4 de junho de 2026

‘Efeito Marina’ e agenda fraca levam bolsa a subir 1,05%

Jornal GGN – Em um dia de poucos indicadores econômicos, a divulgação da pesquisa eleitoral Datafolha, elaborada após os eventos com o ex-candidato Eduardo Campos e que apontava avanço na candidatura de Marina Silva à Presidência, levou a bolsa de valores a fechar as operações de segunda-feira em alta.

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O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) começou a semana em alta de 1,05%, aos 57.560 pontos e com um volume negociado de R$ 10,081 bilhões. Com isso, o índice passa a acumular ganhos de 3,10% no mês, 11,75% no ano e de 11,68% em 12 meses. Das 70 ações que compõe o índice, 47 fecharam em alta, com destaque para Itauunibanco PN (1,54%), Petrobras PN (1,60%), AmBev ON (1,51%), JBS ON (4,89%) e Petrobras ON (1,27%).

“O Ibovespa fechou em alta em dia sem muitos indicadores, e seguindo o clima de otimismo nos mercados globais, que aguardam o desenrolar das negociações entre ministros da Rússia e da União Europeia em Berlim”, diz o BB Investimentos, em relatório. “Os mercados também repercutem os dados divulgados na semana passada, que mostraram uma piora no quadro de recuperação das economias da zona do euro, alimentando expectativas sobre possíveis medidas de estímulos por parte do Banco Central Europeu”.

A bolsa brasileira também foi afetada pela última pesquisa Datafolha, que aponta empate técnico entre Marina Silva (caso seja confirmada como candidata à Presidência pelo PSB) e Aécio Neves (PSDB) no primeiro turno, e com Dilma Rousseff (PT) no segundo turno – o empate se deve à margem de erro, uma vez que Marina apresenta vantagem numérica. O vencimento dos contratos de opções sobre ações foi outro ponto de destaque no dia.

Entre os indicadores divulgados, a balança comercial na terceira semana de agosto trouxe um superávit de US$ 684 milhões, sendo US$ 5,347 bilhões em exportações e US$ 4,663 bilhões em importações. O resultado acumulado no mês é superavitário em US$ 348 milhões. No ano, o resultado é deficitário em US$ 571 milhões.

O Relatório Focus do Banco Central com a mediana das expectativas do mercado divulgado hoje mostrou queda na previsão do PIB para 2014, passando de 0,81% para 0,79%. A previsão para os índices de inflação também mostram queda em relação à semana passada: IPCA (de 6,26% para 6,25%), IGP-DI (de 3,98% para 3,89%) e IGP-M (de 4,05% para 3,98%). A taxa de câmbio também não sofreu alteração, permanecendo em R$ 2,35 para o final do período. Em relação à taxa Selic para 2015, houve redução, para 11,75%.

Quanto ao dólar, a cotação fechou em queda pelo terceiro dia consecutivo, apresentando um recuo de 0,24%, a R$ 2,259 na venda. Segundo informações da agência de notícias Reuters, os investidores acompanharam a publicação da pesquisa Datafolha, uma vez que o desempenho de Marina afasta a possibilidade de resolução da disputa eleitoral logo no primeiro turno. Contudo, operadores recomendam cautela com a publicação de tais dados, por terem sido apurados na comoção com o acidente que vitimou Eduardo Campos e sua equipe.

O Banco Central também manteve suas intervenções no mercado. A autoridade monetária voltou a efetuar um leilão de rolagem dos contratos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda futura de dólares) que vencem em 1º de setembro.

Ao todo, foram vendidos 10 mil contratos, sendo 4,9 mil com vencimento em 4 de maio de 2015 e 5,1 mil para 3 de agosto de 2015, em operação que movimentou o equivalente a US$ 493,8 milhões.

Quanto ao programa de intervenções diárias, foram negociados 4 mil contratos de swap cambial: 1,3 mil com vencimento em 1º de junho e 2,7 mil  para 1º de setembro de 2015. A operação movimentou o equivalente a US$ 197,1 milhões.

Para terça-feira, aguarda-se a publicação da segunda prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) do IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor, elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). No setor externo, destaque para o índice de preços ao consumidor, e de construção de casas novas, nos Estados Unidos; o índice de preços ao consumidor e de preços ao produtor na Grã-Bretanha; e a balança comercial no Japão.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. alfredo machado

    18 de agosto de 2014 11:29 pm

    Início do horário eleitoral

    Nassif,

    Apesar do período pessimamente escohido pelo DataFolha, para fazer a medição de intenção de votos, entendo o efeito operado pela acreana como mínimo.

    Marina Silva é, sem dúvidas, a pior de todas as opções para exercer o trono presidencial – não tem, ou melhor, nunca teve proposta de nada, foi uma ministra fraquíssima, detesta o agronegócio, etc…, e bota etc… nisto. O acentuado messianismo é o melhor cartão de visita da candidata, o segundo melhor é o dialeto que ela utiliza como linguagem.Quem estiver colaborando com isto, não será por acaso.

    Quanto ao mundo real, o horário eleitoral finalmente começa, que o governo de DRousseff consiga aproveitá-lo da melhor maneira, e quanto ao mineiro aviador, está mais perdido que cego em tiroteio e, quem sabe, ainda arriscado a levar outra pernada de um Zezinho da Mooca muito consternado em Recife, como se isto fosse possível.  

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