Jornal GGN – O petróleo não convencional produzido nos Estados Unidos foi o fator que ajudou à refinaria de Pasadena a gerar lucro de US$ 130 milhões no primeiro semestre deste ano. Comprada pela Petrobras, a unidade virou alvo de investigações do Tribunal de Contas da União (TCU) e no Congresso Nacional. Ex-diretores da Petrobras envolvidos na negociação esperam usar esse fator em sua defesa no TCU.
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Pasadena foi a única a obter lucro no grupo Petrobras
Pivô de investigações no Tribunal de Contas da União (TCU) e no Congresso, a refinaria texana de Pasadena foi a única a registrar lucro no primeiro semestre deste ano dentro do grupo Petrobras. O lucro da unidade foi de cerca de US$ 130 milhões, motivado, principalmente, pelo benefício do uso do petróleo não convencional produzido nos Estados Unidos. A informação sobre o bom desempenho da refinaria será utilizada por alguns ex-diretores da Petrobras em suas defesas no Tribunal de Contas da União (TCU), que responsabilizou os executivos que estavam no cargo em 2006, data da decisão de compra de Pasadena, por um prejuízo de US$ 792,3 milhões com o fechamento do negócio.
Assim, esperam comprovar que o negócio não poderia ser classificado como sendo ruim. O argumento que será usado por esses ex-diretores é que os prejuízos decorrem do não cumprimento de arbitragem da Corte Americana, que repercutiu no pagamento de multas em uma segunda fase do processo de aquisição, e da utilização de avaliações técnicas depreciadas, tanto internas quanto de auditorias externas, para determinar o preço de compra da refinaria.
Ao todo, a Petrobras contava com 27 cenários, mas, segundo a defesa desses diretores, a apresentação à diretoria na época foi apenas do pior cenário, o mesmo considerado na negociação com a Astra Oil, antiga proprietária de Pasadena.
Procurada, a Petrobras, por meio de sua assessoria de imprensa e do departamento de Relações com Investidores, não informou o resultado da refinaria no semestre. Internamente, o lucro da refinaria também é mantido em sigilo, sob o argumento de que se trata de uma empresa de capital fechado, não negociado em bolsa de valores, embora a controladora Petrobras seja de capital aberto. A informação poderá beneficiar a diretoria que tem como principal argumentação a tese de que não teria, com as informações demonstradas na época pelo então diretor Internacional, Nestor Cerveró, avaliar que o negócio é prejudicial à Petrobrás.
No relatório financeiro divulgado ao mercado, a estatal não cita em qualquer momento o nome de Pasadena, apenas menciona o refino nos Estados Unidos, onde a única refinaria da Petrobras é Pasadena. Ao comentar o aumento de 8% da carga de petróleo processada no exterior, entre o primeiro e segundo trimestres deste ano, a companhia informa que conseguiu melhorar as margens de retorno, com uma utilização avançada da capacidade de refino de um óleo de boa qualidade.
Apesar de não ter passado pelas reformas previstas no projeto aprovado pela Petrobras em 2006, que adaptaria a refinaria ao processamento do petróleo brasileiro do campo de Marlim, do tipo pesado, a operação em Pasadena tem sido favorecida pelo avanço da produção de petróleo não convencional, do tipo leve, o chamado shale oil and gas, em inglês. Como nos Estados Unidos a exportação de petróleo depende de aprovação do presidente da República, é grande a disponibilidade interna do insumo, próprio para a produção de combustíveis de melhor qualidade e valor agregado, exatamente o contrário do que ocorre no Brasil.
Assis Ribeiro
16 de agosto de 2014 11:02 amManada é assim.
Alguém grita,
Manada é assim.
Alguém grita, todos saem correndo sem refletir, sem pensar.
A CPI da Petrobras será mais um tiro no pé do PSDB e imprensa
Frederico69
16 de agosto de 2014 12:59 pmnegócio ruim
pela ótica da oposição é o que dá lucro. será que o alvaro dias consegue explicar isso sem ficar fazendo boquinha???
Raí
16 de agosto de 2014 3:04 pmExplicando a Petrobrás.
O lenga-lenga dos oposicionistas sobre o hipotético prejuízo que a Petrobrás teria dado aos cofres públicos brasileiros, não se sustenta, diante de números como estes de Pasadena, e da quase que diária da quebra de récordes de produção interna, da empresa, a das perspectivas do pré-sal.
Aliás, nenhum daqueles parlamentares que exigem explicações oficiais sobre o tumultuoso imbróglio, conhece a operação de exploração, refino, distribuição, comercialização da Petrobrás. Eles querem apenas tumultuar a maior e mais valorizada empresa Sulamericana, para quem sabe, um dia no Poder, eles puderem vend~e-la, como já tentaram fazer, num de seus governos neo-liberais.
As operações da Petrobrás, são tão superlativas, que nenhum brasileiro menos informado neste setor, compreenderia e saberia o quanto de grandeza, esta operação envolve.