O advogado Cristiano Zanin tem o apoio de diversos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para assumir a cadeira deixada por Ricardo Lewandowski, e não deve ter problemas na sabatina a qual passará no Senado Federal.
O jurista foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última quinta-feira (01/06), e o início do processo está programado para esta semana no Senado Federal.
A indicação precisa ser aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para ir ao plenário do Senado, mas o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD) disse que a tramitação só deve prosseguir depois do feriado de Corpus Christi.
Existe a expectativa de que Zanin seja questionado por sua atuação na Operação Lava-Jato, além de temas alheios à operação e até mesmo com seu sogro, Roberto Teixeira, responsável por apresentar o advogado ao presidente.
A oposição mais estridente vem de juristas que criticam sua relação com o presidente Lula; da ala lavajatista do Ministério Público Federal (MPF) e de políticos da oposição como o ex-juiz da Lava Jato Sergio Moro (União).
Zanin conseguiu anular na Justiça parte dos 26 processos contra Lula na Lava-Jato, enquanto outras ações foram suspensas seja por incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba para julgar o caso, como por falta de provas.
O novo ministro do STF terá papel importante no destino de 35 dos 81 senadores atualmente empossados – ou seja, 43% dos senadores são alvo de ação na Corte, a maioria como investigados.
Com Correio Braziliense e Agência Brasil
Paulo Dantas
4 de junho de 2023 9:52 pmUm erro político. Minha modesta opinião de cidadão. O. STF precisa de tédio, Zanin vai trazer mais polémica.
Não que não cumpra os requesitos.
Mas sempre seu voto será acompanhado do “advogadodelula”.
Mas será ministro.