Felicidade! Passei no vestibular Mas a faculdade É particular Particular! Ela é particular Particular! Ela é particular…
Livros tão caros Tanta taxa prá pagar Meu dinheiro muito raro Alguém teve que emprestar O meu dinheiro Alguém teve que emprestar O meu dinheiro Alguém teve que emprestar…
Morei no subúrbio Andei de trem atrasado Do trabalho ia prá aula Sem jantar e bem cansado Mas lá em casa À meia-noite Tinha sempre a me esperar Um punhado de problemas E criança prá criar…
Para criar! Só criança prá criar Para criar! Só criança prá criar…
Mas felizmente Eu consegui me formar Mas da minha formatura Não cheguei participar Faltou dinheiro prá beca E também pro meu anel Nem o diretor careca Entregou o meu papel…
O meu papel! Meu canudo de papel O meu papel! Meu canudo de papel…
E depois de tantos anos Só decepções, desenganos Dizem que sou um burguês Muito privilegiado Mas burgueses são vocês Eu não passo De um pobre coitado E quem quiser ser como eu Vai ter é que penar um bocado Um bom bocado! Vai penar um bom bocado Um bom bocado! Vai penar um bom bocado Um bom bocado! Vai penar um bom bocado…
“Retrato do velho”, marchinha de Haroldo Lobo e Marino Pinto, de 1951, com Francisco Alves, antecipou a volta de Gegê à presidência, o que também levou à sua morte trágica.
Ele disse muito bem: “O povo de quem fui escravo Não será mais escravo de ninguém”
Para todo operário do Brasil Ele disse uma frase que conforta: “Quando a fome bater na vossa porta O meu sangue é capaz de vos unir Meus amigos por certo vão sentir Que na hora precisa, estou presente Sou o guia eterno dessa gente Com meu sangue o direito eu defendi”
Ele disse com toda consciência: “Com o povo eu deixo a resistência O meu sangue é uma remissão A todos que fizeram reação Eu desejo um futuro cheio de glória Minha morte é bandeira da vitória Deixo a vida pra entrar na história E ao ódio eu respondo com perdão”
Escutando esse samba, me lembrei desse projeto da Martinália.
Mart’nália reproduz aula de samba de Martinho
Blog do Mauro Ferreira
Resenha de CD Título: Aula de Samba – A História do Brasil através do Samba-Enredo Artista: Alcione, Chico Buarque, Dona Ivone Lara, Emílio Santiago, Fernanda Abreu, Leci Brandão, Lenine, Maria Rita, Moska, Simone, Toni Garrido e Zélia Duncan Produção: Mart’nália Gravadora: Biscoito Fino Cotação: * * *
Um dos mestres do samba-enredo, Martinho da Vila o tornaria menos caudaloso e arrastado nos anos 60 sem descaracterizar o gênero, cujas tradições soube reverenciar ao gravar em 1980 o álbum Samba Enredo. Mart’nália aprendeu a lição em casa e a seguiu com fidelidade ao produzir o bom CD Aula de Samba, idealizado por seu irmão Martinho Filho. A boa idéia foi fazer um disco de caráter educativo com regravações inéditas de sambas-enredos que (re)contem em suas letras passagens da História do Brasil. Para tal, a filha de Martinho convocou time de intérpretes formado por Chico Buarque, Maria Rita, Moska, Simone e outros.
É difícil dissociar Aula de Samba do disco em que Martinho da Vila regravou 12 sambas-enredos históricos em todos os sentidos. Mesmo porque cinco dos onze sambas selecionados por Mart’nália estiveram no repertório do LP lançado por Martinho em 1980. Foi copiando a lição de seu pai que Mart’nália tirou do baú jóias comoBenfeitores do Universo, o samba defendido em 1953 pela escola Cartolinhas de Caxias, uma das agremiações de Caxias (município da Baixada Fluminense, RJ) que deram origem à Grande Rio, hoje no Grupo Especial. Coube a Zélia Duncan gravar o obscuro samba.
Muito desanimado, Chico Buarque abre o disco com Exaltação a Tiradentes (Império Serrano, 1949), dando uma aula de como nãose cantar samba-enredo. Faltou a Chico o entusiasmo que regeu as boas gravações de Leci Brandão (Dona Beja, a Feiticeira de Araxá- Salgueiro, 1968) e de Moska (Dia do Fico – Beija-Flor, 1962) para citar apenas dois exemplos de faixas mais empolgantes. Contudo, Chico não é o único culpado por sua aula ser bastante enfadonha. Mart’nália parece ter produzido o disco sem pressão… Até mesmo nomes que já gravaram sambas-enredos com animação soam sem a força habitual. Casos de Fernanda Abreu, que defende Os Sertões(Em Cima da Hora, 1976) – aliás, uma aula de como se fazer samba-enredo – e de Simone, intérprete de Aquarela Brasileira (Império Serrano, 1964), samba que está mais para uma aula de geografia…
Mestre dos sambas de enredos históricos, Silas de Oliveira (1916 – 1972) é não por acaso o compositor mais presente no repertório. Além de Aquarela Brasileira, Silas tem seu nome entre os autores de Heróis da Liberdade (Império Serrano, 1969) – um clássico do gênero revivido por Maria Rita – e de Os Cinco Bailes da História do Rio (Império Serrano, 1965), que reaparece na voz nobre da co-autora Ivone Lara (em dueto com um deslocado Toni Garrido).
Nem todos os compositores, entretanto, eram mestres como Silas. E o fato é que alguns sambas, embora sejam irretocáveis do ponto de vista melódico, esboçam versões idealizadas de passagens da História do Brasil. Exemplo é o retrato retocado de Getúlio Vargas (1882 – 1954) esboçado em O Grande Presidente (Mangueira, em 1956), samba de Padeirinho revivido na voz de Alcione. Outro é a visão simplista da abolição da escravidão apresentada em Sublime Pergaminho (Unidos de Lucas, 1968) pelo sempre afinado Emílio Santiago. No todo, o CD é oportuna aula de como fazer um samba-enredo que já não se faz mais. Basta (re)ouvir com Lenine Onde o Brasil Aprendeu a Liberdade (Unidos de Vila Isabel, 1972), belo clássico de Martinho da Vila, para comprovar que Mart’nália nem precisou sair de casa para aprender a sua lição de samba-enredo…
MANREL
24 de agosto de 2014 10:59 pmLULA LÁ
Quantos passaram por isso?
O Pequeno Burguês
Martinho da Vila
Felicidade!
Passei no vestibular
Mas a faculdade
É particular
Particular!
Ela é particular
Particular!
Ela é particular…
Livros tão caros
Tanta taxa prá pagar
Meu dinheiro muito raro
Alguém teve que emprestar
O meu dinheiro
Alguém teve que emprestar
O meu dinheiro
Alguém teve que emprestar…
Morei no subúrbio
Andei de trem atrasado
Do trabalho ia prá aula
Sem jantar e bem cansado
Mas lá em casa
À meia-noite
Tinha sempre a me esperar
Um punhado de problemas
E criança prá criar…
Para criar!
Só criança prá criar
Para criar!
Só criança prá criar…
Mas felizmente
Eu consegui me formar
Mas da minha formatura
Não cheguei participar
Faltou dinheiro prá beca
E também pro meu anel
Nem o diretor careca
Entregou o meu papel…
O meu papel!
Meu canudo de papel
O meu papel!
Meu canudo de papel…
E depois de tantos anos
Só decepções, desenganos
Dizem que sou um burguês
Muito privilegiado
Mas burgueses são vocês
Eu não passo
De um pobre coitado
E quem quiser ser como eu
Vai ter é que penar um bocado
Um bom bocado!
Vai penar um bom bocado
Um bom bocado!
Vai penar um bom bocado
Um bom bocado!
Vai penar um bom bocado…
Jair Fonseca
24 de agosto de 2014 11:33 pm“Retrato do velho”, marchinha
“Retrato do velho”, marchinha de Haroldo Lobo e Marino Pinto, de 1951, com Francisco Alves, antecipou a volta de Gegê à presidência, o que também levou à sua morte trágica.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=eVgOODBrCMc%5D
Almeida
25 de agosto de 2014 12:10 amEle Disse, de Edgar Ferreira, canta Jackson do Pandeiro
[video:https://www.youtube.com/watch?v=zXRO38e6W7A%5D
Ele disse muito bem:
“O povo de quem fui escravo
Não será mais escravo de ninguém”
Para todo operário do Brasil
Ele disse uma frase que conforta:
“Quando a fome bater na vossa porta
O meu sangue é capaz de vos unir
Meus amigos por certo vão sentir
Que na hora precisa, estou presente
Sou o guia eterno dessa gente
Com meu sangue o direito eu defendi”
Ele disse com toda consciência:
“Com o povo eu deixo a resistência
O meu sangue é uma remissão
A todos que fizeram reação
Eu desejo um futuro cheio de glória
Minha morte é bandeira da vitória
Deixo a vida pra entrar na história
E ao ódio eu respondo com perdão”
implacavel
25 de agosto de 2014 3:43 amAula de Samba
[video:http://youtu.be/0ulAWomBcWc%5D
Escutando esse samba, me lembrei desse projeto da Martinália.
Mart’nália reproduz aula de samba de Martinho
Blog do Mauro Ferreira
Título: Aula de Samba
– A História do Brasil através do Samba-Enredo
Artista: Alcione, Chico Buarque, Dona Ivone Lara,
Emílio Santiago, Fernanda Abreu, Leci Brandão, Lenine,
Maria Rita, Moska, Simone, Toni Garrido e Zélia Duncan
Produção: Mart’nália
Gravadora: Biscoito Fino
Cotação: * * *
Um dos mestres do samba-enredo, Martinho da Vila o tornaria menos caudaloso e arrastado nos anos 60 sem descaracterizar o gênero, cujas tradições soube reverenciar ao gravar em 1980 o álbum Samba Enredo. Mart’nália aprendeu a lição em casa e a seguiu com fidelidade ao produzir o bom CD Aula de Samba, idealizado por seu irmão Martinho Filho. A boa idéia foi fazer um disco de caráter educativo com regravações inéditas de sambas-enredos que (re)contem em suas letras passagens da História do Brasil. Para tal, a filha de Martinho convocou time de intérpretes formado por Chico Buarque, Maria Rita, Moska, Simone e outros.
É difícil dissociar Aula de Samba do disco em que Martinho da Vila regravou 12 sambas-enredos históricos em todos os sentidos. Mesmo porque cinco dos onze sambas selecionados por Mart’nália estiveram no repertório do LP lançado por Martinho em 1980. Foi copiando a lição de seu pai que Mart’nália tirou do baú jóias comoBenfeitores do Universo, o samba defendido em 1953 pela escola Cartolinhas de Caxias, uma das agremiações de Caxias (município da Baixada Fluminense, RJ) que deram origem à Grande Rio, hoje no Grupo Especial. Coube a Zélia Duncan gravar o obscuro samba.
Muito desanimado, Chico Buarque abre o disco com Exaltação a Tiradentes (Império Serrano, 1949), dando uma aula de como nãose cantar samba-enredo. Faltou a Chico o entusiasmo que regeu as boas gravações de Leci Brandão (Dona Beja, a Feiticeira de Araxá- Salgueiro, 1968) e de Moska (Dia do Fico – Beija-Flor, 1962) para citar apenas dois exemplos de faixas mais empolgantes. Contudo, Chico não é o único culpado por sua aula ser bastante enfadonha. Mart’nália parece ter produzido o disco sem pressão… Até mesmo nomes que já gravaram sambas-enredos com animação soam sem a força habitual. Casos de Fernanda Abreu, que defende Os Sertões(Em Cima da Hora, 1976) – aliás, uma aula de como se fazer samba-enredo – e de Simone, intérprete de Aquarela Brasileira (Império Serrano, 1964), samba que está mais para uma aula de geografia…
Mestre dos sambas de enredos históricos, Silas de Oliveira (1916 – 1972) é não por acaso o compositor mais presente no repertório. Além de Aquarela Brasileira, Silas tem seu nome entre os autores de Heróis da Liberdade (Império Serrano, 1969) – um clássico do gênero revivido por Maria Rita – e de Os Cinco Bailes da História do Rio (Império Serrano, 1965), que reaparece na voz nobre da co-autora Ivone Lara (em dueto com um deslocado Toni Garrido).
Nem todos os compositores, entretanto, eram mestres como Silas. E o fato é que alguns sambas, embora sejam irretocáveis do ponto de vista melódico, esboçam versões idealizadas de passagens da História do Brasil. Exemplo é o retrato retocado de Getúlio Vargas (1882 – 1954) esboçado em O Grande Presidente (Mangueira, em 1956), samba de Padeirinho revivido na voz de Alcione. Outro é a visão simplista da abolição da escravidão apresentada em Sublime Pergaminho (Unidos de Lucas, 1968) pelo sempre afinado Emílio Santiago. No todo, o CD é oportuna aula de como fazer um samba-enredo que já não se faz mais. Basta (re)ouvir com Lenine Onde o Brasil Aprendeu a Liberdade (Unidos de Vila Isabel, 1972), belo clássico de Martinho da Vila, para comprovar que Mart’nália nem precisou sair de casa para aprender a sua lição de samba-enredo…
Jossimar
25 de agosto de 2014 11:00 amNUNCA VI NADA SER FALADO EM
NUNCA VI NADA SER FALADO EM 2:03 MINUTOS. ESTA FIGURA DESENVOLVEU A ARTE DE FALAR SEM FALAR NADA.
E TEM GENTE QUE ACREDITA NO NADA.
A SORTE DELA É SÓ TER DOIS MINUTOS DE PROGRAMA.