5 de junho de 2026

Operações de crédito tem saldo de R$ 2,835 trilhões

Jornal GGN – O saldo das operações de crédito do sistema financeiro, incluindo recursos livres e direcionados, alcançou um total de R$ 2,835 trilhões em julho, após crescimentos de 0,2% no mês e 11,4% em doze meses, ante variações respectivas de 0,9% e 11,8% no mês anterior. Desta forma, a relação crédito/PIB (Produto Interno Bruto) situou-se em 56,1%, comparativamente a 56,3% no mês anterior e 54,8% em julho de 2013. Os números foram divulgados pelo Banco Central.

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Os números divulgados mostram que a evolução do crédito em julho resultou de comportamentos distintos entre as operações com recursos livres e direcionados. “A carteira com recursos direcionados manteve desempenho expressivo, impulsionada principalmente pelo crédito imobiliário destinado às famílias. O segmento livre, por sua vez, registrou contração em julho, reflexo da menor contratação sazonal pelas empresas e da contenção na demanda de crédito das famílias”, diz o BC.

As operações com recursos livres, representando 53,5% do estoque de crédito, totalizaram R$ 1,516 trilhão no período de pesquisa, com declínio mensal de 0,5% e aumento de 5% em doze meses. A redução foi influenciada pela queda de 1,1% nas modalidades com empresas, notadamente capital de giro, desconto de duplicatas e conta garantida. O saldo da carteira referente a pessoas físicas aumentou 0,2%, com ênfase para o crédito consignado.

As operações com pessoas físicas somaram R$ 1,331 trilhão, aumento de 0,5% no mês e 13,5% em doze meses, enquanto a carteira destinada às empresas totalizou R$ 1,504 trilhão, após declínio de 0,1% e expansão de 9,6%, nos mesmos períodos.

Já o crédito direcionado atingiu R$ 1,319 trilhão, ao expandir-se 1% no mês e 19,8% em doze meses. “Os saldos destinados a pessoas físicas e jurídicas cresceram 1% no mês, destacando-se os financiamentos imobiliários das famílias e para investimentos com recursos do BNDES para as empresas”, afirma a autoridade monetária.

As operações com o setor privado subiram 0,1% no mês, alcançando R$ 2,661 trilhões em julho, determinado pela expansão de 2,1% nos financiamentos imobiliários das famílias e das empresas, que passaram a representar 9,1% do PIB, ante 7,6% em julho do ano anterior. O saldo das operações destinadas ao segmento comercial reduziu-se 1,5% no mês, refletindo a menor demanda do varejo de bens semiduráveis e duráveis, a exemplo do setor automotivo.

No crédito rural, o recuo de 0,1% acompanhou a retração nas operações de custeio. Os créditos destinados à indústria e a outros serviços apresentaram reduções respectivas de 0,2% e 0,5%. O saldo dos financiamentos ao setor público situou-se em R$ 175 bilhões, após elevação de 2,3% no mês, com acréscimos respectivos de 3,3% e 1,2% nos créditos aos estados e municípios e à esfera federal.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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