4 de junho de 2026

“O que eu tenho a dizer a vocês? Eu não tomei a vacina”, admite Bolsonaro

Investigadores encontraram adulteração no Ministério da Saúde, com informação de que Bolsonaro tomou 2 doses de vacina
Foto: Reprodução

Jair Bolsonaro admitiu que ele e a filha Laura, de 12 anos, não tomaram a vacina contra a Covid-19. Mais cedo, Michelle Bolsonaro também havia confirmado que, na família, só ela foi imunizada.

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“O que eu tenho a dizer a vocês? Eu não tomei a vacina. Uma decisão pessoal minha”, disse o ex-mandatário, após a busca e apreensão feita em sua casa.

Ele negou ter participado ou feito adulteração da sua carteira de vacinação e disse que, para ingressar nos Estados Unidos, não pediram o documento.

“Nunca me foi pedido cartão de vacina em lugar nenhum, não existe adulteração da minha parte. Eu não tomei a vacina, ponto final, nunca neguei isso.”

De acordo com as investigações da PF, integrantes do governo do ex-presidente ingressaram, ilegalmente, nos sistemas do Ministério da Saúde para adulterar as informações e inserir a imunização para ingressar nos Estados Unidos.

Os sistemas da pasta registram, segundo os investigadores, duas doses de vacina contra Covid-19, em Duque de Caxias, Rio de Janeiro.

A suspeita da PF é que o ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, teria incluído os dados falsos de Bolsonaro e de sua filha de 12 anos, em dezembro do ano passado, uma semana antes da viagem do ex-presidente aos Estados Unidos.

“O cartão de vacina da minha esposa também foi fotografado, ela tomou a vacina nos Estados Unidos, da Janssen. E a outra, minha filha, Laura, de 12 anos, não tomou a vacina também, tem laudo médico no tocante isso”, admitiu o ex-mandatário.

Mais cedo, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também admitiu que “na minha casa, apenas EU fui vacinada” e manifestou surpresa da Operação, nas redes sociais.

“Hoje a PF fez uma busca e apreensão na nossa casa, não sabemos o motivo e nem o nosso advogado não teve acesso aos autos. Apenas o celular do meu marido foi apreendido. Ficamos sabendo, pela imprensa que o motivo seria “falsificação de cartão de vacina” do meu marido e de nossa filha Laura. Na minha casa, apenas EU fui vacinada.”

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Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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1 Comentário
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  1. josé Oliveira de Araújo

    4 de maio de 2023 9:11 am

    Os comentaristas políticos falam dos prejuizos que a falsificação dos cartões de vacinação podem trazer para o Coiso. Me desculpem, mas as pessoas que se dizem seguidoras dele, o são, não pelas suas virtudes, se é que ele possui alguma, mas pelos seus defeitos que são inúmeros.

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