dos 40 bilhões de reais.
Além disso, uma outra pauta da audiência pública é pensar em um projeto de blindagem contra fraudes contábeis e ampliar a transparência das contas para os investidores.
A proposta de recuperação judicial
O plano para renegociar a dívida que beira os 42 bilhões de reais, apresentado na semana passada, prevê aporte de R$ 10 bilhões pelos acionistas da 3G, Jorge Paulo Lemann, Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira, além da venda de ativos e um leilão entre os credores.
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