10 de junho de 2026

Aliados também preveem condenação de Bolsonaro, indicaria pesquisa interna do PL

PL estuda quem assumirá o capital político do ex-mandatário e vê potencial de Michelle, apesar de oposição do próprio Bolsonaro
Em telão, Bolsonaro participou virtualmente do lançamento de Michelle Bolsonaro no PL - Foto: Reprodução

Além de metade dos brasileiros, a grande maioria dos próprios aliados de Jair Bolsonaro acredita que ele será condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ficará inelegível por 8 anos.

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A informação estaria presente em uma pesquisa interna do PL, de acordo com coluna de Thais Oyama, no Uol. Os aliados políticos do ex-mandatário já buscam uma alternativa a Bolsonaro em 2026.

Mas, de acordo com a colunista, sequer essa alternativa é concreta. Isso porque na pergunta sobre quem poderia ser o “substituto de Bolsonaro”, a maior parte dos entrevistados não respondeu.

Uma parcela indicou Michelle Bolsonaro, a nova aposta do PL junto aos apoiadores. O partido enxerga nela hoje o principal potencial eleitoral. Mas o próprio Jair Bolsonaro já minou as expectativas.

“Deixem a Michelle em paz”, teria dito Bolsonaro ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto. O ex-mandatário não vê o potencial na esposa e acredita que ela irá somente se prejudicar se tentar a disputa eleitoral.

Nos comentários a aliados, Bolsonaro disse que, ao contrário dele, “ela não vai dar conta” da exposição política e que “temos que pensar na Laura [filha caçula, de 12 anos], que ainda é uma criança”, em tom machista, indicando que Michelle teria essa responsabilidade.

No mês passado, a ex-primeira-dama chegou a também passar o mesmo recado do marido publicamente: “Oposição, fiquem tranquilos. Eu não tenho nenhuma intenção de vir candidata a nenhum cargo eletivo”, escreveu em seu Instagram.

E mesmo alvo de dezenas de processos no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e STF (Supremo Tribunal Federal), acredita que poderá ser condenado, mas tem confiança de que não ficará inelegível e que poderá disputar as próximas eleições presidenciais.

Do outro lado, o PL já trabalha para um sucessor do capital político e sem esse nome materializado, ao que mostraria a pesquisa interna, o partido deverá buscar ou em Michelle ou em outro político a aposta eleitoral.

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Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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