5 de junho de 2026

Comunidade do Caribe terá livre circulação entre países membros em 2024

Medida passa a valer a partir de 2024 para os 13 países que fazem parte da Caricom. Regras estão sendo estabelecidas para implementar decisão
Skerrit enfatizou que os cidadãos da Caricom precisam ver "benefícios tangíveis" da integração regional. Foto: @opmthebahamas

O primeiro-ministro de Dominica e novo presidente da Comunidade do Caribe (Caricom), Roosevelt Skerrit, anunciou nesta quarta-feira (6) que o bloco permitirá a livre circulação entre cidadãos dos países membros até 2024.

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Skerrit enfatizou que os cidadãos da Caricom precisam ver “benefícios tangíveis” da integração regional. Um relatório jurídico está sendo preparado para detalhar critérios e regras de funcionamento da livre circulação.  

Durante seu discurso de encerramento da 45ª Cúpula da Caricom, realizada em Trinidad e Tobago para comemorar o 50º aniversário da comunidade caribenha, Skerrit afirmou que a medida abrangerá todos os 13 países membros.

“Esta é uma parte fundamental da arquitetura de integração (…) não poderíamos deixar Trinidad e Tobago sem falar sobre o cerne da integração: a capacidade das pessoas de se moverem livremente”.

Presidente da Comunidade do Caribe (Caricom), Roosevelt Skerrit

Mercado Único 

A primeira-ministra de Barbados, Mia Mottley, enfatizou que a intenção é “permitir plenamente a livre circulação de todas as pessoas” no bloco que já funciona como um Mercado Único nos mesmos moldes do Mercosul.

Mottley anunciou que o Tratado de Chaguaramas, que deu vida à Caricom, será modificado com o objetivo de garantir o acesso a serviços de saúde e educação no bloco na esteira das iniciativas de integração econômica e social.  

Histórico da Caricom

O Tratado de Chaguaramas foi assinado em 4 de julho de 1973 estabelecendo a Caricom. Dentre os objetivos estava a necessidade de aumentar as relações comerciais entre os países, estabelecer a competitividade internacional, acelerar o desenvolvimento econômico e consolidar os vínculos educacionais e culturais.

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Renato Santana

Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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