4 de junho de 2026

Volatilidade deve ser a palavra-chave para a bolsa em agosto

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Jornal GGN – A bolsa brasileira fechou o mês de julho em alta – o que, na visão dos analistas, se deve à proximidade do cenário eleitoral, embora o efeito tenha sido compensado pelo aumento da instabilidade externa devido aos conflitos ideológicos. 

Em que pese a última semana de julho – em que o mercado brasileiro passou por um período de turbulência -, tudo indica que as operações ao longo do mês de agosto também devem passar por dias de volatilidade. 

“O segundo trimestre foi caracterizado pelo evento da Copa do Mundo no Brasil, fazendo com que os mercados ficassem mais otimistas em comparação aos trimestres anteriores. No entanto, as preocupações sobre inflação, baixo e crescimento e poucos investimentos continuaram pairando sobre o cenário econômico domestico apontando para um nível de atividade mais fraco, podendo culminar com contração do PIB no segundo trimestre”, afirma a equipe da corretora Ativa, em relatório. Além disso, a crise vista na holding do Banco Espírito Santo, a maior holding de Portugal, e a piora do quadro geopolítico no Oriente Médio e na Eurásia aumentaram a aversão ao risco, enquanto o foco começa a se voltar para um eventual início do ciclo de alta dos juros nos Estados Unidos. 

Na visão dos analistas da corretora Concórdia, “o cenário externo não deve contribuir favoravelmente, já que as preocupações com nossos hermanos (Argentina, principal parceiro comercial do Brasil) prosseguirão no radar. Além disso, dados melhores da atividade americana também podem seguir aguçando as expectativas quanto ao início do aperto monetário naquele país. China pode trazer novas contribuições positivas no campo da commodities, mas nada que possa alavancar de fato nossa morna economia, no momento”. 

No Brasil, haverá a continuidade da safra de balanços que, segundo a Concórdia, até agora confirma os efeitos da atividade mais fraca e a cautela de boa parte das empresas em relação ao curto prazo. Ao mesmo tempo, a taxa de inflação do país continua resistentemente alta e perto do topo da meta, apesar da trégua dos alimentos, enquanto a perspectiva de crescimento é revisada em baixa a cada semana pelos economistas. 

Quanto às eleições, os agentes dizem que o período mais efetivo de debates deve começar agora e, nesse contexto, “a posição leva larga vantagem no horário eleitoral. Resta saber se isso se refletirá nas intenções do eleitorado”.  

Confira a recomendação dos analistas

Considerando o tom de volatilidade devido a pressões externas, foram vistas poucas mudanças nas recomendações para o período, embora exista uma possibilidade de realização de lucros diante dos sinais de instabilidade vindos principalmente do mercado internacional. Contudo, antes de adotar um posicionamento em bolsa, é importante que o investidor entre em contato com seu banco ou corretora de valores para traçar um perfil de investimentos. 

Veja as carteiras de ações recomendadas por algumas corretoras para o mês de agosto: 

Concórdia: Odontoprev ON (ODPV3), Banco do Brasil ON (BBAS3), Copasa ON (CSMG3), CPFL Energia ON (CPFE3), Telefonica Brasil PN(VIVT4), Bradesco PN (BBDC4), Cosan ON (CSAN3), Alpargatas PN(ALPA4), Minerva ON (BEEF3), Embraer ON (EMBR3), Pão de Açúcar PN (PCAR4), BRF ON (BRFS3), ItauUnibanco PN (ITUB4), Ultrapar ON (UGPA3) e Vale ON (VALE3).

Ativa – ItauUnibanco PN (ITUB4), Vale PNA (VALE5), Petrobras PN (PETR4), Pão de Açúcar PN (PCAR4), Telefonica Brasil PN (VIVT4), Estácio ON (ESTC3), Equatorial ON (EQTL3), BRF ON (BRFS3), Suzano Papel PNA (SUZB5) e Multiplan ON (MULT3)

Um Investimentos – BRF ON (BRFS3), Embraer ON (EMBR3), Magazine Luiza ON (MGLU3), Marfrig ON (MRFG3), Pão de Açúcar PN (PCAR4), Qualicorp ON (QUAL3), Ser Educacional ON (SEER3), Suzano Papel PNA (SUZB5) e Vale PNA (VALE5).

Coinvalores – Bematech ON (BEMA3), Cetip ON (CTIP3), CPFL Energia ON (CPFE3), CSU Cardsystem ON (CARD3), Embraer ON (EMBR3), ItauUnibanco PN (ITUB4), Kroton ON (KROT3), Magazine Luiza ON (MGLU3), Minerva ON (BEEF3), Petrobras PN (PETR4), Ser Educacional ON (SEER3), Suzano Papel PNA (SUZB5) e Vale PNA (VALE5).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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2 Comentários
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  1. Kepler K

    12 de agosto de 2014 3:53 am

    Só serve pra incauto

    Acho o seguinte:

    Recomendação de corretora = noticiário financeiro = opinião de analista = ZERO

    Isso só serve pra incauto rodar seu capital e sustentar o sistema (pagando toneladas de corretagem, IR, vendendo desesperado na baixa e comprando eufórico na alta etc.). Quem cai nessa tá jogando, e quem joga perde.

    Infelizmente, isso é regra, o pobre coitado que entra no mercado é muito mal orientado e é preza fácil de bancos e corretoras. Não precisa dizer que ele fica pouco tempo no mercado, sai depois de alguns meses e de um belo rombo na conta. O que é ruim, pois o investimento em ações poderia ser um mecanismo robusto para financiar a expansão e o crescimento das empresas brasileiras.

    O investidor “malandro” não dá a mínima pra essas besteiras do noticiário ou flutuações de preço de curto e médio prazo, compra ações pra se tornar sócio de boas empresas (boa gestão, lucros consistentes há anos, baixo endividamento etc.). Pra essa classe de investidor o que importa são balanços apurados e não futurulogia. Lucra no longo prazo com o crescimento dessas empresas e com os proventos.

  2. DanielQuireza

    12 de agosto de 2014 12:17 pm

    Ou seja, a bolsa em agosto

    Ou seja, a bolsa em agosto pode: subir, descer ou ficar na mesma.

    E outra, carteira do mês é uma coisa absurda. Ai no mês seguinte vende tudo e compra outras empresas ?

    Bolsa tem que ser vista como instrumento de poupança para o pequeno poupador ter a possibilidade de ser sócio de grandes empresas e não como possibilidade de se obter ganhos fáceis, que evidentemente não existem.

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