O Instituto Butantan recruta voluntários para o ensaio clínico da fase 2 e 3 da vacina ButanVac. Para participar dos testes, os interessados devem ter mais de 18 anos, estar em boas condições de saúde e ter recebido quatro doses de qualquer vacina contra a covid-19, sendo a última aplicada em, no máximo, oito meses.
Mesmo após o fim da emergência de saúde global decretado pela Organização Mundial de
Saúde (OMS), a covid-19 ainda gera novas variantes com potencial endêmico. De acordo com o Butantan, há 300 novos casos da doença por semana, causados principalmente pelas variantes BQ.1 e XBB.1.
“Tanto que a OMS recomenda que fabricantes ao redor do mundo optem por produzir vacinas monovalentes baseadas em cepa XBB.1, de forma a reduzir o risco de novas epidemias por essa cepa de vírus que parece ser a mais ameaçadora neste momento. Entretanto, não temos no mercado nenhuma vacina que tenha sido adaptada para cobrir a cepa XBB.1. A ButanVac é uma vacina que pode ser adaptada, por exemplo, para cobrir a cepa XBB.1”, observa Érique Miranda, Gestor Médico de Desenvolvimento Clínico do Butantan.
Acompanhamento
Os voluntários do estudo da ButanVac serão monitorados por uma equipe de pesquisadores durante um ano. A Fase 1 do estudo contou com a participação de 317 pessoas e os resultados iniciais mostraram que a vacina é segura e induz a produção de anticorpos.
O estudo clínico é realizado na capital paulista e nos municípios de São Caetano, Serrana e Valinhos, além do Rio de Janeiro e Volta Redonda (RJ), Recife (PE) e Brasília (DF). Para se inscrever, basta clicar neste link.
A ButanVac
Desenvolvida a partir de um vírus que infecta aves e inofensivo a humanos, a ButanVac tem como maiores diferenciais a produção em ovos embrionados de galinhas e o baixo custo.
A tecnologia empregada na ButanVac é a mesma da vacina da influenza (gripe), cuja produção é de 80 milhões de doses por ano.
“O principal diferencial da ButanVac em comparação com outros imunizantes disponíveis no mercado é o custo, pois pode ser produzida em ovos embrionados, em uma fábrica já utilizada para produzir vacinas contra influenza. Sendo assim, grandes quantidades da vacina podem ser produzidas para atender rapidamente a novas situações de emergência, como epidemias, ou mesmo campanhas de vacinação de um futuro próximo, ou mesmo serem exportadas para países de baixa e média renda”, conclui Miranda.
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