
Jornal GGN – A Petrobras refutou as acusações de que a presidente Graça Foster teria doado imóveis para burlar a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de declarar indisponibilidade de bens.
O fato disseminado partiu de uma reportagem do jornal O Globo, publicada ontem (21), às 15h17. O horário diz respeito a pouco tempo antes do julgamento do TCU que decidiria sobre o bloqueio de bens, em sequência ao processo de apuração de responsabilidades da dirigente da estatal na compra da refinaria de Pasadena, no Texas.
O julgamento chegou a ter início e dois votos já haviam sido anunciados. O relator do caso, ministro José Jorge, defendeu o bloqueio de bens de Graça Foster e de Jorge Zelada, ex-diretor da Área Internacional da Petrobras. Já o ministro Walton Alencar Rodrigues rejeitou a necessidade de bloquear os bens. Foi quando os ministros comentaram a matéria do site O Globo.
Os repórteres Vinicius Sassine e Eduardo Bresciani publicaram que tanto Graça Foster, como o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, doaram imóveis a parentes, envolvendo “apartamentos em áreas valorizadas do Rio”. O jornal teria baseado a informação em registros de cartório obtidos no início da tarde de quarta-feira, ou seja, pouco antes do julgamento.
“Os bens mudaram de mãos antes de o Tribunal de Contas da União (TCU) determinar o bloqueio do patrimônio de dez gestores da Petrobras apontados como responsáveis por um prejuízo de US$ 792,3 milhões na compra da refinaria. O bloqueio foi determinado no dia 23 de julho justamente para garantir que os bens não sejam movimentados pelos gestores e possam garantir o ressarcimento aos cofres da estatal”, veiculou o jornal.
Ainda que os documentos obtidos por O Globo aprovem que as movimentações, se assim comprovadas, foram feitas antes do bloqueio determinado pelo TCU, no que diz respeito especificamente a Nestor Cerveró e outros nove gestores, o jornal aponta o fato como “dissimulação da propriedade dos bens”.
Em nota, a Petrobras lembrou que Foster não estava incluída na decisão referida pelo TCU e que a presidente não tem intuito de burlar decisões. “É importante frisar que doações de bens são atos legítimos, previstos em lei e objetivam evitar futuros conflitos entre herdeiros”, defendeu a estatal.
Leia a nota na íntegra:
Esclarecimento
A Petrobras refuta veementemente a informação de que a presidente Graça Foster tenha feito qualquer movimentação patrimonial com o intuito de burlar a decisão do TCU tomada no dia 23 de julho de 2014 que declarou a indisponibilidade de bens de gestores e ex-gestores da companhia.
Vale ressaltar que, na referida decisão do TCU, a presidente Graça Foster não estava incluída dentre as pessoas nominadas no Acórdão como potenciais responsáveis por supostos danos ao patrimônio da companhia, os quais ainda serão apurados no âmbito de Tomada de Contas Especial, no mesmo Tribunal.
Documentos pessoais da presidente da companhia comprovam que, desde junho de 2013, ela já vinha providenciando a documentação necessária para a lavratura das Escrituras de Doação de Bens Imóveis aos seus filhos com Cláusula de Usufruto. É importante frisar que doações de bens são atos legítimos, previstos em lei e objetivam evitar futuros conflitos entre herdeiros.
Esses procedimentos foram: avaliações dos imóveis, obtenção de certidões, verificação do valor dos custos e tributos incidentes, elaboração das minutas das escrituras e sua posterior formalização, bem como os competentes registros imobiliários, culminando todos esses atos em 20 de março e 9 de abril de 2014.
NNN
21 de agosto de 2014 2:19 pmRetórica
“É importante frisar que doações de bens são atos legítimos, previstos em lei e objetivam evitar futuros conflitos entre herdeiros”
Ué! E quem disse o contrário?
emerson57
21 de agosto de 2014 2:28 pmtem gente que não acha
“Doações de bens são atos legítimos”,
Alvaro Dias NÃO acha.
Preferiu esconder R$ 16 milhões da própria filha:
http://www.brasil247.com/pt/247/parana247/88809/Filha-condena-%C3%81lvaro-Dias-em-caso-de-R$-16-milh%C3%B5es-cachoeira-senador-requerimento.htm
,,,”foi condenado por não ter pago pensão a uma filha fruto de relacionamento extraconjugal com uma funcionária pública; ação judicial pede a anulação da venda de cinco casas em Brasília avaliadas em R$ 16 milhões…”
Ivan de Union
21 de agosto de 2014 2:40 pmO imovel que Foster doou vale
O imovel que Foster doou vale mais que o Aecioporto?
Toni
21 de agosto de 2014 3:19 pmIvan
Complementando tua pergunta: Vale o imóvel também mais que o dinheiro que correu no propinoduto tucano? Não interditarão os bens de Serra? Marinho? Alckmin?
aliancaliberal
21 de agosto de 2014 3:41 pmO que uma coisa tem haver com
O que uma coisa tem haver com a outra?
Tu ta defendendo a ação que é claramente uma falcatrua?
Daniel Krein
21 de agosto de 2014 3:42 pmVc quer falar de números?
Ivan,
Qnando o assunto é doações de bens antes que sejam bloqueados, vc tenta comparar o valor desses bens com o custo de um aeroporto construído sem qualquer irregularidade. Mesmo supondo que a obra do Aécio tenha sido irregular, que tal comparar o custo de R$14 milhões com o prejuízo de US$792 milhões causado pela compra de Pasadena, os R$10 bilhões desviados pelo sistema de corrupção vinculado ao PT desvendado pela operação Lavajato, os pelo menos US$14 bilhões de excesso de custo inexplicável na construçao da refinaria Abreu Lima?
CEduardo
21 de agosto de 2014 6:41 pmDaniel Krein
Faz tempo que
Daniel Krein
Faz tempo que escuto este valor 10bilhões – lava jato. que agora vc “informa estar ligado a desvio do PT, e desvio da petrobrás
Pois estou tentando achar este valor nas denuncias oferecidas pelo MPF- referente a lava jato (se vc não sabe… estas vem ao final do pedido acompanhadas dos valores que veem como desvio), referencias a petrobras e agora PT.
Pois então… pelo que leio das denuncias oferecidas…nada do que vc fala bate.
Vai buscar as denuncias e verá .
Sérgio Lamarca
21 de agosto de 2014 2:42 pmNão tem nada para falar, se
Não tem nada para falar, se produz um factoide qualquer para virar assunto.
jc.pompeu
21 de agosto de 2014 2:45 pm““Doações de bens são atos
““Doações de bens são atos legítimos”, responde Petrobras“
… e principalmente, se as doações de bens imóveis “o petróleo é nosso” forem doados para os pobres-sem petrodólares!
josé adailton
21 de agosto de 2014 3:08 pmA velha e querida imprensa
RECORDAÇÕES DE PAULO FRANCIS: a história é antiga mas , a depender da imprensa , ela está se tornando atualíssima e verossímil, pelo menos para seus amigos e admiradores de então.
OBSERVATÓRIO DA iMPRENSA – Lúcio Flávio Pinto em 29/01/2013 na edição 731
“Para a opinião pública, e em particular para os jornalistas, a questão que sobreviveu à morte de Paulo Francis é a sua relação com o processo. Os sete diretores da Petrobras, liderados pelo [então] presidente, Joel Rennó, decidiram cobrar reparação judicial pelo dano moral que alegaram ter sofrido. Durante o programa Manhattan Connection, no ar até hoje, Francis disse que “os diretores da Petrobras põem dinheiro na Suíça”; que “roubam em subfaturamento e superfaturamento”; e que constituem “a maior quadrilha que já atuou no Brasil”.
http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed731_quem_matou_paulo_francis
Maria Luisa
21 de agosto de 2014 4:25 pmPois é, isso na época de
Pois é, isso na época de Paulo Francis. A Petrobras daquela época não é mais a mesma de hoje. E acredto no desejo real da presidente Dilma e de Graça Foster de acabarem com resquicios de corrupção de épocas passadas.
josé adailton
21 de agosto de 2014 4:45 pmMillor
O que disse Millor não é mais válido.Não sei se isso é bom ou é ruim.
“Jornalismo é oposição. O resto é armazém de secos e molhados”
Millor Fernandes
aliancaliberal
21 de agosto de 2014 3:43 pmO petismo já perdeu qualquer
O petismo já perdeu qualquer senso ético, vale qualquer coisa para defender o governo.
Vocês não tem vergonha na cara mesmo.
Rodrigo C Moreira
21 de agosto de 2014 7:53 pmRapaz, a cara de pau
Rapaz, a cara de pau realmente nao tem mais limites.
C. Acácio
21 de agosto de 2014 4:14 pmO Globo age como um tribunal
O Globo age como um tribunal de ética em compotas , ou melhor , em polpas de madeira . Falar de crime tributário com o rabo preso por um crime de sonegação de impostos de 1 bilhão de reais … é preciso ter muita cara de eucalipto . Fosse a empresa um tribunal e seus editores os juízes , tinha que declarar -se impedida de publicar quaisquer matérias sobre sonegação , até apresentar o DARF …
Snaporaz
21 de agosto de 2014 4:20 pmNada como uma imprensa imune
Nada como uma imprensa imune às reações dos acusados e ofendidos. Se reagirem e tiverem o governo ou autoridade constituída como aliados,correm para a SIP e outros foros internacionais acusando de risco à democracia e liberdade de imprensa.
O PIG, decididamente é muito sensível …
Marly
21 de agosto de 2014 4:41 pmÁreas valorizadas?
Pelo que ouvi pela manhã, seria um apartamento na Ilha do Governador ( onde Graça mora ) e outro no Rio Comprido. São áreas valorizadas? Ambos na Zona norte. Não está fácil o bombardeio. Aproveito para comentar uma conversa informal há cerca de 1 ano ou mais. Estava na fila do super mercado, e, como estava longa, como sempre começa um papo entre os clientes. A conversa chegou à política. Um senhor intitulou-se funcionário da Petrobrás. Graça Foster já era presidente da empresa , daí perguntei se estavam satisfeitos com uma mulher na presidência. Ele respondeu que para ele estava tudo bem, que ela era trabalhadora demais, mas que havia uma instisfação grande, pois ela estava acabando com vários postos poíticos. Seria verdade?
Athos
21 de agosto de 2014 5:16 pmOkay que a cobertura não é
Okay que a cobertura não é isenta.
Mas… precisava doar bem agora? Tão com medo mesmo?
Na boa, deram mole.
CEduardo
21 de agosto de 2014 6:48 pmQuanto a questão do post. Não
Quanto a questão do post. Não está segurado eventual perda?
José Robson
21 de agosto de 2014 8:00 pmMuito alvoroço!
Concordo que a empresa deve ser solidária com seus funcionários, contribuindo para preservar a integridade deles – até mesmo como meio de também preservar a si própria. O teor da nota (e aqui vem o “mas”) soou um tanto quanto exagerado na medida em que cabia à interessada manifestar-se nesse tom.
Quanto ao fato em si, não vejo razão para tanta balbúrdia na imprensa. Se a transferência de bens foi para burlar o dever de eventual e futuro ressarcimento, isto será levado em consideração na hora certa por quem de direito. E, se tal ficar provado, de nada valerá a doação.
Eu não acredito que a Presidente da Petrobrás seria ingênua a esse ponto, ainda mais cercada de uma imprensa com essa (parafraseando Érico Veríssimo) “fleuma britânica”!
Calvin
21 de agosto de 2014 8:36 pmVergonha
Utilizar dinheiro público (nosso) da Petrobrás para defender funcionários ineptos.
Fala a Petrobrás como advogada dos acusados e não como empresa dos brasileiros.