4 de junho de 2026

Secretário de Duque de Caxias admite exclusão de dados de vacinação de Bolsonaro do ConectSUS

Defesa de João Brecha afirma que a exclusão de dados indevidos não gerou prejuízos, pois antecedeu viagem de Bolsonaro aos EUA.
Bolsonaro em lançamento de plano de vacinação, em dezembro de 2020, do Ministério da Saúde - Foto: Reprodução Transmissão EBC

A fim de reverter a prisão preventiva, a defesa de João Carlos de Sousa Brecha protocolou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) em que o investigado e secretário de Governo de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, admite ter utilizado a senha de uma enfermeira para remover dados falsos de vacinação de Jair Bolsonaro (PL) e de sua filha, Laura, do Ministério da Saúde.

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A investigação da Polícia Federal (PF) aponta que Brecha foi o responsável por inserir os registros falsos de vacinação do ex-presidente da República no sistema. Ele está preso desde 3 de maio.

No entanto, Brecha justifica que Duque de Caxias era um dos municípios com menor cobertura vacinal durante a pandemia e que houve um multirão de compartilhamentos de logins e senhas de acesso, o que causou inserções indevidas no sistema do Ministério da Saúde.

Equívoco

O secretário municipal afirma ainda que, devido ao compartilhamento de senhas, não significa que ele inseriu efetivamente as inserções registradas em seu nome no sistema.

Mas Brecha admite que excluiu os dados de vacinação de Bolsonaro e a filha do sistema, pois era notório o fato de que eles não se imunizaram contra a Covid-19 em Duque de Caxias.

“E a inclusão pode ter sido realmente um equívoco, pois é preciso apenas digitar o CPF para tanto. Deve-se esclarecer, ainda, que a exclusão foi feita pelo próprio requerente, por meio da senha da senhora Claudia Helena Acosta Rodrigues da Silva, uma vez que sua senha não lhe permitia a exclusão de dados ou não funcionou naquele momento”, explica a defesa no requerimento.

Potencial lesivo

João Brecha e sua defesa negam o pontencial lesivo da inclusão de dados falsos do ex-presidente no sistema do Ministério da Saúde, uma vez que a exclusão dos dados foi realizada no dia 27 de dezembro, três dias antes a viagem de Bolsonaro aos Estados Unidos.

Bolsonaro também se valeu de passaporte diplomático para ingressar nos EUA, enquanto a filha teria um documento aleganod que ela não poderia tomar a vacina. Assim, para a defesa, “afasta-se a relevância da conduta atribuída (equivocadamente, frise-se)”.

Penas

Apesar da justificativa de Brecha, a Polícia Federal ainda investiga a impressão dos dados vacinais do ex-chefe do Executivo, realizada por Mauro Cid, ex-ajudante de ordens, dentro do Palácio do Planalto.

Gabriela Cid, esposa do ex-tenente-coronel, admitiu à Polícia Federal (PF) que o marido usou o certificado de vacinação adulterado e afirmou que é dele a responsabilidade por inserir dados falsos de vacinas contra a Covid-19 no sistema do Ministério da Saúde.

A investigação da PF agora segue duas linhas: inserção de dados falsos no sistema eletrônico do Ministério da Saúde, cuja pena é de 12 anos, ou a formação de uma associação criminosa para falsificar os registros, em que a punição é de três anos em regime fechado.

*Com informações do jornal O Globo.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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1 Comentário
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  1. Jicxjo

    26 de junho de 2023 6:22 pm

    Acha que todo mundo é otário. Depois que já se emitiu o certificado, corrige-se a base de dados. Tão zeloso ele…

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