Jornal GGN – Após um período sucessivo de alta, os investidores realizaram parte dos ganhos apurados no aguardo de novas informações no cenário eleitoral. A queda dos preços do minério de ferro também foi um componente importante no dia, uma vez que exerceu impacto direto sobre as ações da Vale.
O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou as operações em queda de 1,08%, aos 60.290 pontos e com um volume negociado de R$ 9,176 bilhões.
Um dos destaques do dia ficou justamente com a Vale, cujos papéis caíram aproximadamente 4% por conta do recuo dos preços do minério de ferro, que se aproximaram das mínimas apuradas em 2009. Os preços do produto na China caíram 1%, chegando ao nono dia consecutivo de desvalorização, a US$ 87,30 por tonelada – o menor patamar desde setembro de 2012.
Politicamente, a mudança de cenário levou algumas corretoras a mudarem a recomendação para o país, uma vez que agentes começam a precificar com mais intensidade a chance de vitória de Marina Silva (PSB) na disputa contra Dilma Rousseff (PT) em um eventual segundo turno.
Quanto ao setor de telecomunicações, as ações da TIM Participações e da Vivo, que pertence à Telefônica Brasil, recuaram, e os papéis da Oi fecharam estáveis, depois que a empresa francesa Vivendi escolheu a oferta da empresa espanhola Telefonica para a unidade de banda larga GVT. Com a decisão, o prazo para considerar a proposta é ampliado em até três meses – a proposta inicial era válida até esta sexta-feira.
No câmbio, a cotação do dólar fechou em queda pelo terceiro dia consecutivo, apresentando desvalorização de 0,28%, chegando a R$ 2,239 na venda – o menor valor de fechamento desde 29 de julho. O mercado seguiu concentrado nas eleições brasileiras, ainda repercutindo a pesquisa de intenção de voto do Ibope que mostrou que Marina Silva derrotaria Dilma Rousseff. Os investidores internacionais também aumentaram o volume de compra de papéis domésticos, levando à queda da moeda norte-americana.
No exterior, os números do PIB norte-americano foram alvo de acompanhamento, assim como a nova redução dos pedidos de seguro-desemprego no país. A melhora de ambos os dados aumenta a possibilidade de que o Federal Reserve (o Banco Central norte-americano) aumente os juros de forma antecipada, o que pode gerar fuga de capital de mercados como o Brasil.
As intervenções registradas pelo Banco Central também afetaram as operações. A autoridade monetária efetuou um novo leilão de rolagem dos contratos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda futura de dólares) que vencem em 1º de setembro. Foram negociados 10 mil contratos, sendo 6 mil com vencimento em 4 de maio de 2015, e 4 mil para 3 de agosto de 2015, em operação movimentou o equivalente a US$ 495,1 milhões.
O BC também manteve seu programa de intervenções diárias no câmbio, com a venda de 4 mil contratos de swap, sendo 1,5 mil com vencimento em 1º de junho, e 2,5 mil para 1º de setembro de 2015, em transação que movimentou o equivalente a US$ 197,6 milhões.
Na agenda macroeconômica de sexta-feira, o destaque fica com a publicação do PIB brasileiro referente ao segundo trimestre do ano, além do resultado fiscal (nominal e primário) do mês de julho. No exterior, o destaque fica com os dados de renda pessoal nos Estados Unidos, taxa de desemprego na Europa e indicadores antecedentes na China.
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