A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado deu o aval para que Igor Roque assuma o comando da Defensoria Pública da União (DPU) nesta terça-feira (11).
Roque recebeu 20 votos a favor e um contrário e uma abstenção. Agora, o defensor precisa da aprovação no plenário do Senado para assumir o cargo, ocupado de forma interina pelo vice-defensor público-geral federal Fernando Mauro Junior desde 19 de janeiro.
O defensor era o segundo colocado na lista tríplice elaborada pela DPU no ano passado, mas foi preterido por Jair Bolsonaro, que indicou Daniel de Macedo Pereira para o comando nos próximos dois anos.
Em janeiro, Lula retirou a indicação de Pereira, justificando que “não pode ficar ninguém que seja suspeito de ser bolsonarista raiz aqui dentro no governo”.
Perfil
Igor Roque comandava a 2ª Categoria da DPU em Brasília, foi procurador federal na Advocacia-Geral da União (AGU), presidente da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos Federais (Anadef) entre 2017 a 2019 e chefe da unidade da DPU em Recife (PE).
Em carta divulgada pela Defensoria após a sabatina no CCJ, o indicado de Lula afirma que o órgão precisa ser a casa dos movimentos sociais.
“São eles que, em certa medida, servem de termômetro para políticas públicas. E o local institucional por excelência para discutir, para questionar, para brigar por mudança é a Defensoria. A gente precisa estar aberto. Quero recebê-los aqui e ajudar a resolver os problemas do país. Essa é a nossa função.”
Igor Roque, indicado ao comando da Defensoria Pública da União
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