4 de junho de 2026

Empresas industriais devem investir menos em 2023, aponta Fiesp

Baixa taxa de crescimento da economia é apontada como principal motivo sobre a queda nos investimentos
Agência Brasil

As empresas industriais do país pretendem investir menos neste ano, em meio a baixa taxa de crescimento da economia, a elevada carga tributária e a alta taxa de juros. Os dados são de um levantamento divulgado pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). 

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De acordo com o estudo, feito com 504 pequenas, médias e grandes empresas da indústria de transformação, apenas 43% pretendem fazer investimentos em 2023, uma redução de 36% em relação a 2022, quando o índice chegou a 79%. 

A pesquisa também mostrou que 29% dessas empresas ainda não sabem se irão fazer algum investimento em 2023 e 28% já confirmaram que não irão fazer. 

Segundo a amostra, quanto maior o porte, maior a proporção de empresas que pretendem investir. Neste ano, apenas 26,9% das pequenas empresas pretendem investir, frente ao percentual de 49,4% das médias empresas e 64,3% das grandes empresas. 

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Intenção de investimento

O levantamento ainda apontou que a intenção de investimento médio como parcela do faturamento registrou o percentual de 4,5% em 2023, abaixo dos 5,2% alcançados em 2022 e da média histórica de 6,6%. 

Neste ano somente as grandes empresas devem ampliar os investimentos como percentual do faturamento, já que percentual passou de 4,6% em 2022 para 4,8% em 2023. 

Fontes dos recursos

De acordo com a pesquisa, os recursos dos investimentos serão provenientes prioritariamente de fontes próprias, porém há expectativa de dobrar o financiamento de máquinas e equipamentos com recursos públicos, como o BNDES, de 4,5% para 9,7%. 

Cenário econômico

Segundo as empresas, a baixa taxa de crescimento da economia é apontada como principal fator limitante do investimento, seguida pela elevada carga tributária da economia. A elevada taxa de juros aparece em terceiro lugar, empatada com a falta ou limitação de recursos próprios.

Confira a íntegra do levantamento:

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Ana Gabriela Sales

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Sergio Navas

    3 de junho de 2023 3:21 pm

    A indústrias de transformação, se não se organizarem e se uninerem em torno de uma política isonomica, com relação às práticas internacionais, não terão a menor chance.

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