Para a Polícia Federal, há “indícios concretos” do envolvimento de Jair Bolsonaro na tentativa de recuperar as joias sauditas milionárias apreendidas pela Receita Federal, em 2021.
Na investigação, os policiais levantam como provas o pedido assinado pelo coronel Mauro Cid, ajudante de ordens do então mandatário, para que a Receita liberasse as joias.
“A viagem desse representante, segundo o Portal da Transparência, foi para ‘atender demandas do Senhor Presidente da República'”, traz trecho do inquérito policial, assinado pelo delegado Adalto Ismael Machado, e divulgado pelo Globo.
No documento, Mauro Cid pede que o então secretário especial da Receita, Julio César Vieira Gomes entregue as joias apreendidas a um representante do presidente Jair Bolsonaro, Jairo Moreira da Silva, que iria à São Paulo para buscar os itens luxuosos.
Moreira da Silva efetivamente viajou à Guarulhos (SP), em dezembro do ano passado, para tentar trazer a Bolsonaro as joias milionárias.
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O ex-mandatário e Mauro Cid foram intimados a depor à Polícia Federal, e os depoimentos deverão ser prestados no dia 5 de abril, próxima terça-feira.
Ao desembarcar no Brasil, nesta quinta (30), Bolsonaro disse que os árabes “são riquíssimos e procuram agradar as pessoas” e, em tom de chacota, disse estar em posse de parte dos presentes milionários: “eu continuo com o meu reloginho, graças a Deus, estou feliz com ele”.
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