Em entrevista à CNN nesta quinta-feira (4), o senador e líder do governo Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou que as mensagens encontradas no celular do ex-tenente Mauro Cid, em conversa com o ex-major Ailton Barros, provam o envolvimento direto de Jair Bolsonaro (PL) no planejamento de um golpe de Estado.
“As primeiras mensagens reveladas dos ex-auxiliares diretos do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL) só provam que a adulteração do cartão de vacina foi, por mais incrível que pareça, o menor dos crimes. O ex-presidente da República participou, diretamente, através dos seus auxiliares e talvez dele mesmo, de uma tentativa de golpe de Estado”, cravou o senador.
Rodrigues liga ainda o teor das mensagens golpistas aos atos terroristas promovido por bolsonaristas e que depredou as sedes dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro. Para ele, o evento não foi “um raio fortuito em um dia de sol”.
“[A destruição doas sedes do Governo] Faz parte de uma escalada golpista, pois teve planejamento para conspirar contra a Democracia Brasileira”, emenda.
CPMI
Diante dos desdobramentos das investigações da Operação Venire, que prendeu Mauro Cid e Ailton Barros nesta quarta-feira (3), a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) de 8 de Janeiro, que vai investigar os mentores e financiadores dos atos golpistas, já tem “a primeira mira”: Mauro Cid.
Randolfe Rodrigues anunciou ainda que os trabalhos de investigação devem começar em duas semanas. Composta por senadores e deputados federais, a CPMI não deve contar com a participação de objetos de investigação nos trabalhos.
Os deputados federais Clarissa Tércio (PP-PE), André Fernandes (PL-CE) e Silvia Waiãpi (PL-AP) são investidagos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento com os atos terroristas.
Entenda o caso
Em desdobramento da operação que prendeu o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL) enquanto presidente, Mauro Cid, a Polícia Federal agora encontrou mensagens de cunho golpista no celular do 01 do ex-presidente, em que o ex-major do Exército Ailton Barros cobra ações para evitar a posse do Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 1º de janeiro.
“Temos a força e a caneta”, disse o Barros a Cid. O ex-major também pressionou o comandante do Exército Freire Gomes, “para que ele faça o que tem de fazer” e fizesse um pronunciamento, pois “aí tudo vai ser dentro das quatro linhas”.
Ailton Barros também sugeriu a prisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e pressionou a participação do Exército na manutenção de Bolsonaro no poder. Leia a íntegra da matéria aqui.
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