4 de junho de 2026

Um dia com William Bonner e nove mestres da USP

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Jornal GGN – Em artigo escrito em 2005, Laurindo Lalo Leal Filho conta um episódio em que professores da USP acompanham a produção do Jornal Nacional. Retomado, a ótica da passagem retratada em detalhes pelo sociólogo e professor de jornalismo da ECA-USP é ainda atual. 

Durante uma reunião de pauta, Laurindo revela a escolha superficial de William Bonner para as reportagens que, posteriormente, são transmitidas pelo jornal carro-chefe da Rede Globo. Com ela, o constrangimento é vivido e acompanhado por nove mestres da Universidade.
 
Como se não bastasse a explícita busca pelo apelo da opinião pública e a dispensa de notícias de impacto social e político, Bonner explicou aos professores e pesquisadores o perfil do telespectador médio do Jornal Nacional: são Homers Simpsons, contou o âncora e editor-chefe.
 
Jornal Nacional
 
 
Por Laurindo Lalo Leal Filho
 
Perplexidade no ar. Um grupo de professores da USP está reunido em torno da mesa onde o apresentador de tevê William Bonner realiza a reunião de pauta matutina do Jornal Nacional, na quarta-feira, 23 de novembro.
 
Alguns custam a acreditar no que vêem e ouvem. A escolha dos principais assuntos a serem transmitidos para milhões de pessoas em todo o Brasil, dali a algumas horas, é feita superficialmente, quase sem discussão.

 
Os professores estão lá a convite da Rede Globo para conhecer um pouco do funcionamento do Jornal Nacional e algumas das instalações da empresa no Rio de Janeiro. São nove, de diferentes faculdades e foram convidados por terem dado palestras num curso de telejornalismo promovido pela emissora juntamente com a Escola de Comunicações e Artes da USP. Chegaram ao Rio no meio da manhã e do Santos Dumont uma van os levou ao Jardim Botânico.
 
A conversa com o apresentador, que é também editor-chefe do jornal, começa um pouco antes da reunião de pauta, ainda de pé numa ante-sala bem suprida de doces, salgados, sucos e café. E sua primeira informação viria a se tornar referência para todas as conversas seguintes. Depois de um simpático ‘bom-dia’, Bonner informa sobre uma pesquisa realizada pela Globo que identificou o perfil do telespectador médio do Jornal Nacional. Constatou-se que ele tem muita dificuldade para entender notícias complexas e pouca familiaridade com siglas como BNDES, por exemplo. Na redação, foi apelidado de Homer Simpson. Trata-se do simpático mas obtuso personagem dos Simpsons, uma das séries estadunidenses de maior sucesso na televisão em todo o mundo. Pai da família Simpson, Homer adora ficar no sofá, comendo rosquinhas e bebendo cerveja. É preguiçoso e tem o raciocínio lento.
 
A explicação inicial seria mais do que necessária. Daí para a frente o nome mais citado pelo editor-chefe do Jornal Nacional é o do senhor Simpson. ‘Essa o Homer não vai entender’, diz Bonner, com convicção, antes de rifar uma reportagem que, segundo ele, o telespectador brasileiro médio não compreenderia.
 
Mal-estar entre alguns professores. Dada a linha condutora dos trabalhos – atender ao Homer -, passa-se à reunião para discutir a pauta do dia. Na cabeceira, o editor-chefe; nas laterais, alguns jornalistas responsáveis por determinadas editorias e pela produção do jornal; e na tela instalada numa das paredes, imagens das redações de Nova York, Brasília, São Paulo e Belo Horizonte, com os seus representantes. Outras cidades também suprem o JN de notícias (Pequim, Porto Alegre, Roma), mas elas não entram nessa conversa eletrônica. E, num círculo maior, ainda ao redor da mesa, os professores convidados. É a teleconferência diária, acompanhada de perto pelos visitantes.
 
Todos recebem, por escrito, uma breve descrição dos temas oferecidos pelas ‘praças’ (cidades onde se produzem reportagens para o jornal) que são analisados pelo editor-chefe. Esse resumo é transmitido logo cedo para o Rio e depois, na reunião, cada editor tenta explicar e defender as ofertas, mas eles não vão muito além do que está no papel. Ninguém contraria o chefe.
 
A primeira reportagem oferecida pela ‘praça’ de Nova York trata da venda de óleo para calefação a baixo custo feita por uma empresa de petróleo da Venezuela para famílias pobres do estado de Massachusetts. O resumo da ‘oferta’ jornalística informa que a empresa venezuelana, ‘que tem 14 mil postos de gasolina nos Estados Unidos, separou 45 milhões de litros de combustível’ para serem ‘vendidos em parcerias com ONGs locais a preços 40% mais baixos do que os praticados no mercado americano’. Uma notícia de impacto social e político.
 
O editor-chefe do Jornal Nacional apenas pergunta se os jornalistas têm a posição do governo dos Estados Unidos antes de, rapidamente, dizer que considera a notícia imprópria para o jornal. E segue em frente.
 
Na seqüência, entre uma imitação do presidente Lula e da fala de um argentino, passa a defender com grande empolgação uma matéria oferecida pela ‘praça’ de Belo Horizonte. Em Contagem, um juiz estava determinando a soltura de presos por falta de condições carcerárias. A argumentação do editor-chefe é sobre o perigo de criminosos voltarem às ruas. ‘Esse juiz é um louco’, chega a dizer, indignado. Nenhuma palavra sobre os motivos que levaram o magistrado a tomar essa medida e, muito menos, sobre a situação dos presídios no Brasil. A defesa da matéria é em cima do medo, sentimento que se espalha pelo País e rende preciosos pontos de audiência.
 
Sobre a greve dos peritos do INSS, que completava um mês – matéria oferecida por São Paulo -, o comentário gira em torno dos prejuízos causados ao órgão. ‘Quantos segurados já poderiam ter voltado ao trabalho e, sem perícia, continuam onerando o INSS’, ouve-se. E sobre os grevistas? Nada.
 
De Brasília é oferecida uma reportagem sobre ‘a importância do superávit fiscal para reduzir a dívida pública’. Um dos visitantes, o professor Gilson Schwartz, observou como a argumentação da proponente obedecia aos cânones econômicos ortodoxos e ressaltou a falta de visões alternativas no noticiário global.
 
Encerrada a reunião segue-se um tour pelas áreas técnica e jornalística, com a inevitável parada em torno da bancada onde o editor-chefe senta-se diariamente ao lado da esposa para falar ao Brasil. A visita inclui a passagem diante da tela do computador em que os índices de audiência chegam em tempo real. Líder eterna, a Globo pela manhã é assediada pelo Chaves mexicano, transmitido pelo SBT. Pelo menos é o que dizem os números do Ibope.
 
E no almoço, antes da sobremesa, chega o espelho do Jornal Nacional daquela noite (no jargão, espelho é a previsão das reportagens a serem transmitidas, relacionadas pela ordem de entrada e com a respectiva duração). Nenhuma grande novidade. A matéria dos presos libertados pelo juiz de Contagem abriria o jornal. E o óleo barato do Chávez venezuelano foi para o limbo.
 
Diante de saborosas tortas e antes de seguirem para o Projac – o centro de produções de novelas, seriados e programas de auditório da Globo em Jacarepaguá – os professores continuam ouvindo inúmeras referências ao Homer. A mesa é comprida e em torno dela notam-se alguns olhares constrangidos.
 
* Sociólogo e jornalista, professor da Escola de Comunicações e Artes da USP
 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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30 Comentários
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  1. KURK

    20 de agosto de 2014 4:29 pm

    (Sem título)

    1. El Cid

      20 de agosto de 2014 5:13 pm

      então…

      essa pirraça é do editor-chefe do Jornal Nacional? putz !!

    2. Jorge Luis

      20 de agosto de 2014 8:37 pm

      Robôs partidários de todos os

      Robôs partidários de todos os matizes insatisfeitos!

      Tentativa de ser genérico, sem revelar a quais robôs ou partidos está se referindo.

      Corruptos insatisfeitos!

      Ainda tentando ser genérico, embora já dando pistas a respeito de quais “corruptos” está se referindo.

      Blogueiros sujos insatisfeitos!

      Agora não tem mais jeito. Entregou o jogo. Quem não te conhece, que te compre, Sr. Bonner.

      Confissão mais explícita que essa, só se escrevesse: “Sim, eu odeio o PT”.

  2. aliancaliberal

    20 de agosto de 2014 4:46 pm

    O sucesso de uma ação anti

    O sucesso de uma ação anti petista é medido pela quantidade do ódio que ela provoca.

    1. Fernando Lopes

      20 de agosto de 2014 7:00 pm

      O que você quis dizer com isso?

      Como é que isso? Na falta do que se falar de coerente sobre o assunto fala-se qualquer coisa??? 

    2. Quintela

      20 de agosto de 2014 10:21 pm

      Quem perdeu a “linha” foi o

      Quem perdeu a “linha” foi o Bonner…

      Ou seja… o ódio partiu dele.

      Acho que ele não tinha muito o que fazer… ou se sentiu muito incomodado!

      Fico com a segunda opção!

      Os “blogueiros sujos” estão incomodando e muito!

      Que bom que isso lhe incomode…

  3. RACS

    20 de agosto de 2014 4:46 pm

    Se fosse só na globo tava

    Se fosse só na globo tava fácil…

  4. Gardenal

    20 de agosto de 2014 4:49 pm

    Incêndio em Claudio?????Cê tá

    Incêndio em Claudio?????Cê tá louco? Isso o Hommer entenderia. Próxima……..

  5. NNN

    20 de agosto de 2014 5:28 pm

    Tudo pela audiência…

    Enquanto isso, no limbo do traço de Ibope…

  6. BRAGA-BH

    20 de agosto de 2014 5:38 pm

    Como é que um Post como este

    Como é que um Post como este não inunda os faces e Tuítes da vida?

    1. Maria Luisa

      20 de agosto de 2014 6:14 pm

      Braga

      Esse texto foi escrito ja ha muito tempo. Acho que o li ja tem uns dez anos, no minimo, e ele é bem conhecido. Mas pra boa parte desse pessoal de face e tuiter, isso não interessa, ele nem pensa duas vezes sobre tudo isso. Nem sei se lêem até o fim, é meio longo….

      Quando li esse artigo pela primeira vez, me indignei por sermos tratados de Homer pela equipe do “brilhante” JN. Mas agora, sei que o viés é esse mesmo, e sempre foi assim. O povo, segundo a rede globo, é bobo. Vamos ver a partir do dia 5 de outubro. E mostra o DARF!

      1. BRAGA-BH

        20 de agosto de 2014 6:35 pm

        Obrigado por esclarecer!

        Obrigado por esclarecer! Mesmo assim copiei a matéria e já mandei pra centenas de pessoas aqui na firma! Aqueles que ainda não tinham visto ficaram indignados. Quanto a mim, não posso ser taxado de Homer porque não assisto a Globo há vários anos! Prefiro ser informado (e bem!) aqui no Blog do Nassif!!

      2. Fernando J.

        20 de agosto de 2014 7:21 pm

        É de novembro/dezembro de 2005.

        Saiu na Carta Capital e Observatório da Imprensa, dia 06.12.2005, há quase 9 anos. 

        —————————————————-

        06/12/2005 – 19p5

        Bonner rebate crítica sobre caso “Homer”

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        da Folha Online

        O jornalista William Bonner, 42, apresentador do Jornal Nacional (Rede Globo), rebateu hoje as críticas sobre sua comparação de que o telespectador médio do principal telejornal do país lembra Homer Simpson, pai folgado e bonachão de “Os Simpsons”, desenho animado exibido nos EUA desde 1989.
         

        DivulgaçãoBart é um projeto de Homer mais evoluídoBart é um projeto de Homer mais evoluídoDivulgaçãoBonner compara telespectador médio com Homer SimpsonBonner compara telespectador médio com Homer Simpson

        “Jamais tive informação de que alguém guardasse imagem tão preconceituosa, tão negativa do personagem”, disse o apresentador, emnota divulgada hoje. 

        A comparação foi ouvida por nove professores universitários no último dia 23, no Rio, em visita aos estúdios da Globo. O telespectador do jornal é como Homer, segundo Bonner, porque teria dificuldade de “entender notícias complexas e pouca familiaridade com siglas como BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)”, segundo relato do professor da USP (Universidade de São Paulo) Laurindo Lalo Leal Filho, que presenciou o encontro, em artigo na revista “Carta Capital” desta semana.

        Na nota divulgada hoje, Bonner afirmou que usou o exemplo do personagem Homer, pois ele representa um pai de família, um trabalhador conservador, sem curso superior, que após uma jornada de trabalho, quer ter acesso às notícias mais relevantes do dia de forma clara e objetiva. Segundo o jornalista, em nenhum momento, ele pensou no personagem de maneira preconceituosa.

        Editor do principal telejornal da Globo, Bonner apresenta o programa ao lado de sua mulher, Fátima Bernades. Em 1997, o nascimento dos trigêmeos do casal atraiu a atenção da mídia. Até o o “Casseta & Planeta”, humorístico da emissora, fez graça com o caso, mostrando o “Jornal Maternal”, no qual os âncoras eram sósias de Bonner e Fátima Bernardes e mais três bebês. Neste ano, surgiram boatos de que a Record teria interesse em contratar o casal –Bonner riu da história.

        “Viado”
         

        DivulgaçãoFamília Simpson faz sátira da família norte-americanaFamília Simpson faz sátira da família norte-americana

        Não é a primeira vez que a Globo se envolve em polêmica por causa da língua de seus apresentadores. Em maio de 1998, durante a exibição de uma reportagem sobre o Ballet Kirov, no programa “Fantástico”, a emissora transmitiu uma voz em “off” (ao fundo) que fazia o seguinte comentário: “Isso é coisa de viado”. A voz foi atribuída ao apresentador Pedro Bial, que não sabia que estava no ar.

        As aventuras de Homer, sua esposa, Marge, seu filho mais velho, Bart, sua filha Lisa e a pequena Maggie estão na 16ª temporada –o contrato assinado com a Fox prevê produzir até a 19ª. Em 2002, a série, criada por Matt Groening e vista em mais de cem países, satirizou o Brasil, mostrando o Rio com macacos e ratos nas ruas e com uma população sexualmente agressiva.

        1. Raí

          20 de agosto de 2014 10:31 pm

          Mesmo tendo memória curta…

          Se a grande maioria de telespectadores, não sabia deste fato relatado pelo Prof. Laurindo, e se soube, esqueceu e/ou desculpou ao Bonner Simpson, ele acaba de repetir, o que é inadmissível, a qualquer jornalista, bem preparado, nesta entrevista inquisidora que ele e sua companheira de bancada do J.N, fizeram com a Pres. da República.

          Ele quer mesmo, entrar para a história, porem deverá ser para a lata de lixo desta história.

      3. Giusepe

        20 de agosto de 2014 11:28 pm

        É que coxinha=romer!

        É que coxinha=romer!

    2. Paiva

      20 de agosto de 2014 7:38 pm

      Não inunda porque é texto

      Não inunda porque é texto velho, requentado e despropositado.

      E já foi muito bem respondido por Willian Bonner.

      Leia abaixo a íntegra da resposta de Willian Bonner sobre o caso:

      “No dia 23 de novembro, recebemos, no JN, a visita de professores universitários. Eles assistiram a uma reunião matinal, em que se esboça uma previsão da edição daquele dia. E me ouviram fazer algumas considerações sobre nosso trabalho.

      Em palestras que ministro a estudantes que nos visitam todas as semanas, faço o mesmo. 

      Nestas ocasiões, sempre abordo, por exemplo, a necessidade de sermos rigorosamente claros no que escrevemos para o público. Brasileiros de todos os níveis sociais, dos mais diferentes graus de escolaridade. E o didatismo que buscamos para o público de menor escolaridade não deve aborrecer os que estudaram mais. Neste desafio, como exemplo do que seria o público médio nessa gama imensa, às vezes cito o personagem Lineu, de ‘A Grande Família’. Às vezes, Homer, de ‘Os Simpsons’. Nos dois casos, refiro-me a pais de família, trabalhadores, protetores, conservadores, sem curso superior, que assistem à TV depois da jornada de trabalho. No fim do dia, cansados, querem se informar sobre os fatos mais relevantes do dia de maneira clara e objetiva. Este é o Homer de que falo.

      Mas o Professor Laurindo tem uma visão diferente de Homer. Em vez do trabalhador (numa usina nuclear), o acadêmico o vê como um preguiçoso. Em vez do chefe de família, o Professor Laurindo o vê como um comedor de biscoitos. Esta imagem não é a que tenho, não é a disponível, num texto bem-humorado, no site oficial da série ‘Os Simpsons’, que faz graça do personagem, mas registra que Homer é ‘um marido devotado e que, apesar de poucas fraquezas, ama a sua família e é capaz de tudo para provar isso, mesmo que isso signifique se fazer passar por tolo’.

      Não sei para quantos professores e estudantes citei Homer, ou Lineu, como exemplo. Mas jamais tive informação de que alguém guardasse imagem tão preconceituosa, tão negativa do personagem do desenho. 

      Como profissional, como defensor da nossa imensa responsabilidade social, sinto-me profundamente envergonhado de me ver na obrigação de explicar isso. Como trabalhador, pai de família protetor, meio Lineu, meio Homer, reconheço humildemente meu fracasso no desafio de ser claro e objetivo para todos os meus interlocutores daquela manhã”.

      1. Raí

        20 de agosto de 2014 10:23 pm

        Essa resposta foi, e continua sendo desrespeitosa.

        Caro Paiva, certas atitudes e certos fatos, jamais envelhecem e devem ser reacesos continuamente, para que casos idênticos, não repitam-se.

        Naquela ocasião, o anfitrião, assim como seu departamento, não fez a menos questão de “diferençar, a visita de 9 ilustres professores de jornalismo, com as eventuais visitas de alunos de jornalismo, que não têm a missão de educar a outros da categoria, como era o caso, da equipe levada lá, pelo Prof. Laurindo.

        E a “emenda” (explicações posteriores) tão fielmente reproduzida aqui, por você, soou pior que o sonêto.

        Se houve alguma coisa aproveitada na visita, foi o breakfast.

        1. Robson Lopes

          21 de agosto de 2014 12:27 am

          Acho que na opinião dele ser

          Acho que na opinião dele ser chamado de Homer Simpson é um elogio.

      2. zé lima

        27 de agosto de 2014 11:25 am

        Respondeu um ova…

        Respondeu, uma ova!

        Apenas, tergiversou!

        E você, feito papagaio, tão somente, reverberou tal engodo.

  7. CB

    20 de agosto de 2014 5:43 pm

    Cabe um processo por calúnia,

    Cabe um processo por calúnia, por conta deste “corruptos” na mensagem dele? Enfim, o que se nota é que ele faz parte da tal da elite branca e, portanto, se comporta da mesma maneira. A turma bacaninha do setor vip do itaú acha pode mandar a presidenta ir… então, porque ele deixaria de achar que pode tratar a presidenta na base da grosseria? Parece que o rapazinho acha que tem carta branca pra fazer o que bem entender por ser empregado da globo e apresentador do telejornal. Outros empregados da globo também estão merecendo uma boa “sova” virtual.

  8. peregrino

    20 de agosto de 2014 7:28 pm

    questão de substituição como informação…

    alguém prcisava substituir a discoteca do Chacrinha

     

  9. altamiro souza

    20 de agosto de 2014 8:35 pm

    esse artigo é mitológico mnas

    esse artigo é mitológico mnas não o tinha lido por completo.

    obrigado.

    só confirmou o que já entendia.

    a globo daria um bom filme de terror.

    lembram daquele filme com dustin hoffmann,

    Sob o Domínio do Medo?

    é a globo. tá dominada pelo capeta.

  10. hugo1

    20 de agosto de 2014 8:52 pm

    Jornal Nacional: por que nem

    Jornal Nacional: por que nem sempre “encostar na parede” é entrevistar bem

    Ao contrário das telenovelas, o telejornalismo brasileiro não é exatamente um produto de exportação. O principal telejornal da principal emissora de TV do País tem praticamente o mesmo formato há 45 anos –a única diferença digna de nota, além da natural evolução tecnológica, é que hoje é apresentado por homem & mulher e não por dois homens. O “especial” semanal jornalístico da emissora possui, inclusive, o mesmo apresentador há 42 anos, com breves interrupções. E a “revista” dominical, que existe desde 1973, se firmou como tradição, mas já teve dias melhores.

    São programas assumidamente inspirados na TV norte-americana, até mesmo nos nomes: o Good Morning, America é o principal noticioso nas manhãs dos Estados Unidos hoje. Lembra o nome de algum matutino brasileiro? Chacrinha já dizia: “em televisão nada se cria, tudo se copia”. E o pior é que as outras emissoras da TV aberta, em vez de partirem para algo novo, simplesmente copiam a cópia. Ou seja, não existe concorrência.

    É um estilo de fazer jornalismo, como todos os demais, que evidencia cansaço. Apesar de ainda ser o telejornal mais visto, a audiência do Jornal Nacional tem caído nos últimos anos e hoje está na casa dos 20 pontos, de acordo com o Ibope. Nos EUA, fonte onde nosso telejornalismo bebe, o noticiário da TV a cabo ganhou proeminência na última década, CNN à frente. Mas o legal é que o telespectador lá na gringa tem a opção de assistir notícias a partir de um canal mais liberal –o MSNBC– ou um conservador –a Fox News. Melhor: segundo um estudo recente, quase 40% dos que assistem a um também assistem ao outro.

    Aqui, o coronelismo midiático coloca uma única emissora e seu telejornal como a fonte de informação primordial do País. Assim, a cada quatro anos, os candidatos à presidência da República vão todos parar no Jornal Nacional para responder às perguntas do casal da vez, sob as regras da emissora. Ir ao Jornal Nacional é quase uma forma contemporânea de ir pedir a bença ao coroné. Considera-se “vitorioso” o candidato que se sair bem do tiroteio baseado em “temas polêmicos”.

    Para o repórter, a vantagem de se construir uma entrevista “batendo” é que você transmite a ideia de ser um profissional “imparcial”, aplicando ao jornalismo a máxima popular “o pau que bate em Chico, bate em Francisco”. Foi o que aconteceu nas entrevistas de Aécio Neves, Eduardo Campos e agora, com Dilma Rousseff. Nas redes sociais, vários comentaristas e leitores saudaram a “imparcialidade” do Jornal Nacional ao colocar Aécio (apontado pelos críticos à emissora de ser seu favorito) “contra a parede”.

    É sempre bom lembrar a ânsia da rede Globo de tentar transmitir aos telespectadores “imparcialidade” em seu jornalismo desde que, em 1989, foi acusada de fazer, em pleno Jornal Nacional, uma edição do último debate entre os presidenciáveis Fernando Collor e Luiz Inácio Lula da Silva favorável ao primeiro–de quem também se “desconfiava”, na época, ser o candidato da emissora. Collor ganhou a eleição, a Globo acabou reconhecendo não ter sido uma edição equilibrada e parou de editar debates.

    Cada vez que “bate” em um candidato alinhado à sua ideologia, o Jornal Nacional tenta, portanto, bater também no fantasma de 1989. Mas bater não significa necessariamente fazer uma boa entrevista. Em minha opinião, entrevistar bem é arrancar revelações do entrevistado, boas frases e, sobretudo, mostrar se a pessoa de fato tem ou não ideias. Nenhuma das entrevistas feitas pelo Jornal Nacional nesta eleição (falta a de Marina Silva) soube arrancar revelações ou boas frases de ninguém, mas apenas Dilma Rousseff, do PT, deixou de exibir qualquer projeto seu na entrevista.

    Aécio Neves disse que vai retomar o ritmo de crescimento; promover mais transparência; lutar contra a inflação; enxugar o Estado; ser renovador no campo ético, moral, e ampliar as boas políticas do governo atual. Eduardo Campos, em sua última entrevista, prometeu melhorar a vida do povo; acabar com a violência; fazer o Brasil voltar a crescer; melhorar a mobilidade urbana; construir a escola em tempo integral; dar passe livre para os estudantes no transporte público. Dilma Roussef prometeu que o Brasil continuará a ser um país de classe média. Só.

    Por que isso aconteceu? Dilma é prolixa. Verdade. E há uma mútua antipatia entre o PT e a Globo. Isso é inegável e coloca uma “trava” imediata entre entrevistador e entrevistado. Mas houve, sim, uma diferença sutil de tratamento do Jornal Nacional para com Campos e Aécio: com eles, os apresentadores não rebateram as respostas no meio, dando-lhes pelo menos a oportunidade de mostrar algo do que propõem. As perguntas lhes serviram de escada, a famosa “levantada” para o sujeito chutar. Isso pode ser visto aqui, na primeira pergunta feita por William a Aécio Neves. Ou aqui, na primeira pergunta feita a Eduardo Campos por Patricia Poeta. Já na primeira pergunta a Dilma, a palavra “corrupção” foi mencionada SETE vezes–ao todo foram treze (confira aqui). Com Aécio foram três; com Eduardo, nenhuma.

    Dilma ficou sob fogo cerrado sem pausa. Absolutamente todas as perguntas vieram de maneira negativa e adjetivada, sem a sobriedade esperada de jornalistas “isentos”. Com Aécio e Eduardo, as perguntas duras serviram para dar ao candidato o direito de se explicar diante de milhões de espectadores, e à Globo, uma chance de se mostrar “imparcial”. Imparcialidade demonstrada, os dois apresentadores impuseram à presidenta-candidata acusações em vez de perguntas: “seu partido teve um grupo de elite de pessoas corruptas”, “corrupção não é o único problema”, “o resultado (da economia) é muito ruim”. Nenhum dos rivais de Dilma, ex-governadores de Estado, foi acusado desse jeito nem rebatido enquanto respondia. Na verdade, Bonner e Patricia “bateram” mesmo foi em Dilma; nos outros dois, foi direito de resposta, “outro lado”.

    Dilma, uma técnica, após 4 anos de presidência continua com dificuldade de se expressar de forma fluida, ao contrário de seus oponentes, com longa carreira política. Mas esta técnica de “imparcialidade” usada com petistas no Jornal Nacional não facilita nem para um candidato com maior traquejo. Com Lula foi a mesma coisa em 2006: ele passou a maior parte do tempo contra as cordas, sem chance de transmitir qualquer conceito positivo. Mas, diferentemente de sua sucessora, Lula é um orador experiente e tem timing (assista à primeira entrevista de Lula candidato a reeleição em 2006 aqui). Fora de seu habitat, a dupla de entrevistadores também titubeou, e Dilma pôde emplacar pelo menos algumas defesas incisivas, como quando citou o “engavetador-geral da República” de FHC–mas não projetos.

    Se você quer ser “imparcial”, coisa que duvido existir, deve pelo menos se preparar para fazer uma boa entrevista elencando temas polêmicos, claro, mas focados no futuro do País, nas propostas do candidato, e não no passado. Por exemplo: Aécio Neves concorda com seu coordenador econômico Arminio Fraga que o salário mínimo “subiu demais”? Ou seja, pretende acabar com o gatilho do salário mínimo? E Dilma, vai fazer algo a respeito da violência policial, que ela mesma disse considerar um dos mais graves problemas do Brasil hoje? São questões que despertam o interesse de milhões de brasileiros e não foram nem sequer mencionadas na “principal” entrevista do “principal” telejornal da “principal” emissora. Fraco.

    Acho que, para começar, 15 minutos é pouco tempo para uma entrevista. Um jornalismo de fato sério, consequente, exigiria no mínimo 30 minutos para cada candidato. Nos Estados Unidos, que nossos telejornais tanto imitam, o programa que faz as mais famosas entrevistas com candidatos à presidência chama-se justamente 60 Minutes. Eu sempre digo que as coisas bacanas dos EUAninguém copia… Com esse tempo exíguo, só com muito boa vontade dos entrevistadores –o que não houve com Dilma– se consegue transmitir alguma ideia de fato. A presidente é favorita à reeleição, mas se ganhar, o que pretende fazer? No que depender do Jornal Nacional, continuaremos na dúvida.

    http://socialistamorena.cartacapital.com.br/jornal-nacional-por-que-nem-sempre-encostar-na-parede-e-entrevistar-bem/

  11. Raí

    20 de agosto de 2014 10:11 pm

    Uma verdadeira aula, de como não fazer jornalismo

    A confissão do Prof. Laurindo Lalo Leal Filho, 9 anos depois do fato, pode custar-lhe um assassinato de reputação, que é a arma mais utilizada pelos grandes veículos de comunicação, quando suas táticas e métodos de trabalho, são desdenhados ou contrariados.

    Vamos concordar, que naquela ocasião, era previsível, que o Depto de Jornalismo Global, travestisse-se de bons verdadeiros formadores de opinião, maquiando a preparação do noticioso, e não escolhendo as pautas que certamente darão audiencia, e sim, os fatos relevantes, pelo menos para impressionar os visitantes ilustres, que dalí sairiam satisfeitos ou aborrecidos, como saíram ?

    Não !  o orgulho e a certeza de que são acima do bem e do mal, não modificou em nada, a escolha do que segue aquela velha máxima Ricuperiana: ” O que é ruim e desconstroi o governo do qual não gostam, é divulgado vigorosamente, e o que daria visibilidade políticaà situação, omite-se”  mesmo que isto fira, o princípio ensinado nas Faculdades de jornalismo, de dar a notícia, independente dela ser ou não, a que gostaríamos de tá dando.

    E os 9 Profissionais que foram até a emissora, para agregar alguma coisa de bom, aos seus conhecimentos, para transmiti-los aos seus formandos, saíram de lá decepcionados, com a emissora e seu editor-chefe.

    1. Clever Mendes de Oliveira

      21 de agosto de 2014 12:43 am

      O texto é de 2005. Auto censura é do mercado. Falta o 2º lado

       

      Raí (quarta-feira, 20/08/2014 às 19:11),

      Em meu entendimento o professor Laurindo Lalo Leal Filho só apontou para dois problemas. Há autocensura da escolha das matérias. E as matérias são apresentadas sem se ouvir o outro lado.

      A autocensura faz parte do negócio empresarial de comunicação. Se se quer ganhar mais dinheiro há que escolher as matérias que chamam mais atenção. É claro que a autocensura pode prejudicar alguns telespectadores que poderiam aprender com um assunto não informado. Só que ai trata de uma questão a ser resolvida pelo mercado. Caberia a interferência estatal talvez na disponibilização de tempo nos canais abertos ou fechados para se repassar informações que representassem algum tipo de conhecimento para um determinado grupo.

      Quanto à falta de visão alternativa na apresentação do noticiário como ressaltou o professor Gilson Schwartz, que é do PSDB, na matéria sobre o superávit fiscal, eu considero esta como uma falha grave e lembrando que quando o lado que é apresentado possui certo grau de ignorância, isto é, desconhece o assunto, ou o conhece com um perfil ideológico característico, a opção de aprendizado fica prejudicada. A humanidade só evolui se ela aprende. Então ensinar deveria ser uma tarefa também a ser preenchida pelo jornalismo, mesmo naquele momento em que ele se dá de modo estritamente informativo.

      Clever Mendes de Oliveira

      BH, 20/08/2014

  12. Leonardo Dantas

    21 de agosto de 2014 2:05 pm

    Macho tipo “cadelinharaivosa”

     

    Queria ver o lacaio global apresentar toda essa agressividade, gesticulação, parcialidade numa entrevista com Kim Jong-un , lá na capital da Coréia do Norte.. Não iria durar 5 minutos sobre as sapatilhas. Talvez o fizessem picar o código de ética da classe, temperar e comer como salada, pra ver se incorporava por via esofágica o que não incorporou por conceito. Aliás, a falta de respeito ao cargo da entrevistada e à instituição que ela representa. fariam merecer até mesmo essa “incorporação por via menos nobre” Por que será que o sindicato dos jornalistas e o ministério público não se pronunciaram sobre esse ” atentado ” conceitual ?

  13. Leonardo Dantas

    21 de agosto de 2014 2:17 pm

    Dãããã!!! ( kkkkkk )

    Na interpretação do presonagem Homer Simpson o WB se faz passar por um Homer Bonner… Talvez porque ele também seja displicente com “dejetos radioativos” da empresa onde trabalha.. .Será?

  14. Estilac

    23 de agosto de 2014 12:23 am

    Imaginem um jornalista em São


    Imaginem um jornalista em São Paulo escolhendo o que o cidadão lá no Maranhão ou em Sergipe deve vêr na televisão.

    Ele determina as prioridades de informaçao, de quem está na Bahia em Pernambuco etc.

     

     

  15. Valquirio Barbalho

    24 de agosto de 2014 8:14 pm

    ENTREVISTA X INTERROGATORIO

    Interessante o fato de na atualidade o apresentador Bonner ter se transformado em um visivel Homer Simpson. Deve ter acontecido o fenomeno de transferencia de personalidade. Ele tanto trabalhou pensando em atender o personagem que perdeu a propria personalidade e assumindo a do Homer. Isso se torna visivel na comparacao que fiz em duas entrevistas concedidas pela presidenta Dilma. Uma foi concedida a uma das maiores jornalista do sistema CNN de televisao e a segunda foi o desastroso interrogatorio em que Dilma foi submetida por Homer e Patricinha. Postei no Facebook o endereco de ambos eventos.

    https://www.facebook.com/valbarbalho/posts/10152622078352866?comment_id=10152624508137866&offset=0&total_comments=2&notif_t=share_comment

  16. Ricardo G. Ramos

    30 de dezembro de 2024 4:57 am

    O velho chefe Roberto Marinho sempre disse que o JN é feito sobre a omissão da informação. A notícia do óleo da Venezuela é exemplar.

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