4 de junho de 2026

Quem quer abraçar o Mundo não abraça ninguém, por Gunter Zibell

Essa movimentação recente (mais uma) do PT para divulgar a concordância com ideário evangélico não me preocupa. 

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Eu acredito que não virão mais concessões estapafúrdias ao fundamentalismo no próximo governo. Mesmo que Dilma vença. Tenho a convicção que pior que está não fica.

O que se chama de “poder evangélico” me parece a construção de uma narrativa de autojustificação de escolhas políticas. Não a confirmação de que essas escolhas são acertadas e nem de que são vistas positivamente pela sociedade e, por conseguinte, com ganhos eleitorais.

Nós temos a mídia (a Globo e a FSP, por exemplo, relatam em tom negativo esses encontros), as classes médias secularistas (onde evangélicos são percentual pequeno) que exercem influência em todos os estratos, a própria ICAR que não autoriza padres serem candidatos e anda com postura mais conciliadora com a diversidade, as pequenas religiões que já tiveram locais de reunião afrontados em algum momento do passado, o Poder Judiciário, a Academia, a Comunidade Artística, etc, etc.

Todos esses segmentos se manifestam (ainda bem!) no Brasil de modo distinto que na Rússia, Índia ou Turquia (nesta menos), onde conservadorismo religioso é usado na política. Se manifestam, isso sim, de modo bastante similar aos ideários do partido Democrata dos EUA.

É só ver como um outro cartaz (oficial) que deveria ser divulgado a favor da campanha de Dilma simplesmente não é compartilhado no facebook por governistas, apenas por oposicionistas (e nesse caso com críticas, hoje recebi 5 vezes!) Mas quase não tenho amigos evangélicos, se foi um sucesso entre eles não sei dizer. Meio constrangedora a coisa, de qualquer modo (http://www.jornalggn.com.br/noticia/dilma-diz-para-evangelicos-que-deus-e-o-senhor )

E há o próprio desejo de evangélicos serem incluídos (eles sofrem muito com preconceito também) e não serem mais taxados de “medievais” em redes sociais ou nos seus empregos e escolas. Nos EUA já há um movimento de algumas igrejas pentescostais declararem a aceitação do Estado laico e do secularismo.

O que eu quero alertar mesmo é que esse discurso todo pode não colar. Uma combinação de Tea Party com Esquerda é jaboticaba demais até para o país das jaboticabas.

Não é só que fazer concessões ao conservadorismo é sofismar com prioridades. ( https://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/o-sofisma-da-priorizacao-de-direitos )

É que o próprio projeto do governo fica cada vez mais em risco. (Falo disto desde dezembro: https://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/tera-o-aliancalao-consequencias )

Oposições não perdem nada. Não têm por onde. Provavelmente (mas já tenho minhas dúvidas) não ganham em 2014, mas não devem sair pior que em 2010.

Nenhum conservador de verdade vai passar a votar em Dilma por conta disso do discurso conservador moral, isso é, creio eu, visto como uma troca: “eu te dou tempo de tv, você manda retirar os projetos que conflitam com meu discurso eleitoral junto às bases.” 

Como os direitos de evangélicos (enquanto grupo) não estão sendo agredidos, não há sensação de indignação. Ouvirão os discursos (ah, tá bom) e votarão de acordo com os interesses mais corriqueiros, educação, saúde, segurança. Isso não implica em fidelidade nenhuma.

Mas teríamos que ter séries históricas de como se dão as preferências por candidato versus religião, e isso infelizmente quase não é pesquisado.

E pense-se nos evangélicos pró-Israel. A narrativa das visitas de políticos petistas a igrejas não combina com o discurso de seus respectivos militantes sobre política externa em redes sociais. Tentar fazer discurso simultaneamente anti-americano e pró-evangélico não parece dar liga.

Se não é para ganhar votos, para quê?

E se as oposições ficarem quietas (e papel de mudo é o que melhor sabem fazer, ultimamente), podem até passar a ganhar mais votos dos centristas dos grupos citados no início. Já vi simpatizantes do PSoL cogitando votar no Aécio no 2º turno, não no nulo. Imagine-se então o que vai fazer quem é despolitizado ou que já é centrista como eu… ( https://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/direitos-civis-de-lgbts-e-a-politica-nacional-recente )

Aquilo do “voto por gravidade” ficou mais incerto este ano. A imagem pró-LGBT do PT diminuiu muito entre LGBTs. Mas ficou entre evangélicos… (Tem blogs gospel até hoje chamando o PT de gayzista.) Tem muito oportunismo nos discursos de todo lado, mas ficou patente a capacidade de não agradar  nem gregos nem a troianos.

Já o governismo fica numa situação difícil. Não ganha credibilidade, como se vê, junto a conservadores, e pode perder votos entre indecisos, centristas, secularistas e qualquer grupo assustado. E toda essa gente vota, viu? Quando não há grandes problemas econômicos (na verdade pode ser que haja…) as questões de valores aparecem para desempate.

A coisa piora (na minha opinião, não há pesquisa a respeito) quando militantes do PT fazem discurso aberto nas redes sociais a favor de Putin e quetais. Mesmo que algo seja verdade (e não é, desta vez, pelo menos, a mídia ocidental não está mentindo), a troco de quê essa intrferência em ano eleitoral? Qualquer pessoa que frequente o facebook (talvez 1/3 dos brasileiros) e que não simpatiza com Putin (uns 80%?) vai ficar pensando “onde é que vou amarrar meu cavalo…”

E o que se ganha chamando eleitores da oposição de “coxinhas”, “classe média malvada” ou “esquerda que a direita gosta”? Muitas dúvidas a respeito. Isso é artificial, fica no nível do desabafo. Mas eu nunca vi alguém dizer: “Ôopa, vou mudar meu voto pra não ser chamado de coxinha”.  E certamente não verei. Desconfio até que é mais provável que coxinhas (já não com sentido pejorativo) influenciem a outros do que o contrário.

Na intenção de se criticar o reacionarismo (que, sim, existe, mas é minoritário) acusa-se a amplos segmentos da oposição que não são reacionários e que, ao se verem rotulados ligam o danem-se. Se omitem quando reacionários de verdade agridem os anti-coxinhas. (Eu, por exemplo, abro mão de acompanhar discussões “Veja” versus “Blogo”, já que nenhuma das duas turmas, neocons e (autodenominados) progressistas parece gostar de mim.)

Em um momento em que a gestão da política econômica e de serviços públicos anda sendo questionada, um bom militante político buscaria obter apoios e simpatias, não novos antagonismos. Mas não é o que eu ando vendo em redes sociais. (Quase todos os lados tem militâncias muito exasperadas. O PSB e o PV menos, e é por isso que ganham também minha simpatia.)

Mas tudo bem que redes sociais ainda não tem toda a relevância para a política que poderiam ter. Esse potencial ainda não foi atingido.

De qualquer modo, se há situações em que não é possível agradar a todos, melhor seria, suponho, ficar quieto e não falar nada. Ou ficar do lado de tendências mais universais não-polêmicas (defesa do Estado laico, igualdade de direitos civis, combate a preconceitos, etc.)

Aí vem a perplexidade com os 70% de votos válidos de Alckmin (pelo menos se não secar tudo até as eleições…)

Ora, ele simplesmente não antagoniza grupos religiosos ou não-religiosos. Não entra nessa seara. (Até porque já tem problemas com os funcionários públicos da educação, pra que ter mais problemas?) E mesmo quando demonstra alguma religiosidade, pelo menos ninguém desconfia que serão feitas concessões. O histórico desde 2000 não avaliza isso.

A maioria da população brasileira não é de esquerda e não é anti-americana. A maioria da população brasileira acredita em maior repressão em segurança, sem dúvida, aposta do Skaf. Mas não vê necessidade de maior aprofundamento no conservadorismo moral (se visse, as novelas da Globo não seriam o que são, uma vez que são perpetuamente balizadas por pesquisas de opinião.)

Já é bisonho ver amigos um dia comemorando o apoio (não explícito) de pastores ao governo e no dia seguinte criticando o que estes falam de política externa. Mais surpreendente será ver quem critica tucanos apoiar um discurso anti-aumento do IPTU e pró endurecimento da segurança pública. Ainda dá tempo de torcer pra que não haja 2º turno em SP… 

Aí os militantes do PT vão reclamar que tá difícil fazer governador? Tá difícil fazer senador? (Eu votarei em Suplicy, e confesso que estou surpresso com as pesquisas que o põem em 2º lugar em SP.)

Olha, se o PT mantiver a presidência (o importante é imaginar o pós-campanha, o momento atual é um fotograma na tendência), não me parece que vai ser resultado de militância de internet, há muitos desencontros de discursos para se imaginar que que os mesmos sejam capazes de atrair mais eleitores. 

Mas posso estar errado, claro. Quem sabe em dois meses o clima melhora.

Eu sou suspeito para falar do assunto, e por muitos motivos. Sou defensor intransigente de direitos civis para LGBTs, sou paulista (do estado, pois, onde a discussão política caminha para se reduzir à falta de água), atribuo muita importância a valores (mais que a economia, apesar de ser economista por formação), não endosso a maior parte dos discursos “anti-imperialismo” que circulam, acredito que as questões importantes de direitos difusos podem ser abordadas dentro do espectro social-liberalismo/social-democracia/capitalismo socialmente responsável. E teísta.

Acredito que tanto PSDB como PT já deixaram heranças relevantes e meritórias para conservar. Entendo que os projetos não são significativamente distintos, que as diferenças são um pouco infladas por razões de marketing político. Não vejo grandes propostas nem em oposição nem situação. Não tenho medo do “comunismo” nem da “volta da direita”.  

Acho, só acho, que poderia (ou deveria?) ficar quieto ou omisso no momento atual. Até porque me parece que o consciente coletivo está mais para o que eu acredito que o contrário.

No entanto eu realmente gostaria que narrativas mais críveis fossem usadas na política brasileira. Acho que seria melhor para todos.

https://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/como-superar-o-uso-do-obscurantismo-na-politica

 

 

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149 Comentários
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  1. Mario Blaya Santos

    10 de agosto de 2014 12:11 pm

    devo concordar, eu como

    devo concordar, eu como catolico achei um oportunismo deslavado de uma pessoa que claramente não tem na Palavra de Deus sua forma de viver!

    acho que nossos irmãos evangelicos também sentem o cheiro podre dessa manobra de longe!  

     

     

     

    1. evandro condé de lima

      10 de agosto de 2014 1:18 pm

      Blaya, bom mesmo é ter na

      Blaya, bom mesmo é ter na memória ( e na rede) as imagens que mostram que ainda há homens de fé em quem podemos confiar.

      Candidato à Presidência, José Serra, comparece à missa na Basílica de Nossa Senhora Aparecida

      Candidato à Presidência, José Serra, comparece à missa na Basílica de Nossa Senhora Aparecida

      1. Adamastor

        10 de agosto de 2014 2:07 pm

        José Serra Cantando música evangélica durante o culto

        https://www.youtube.com/watch?v=xnpVwqDyHkQ

        1. Pois é...

          10 de agosto de 2014 11:50 pm

          E por que você acha mesmo que

          E por que você acha mesmo que ele perdeu? Ou acredita que foi a tal boloinha de papel que só serviu para encher os cofres de quem morreria de fome se não um paitroassassino de estatal?

      2. Hansel

        10 de agosto de 2014 2:39 pm

        Calou o Blaya para sempre…

        Calou o Blaya para sempre…

      3. Rabuja

        10 de agosto de 2014 4:07 pm

        Que maldade você fez com o

        Que maldade você fez com o bobo do blog. Ele deve ter ficado tanto tempo preparando a bobagem do dia dele e você a destrói assim, sem nem pedir licença.

  2. Fábio de Oliveira Ribeiro

    10 de agosto de 2014 12:13 pm

    A separação entre Estado e

    A separação entre Estado e religião está prescrita na CF/88. O ideal da construção e preservação de um Estado laico evoluiu lentamente após a constatação histórica de que o predomínio político político de uma religião provocava inevitavelmente guerras civis religiosas como as que arrasaram a Europa a partir da Reforma Protestante e a Contra-Reforma Católica.

    No Brasil, colonizado por católicos, as guerras religiosas somente ocorreram a partir da invasão holandesa. Durante a guerra movida aos invasores pelos brasileiros, os soldados protestantes a serviço da Companhia das Índias Ocidentais eram inapelavelmente degolados, apenas os mercenários católicos de origem francesa eram feitos prisioneiros e devolvidos com vida para a Europa. Canudos foi, de certa maneira, nossa última guerra religiosa, pois os guerrilheiros do anacoreta sombrio eram também seus fiéis seguidores.   

    Votarei em Dilma Rousseff, mas considero preocupante o poder político destas pequenas igrejas grandes negócios que ela tem visitado. Além de arrecadar dinheiro dos pobres crédulos que freqüentam seus templos (eufemismo para caixas-registradoras), os auto-proclamados pastores e bispos evangélicos distribuem justiça aos fiéis proibindo-os de freqüentar cultos se não pagarem o dízimo. A contribuição que deveria ser voluntária se torna obrigatória e o não pagamento acarreta punição como se o templo pudesse agir como um Estado dentro do Estado.

    Em Brasília os Deputados e Senadores evangélicos já conseguem paralisar ações públicas de saúde e educação. Há algum tempo, a bancada do templo arrancou do Presidente da Republica um decreto para que o Estado começasse a financiar shows de música gospel e outras atividades religiosas como se fossem atividades culturais. Movimentos culturais legítimos e minoritários que não se encontram sob a proteção de uma bancada como a dos evangélicos seguem sendo marginalizados pelo Estado.

    Alguns políticos evangélicos não escondem que seu projeto é transformar o Brasil numa teocracia, sob seu controle. São os memos que querem que o SUS custeie a cura-gay e que conseguiram demonizar e proibir o que eles chamaram de kit-veadagem que pretendia fomentar a tolerancia sexual nas escolas. A fome de poder dos evagélicos é tamanha que eles já exigem o direito de enfiar seus pastores nos Quartéis para influenciar, dividir e comandar militares brasileiros. Em Osasco, o prefeito evangélico do PT contratou alguns pastores para fazer o policiamento teológico dos servidores públicos despertando a ira dos mesmos, petistas que trabalham na prefeitura incluídos.

    Na semana passada a bancada do templo teve a ousadia de desafiar o Itamaray, dizendo que apoia Israel. Líderes evangélicos foram fotografados ostentando a bandeira do estado assassino de centenas de crianças inocentes ao lado da do Brasil, apesar de nosso país ter oficialmente criticado os ilegais ataques militares israelenses contra civis em Gaza. A ofensa feita ao Brasil pelo representante do infame regime de Tel Aviv foi, portanto, confirmada pelo evangélicos.

    A Legislação Internacional que foi criada com ajuda do Brasil e está sendo corajosamente defendida pela diplomacia brasileira não significa nada para os referidos lideres evangélicos que defendem o sionismo. Nenhuma novidade, eles só acreditam no poder político da Bíblia e, portanto, apoiarão os criminosos de guerra israelenses sem fazer qualquer outra consideração legal, diplomática ou jurídica. O desprezo dos evangélicos pela Lei brasileira também ficou evidente quando da construção do Templo de Salomão em São Paulo. A suntuosa morada do bispo Edir Macedo foi levantada sem o alvará adequado e mediante a fraudulenta utilização de um alvará concedido para outra finalidade. 

    Igrejas, pastores e bispos já são proprietários de jornais, rádios, redes de TV, helicópteros, jatos, empresas, imóveis, etc… e utilizam tudo o que tem a sua disposição, inclusive dinheiro dos fiéis, para fazer propaganda política para os seus candidatos e para demonizar políticos que praticam outras religiões ou que são ateus. Esta mistura de religião e política é explosiva e tende a dividir o país em grupos antagônicos irreconciliáveis, algo proibido pela CF/88. Quem conhece suficientemente a História do Brasil tem razões para suspeitar que em algum momento num futuro próximo, os evangélicos ficarão tentados a conquistar pela força bruta o controle total do Estado que eles acreditam que Deus já lhes deu.

    A forma desrespeitosa e até violenta com que os pastores e bispos evangélicos atacam os outros cultos, especialmente os de origem africana que existem a séculos no Brasil, é uma amostra dos Pogrons que eles já devem andar cogitando ou até mesmo planejando dentro dos seus templos. Curiosamente, estes mesmos templos tem sido visitados por políticos declaramente comprometidos com o Estado laico.

    Confesso que não gostei nada de ver Dilma Rousseff no Templo de Salomão, obra construída de maneira irregular. A presença dela no local legitimou uma ilegalidade. Além disto, os líderes político-religiosos daquele templo lutam para destruir o regime constitucional laico que ela jurou defender ao ser empossada na presidência. Quando se vê diante de um grave conflito iniciado por fanáticos religiosos, o Presidente de uma Republica laica como a nossa, o comandante em chefe das Forças Armadas na forma da CF/88, não pode hesitar por que deve favores eleitorais a uma seita religiosa. Caso não defenda o regime constitucional com todos os meios à sua disposição e imediatamente, a guerra civil religiosa pode se alastrar colocando em risco o Estado, o regime político e até mesmo a integridade territorial do país.

     

    1. Lionel Rupaud

      10 de agosto de 2014 12:31 pm

      Concordo com você quanto ao perigo

      desse “fundamentalismo” pseudo-religioso representado pelas empresas evangélicas.

      Mas acho que Dilma dificilmente podia deixar de ir, levando em conta a realidade dos “partidos” que compõe a tal “maioria governista”.

      Alias mais o tempo passa e mais eu acho uma façanha inacreditável o que fez Lula e o PT desde 2002, já que só cruzo com pessoas cada vez mais conservadoras (moro em Sampa…).

    2. IV AVATAR

      10 de agosto de 2014 2:13 pm

      Fé e política não é uma questão recente

      Entendo sua preocupaçào e de Gunter mas vejo que as coisas não sào tào simples como parecem ser. O nó é bem mais intrincado até mesmo pq não é novo e vai sendo apertando cada vez mais, o pastor Everaldo vem aí inflado pela Globo que quer porque quer o segundo turno custe o que custar. Vamos então ao nó da questão Fé e Política:  Na época da revolução sandnista os setores conservadores apontavam a teologia da libertação como exemplo do que não deveria ser, como pode Leonardo Boff abrir a boca. Um Papa progressista foi eleito mas não demorou amanhecer morrido, dizem que foi o chazinho  da meia noite, o certo é que em seu lugar veio João Paulo II e veio a AIDS para justificar e reforçar ainda mais o discurso conservador que, como sabemos, usa o medo como combustível,  isso podemos observar no dia a dia, inclusive no nosso meio,  na nossa família, no trabalho, etc. Fazer o que se isso é uma realidade? Não depende somente de Dilma a aprovação de projetos como a criminalização da homofobia, para o que é necessário uma forte bancada progressista, aqui em GO para o Senado voto na petista Marina Santanna, ligada aos setores progressista das religiões, uma vez que a parte reacionãria fecha com o homofóbico Joào Campos, do PSDB-GO.

       

  3. Bispo da Dama

    10 de agosto de 2014 12:25 pm

    É a política, estúpido!

    Dilma está fazendo o que se espera que faça um candidato político: política.

    Aliás, essa é a diferença entre PSOL e PT. Política.

    Enquanto vocês posam de puros, nós governamos. 

    Para governar é preciso ter coragem, arrojo, ousadia, competencia.

    Não basta ler belos discursos cheios de escrúpulo e ética, como faz Obama, porém, sem vivenciá-los como jamais fará o PSOL. 

    1. IV AVATAR

      10 de agosto de 2014 2:42 pm

      A direita reacionária manipulou a fala de Dilma

      Temos que ter muito cuidado com o que vemos no Facebook, vejam que antes de fazer saudação de cunho religioso ao público presente, a  presidente Dilma afirmou que o estado brasileiro é laico. 

      1. E...

        11 de agosto de 2014 7:29 am

        Os donos do novo país que

        Os donos do novo país que surigu no Iraque, antes de metralhar as pessoas diz que fazam por pura generosidade

    2. valter r vidal

      10 de agosto de 2014 11:44 pm

      Em economia…..

      Vc disse que “Para governar é preciso ter coragem, arrojo, ousadia, competencia.” Isso que vc listou é tudo que esse governo petista não tem, não tem coragem, é covarde, é mentiroso e é incompetente.

  4. Assis Ribeiro

    10 de agosto de 2014 12:26 pm

    Deixe de bobagens que você já

    Deixe de bobagens que você já votou em evangélica e votará com quem a ela se associou.

    Os candidatos são candidatos de todos, sejam gays, evangélicos, machistas e ateus.

    Sabe onde é essa imagem:

    http://3.bp.blogspot.com/_kKqgMFCHaF4/TAxplg9K6kI/AAAAAAAACw0/6qgLCGmMTwE/s1600/governador.jpg

    Em um culto da Assembleia de Deus

    Quer mais um pouco:

    Marina Silva apresenta Eduardo Campos a 2 mil pastores …

    http://www.diariodepernambuco.com.br/…/marina-silva-apresenta-eduardo-ca...

    5 dias atrás – Marina Silva e o Pastor Everaldo são os únicos evangélicos que … Tags: marina silva eduardo campos encontro com pastores igreja …

    1. IV AVATAR

      10 de agosto de 2014 1:17 pm

      Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come…

      Aí sobra o PSDB como exemplo de secularismo mas partiu do PSDB, na pessoa do deputado João Campos(PSDB-GO) o projeto de cura gay. Por isso meu critério de escolha são as políticas gerais para o país, tá bom pro povão tá bom prá mim também. Quanto a crminalização da homofobia, depende mais de elegermos uma forte bancada progressista no Congresso Nacional, gente como Suplicy, citada pelo Gunter. Aqui em GO, terra do João Campos, para o senado vou de Marina Santanna, do PT, ligada a ICAR e historicamente defensora das causas GLTB.

      1. Assis Ribeiro

        10 de agosto de 2014 1:25 pm

        Avatar

        Muito bom.

        Esse é o caminho.

    2. Fernando J.

      10 de agosto de 2014 2:55 pm

      Pois é…

      Pois é…

    3. Rabuja

      10 de agosto de 2014 4:06 pm

      Fiquei até com pena do autor

      Fiquei até com pena do autor da postagem depois do seu comentário demolidor de mimimi.

       

    4. Gunter Zibell - SP

      10 de agosto de 2014 8:07 pm

      Cadê a bobagem?

      Eu vou votar sim em Marina como vice. Não tenho nada significativo contra ela.

      E não acredito no patrulhamento que é feito a ela:

      https://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/saudades-do-estado-laico

      O foco do post não é ser contra a religião das pessoas. 

      Nem pedir que não frequentem eventos religiosos.

      O foco é dizer que a propaganda do PT no assunto pode ser contraproducente para o próprio PT. Se o PT acha que é bom, beleza.

      Obama não teria se eleito duas vezes se tivesse feito o discurso de Joe McCain ou Mitt Romney.

      Hollande não teria se eleito se reproduzisse o discurso de Sarkozy.

      As pessoas podem gostar de conhecer diagnósticos alternativos. Ou não.

       

      1. Daytona

        10 de agosto de 2014 10:22 pm

        Bush Jr não teria sido eleito

        Bush Jr não teria sido eleito duas vezes sem o discurso de McCain e Romney.

  5. Bispo da Dama

    10 de agosto de 2014 12:27 pm

    Graças a Deus

    Não só a Nação evangélica está com Dilma.  

  6. lucascosta

    10 de agosto de 2014 12:28 pm

    Nem agrada a conservadores nem a progressistas, por vezes

    Chega a ser engraçada a banalização do termo coxinha na internet. Adoro quando me chamam assim. 

    Saindo da internet e indo um pouco para termos práticos, a militância do PT também tem se embananado. Conheço com proximidade o caso de um movimento social que entrou em conflito com a gestão municipal petista. Os cabeças de tal movimento eram eleitores convictos do PT até a última eleição do PT para o governo municipal. Mudaram de ideia com o correr dos fatos. Não chegaram a ser rotulados de coxinhas, por conta de a gíria não ser corrente onde vivem, mas foram logo rotulados de “direitistas” por demandarem ação da parte do poder público municipal. A militância petista cobra adesão incondicional de quem tem tendências esquerdistas e adere a setores que não têm tendências esquerdistas. Nessa equação, sobra para quem tem tendências esquerdistas e continua cobrando proatividade da parte do poder público petista. Resultado: rótulos. “Coxinha”, “direitista” etc. Os membros do movimento social de que dei nota votaram em branco nas eleições de 2012. Coincidentemente, o PT saiu da prefeitura, onde estava há oito anos. O movimento social não sentiu saudades. A oposição ficou no mesmo pé de inatividade que o PT, mas não prometia nada diferente. Manteve a coerência, afinal de contas.

    Quem perde com certas intransigências da militância é o próprio PT. Como disse Gunther Zibell, em muitos casos nem agrada a conservadores nem a “progressistas”. 

  7. Marcelo Castro

    10 de agosto de 2014 12:35 pm

    ação pragmática e protocolar

    A atitude pragmática e protocolar da Dilma não dá para ser entendida como uma “guinada religiosa” de suas politicas. A resposta para o fundamentalismo religioso é o prouni, as universidades federais . Isso só se resolve com educação.

    É o acovardamento sistemático do governo diante da mídia hegemônica que se traduz numa desaceleração dos avanços sociais. Quanto a distribuição de renda não poderia ter avançado caso não houvesse a defesa cerrada da mídia aos rentistas e ao sistema financeiro ?  

  8. lucascosta

    10 de agosto de 2014 12:42 pm

    Mas, pelo lado prático da coisa…

    Mas, pelo lado prático da coisa, ainda vale votar no PT. “Prouni”, “Bolsa-família”, “Minha Casa, Minha Vida” etc., etc., etc. A oposição não tem isso no portfólio. Ponto para o PT.

  9. alexis

    10 de agosto de 2014 12:57 pm

    Quem vai querer o meu voto?

    Boa narrativa, embora extensa, mas que consegue unir o mundo inteiro, desde a Rússia, ao redor do seu mono-partido próprio particular dele mesmo (redundante mesmo).

    (Eu, por exemplo, abro mão de acompanhar discussões “Veja” versus “Blogo”, já que nenhuma das duas turmas, neocons e (autodenominados) progressistas parece gostar de mim.)

    Gunter, de forma inteligente (como ele é), tenta justificar em forma genérica a sua absoluta parcialidade; manifesta-se combativo para dizer que prefere – e recomenda – ficar quieto; apresenta-se holístico antes de afirmar que o seu único tema é o assunto LGBT; diz com convicção que não sabe o que vem; nos alerta sobre os riscos que corre o governo ao fazer concessões a outros que não a ele (e aos LGBT).

    A política é a arte de governar, lidando com minorias muito diferentes, grupos religiosos, classes sociais, raças, regiões geográficas, culturas e também com o Gunter.

    1. Carlos G P Lenz

      10 de agosto de 2014 4:53 pm

      B R A V O !!!

      Não conseguiria escrever melhor e com maior lucidez…

      mesmo porque estou comemorando e “bebemorando” o dia do Pais, com saudades dos meus dois filhos Homens !!!

      1. valter r vidal

        10 de agosto de 2014 7:41 pm

        característico dos esquerdopatas

        Com esse seu final Carlos vc demonstra muito claramente todo seu preconceito “com saudades dos meus dois filhos Homens !!!” , a opção sexual do Gunter em nada desqualifica a opinião dele expressa no post, com suas palavras carlos vc demonstra como vcs reagem a qualquer opinião divergente do que reza a cartilha do PT, ataque raso de esquerdopatas fanáticos, sobre sua arrogância e preconceito é desprezível e nem merece mais uma letra de protesto.

         

         

    2. Clever Mendes de Oliveira

      10 de agosto de 2014 9:51 pm

      A deseperança de Gunter Zibell – SP é com a perda de votos do PT

       

      Alexis (domingo, 10/08/2014 0957),

      No texto do Gunter Zibell – SP há que se ver um lado bom. Toda a desesperança que o texto dele revela é porque ele se preocupa com os votos que o PT perde, ou seja, é a preocupação do que poderia ser visto como a de um legítimo petista, coisa que, por exemplo, eu, como brizolista, não sou.

      E gostei do título do post “Quem quer abraçar o Mundo não abraça a ninguém, por Gunter Zibell” de domingo de 10/08/2014 às 08:54, aqui no blog de Luis Nassif onde provavelmente só o “por Gunter Zibell” é de autoria de Luis Nassif. Gostei exatamente porque é um título que de certo modo vai contra um leitmotiv frequente nos posts de autoria de Luis Nassif e que é a defesa de um governo de união, ou de abraçamento de toda a população. Se bem que em Luis Nassif a situação é bem pior. Ele dá exemplos de políticos com estas qualidades de união exatamente os políticos que dividiram como foi o Ronald Reagan e a Margaret Thatcher.

      Além disso, gosto do título também porque ele se aproxima um tanto de frase famosa de Mary Therese McCarthy: “An open mind about Vietnam war, has no mind at all”. Devo ter lido a frase em algum texto de Paulo Francis no início dos anos 70 nas páginas do jornal “O Pasquim” e dei a ela um significado mais amplo e que pode ser expresso assim: “o ser humano sem partido é um cabeça oca”. Que se diga que “sem partido” foi forma mais atual – pois serve para eu fazer crítica aos manifestantes das manifestações de junho de 2013 – que encontrei de dizer imparcial ou neutro.

      Vivendo e aprendendo. Até o final da década de 70, quando eu já dizia a frase “o ser humano que não toma partido é um cabeça oca” eu não conhecia o poema do poeta irlandês William Butler Yeats intitulado “Politics” e que traz como epígrafe a frase de Thomas Mann “In our time the destiny of man presentes its meanings in political terms”. Transcrevo a seguir o poema de William Butler Yeats:

      “Politics

      How can I, that girl standing there,

      My attention fix

      On Roman or on Russian

      Or on Spanish politics?

      Yet here’s a travelled man that knows

      What he talks about,

      And there’s a politician

      That has read and thought,

      And maybe what they say is true

      Of war and war’s alarms,

      But O that I were young again

      And held her in my arms!”

      O que sinto neste e em outros textos de Gunter Zibell – SP, é a falta daquilo que um colega de formação dele dizia que era preciso ser exercitado. Refiro-me à “imaginação sociológica” de que falava Charles Wright Mills. Os textos de Gunter Zibell – SP estão tornando-se ilações de planilhas excel em que a análise é feita pela quantidade de votos que se perde ou que se ganha, o que até denotaria certo pragmatismo, mas em uma realidade idealizada. Nos textos dele a política é idealizada, o Estado é idealizado, o capitalismo é idealizado.

      O que se há de fazer, entretanto, se desse mal da idealização sofre também o dono do blog.

      Clever Mendes de Oliveira

      BH, 10/08/2014

  10. Lex Lima

    10 de agosto de 2014 12:58 pm

    Tanto palavrório

    Tanto palavrório para expressar uma coisa: torcida. Contra Dilma. Ok. É direito do autor. Fatos: Dilma é política. Evangélicos tem votos. E muitos. Natural que ela os corteje. Menos no fantástico nundo do Günter. Onde o partido democrata e a gringolândia são faróis da humanidade.

  11. Fabio Passos

    10 de agosto de 2014 1:06 pm

    A maioria do evangélicos vem das classes populares…

    … é natural que seu apoio vá para a candidata que defende as classes populares: Dilma.

    Quem os evangélicos deveríam apoiar?

    aécio e Campos são os candidatos da “elite” branca e rica… que despreza os pobres e os evangélicos. 

  12. Filipe Rodrigues

    10 de agosto de 2014 1:15 pm

    Para evitar retrocessos é muito simples:

    Votem para deputado no mesmo partido de quem está votando para presidente.

    Os programas defendidos pelo PT são divergentes dos evangélicos (que esse ano pela 1ª vez tem um candidato deles, o pastor).

    Apesar de não ser a ideal, a postura do PT esse ano é muito melhor que a tragédia de 2010, são 17 candidatos a governardor, 14 a senador e o partido vem com tudo para se expandir no legislativo.

    Como a hipótese de 2º turno é remota, a Dilma cederia quase nada vencendo no 1º turno.

  13. valter r vidal

    10 de agosto de 2014 1:22 pm

    esquerdista com senso crítico

    Gunter sei que vc é um esquerdista convicto, mas vc tem senso crítico e mereçe respeito por isso, mas prepare-se pois os fanáticos esquerdopatas deste blog vão te taxar de coxinha, troll ou coisas afins.

    1. Filipe Rodrigues

      10 de agosto de 2014 1:46 pm

      Gunter é muito inteligente

      Gunter é muito inteligente para ser taxado de coxinha, ser coxinha é ter valores completamente diferentes.

      O caso dele é niilismo que segundo o dicionário:

      Niilismo é uma doutrina filosófica que indica um pessimismo e ceticismo extremos perante qualquer situação ou realidade possível. Consiste na negação de todos os princípios religiosos, políticos e sociais.

      1. Gunter Zibell - SP

        10 de agosto de 2014 7:51 pm

        Obrigado pelo inteligente, Filipe

        Mas pra mim não tem problema ser chamado de coxinha.

        Vejo muitas coisas positivas nesse apelido (vide resposta a Vidal)

        E no Brasil tem mais coxinhas que anti-coxinhas mesmo…

        Antes do avatar pink bloc usei um com coxinhas, não lembra?

        Sinceramente, não me acho nem pessimista nem cético.

        Acho que o consciente coletivo brasileiro está caminhando para uma boa direção.

        O próprio fato de alguns petistas criticarem esses cartazes de facebook é amostra. 

        Por isso fiz questão de pôr três ou quatro vezes no post assertivas do tipo “não tenho medo”.

        E não estou negando nenhum princípio.

        Falei que sou teísta, não nego princípios religiosos.

        Falei que sou contra o uso de religião na política, e que pôr política externa no discurso de militantes não parece boa ideia, logo não nego princípios políticos.

        E mostrei que estou do lado de um número expressivo de agentes e formadores de opinião, não nego princípios sociais.

         

         

    2. IV AVATAR

      10 de agosto de 2014 2:56 pm

      Vc já chegando agora por aqui, parece que sim

      Valter, vc é novato no blog? Gunter é progressista, inclusive em 2010 foi Dilma desde o primeiro momento, e entendemos e respeitamos os motivos que levaram-no a não estar com ela neste momento.

      Ah Valter, entendo, agora vejo, vendo seu perfil, vc é anti-petista radical, daqueles que usa termos dignos do esgoto da Veja para espalhar ódio,  entendi..

      http://www.jornalggn.com.br/usuario/valter-r-vidal

      1. valter r vidal

        10 de agosto de 2014 3:52 pm

        sou anti manada

        Vc acredite ou não avatar eu votei no lula na primeira eleição, mas com decepção vi que as praticas politiqueiras, os recordes de lucros da mafia financeira, a corrupção campeando, o loteamento da maquina publica com os renas e sarneys da vida para ser saqueada continuaram as mesmas do psdb, na área econômica está hipotecando o futuro do país pelo crime cambial, então sou sim radicalmente contra as PRATICAS DO GOVERNO DO PT, mas não tenho nada contra quem é petista que tenha senso crítico, sobre mim vc pode tirar as conclusões e me taxar com os adjetivos que quiser, não faz a mínima diferença.

    3. Gunter Zibell - SP

      10 de agosto de 2014 7:38 pm

      Não sou esquerdista

      sou declaradamente centrista, no máximo social-democrata:

      https://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/para-entender-alguns-discursos-politicos-atuais 

      Do discurso da direita econômica acho que o neoliberalismo estrito senso é uma ficção utópica e que pode levar a pontos de equilíbrio abaixo do pleno emprego e com distorções sérias de distribuição.

      Avatar está certo em dizer que em 2010 apoiei Dilma e em 2012 apoiei Haddad. Não foi exatamente por ser ‘progressista’ (não gosto dessa expressão, nunca a usei para me definir, e algumas coisas dos últimos tempos inclusive me afastam dessa definição, que é só mercadológica.)

      Acontece que não fui eu quem mudou de opinião, foi o PT que andou mudando de posicionamentos.

      Não há motivo para eu esquecer de nado do que escrevi, para isso mesmo montei um post:

      https://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/de-poeta-e-louco-todos-tem-um-pouco

      E um resumo de minhas posições:

      https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/resistire-por-duo-dinamico

      E, se coxinha for ser crítico, pró capitalismo socialmente responsável, pró secularismo, pró liberdade para manifestações, pró-direitos difusos e civis, pró-Obama (e algumas políticas dele), pró social-democracia europeia, anti-Hamas e contrário a atual política externa e interna da Rússia e também contrário ao que se chama de “esquerda beata”, sim, sou coxinha.

      Aliás, uns 70% dos paulistas e cerca de metade dos brasileiros também são provavelmente tudo isso.

      Não me sinto nem um pouco sozinho, portanto.

  14. Gilberto .

    10 de agosto de 2014 1:37 pm

    Divulgado e criticado

    É só ver como um outro cartaz (oficial) que deveria ser divulgado a favor da campanha de Dilma simplesmente não é compartilhado no facebook por governistas, apenas por oposicionistas (e nesse caso com críticas, hoje recebi 5 vezes!) 

    Gunter,

    Foi compartilhado por governistas, e criticado por muitas pessoas deste grupo… 

    O comentarista aqui do blog Diego Costa, sabida e declaradamente governista, divulgou e fez uma critica no Facebook que foi muito comentada e compartilhada entre outros governistas.

    Há governistas que não apoiam este tipo de aliança, principalmente pelo reforço que pode dar ao fortalecimento da (péssima) intromissão da religião na política. 

    Agora, sejamos honestos:

    Infelizmente, TODOS os candidatos irão buscar esta “benção”. Corremos portanto o risco de discutir novamente somente as crenças e preconceitos trazidos à campanha por grupos religiosos fundamentalistas que estão longe de representar os principais anseios e preocupações da população brasileira.

     

    1. Gunter Zibell - SP

      10 de agosto de 2014 6:09 pm

      Então, Gilberto

      Eu tenho uns 300 faceamigos governistas e nenhum compartilhou.

      Você pode ter outros amigos governistas mais simpatizantes desse rolo todo.

      E o Diego Costa me desadicionou como amigo faz mais de ano, lembra? Ele inclusive fez comentários aqui contando isso, dizendo que ele não quer amizde com “coxinhas fascistas”.

      Estranho ele criticar agora, ele costuma buscar justificativas pra qualquer coisa. Até pra PEC do plebiscito e pra PEC-37 (que não recebeu voto a favor de NENHUM congressista petista) ele já tentou achar motivos…

      Se critica agora é porque viu riscos para a campanha, não? Ele não é preocupado com programas ou conteúdos, apenas com “realpolitik”.

      E se todos os candidatos irão buscar a benção, e daí? É o que se espera de conservadores. No mínimo empatam, talvez atraiam alguns dos conservadores classe C/D.

      O problema do PT deveria ser atrair de volta os ex-apoiadores que conseguiu em 1998/2002 e anda perdendo.

      Não adianta falar que Aécio, Alckmin, Campos e Marina são pró-religião, pró-vida, etc. Eles não estão prometendo nenhuma concessão a religiosos com isso, estão apenas afastando razões para rejeição.

      Quem andou negociando direitos civis e abandono de programas não foram eles. A folha corrida deles é boa.

      Não há o que se criticar no assunto nos governos de SP, MG e PE. Se houvesse a militância do PT já teria espalhado pela internet.

      Ou seja, não apenas são conservadores (o que agrada religiosos) como não fazem concessões antissecularistas (o que agrada a LGBTs e centristas)

      Alckmin fala que é crente em Deus. Cola. Alckmin fala que respeita LGBTs. Cola. Sorte dele, uai.

      Padilha desfila em carro de som na parada Gay e nenhum militante do PT compartilha isso? É porque sabem que “não cola”.

      Quem está com um problema de imagem é o PT. Por ser mais conservador moral, na prática e não apenas no discurso, do que o necessário.

      O PT que conserte isso. Se quiser. Se achar que vale a pena eleitoralmente. Muita esperança não tenho.

      https://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/saudades-do-estado-laico

      https://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/o-conservadorismo-moral-que-nao-convence-no-pt

       

       

      1. Gilberto .

        10 de agosto de 2014 8:56 pm

        Pois é Gunter,

        Então concordamos. Se para você o Diogo Costa é preocupado com “realpolitik”, não com programas ou conteúdos, é um exemplo claro que nem todos governistas estão de acordo com o rumo da campanha. Aliás, embora eu não seja um amante da “realpolitik” , em face do particular comportamento da política brasileira, nenhum de nós pode afirmar que nunca tenha praticado uma política do gênero. Com maior ou menor conforto para assumir esta posição, mas exercemos.

        A própria afirmação da oposição em relação aos assuntos de maior interesse para você, com as questões de gênero ou da laicidade, com as quais compartilho aliás, podem ser consideradas em alguns casos posições de “realpolitik” (Eles não estão prometendo nenhuma concessão a religiosos com isso, estão apenas afastando razões para rejeição).de uma oposição que precisa angariar votos que estão sendo perdidos pelo PT (ou pelo menos pela ala dominante da campanha). É pouco ainda.

        Não consigo, e até gostaria, ver mais do que críticas na oposição. Falta uma posição clara, que ultrapasse a crítica fácil e traga uma pauta bem definida em relação ao que muda e como muda. Se o PT não muda, é em parte por isto. Enquanto é a oposição que AINDA tem menos votos e precisa melhorar um pouco o seu discurso para isto, a Dilma parece estabilizar sua queda e resolveu se manter na mesma posição. Não que isto me agrade, mas é como eu vejo.  

        PS. Pelo menos uma amiga sua reproduziu o post e um comentário meu na página dela, a Rita Machado. Vários governistas também apoiaram a crítica ao post da Dilma na página do Diogo e compartilharam.

        1. Gunter Zibell - SP

          10 de agosto de 2014 9:24 pm

          Não entrei na minha TL de facebook hoje.

          Rita Machado é minha amiga sim, mas até ontem não tinha compartilhado nenhum dos dois agora famosos cartazes.

          Então, é claro que Aécio e Campos/Marina também fazem realpolitik.

          Eu mais ou menos esperava que fizessem até mais:

          2013 04 27 https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/o-secularismo-como-causa-politica

          2013 12 20 https://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/o-psb-buscara-ser-simpatizante

          Bom pra eles, uai. No caso farão “realpolitik” a favor da evolução, não do atraso. Não vou brigar contra isso.

          Se as oposições do Brasil fizerem um discurso cada vez mais próximo ao do partido Democrata dos EUA (que é direita, sim, que está mais à direita em economia que o PT, sim), pra mim ótimo.

          O PT não é proibido de fazer discurso modernizante ou propositivo em valores, fará se quiser, né?

          Tenho minhas dúvidas se Dilma estabilizou a queda. Veja a resposta que dei para a colega Arthemísia.

           

           

          1. Gilberto .

            10 de agosto de 2014 9:43 pm

            do Facebook da Dilma

            Olha só Gunter…

            Há duas horas atrás

            CONTRA A DESIGUALDADE

            Para combater o machismo, o racismo, a homofobia e as diversas formas de preconceito e opressões, foi lançada a campanha Todas as Vozes Contra as Violências de #Gênero.

            A ação, organizada por diversas entidades, vem somar o trabalho dos movimentos sociais de negras, lésbicas e bissexuais às ações de governo no enfrentamento da violência e da desigualdade de gênero.

            O principal foco da campanha serão as redes sociais, onde haverá debates e discussões que promovam ações de comunicação, prevenção e disponibiliza informações sobre as diversas formas da violência de gênero no Brasil.See Translation

             

          2. Gunter Zibell - SP

            10 de agosto de 2014 10:01 pm

            Isso é bom.

            Será de extrema valia e muito positivo para a campanha do governo se Dilma aproveitar para prometer o retorno do kit antihomofobia, a colocação em votação do PLC 122 e sancionar a portaria do Min. da Saúde sobre o aborto no SUS.

          3. Gilberto .

            10 de agosto de 2014 10:07 pm

            Também considero bom

            Apesar das nossas diferenças, você sabe que tem meu apoio nestas questões. Como falei na época, só acho que o kit homofobia pode ser melhorado. Há muita coisa melhor pelo mundo afora. Citei na época a campanha portuguesa sobre o assunto que me pareceu muito melhor, mais direta e humorada.

            Abs.

          4. Cristiano Pacheco

            11 de agosto de 2014 3:03 am

            Não te entendo!
            Vc disse aqui votar na Marina Silva, mas realmente acredita que ela levaria adiante algumas dessas campanhas que você acha positiva?

          5. Gunter Zibell - SP

            11 de agosto de 2014 4:32 pm

            Não. Até porque esse não é o discurso dela.

            Mas eu realmente acredito que ela, Marina Silva, não endossará traição de direitos civis, não os negociaria por tempo de tv e nem manipulará retirada de projetos em ministérios e comissões.

            Ela seria mais “republicana”.

            Compreendeu?

      2. alexandre a.moreira

        11 de agosto de 2014 11:39 am

        Gunter
        Cheio de “whishfull

        Gunter

        Cheio de “whishfull thinking” ;).

        Até acho interessantes as análises que você coloca mas acaba parecendo fazer tanta “real politik”quanto está querendo se distanciar dela.

        O fato é que o quadro partidário é devasso e não escapa, a não ser pontualmente como você coloca, nenhum partido. O mais inspirador foi para mim o fato de você descrever que “real politicamente” que está a se formar um quadro de eleitores que variariam de 15-30% que não seriam de “cabresto”, o que torna o ambiente mais “democrático”.O que é bom e revela um certo amadurecimento social. 

        1. Gunter Zibell - SP

          11 de agosto de 2014 4:28 pm

          Não estou querendo parecer nada, Alexandre

          Eu efetivamente busco estimular as coisas em que eu acredito.

          Isso não é “realpolitik”, é política com transparência.

  15. Tagutti

    10 de agosto de 2014 1:39 pm

    O problema é se diluir tanto

    O problema é se diluir tanto em ideologias conflitantes a ponto de perder a identidade.

    Vamos convir: dizer que só é feliz a nação cujo Deus é o senhor (afirmação completamente demeritória do Estado laico) não combina com o discurso de “excepcionalismo” do partido (o PT como único partido que quer fazer algo de bom, mas o Sarney não deixa, blábláblá) nem com a empáfia que a militância facilmente rotula os outros de “coxinha” ou “a esquerda que a direita gosta”.

    O PT foi crescendo justamente porque casava prática e discurso. Dizia-se partido excepcional, quando realmente não seguia práticas “tradicionais” dos outros. Isto deu legitimidade, trouxe militantes, fez o partido o principal centro de esquerda do país após a redemocratização. Poderia-se até considerar um petista chato antes, “comunista”, mas a coerência trazia respeito, bem como sustança ao caráter oposicionista.

    Se suas lideranças decidiram que a agremiação deveria virar establishment, é uma decisão que teve seus claros benefícios (com dinheiro da direita/elite econômica, com tempo de TV e palanques da direita/elite política, conquistou três mandatos).

    O negócio complica quando tanto dirigentes quanto militância não querem aceitar as consequências, ou seja, o gradual “sumiço” das diferenças entre PT e outros partidos. No discurso, ainda portam-se como integrantes daquele partido que fazia campanha sem dinheiro, com candidatos e militantes tirando dinheiro do próprio bolso em campanhas, que quase conquistaram a Presidência (falo de 89) sem fazer concessão alguma.

    Ainda a militância (pelo menos a que restou, na internet) estufa o peito para passar sermão nos outros, dar lição de moral em todo mundo, direitistas, centristas, apolitizados, movimentos sociais não parceiros, tucanos, psolistas, ativistas, artistas que criticam o PT/governo, acadêmicos que criticam o PT/governo, como se fossem os únicos a querer o bem estar geral do país e da nação.

    Esse discurso radical (que nem todos militantes adotam, mas o estereótipo já virou “imagem geral” perante grandes audiências) atualmente só cola com convertidos. No grande público, passa-se a impressão de sectarismo, oportunismo, incoerência, e faz aumentar a rejeição ao partido e a Dilma.

    Ora, um manifestante, ou alguém que tem críticas pontuais ao governo e é chamado de “coxinha” por militantes complacentes com Dilma quando esta acena aos pastores, vai pensar o que do partido?

    Não caiu a ficha ainda, mas o PT tem chances reais de perder esta eleição, não por causa dos oposicionistas, mas por causa da rejeição crescente ao partido e a Presidenta. Não é por outra razão que os financiadores de campanha já acusaram o golpe e estão doando muito mais para a oposição do que o fizeram em 2010.

    Ainda penso que a Dilma é a favorita (isso se confirmar mesmo Aécio no segundo turno; se for contra Campos, sei não hein..), mas no longo prazo o negócio tá feio. Usando uma comparação “futebolística” (já que até o Lula adora isso), tem militante governista parecendo o Felipão antes e depois do 7 a 1. Teimosia pode ser fatal.

    1. Gunter Zibell - SP

      10 de agosto de 2014 4:36 pm

      Boa tarde, Tagutti

      Ontem eu comecei a responder um comentário seu no outro post.

      Como foi ficando longo resolvi apresentar como post. 

      Não é à toa que você seja um dos poucos que captou a minha intenção.

      Concordo geral com você, o problema é uma proposta Frankenstein. As razões que se tinha para votar no PT foram se diluindo. Novas razões não foram surgindo. Pra mim é mais um PMDB, voto útil se for o caso, como em 2010 e 2012, mas não preciso endossar quando não agrada.

      Ontem você falava sobre possíveis concessões futuras. Essa sua preocupação eu não tenho.

      Tem tanta gente na oposição a isso (todos os que você diz que recebem lição de moral), que não vai acontecer (e esqueci de pôr o poder Judiciário na lista, vou editar.)

      Se a iniciativa tivesse sido boa, como os colegas daqui acham, meus amigos petistas teriam se orgulhado dos cartazes produzidos no dilma.com.br Não vi isso.

      É claro que o PT tem chances reais de perder esta eleição. E é claro que é por rejeição a inconstâncias.

      Collor teve 53% em 1989. FHC teve 53/54% em 1994/1998. Depois o PSDB teve 40, 39 e 44%. Há um grupo (além da renovação etária de eleitorado), de uns 15% que oscila, portanto. Eu oscilo. Nos EUA há um grupo ainda maior (estimado em 30%) nessa faixa. Na França há, no Chile há. Na Venezuela está surgindo.

      Se aceitamos que esse grupo passou em 2002 de um lado para outro, porque se recusar a ver a possibilidade de que volte?

      Quanto a 2º turno concordo. Aécio hoje parece melhor, mas ele é mais facilmente descontruível. Campos ainda está atrás dele nas simulações de 2º turno, mas aproximando. Ainda faltam 56 dias para o 1º turno, se continuarem ‘batendo’ em Aécio e se Marina se engajar na campanha, não é impossível 7 ou 8% de Aécio irem para Campos e este ser o 2º.

      É difícil. Chalita com discurso parecido chegou a 15% na sua arrancada final, precisa de uns 20% pelo menos para ter chances de ser o 2º. E a própria Marina chegou aos 19% e não foi o suficiente. Mas enfim, ainda faltam 56 dias.

      As pessoas não notam como a oposição anda tranquila? Não andam distribuindo sequer ‘balas de prata’, usam as próprias falas do governo nos compartilhamentos!

      E que superabsurdo é esse de os mesmos militantes elogiarem e criticarem os evangélicos?

      Num dia falam que são necessários para a governabilidade. Beleza, não caio nessa mas há quem caia. No dia seguinte falam que evangélicos são “sionistas cristãos”? Afinal, querem abraçar os evangélicos ou não? Querem os LGBTs & As (aliados, um percentual crescente da sociedade) ou não?

      Você não pode fazer propaganda pró-evangélicos e anti-Israel/anti-EUA ao mesmo tempo.

      Você não pode fazer propaganda pró-LGBTs (nem tentam na verdade) e pró-Rússia ao mesmo tempo.

      Você não pode fazer propaganda anti-Alckmin e anti-paulistas ao mesmo tempo.

      é melhr não fazer propaganda nenhuma (aliás, o que Alckmin não tem feito com grande sucesso até o momento.)

      Os radicais, como você chama, estão dando a impressão que se quer ser inimigo de todo mundo.

      Eu não faço questão que oposição vença. Mas faço questão que o discurso antissecularista perca.

      Se eu escrevo de vez em quando é para estimular a reflexão de que poderia ser bom, para o próprio PT, um freio de arrumação no discurso.

      De resto sou só espectador mesmo.

      O PT, o PSB e o PSDB que façam os discursos que julgarem melhores e que vença quem convencer mais (ou afastar menos.)

  16. lucascosta

    10 de agosto de 2014 1:40 pm

    O eterno ranço antipobre

    É preciso que nos policiemos para que não incida em nossa conduta o mesmo erro da seguinte história, a mim narrada ainda há pouco: um sacerdote oriundo das “camadas populares”, ex-motorista da congregação da qual hoje faz parte, continua tratando as pessoas pobres da mesma forma que tratava antes de ingressar no clero católico – simplesmente com respeito. Como vê isso um outro membro da congregação: Fulano de Tal saiu da pobreza, mas a pobreza não saiu dele. “Quer dizer que se entra na Igreja Católica para sair da pobreza?”, perguntou, sem obter resposta, o interlocutor quem ouviu tal pérola. No dizer de tal clérigo, Fulano de Tal dá muita conversa a quem não devia. Isso deve ter algo a ver com o fato de as igrejas católicas andarem tão vazias: pastores, tenham lá as intenções que tiverem, não ostentam tal grau de pouco inteligente falso elitismo.

    Grande parte do desgosto que existe contra os evangélicos decorre desse eterno ranço antipobre. E grande parte do sucesso dos evangélicos reside exatamente na baixa atenção que muitos clérigos católicos dedicam às camadas populares. Afinal, ninguém gosta de ser desprezado.

    Desprezo… Exatamente o que uma parte da militância petista faz ao distribuir indiscriminadamente os epítetos “coxinha”, “direitista” e quejandos, além de agir como Reinaldo Azevedo/Augusto Nunes de sinal trocado. Ainda bem que há quem saiba distinguir governo de militância. Pena que nem todos o saibam – e votos sendo desperdiçados por conta disso. Militância e governo petista nem sempre são a mesma coisa. Há bons governos petistas – a prova é que mesmo José Serra já tentou se apresentar como quem melhor continuaria o governo Lula!

    Da mesma forma, há bons sacerdotes católicos – e mesmo, pasmemos, evangélicos. É preciso que certas visões limitadas sejam deixadas de lado. Dilma faz bem ao também contemplar evangélicos. Políticos vão para onde vai o povo.

    1. Gilberto .

      10 de agosto de 2014 1:59 pm

      Ranço antipobre?

      Depois do Templo de Salomão, fica definitivamente difícil insistir na correlação pobres/evangélicos. Sabemos além disto que há crenças evangélicas para todos os públicos e classes sociais.

      O assunto em discussão é a mistura de política, principalmente Estado (declaradamente laico), e religião. Que os religiosos percebam que a liberdade de escolha de uma fé, é assegurada JUSTAMENTE pela adoção de um estado laico.

      1. Fabio Passos

        10 de agosto de 2014 2:10 pm

        A maioria dos evangélicos vem das classes populares.

        É um fato. E uma das razões do preconceito contra os evangélicos. 

        A grana das igrejas evangélicas é resultado do aumento gigantesco de fiéis… e também do aumento da renda dos trabalhadores pobres.

        É natural que os evangélicos apóiem a candidata do PT… e não o aécio neve, por ex., que é o candidato da “elite” que despreza os pobres.

         

        1. lucascosta

          10 de agosto de 2014 2:27 pm

          Meus clientes

          Meus clientes, classe C e D, demonstram ser amplamente adeptos do governo atual. Mesmo com relação à Copa do Mundo, a sensação que tive era de satisfação com o evento, da parte das classes C e D. Quem reclamava eram meus colegas de trabalho – e eu. Mas, tudo deu certo. A Copa foi bem realizada. O governo demonstrou capacidade de execução ao não termos vivenciado o caos. O povo, que já estava satisfeito com suas telas de no mínimo 40′ polegadas, cujas caixas eu sempre via abarrrotarem carrinhos do supermercado que frequento, tende a votar massivamente no PT. O Fies, por exemplo, tem levado muita gente para a universidade. Pessoas cujos pais talvez nunca tenham imaginado em uma faculdade. Pais que talvez frequentem a IURD. Sem dúvida o peso eleitoral disso é grande. Nada como ter realizações para ostentar, afinal de contas.

          1. Fabio Passos

            10 de agosto de 2014 2:55 pm

            Trabalhador com mais renda deixa “elite” branca e rica possessa!

            A “elite” branca e rica deveria ir à IURD para uma sessão de descarrego. rsrs

      2. lucascosta

        10 de agosto de 2014 2:15 pm

        Acho que a moradia dos fiéis têm outro padrão

        Acho que a moradia dos fiéis têm outro padrão, sinceramente. Convivo, desde sempre, em círculos de classe média. Meus amigos são de classe média. Estudei em escolas de classe média com pessoas de classe média. Frequentei uma faculdade abarrotada de cidadãos classe média. Meus colegas de trabalho são classe média. Contudo, sempre trabalhei atendendo as classes C e D, no setor público. NUNCA conheci ninguém de classe média que fosse fiel da Igreja Universal. Mas os clientes no meu serviço são, muitas vezes, adeptos de Edir Macêdo.

        Claro que essa é apenas uma experiência minha. Pode ser que do lado de fora do Templo de Salomão só haja, no estacionamento, BMWs, Mercedes, Porches, Lamborghinis e coisas do gênero. De propriedade de nababos que têm por moradia minitemplos de Salomão. Pode ser que eu esteja equivocadíssimo ao fazer correlação pobres/evangélicos. Não seria novidade que eu me equivocasse, por sinal. Não sou eu quem ostento pretensões de domínio amplo, geral e irrestrito da verdade.

        1. Gilberto .

          10 de agosto de 2014 3:21 pm

          Minha observação foi uma pergunta

          Lucas,

          A alusão ao templo de Salomão foi uma blague. A Universal cresceu entre a população pobre mas hoje não está restrita a ela. Outras porém, como a Renascer e a Bola de Neve, buscaram outras classes sociais para crescer.

          Minha única e radical colocação foi a da defesa incondicional do estado laico. Necessária que é para assegurar a convivência pacífica das diferentes vertentes religiosas e assegurar a não existência (em seu lugar) de um estado teocrático, opressor e intolerante de Felicianos e Malafaias.

          1. lucascosta

            10 de agosto de 2014 3:22 pm

            “Teologia da prosperidade”

            É por aí. Há segmentos especializados em ricos, gerando a “teologia da prosperidade”. Exemplo: Sonia Hernandes, da Igreja Renascer.

  17. alcarpinteiro

    10 de agosto de 2014 1:51 pm

    Ficam cobrando do governo um

    Ficam cobrando do governo um engajamento antipragmático eleitoralmente. Na eleição passada, Marina Silva, a fundamentalista, alcançou uma quantidade de votos além de sua força eleitoral por ser evangélica. Serra, no segundo turno, explorou esse mesmo fundamentalismo. Ambos tiveram relativo sucesso. Dilma quer fechar esta janela para impedir que seus adversários a usem. 

    A coligação governista possui suas prioridades. Aquelas de cunho social estão bem adiante daquelas relacionadas aos direitos dos LGBT. Isto é fato. Se o governo se defrontar com um impasse e tiver de jogar alguma carga fora, não será a política social. Sejam realistas e trabalhem com essas condições. Apesas dos pesares, este governo ainda é seu maior aliado, ou vcs acham que a coligação liderada por Aécio e a da qual Marina faz parte poderia fazer mais por vcs? Essas coligações são muito mais vuneráveis aos apelos dos fundamentalistas. Se vcs mostrassem que têm mais força do que os fundamentalistas, a situação se inverteria, e os candidatos correriam até vcs.

  18. Toni

    10 de agosto de 2014 1:51 pm

    .

    Quem quer ser presidente de todos os brasileiros não pode discriminar este ou aquele, por isso ou aquilo. Governar para todos não significa compartilhar o mesmo credo, a mesma orientação, o mesmo pensamento. Dilma foi discreta e protocolar, enquanto outros candidatos querem ser o próprio messias em suas “andanças eleitorais”.  Vamos deixar a hipocrisia na gaveta, antes de criticar práticas que todos seguem, mas poucos assumem. Prefiro abraço de quem quer abraçar o mundo, do que abraço de afogado.

  19. Zanchetta

    10 de agosto de 2014 1:52 pm

    Pessoal, vamos deixar DEUS

    Pessoal, vamos deixar DEUS governar nosso país e seremos todos felizes…

  20. Assis Ribeiro

    10 de agosto de 2014 1:55 pm

    Freire também acredita

    http://4.bp.blogspot.com/-hQzC_JefaHI/T6gVozq-04I/AAAAAAAABVg/_lEkjsFWr5Y/s1600/freire.jpg

     

    O deputado federal Roberto Freire (PPS/SP) publicou em seu perfil do twitter tomando como verdade uma notícia dada pelo site de humor g17.com sobre uma suposta mudança nas cédulas de Real.

    Roberto Freire (PPS-PS) acredita em piada sobre ‘Lula seja …

    blogs.estadao.com.br/radar-politico/2012/05/07/28447/

    07/05/2012 – Roberto Freire (PPS-PS) acredita em piada sobre ‘Lula seja louvado’ nas cédulas de Real e gafe explode no Twitter

    1. Fabio Passos

      10 de agosto de 2014 2:01 pm

      roberto freire é crente… no PiG!

      Acredita em qualquer coisa. rsrs

    2. Sta. Catarina

      10 de agosto de 2014 2:52 pm

      Credo….inocente

      Roberto Freire, volta para o jardim de infância. Lá as criancinhas acreditam em papai noel, boi da cara preta entre outras coisas.

  21. Sta. Catarina

    10 de agosto de 2014 2:07 pm

    Política

    Não vejo problema nenhum em ver a presidente Dilma comparecendo a cultos, missas ou seja lá o nome que se dê em templos evangélicos, igrejas católicas, protestantes, espiritas ou umbandistas. Ela é representante do povo e o povo assume a religiosidade que quer. Creio que nossa presidente tem dicernimento suficiente para saber separar política e religião. Eu mesmo, na posição dela, compareceria. Para que criar conflito com os evangélicos ou qualquer outro?

  22. Vixe

    10 de agosto de 2014 2:20 pm

    Bla bla bla… bal bal bla…

    Bla bla bla… bal bal bla… bal bla bla e no final, Dilma presidente.

    Tem melhor pra por no lugar?

    Não!

    Então, segue o culto, a missa, o saravá ou o que for.

    Política se faz onde está o povo e ao que me consta, o que mais tem nas igrejas é… POVO.

  23. Alessandre de Argolo

    10 de agosto de 2014 2:30 pm

    O PT sempre foi carola

    Não há exatamente novidades nisso, nessa relação do partido com valores religiosos. É um partido que vem de setores da Igreja ditos “progressistas” etc. O PT é refém da crença religiosa, em muitos aspectos. É um partido que defende valores cristãos. É uma esquerda compromissada com isso.

    A única novidade agora é que é carola por cálculo e estratégia eleitoral. Ou seja, é uma carolice evangélica hipócrita, mas que gera os seus efeitos, pois não pode romper frontalmente com os valores dos evangélicos. Dilma é a candidata dos evangélicos, isso já ficou claro. O que não está muito claro é o que exatamente isso significa em termos de políticas públicas.

    O cenário formado tem um sentido mais específico do que parece. A relação do governo do PT com setores evangélicos tem relações com o fato de que as camadas mais pobres da sociedade são evangélicas, isso de forma significativa. Logo, o Governo do PT “dialoga” de forma muito próxima dessas pessoas, ainda que num sentido não religioso, mas econômico e social. E é famosa a preocupação que os evangélicos tem com questões econômicas, ascensão social, isso dentro dos valores religiosos a que eles aderem. O “sucesso na vida”, para um evangélico, é entendido como uma recompensa pelo seu estilo de vida, no que a religião tem muita influência, assim eles pensam.

    No entanto, os evangélicos cobram as suas reivindicações e esperam encontrar no seu candidato a presidente um político comprometido, num certo grau, com as ideias evangélicas ou, ao menos, com a forma com que elas são aplicadas ou se apresentam em áreas não religiosas.

    1. Gunter Zibell - SP

      10 de agosto de 2014 5:33 pm

      É claro que o voto evangélico

      seria de Dilma e do PT em qualquer situação. Há uma correlação grande ainda entre esse grupo e classe média emergente.

      Por isso eu acho que eles não deixariam de votar no PT se o PT se mantivesse neutro em questões religiosas. E acho também que não há mais por onde ganhar.

      E acho que tem gente nas classes médias e de outras religiões deixando de votar por isso.

      Agora é questão de ver se o diagnóstico dos marqueteiros do PT será bem sucedido ou não.

       

      1. Rodrigo Sousa

        10 de agosto de 2014 8:16 pm

        Concordo em partes

        conconrdo com o argumento de que se manter neutro é melhor, ocorre que o PT não está saindo da neutralidade e tampouco fazendo o que o PSDB de SP por exemplo (neutro por natureza) faz, assim como varios colegas postaram links e fotos de outros candidatos em sutuação semelhante.

         

        O que ocorre que não consta no comentário é que tudo o que o PT faz é distorcido ou replicado em partes tendenciosas pela mídia que não quer o PT no poder (fato), alunos da UERF fizeram excelente pesquisa demosntrando materias negativas e positivas do PT e outros partidos, se pegar os indicios de ilicitos do governo de SP e comparar os ilicitos que o PT foi exposto na midia e comparar o tempo pe fáciol entender onde está o problema.

         

        O PT não mantem a neutralidade (em minha opinião) a única diferença é o tratamento da coisa pela imprensa.

         

        Como diria Lenin: “Acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é! essa é a tática da imprensa em nosso país.

  24. JB Costa

    10 de agosto de 2014 2:32 pm

    Condenei no gesto da

    Condenei no gesto da candidata Dilma prestigiar a inauguração de um suntuoso e insultuoso e proclamar votos de cunho religioso numa assembléia de crentes o O P O R T U N I S M O  de T O D A o estamento político da República desde às zero hora do dia 22 de abril de 1500. 

    Fi-lo, e farei sempre que achar necessário, porque procuro ser honesto comigo próprio, ou seja, não conspuarcar minha consciência. Como eleitor convicto dela – Dilma Rouseff – poderia muito bem, para “alegrar”  a “platéia”, abjurar minhas mais profundas convicções e ficar silente. Convicções acerca da impropriedade pelo lado institucional e do fingimento e do jogo de cena quando temos que nos corromper filosoficamente por causa de religiões. Sejam elas qual forem.

    Entretanto, como ato político, cuja justificação transcende, infelizmente(até quando?), eventuais óbices morais, o ato da candidata foi, é, explicável. Mesmo porque, repito, integra a práxis política aqui e lhures. Pois é nesse ponto que divirjo do autor do texto, nosso amigo Gunter Zibell.

    O imenso e profícuo texto sob análise poderia ser resumido numa frase: para os outros(a práxis aludida) tudo é permitido. Para o PT, não. Ou, para ser mais claro: a crítica aos gestos da presidente-candidata é crível e aceitável na minha perspectiva até um certo limite. Limite esse que o articulista ultrapassa sem nenhum pejo. A começar por uma abordagem de um tema tão abrangente, crucial e complexo de forma singular; sob um único viés, qual seja, a da crítica a um só esquema político, através de uma abstração animada por sentimentos políticos.

    Destacar ponto por ponto o texto seria a meu ver cansativo e desnecessário. Irei aos principais enquanto sínteses do que entendo ser o fulcro desse post:

    O que se chama de “poder evangélico” me parece a construção de uma narrativa de autojustificação de escolhas políticas.

    Escolhas políticas se impõem. Não necessitam de “narrativas” . E a imposição, infelizmente no meu tocante, advém do inegável “poder evangélico”, ou se ampliarmos um pouco o campo de análise, da própria onda de conservadorismo que assola o país. Podemos até discutir, acho, se houve, há, comodidade do atual esquema de Poder com a situação; se não busca alternativas para compensar uma eventual desvinculação com o lobby evangélico, mas não que ele possa ser simploriamente fruto de uma “narrativa de autrojustificação”. 

    Nós temos a mídia (a Globo e a FSP, por exemplo, relatam em tom negativo esses encontros), as classes médias secularistas (onde evangélicos são percentual pequeno) que exercem influência em todos os estratos, a própria ICAR que não autoriza padres serem candidatos………………

    De que mídia o articulista fala? De que ICAR ele remete? Desde quando esse tipo de mídia vai, por mais que tenha alguma “racionalidade”, assentir com a situação? Ela uma oposicionista voraz! Quanto a ICAR: é uma instituição e como tal tem um “discurso”. Na prática, o que temos? A supremacia do discurso conservador, anti-progressista e não raro reacionário. Será por acaso que todos  os anti-petistas, anti-esquerdistas e anti-progressistas são religiosos? 

    Concluindo o que critico nos textos do Gunter Zibell, volto a enfatizar, não é o apontamento de erros e equívocos, eventuais ou não, mas é o inegável direcionamento com o fito de justificar o seu indiscutível direito de não votar na situação. Fazendo uso dos seus próprios termos: a apropriação de uma narrativa que nos seus “entretantos” e “senões” singularizam uma crítica que deveria ser a uma práxis, a um sistema, e não a um partido que eventualmente atuou de encontro as suas expectativas. 

    Claro que não estou propugnando que a crítica para ser válida se abstenha de incluir o PT e o governo. Nada disso. Pede-se apenas se dar o devido acato e ponderação aos fenômenos nas suas verdadeiras dimensões.

     

     

    1. Gunter Zibell - SP

      10 de agosto de 2014 5:20 pm

      Não é minha opinião, JB

      É um fato da vida que gestos conservadores não atrapalhem candidaturas de conservadores, mas poderem atrapalhar candidaturas de quem se pretende não-conservador.

      O comentário do Tagutti foi muito bom e respondi longamente nele, dá uma olhada.

      Eu não preciso justificar nada em mim. Já faz mais de dois anos que sou oposição:

       https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/ordem-e-progresso

      E secularismo já deixou de ser a única razão. Não gosto também do discurso anti-indígenas, não gosto da gestão da economia, não gosto das posições do Min. da Justiça, não gosto da atuação da bancada governista no Congresso, não gosto da política externa (muito pró-Rússia e muito anti-Israel pro meu gosto e desconfio inclusive que pro gosto da maior parte dos evangélicos, dos LGBTs, de articulistas da grande mídia e da população brasileira em geral. Mas o PT que faça pesquisas qualitativas pra descobrir se isso tem impacto eleitoral ou não.) 

      De que mídia o articulista fala? Ora, tá no post. Globo e FSP. A narrativa deles me agrada mais, hoje, que a do governismo. Deveria fingir que não?

      E não importa em nada minha opinião e minhas escolhas.

      O que seria relevante é ver para onde a opinião pública caminha.

      Na minha opinião os seus argumentos são os de quem quer que o PT volte a ser uma oposição programática, não um projeto vencedor de eleições.

      Tem algum mal contar que Alckmin parece (na minha opinião) estar fazendo isso melhor que candidatos do PT?

      Mas é só minha opinião…

      Abraços!

  25. Snaporaz

    10 de agosto de 2014 2:33 pm

    Sobra  religião e falta

    Sobra  religião e falta ideologia ! Nostálgicos tempos  em que  a juventude rebelde   andava  com “O que Fazer?”,do Vladimir,no  sovaco , em lugar   de Bíblias  de todas as confissões e entupindo ,literalmente,o ouvido com  auriculares todo o tempo,(ouvindo o quê?).

    Bom lembrar, que  crentes ou não ,são parte ,expressiva ,da população votam e consomem. Apesar  das bancadas  fisiológicas evangélicas tantas como o do difuso PMDB, em nada se diferem dos  tradicionais  políticos com quem  convivemos desde  sempre. Para quem  conviveu e sobreviveu  a estupidez   da ditadura e seu corolário de insanidades constrangedoras,o ar democrático presente que se respira é pura fragrância de campos de lavanda.,

  26. Arthemísia

    10 de agosto de 2014 2:43 pm

    Para mim o post não foi muito

    Para mim o post não foi muito claro. Mas se foi escrito para o que estou pensando, acrescento algumas considerações.

    Nem tudo o que vem da religião é desprezível, obscuro e pré-moderno. A mesma Igreja Católica que produziu Ratzinger, produziu a Teologia da Libertação. A mesma Assembléia de Deus que produziu Silas Malafaia, produziu Marina Silva (candidata de Gunter). Na campanha de 1989 havia um grupo chamado Evangélicos com Lula, que era composto pelo pessoal de muitas igrejas evangélicas e protestantes de linha progressista.

    Se hoje temos no Congresso a força de evangélicos neopentecostais, nenhum candidato pode ignorá-los, embora melhor seria se andassem menos com eles. Afinal de contas, esses evangélicos são eleitos, e não está escrito na lei que candidato evangélico conservador não é admissível. Me incomoda não ver a força LGBTT se transformar em votos e levar a disputa para o Congresso. Forçar a cobrança apenas em cima dos representantes do Executivo faz parecer que o movimento não reconhece o parlamento.

    Dilma e muitos políticos de esquerda são de um tempo em que o discurso da esquerda se formou fundamentado na redistribuição da produção e da riqueza, bem como do poder. O discurso do reconhecimento das diferenças é mais recente e muito fragmentado para adquirir hegemonia, seja lá em que partido for. Dentro de qualquer partido político no mundo existem pessoas prós e contra aborto, casamento gay, adoção por casais gays, etc. Em nenhum país ocidental essas são questões fáceis e rápidas de serem resolvidas e a implementação de políticas públicas que atendam essas demandas de reconhecimento é sempre acompanhada de muita polêmica.

    Agora, ficar na moita como estratégia política, como sugere o post, soa estranho vindo de uma pessoas tão engajada como Gunter. A má vontade de Gunter para com o PT já é pública e notória, mas elogiar Alckmin por ficar no armário, foi a cereja do bolo.

    Como eleitora do PT e de Dilma, não me agradou em nada ver o post no Face de Dilma (sou seguidora), mas prefiro que ela diga isso logo na cara do que ficar de aliança nos bastidores. Como minha família é, em grande parte, evangélica e conservadora, sei que boa parte deles consegue fazer uma determinada avaliação dos candidatos que só é possível para eles mesmo: apesar de ser um não salvo, é capaz de fazer as boas obras. Evangélico é conservador, mas gosta da vida melhor que está levando. Portanto, acho que Dilma angaria alguns votos, sim, com essa galera, para desespero de Gunter e da oposição.

    1. Gunter Zibell - SP

      10 de agosto de 2014 5:04 pm

      Aí é apenas má vontade sua para comigo.

      Não estou criticando Dilma mais que você ao dizer que o post no Face não lhe agradou.

      E se conto que o estilo Alckmin de ficar no armário é bem sucedido, é para inspirar os militantes do PT em redes sociais a também ficarem no armário. É para o PT ser melhor sucedido, não?

      No geral só estou contando uma coisa que não agrada aos militantes aguerridos mas que pode ser verdadeira: o discurso atual é contraditório e afasta gregos e troianos.

      Afasta evangélicos, afasta LGBTs, afasta ambientalistas, afasta classes médias, afasta paulistas (alguns militantes gostam de dizer que paulistas são atrasados, loucos, etc.), afasta artistas, afasta acadêmicos.

      Quanto ao porque LGBTs não elegerem representantes já expliquei longamente no passado. É porque não precisa. A maior parte dos países desenvolvidos tem aborto legal (até os supercatólicos Itália, Espanha e Portugal) e no mínimo união civil homoafetiva (só Itália, Japão, Polônia, Coreia e Grécia não tem.) É inescapável. E nunca foi necessário bancada LGBT ou “pró-aborto”. Simples assim.

      Agora, se você acha que Dilma está ganhando votos e que a oposição está desesperada, tudo bem.

      Não está mais aqui quem falou.

      Artigo de 23/07:

      http://www.infomoney.com.br/bloomberg/mercados/noticia/3472404/nomura-eleva-para-chances-oposicao-ganhar-dilma-eleicao

      Artigo de 27/07:

      http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,dilma-tem-60-de-chances-de-perder-eleicao-diz-mcm,1534778

       

       

      1. Arthemísia

        10 de agosto de 2014 6:33 pm

        Gunter,
        Estive em um

        Gunter,

        Estive em um congresso da Sociedade Internacional de Direito de família durante a semana que passou. Pelo que ouvi de profissionais (advogados, juízes, psicólogos, assistentes sociais) de várias partes do mundo, as coisas não são tão cor-de-rosa quanto você pinta. Descobri, por exemplo, que na França é proibido aos casais gays e às pessoas solteiras a alternativa da inseminação artificial e da barriga de aluguel. Quanto ao aborto e à união civil ou casamento gay, não tenho dados para afirmar ou negar que estejam aprovados na maior parte dos países, mas ficou claro no congresso que ainda é um tema em discussão no mundo.

        No mais, você apenas confirmou seu desprezo pelo Parlamento e suas atribuições. Tudo bem, não está mais aqui quem falou também.

        1. Gunter Zibell - SP

          10 de agosto de 2014 8:22 pm

          Quanto a União Civil / Casamento Gay

          que fora do Brasil e da Califórnia foi decidida por Parlamentos, que eu não desprezo, conheço bem o histórico:

          https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/pequena-retrospectiva-da-uniao-homoafetiva

          E sobre a posição de políticos brasileiros também conheço:

          2012 08 18 https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/a-visao-de-alckmin-e-haddad-sobre-o-casamento-civil-gay

          2013 12 16 https://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/os-presidenciaveis-e-o-casamento-lgbt

           

           

  27. Celso Giovannetti Brambilla

    10 de agosto de 2014 2:46 pm

    Obama para estudantes em 2009

    Prezado senhor Zibell.

    Tenho ogeriza a essa “não-política” do PT e o principal atraso que herdaremos dessa gente é o político unicamente por renegar suas próprias convicções, por falta de coragem afirmar suas convicções, mas apresentar um vídeo de Obama discursando para estudantes em princípio de 2009 como o modo correto de se tratar o estado laico é também, nojento, esse não é o verdadeiro Obama ou o estado americano “laico” que de fato existe, pois a origem de patrocinar os pentecostais e evangélicos para atacarem qualquer aspecto progressista, revolucionário ou libertador, partiu do departamento de estado americano ainda na administração Jimmy Carter, enchendo esses malucos de dinheiro, isentando de impostos todos eles e os que os patrocinassem e o dinheiro utilizado foi gigantesco, lembresse que o senhor Edir Macedo nos anos 70 era vendedor de loteria e não me venha dizer que hoje extra bilionário ele se fez com dinheiro de pobre!!!!!!!!!!!!! Até a igreja católica andou nessa via Ratzinger e o Woitila, receberam muito dinheiro condicionados a acabar com a teologia da libertação para receber a grana que depois minguou e tiveram de lavar dinheiro no banco do Vaticano.

    A manipulação, o uso que do estado “laico” fez desses malucos foi profundo, porém agora a mão de direção se inverte, são os políticos de pires na mão que vão atras deles, mera coincidência com o que houve com os grupos guerrilheiros mussulmanos treinados pela CIA para atacar os soviéticos no Afeganistão, na sua ação posterior contra o próprio estado.

    O que nos resta é saber se o evangélico, quando se propoem a cargo eletivo, assume mandato pronto para defender a constituição ou a bíblia!! E qual delas,  a que lhe interessa e com a interpretação mais absurda que possa parecer e o estado “laico” como o democrata ou republicano que o senhor mostrou disfarça a sua total ingerência pela dependência a esses senhores em resumo o sentido da mão se inverteu. 

  28. Artaud

    10 de agosto de 2014 2:47 pm

    Agora tudo virou charuto??

    Vem cá: candidato pedir votos em época de eleição não é algo normal? Até mesmo obrigatório para quem se candidata?  Pedir votos de católicos e evangélicos, pobres e ricos, crentes e ateus, progressistas e conservadores, corintianos e palmeirenses, gregos e troianos?  

    Então a troco de quê esse barulho todo? Amanhã Dilma estará em Aparecida, depois de amanhã no terreiro de Mãe Menininha, depois na Federação Espírita, após passar pela Mesquita e em seguida pela Sinagoga.  E Aéreo Neves, candidato adversário, fará o mesmíssimo percurso.

    Isso significa “construção de uma narrativa de auto justificação de escolhas políticas”? Ou simplesmente campanha eleitoral? Ou será que um charuto deixou de ser, às vezes, apenas um charuto, como queria o Dr. Sigmundo?

     

     

  29. aliancaliberal

    10 de agosto de 2014 3:00 pm

    O estado é laico mas não é

    O estado é laico mas não é ateu.

    A religião faz parte da cultura do povo brasileiro, a religião seja qual for é um conjunto de valores, estes valores devem serem respeitados pelo estado.

    A igreja faz parte da sociedade civil organizada e pode deve  atuar politicamente para que seus valores não sejam desrespeitado pelo estado.

    Escolhewr quem deve ou não atuar na politica mostra apenas o sectárismo de uns.

     

     

  30. Francisco127

    10 de agosto de 2014 3:02 pm

    O maior erro que a esquerda

    O maior erro que a esquerda pode fazer, e tem feito muito nos EUA e Europa, é deperdiçar seu capital político com irrelevâncias do tipo casamento gay, aborto, etc. O papel da esquerda, ao menos de um partido de esquerda que mereça o meu voto,  é defender o trabalhador.

    1. Tom

      10 de agosto de 2014 3:42 pm

      O mito do “marxismo cultural”

      Essa agenda supostamente de “esquerda” foi óbviamente turbinada pela direita reacionaria. A “revolução de costumes” como alternativa às transformações nas estruturas de poder só pode colar numa subcultura como a que mergulhou o mundo ocidental nas ultimas décadas.

       

  31. Alessandre de Argolo

    10 de agosto de 2014 3:06 pm

    No mais, o Sr. Paul Hewson discorda do meu amigo Gunter Zibell

    [video:http://youtu.be/YKf5ZQOUrXY%5D

  32. Luiz Gonzaga da Silva

    10 de agosto de 2014 3:14 pm

    “A presidente e candidata à

    “A presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), participou de uma cerimônia religiosa na manhã desta sexta-feira (8), e, apesar de abrir a sua fala garantindo que o “Estado brasileiro é um Estado laico”, fez algumas citações de orações e falou em nome de Deus em alguns momentos do discurso.

    “Todos os dirigentes desse País dependem do voto do povo e da graça de Deus, eu também”, disse para um público de 5 mil pessoas, durante Congresso Nacional de Mulheres das Assembleias de Deus Ministério de Madureira, no Brás, região central da capital paulista. A presidente citou por duas vezes um salmo de David. “Feliz a nação cujo Deus é o Senhor”. Durante sua fala, Dilma foi aplaudida dezoito vezes e ao final do culto recebeu uma bênção da plateia e muitos aplausos.”(http://www.jornaltudobh.com.br/politica/em-encontro-com-evangelicos-dilma-cita-salmos/). Resolveram transformar  tempestade em copo d’água. Marina/Campos, Geraldo “Opus Dei” Alckmin, Serra…todos podem cortejar o voto religioso, mas os únicos satanizados são os petistas. Mas deixa prá lá.Aliás, Dilma ao citar um salmo não fica atrás de qualquer americano médio, seja democrata ou republicano, ao contemplar nota de dólar: “In God We Trust”   

  33. DUDE

    10 de agosto de 2014 3:41 pm

    DILMA É PRESIDENTE DE TODOS OS BRASILEIROS

    Esse texto é totalmente deformado pelo preconceito de evangélicos.

    Eles também são brasileiros.

    Não se esqueçam que Dilma recebeu o Papa com todas as honras, pois representa, é claro, grande maioria do povo brasileiro.

    Mas há milhares de brasileiros que são evangélicos e, claramente, a presidência deve a eles todos respeito e consideração.

    Todos sabem que Dilma é cristã. Não demagogia neste ato.

    Se há todos os demais políticos viajam na mesma nave.

    Basta segui-los.

    É importante entender a maneira de Dilma se dirigir aos evangélcos. Eles são brasileiros também.o

    Agora, entender porque Psol pode apoiar Aécio, como insinua o autor do texto, não posso. Não posso e quer saber: não acredito, pois o PSOL tem ideais totalmente  contrários ao PSDB e máxime ao candidato Aécio.

    Dizem que os forças contrárias se atraem. Talvez isto seja verdade no ínício, mas não acredito que o seja quando o Poder navega em grande boa parte na direção dos ideais mais extremos.

    Os extremistas não entendem que jamais irão governar. Seja de direita, seja de esquerda. Por suas posições, acabam não tendo o aval do povo e condições para tanto, a não ser mediante golpes, como ocorreram com as ditaduras, inclusive nazistas e fascistas.

    Em uma democracia, governa-se obedecendo a vontade da maioria do povo. E, renita-se, a grande e esmagadora maioria de nosso povo é cristã, seja católica, seja evangélica.

    Pensei que estas diferenças religiosas estariam terminadas. Meus pais tiveram grandes dificuldades, mãe evangélica, pai católico. As famílias não se entendiam e todos os filhos sofreram com isto. Já é hora de terminar esta coisa, respeitando o sentimento religioso de cada um.

    Dilma respeita os católicos e os evangélicos.

    Não vejo nenhum mal nisto. Ao contrário, é um exemplo.

     

  34. alessandroduarte

    10 de agosto de 2014 4:10 pm

    Mais do mesmo do Dr. autor

    Mais do mesmo do Dr. autor que “se ufana de si mesmo”….

  35. hugo1

    10 de agosto de 2014 4:14 pm

    Esse trelelê todo só teria

    Esse trelelê todo só teria sentido se esse espediente fosse só doPT. O PSDB na figura do governador Alckmin, (em quem Gunter irá votar) estava no Templo de Salomão ao lado da Dilma e colocou um parceiro do Feliciano numa secretaria de governo de SP. O terrorismo hipócrita a mídia faz, e a oposição reverbera.

    1. Gunter Zibell - SP

      10 de agosto de 2014 4:42 pm

      Vou votar no Natalini

      para prestigiar o excelente discurso dele.

      No Alckmin só se houver 2º turno. Ou você prefere que vote no Skaf?

      1. hugo1

        10 de agosto de 2014 8:35 pm

        Vote em quem quiser.Só acho

        Vote em quem quiser.Só acho um contra senso escolher um partido para demonizar, sendo que o seu texto poderia se exatamente direcionado ao PSDB ou PSB, e não somente aos “malvados” do PT.

        O seu texto traduz a conjuntura política atual dos principais partidos do país, excetuando os da extrema esquerda e extrema direita vale pra qualquer um.

        1. Gunter Zibell - SP

          11 de agosto de 2014 2:37 am

          Não poderia.

          Os candidatos são diferentes, os públicos são diferentes e desse modo um mesmo discurso dá resultados diferentes.

          Como falei em outro comentário, Obama não sairia favorecido copiando o discurso de Romney.

          E, como está no post, se oposição fizer também não perde nada. 

          E, mais a mais, nessas áreas de fazer discurso contraditório ou colocar religião na política o PT aprofunda mais que PSB ou PSDB.

          Os próprios militantes do PT reconhecem isso. 

          O que resta saber é se isso é bom eleitoralmente ou não.

           

           

           

  36. Falcão

    10 de agosto de 2014 4:16 pm

    Todo e qualquer candidato tem

    Todo e qualquer candidato tem que abraçar e concordar com a fé do seu eleitorado. Católicos. Evangélicos, Judeus, Umbandistas, Espíritas, Budistas…etc. Agora, entre a ideologia religiosa e a condução do Estado Laico a distância tem que ser mantida. Se Governa pra todos. Não pra um determinado segmento social é o que se espera de um governo sério. Hipocrisia…você encontra onde existir algum ser humano. É parte de nós em maior ou menor escala. Ou você se auto declara imunizado…

  37. morallis

    10 de agosto de 2014 4:20 pm

    Gosto muito da maneira que o

    Gosto muito da maneira que o  Gunter expõe suas idéias  mas

    nem tanto de  como   as defende , considero suspeitíssimo.

    Fundamentalismos, guetos são sempre perigosos, o Brasil 

    é laico por essencia  ( mesmo que alguns torçam contra..) o que é 

    mais importante e eficaz que qualquer lei ou decreto .Ou seja .se Dilma

    fosse a uma “mesquita” certamente seria taxada ( mais uma vez..)

    de terrorista por muitos, se fosse a uma sinagoga ..certamente   de

    simpatizante sionista por outros .Segue  a caravana..segue a ladainha

    eleições à frente , com Deus sem Deus sem água e com aéroportos

  38. altamiro souza

    10 de agosto de 2014 4:22 pm

    é a política, como diria

    é a política, como diria aquele assessor do clinton.

    e o objetivo da política é governar para todos.

    e não existe neutralidade, todo ato humano requer uma escolha.

    então é escolher e escolher o melhor para o povo brasileiro.

    concordo tb que já é quase um  milagre o pt subsistir doze anos governando o país, com tantas dificuldades e oposições, tanto da direita – quanto da extrema esquerda.

    é a política….

  39. Datena Politico Psolítico

    10 de agosto de 2014 4:23 pm

    Estes posts me lembram do Datena e Similares

    Não trazem nada de relevante, mas dão uma ótima audoência.

    Zapeandooo!

  40. Rodrigo Sousa

    10 de agosto de 2014 4:48 pm

    Nossa quanta magoa guardada

    Carabam, que texto misturado com nada e coisa alguma.

     

    Se pesquisar campanhas politicas no Brasil nas Ultimas decadas o que não vai faltar é politico indo a missas de varias religiões e prestigiando o evento e se comunicando com o conhecido raport. querer pegar esse fato da Dilma e construir uma dese mirabolante é d+.

     

    A pior parte é misturar a Russia e o fato de alguns partidários semre contra os USA e botar no meio da sopa, ficou uma verdadeira mistura de nada com coisa alguma.

     

    Para quem escreveu dezenas de post criticando a Russia, taxando de insignificante e incapaz de uma politica externa deve ter ficado ressentido com o troco que deu nas sanções que sofreu, para de viver no passado cara!

    1. Gunter Zibell - SP

      10 de agosto de 2014 5:45 pm

      Não vi ainda nenhuma razão

      para mudar a avaliação sobre a Rússia desde março passado:

      https://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/a-russia-podera-seguir-os-passos-da-ucrania

      Mas quem quer vive no mundo de fantasia que escolhe.

      Não participo mais dos posts sobre Rússia em blogs porque eles viraram um imenso RPG. É só hobby de alguns comentaristas.

  41. Carlos Dias

    10 de agosto de 2014 5:20 pm

    É… mas o que esperar dos candidatos?

    Aí vem a perplexidade com os 70% de votos válidos de Alckmin (pelo menos se não secar tudo até as eleições…)

    Ora, ele simplesmente não antagoniza grupos religiosos ou não-religiosos.

     

    Ah, Gunter, pelamordedeus (já que o tema é religião), criatura…… É essa a explicação??? Será possível que SP viva esse ecumenismo religioso como principal matéria de aprovação de governo?? Não creio…. Será?? ….. E eu que achava que era por Alckmin fazer um governo razoável (apesar de tudo)… Lembrando que quem se candidata a re-eleição sempre tem algum crédito, algum bônus de volume (ainda que o volume esteja morto). Será que somente os iluminados paulistas conseguiram superar o obscurantismo religioso na política?  Não creio…. Eu acho que Alckmin conta com todas as vantagem de governar um estado rico, com diversos programas consolidados desde há muito tempo e  conta com a blindagem pigal.

    SP não se apresenta como estado que superou a intolerância, ao contrário… é foco principal de conservadorismo e preconceitos diversos..

    Talvez, Gunter, a surpreendente aprovação de Alkcmin não signifique algo assim tão merecedor de admiração.. mas, sim, a consolidação do conservadorismo em todas as suas faces mais perversas e mais dissimuladas.

  42. Eduardo Pereira da Silva

    10 de agosto de 2014 6:34 pm

    Tudo isso porque a Dilma visitou templos evangélicos??

     

    Bem, eu de minha parte não vejo nada de errado nisso. Primeiro porque o estado é laico e não ateu, sendo assim o Estado deve defender os direitos DE TODOS SEGMENTOS DA SOCIEDADE, sejam de movimentos LGBTS, de ateus, de grupos de várias etnias, E PASMEM, também de defender o direito de crença.

    Ora, se a Dilma se reunir com setores dos movimentos LGBTS está fazendo algo errado? Se se reunir com representantes do Candomblé estará fazendo algo errado? Se reunir-se com alguma organização atéia estará fazendo algo de errado? CLARO QUE NÃO! O presidente da república e os que postulam o ser, não devem se envergonhar e muito menos evitar encontros com os vários segmentos da sociedade, pois todos tem suas demandas, seus direitos e querem e devem ser ouvidos. Dilma não fez nada de errado, muito pelo contrário, fez o certo e a obrigação de quem pretende ser a lider do país e assim ouvir todos os segmentos.

    Não entendi um certo ar de consternação por ela ter visitado templos religiosos, como se isso fosse um erro. Erro seria se ela evitasse ouvir esse segmento da sociedade, assim como deve ouvir também os movimentos LGBTS, ateus e qualquer outro segmento. Ouvir e conversar com todos segmentos deve ser uma obrigação do governante de um país.

    Engraçado que enfiou até o Putin e os EUA no meio, mas sobre isso nem vou me estender, porque se o povo brasileiro não é de esquerda e nem anti-americano, como colocado, certamente também não é de direita e nem anti-russia, geralmente o povo brasileiro condena os Governos destes países e não o povo destes países, conforme for o caso, o problema é que o governo americano dá muito mais motivos com sua beligerãncia universal para ser criticado.

    De qualquer forma, acho muito “auê”, pelo fato da Dilma visitar um segmento da sociedade que são os evangélicos (apesar do texto tentar diluir a questão sobre outros tema, fica evidente que o ponto nevrálgico é esse), ou isso não é permitido?

     

    1. peregrino

      10 de agosto de 2014 7:47 pm

      exatamente, Eduardo…

      no fundo no fundo segue o refrão direitista: é PT, é ruim, é novidade

  43. peregrino

    10 de agosto de 2014 7:20 pm

    assim entendi a mensagem de Dilma…

    quando Deus não puder resolver, me chame

     truque desses pastores é convencer seus seguidores de que todos são rejeitados por Deus e que eles precisam fazer algo para mudar, de preferência retirando este algo do bolso, da conta ou da poupança

    apesar de laico, o estado não deve se manter afastado ou calado ante tanta exploração de inocentes

     

    1. peregrino

      10 de agosto de 2014 7:34 pm

      relacionar com ganho ou perda de votos…

      ante situação tão preocupante, aí sim é uso político, com rearranjamento de escolhas meramentes humanas vistas contra ou a favor de partidos ou políticos

      1. peregrino

        10 de agosto de 2014 7:38 pm

        se querem seguir, que sigam…

        se querem votar, que votem

        assim deve ser a mensagem principal, porque no final quem ampara mesmo é o Estado

    2. Eduardo Pereira da Silva

      10 de agosto de 2014 9:07 pm

      Tenho certeza que tu entendeu errado.

       

       

      “quando Deus não puder resolver, me chame”

       

      De boa peregrino, acho tu entendeu tudo errado. Não tem uma só vírgula na mensagem de Dilma que leve a entender isso. Não sei como você pode ter entendido assim…. rs

      Você acha mesmo que a Dilma iria a um encontro de evangélicos e tentaria passar uma mensagem dessas?

      No meio evangélico a mensagem sempre é inversa a isso que você colocou. Tentando ser mais suscinto, ensinamos a pedir orientação de Deus, mas a aplicar todos nossos esforços humanos para conseguir nossos objetivos (que tem que ser visando coisas edificantes e boas) e somente quando algo estiver além de nossas forças humanas recorrermos a última instância que é Deus, porque Deus, segundo nosso entendimento, abomina a preguiça, então devemos fazer a nossa parte no que é humanamente possível e aquilo que está além de nossas forças aí sim colocar nas mãos de Deus. O que você colocou é totalmente contrário ao que acreditamos, pois você colocou o homem como última instância e nós acreditamos no inverso. E a Dilma não disse nada do que você falou.

      Agora, sobre o que disse sobre os pastores, devagar com o andor, a palavra tem força e depois de lançada é difícil reverter o seu efeito. É bom saber que pessoas boas e pessoas ruins existem em todos setores da humanidade e as igrejas não são exceção, nós mesmos (evangélicos) temos consciência disso. Agora o que não dá é para aceitar a generalização que você fez. Tem pastores bons e pastores ruins, isso é um fato que reconhecemos, mas não vou matar “a boiada” por conta de alguns carrapatos, porque aí , como diz o ditado “remédio na dose errado vira veneno”.

      1. peregrino

        10 de agosto de 2014 11:12 pm

        valeu pelo toque, Eduardo, agradeço, mas, saiba, em partes…

        não me referi a todos, limitei-me aos que participam do post ou mais exatamente aos que entraram para a política

        “O que você colocou é totalmente contrário ao que acreditamos, pois você colocou o homem como última instância e nós acreditamos no inverso.”

        então me responda por favor: o que afinal eles procuram na política, obrar a partir de um saber divino?

        por mais que eu tente entender de outra forma, não consigo ver algo diferente de participação pura e simplesmente humana, tanto é que atuam como todos os outros que tentam fazer a cabeça dos seus seguidores por votos, mas com uma grande vantagem

        e você há de concordar comigo que eles não precisam se esforçar muito, pois a fé a todos já fortaleceu

        1. peregrino

          10 de agosto de 2014 11:26 pm

          quer saber!?…………………….sendo mais sincero

          realmente eu não entendo nada de religião

          mas a única coisa que eu peço ao Deus que você mencionou, ou a qualquer outro assim entendido, é que ele nunca me faça entender qualquer uma dessas religiões que estão por aí, todas

          poque no dia em que isto acontecer eu vou deixar de acreditar nele

        2. Eduardo Pereira da Silva

          11 de agosto de 2014 1:16 am

           
          O tema realmente é

           

          O tema realmente é complicado Peregrino, mas pelo que eu percebi o que ocorreu foi o efeito medo paranóico do discurso da direita que foi aceito por alguns setores evangélicos, do tipo que se estava a preparar leis que iriam impedir o direito de processar sua fé e o direito de crença, daí que alguns setores evangélicos entenderam que deveriam participar mais ativamente na política para impedir que “esse mal acontecesse”. Não foi para usar a sabedoria divina no Congresso, foi medo mesmo, num dado momento setores evangélicos ficaram com medo de ver seus direitos tolhidos.

          Tudo vem, ao meu ver da falta de diálogo que ocorreu entre setores LGBTS e setores evangélicos e eu assisti alguns debates e tinha gente meio extremista dos dois lados. Creio que o problema foi controlar o extremismo de ambos os lados. E na porteira do medo que foi aberto os reacionários de direita não perderam tempo em inflar a paranóia porque só tinham a ganhar com isso.

          Outro dia eu comentei num post que a direitona estava nadando de braçada no meio evangélico nos últimos tempos, justamente por esse discurso do medo e por umas palavras tolas que o Gilberto de Carvalho usou se referindo aos evangélicos e, ao meu ver, não teve a humildade de reconhecer que errou. O que ele disse foi que o PT precisava disputar com os evangélicos a hegemonia entre as classes mais pobres. Cara, isso fez um estrago danado na imagem do PT dentro dos setores evangélicos, teve uma reunião muito tensa entre deputados da chamada bancada evangélica e o Gilberto Carvalho que saiu faísca para todos os lados. O Magno Malta que pegou a Dilma pelo braço e saiu por esse Brasil a defendendo do uso político que o Serra estava fazendo contra ela, nas eleições passadas com a questão do aborto, fez um discurso duríssimo contra o Gilberto de Carvalho na Tribuna, lembrando que ele Magno Malta que faz parte da bancada evangélica deu todo apoio a Dilma e ao PT e agora tinha que ter escutado aquilo.

          Sei que tem pastores aproveitadores, mas eu faço um desafio a todos do Blog e em qualquer lugar que vou que me apontem uma instituição que recupere mais pessoas drogadas e famílias destruídas do que as Igrejas. Eu falo isso porque frequento o meio e sei o número incrível de ex drogados, ex prostitutas, ex presidiários que encontraram na igreja conforto e ajuda para se recuperarem e recuperarem a auto estima. Então pegou muito mal o discurso do Gilberto de Carvalho em falar em disputar com os evangélicos a hegemonia entre as pessoas mais pobres, porque não havia nada a disputar. Aliás, o que a Dilma está fazendo agora e pondo água para esfriar uma fervura que não foi ela que criou.

          Eu, particularmente, sou contra pastores se lançarem candidatos, outras pessoas da Igreja se quiserem que entrem, a política abriga pessoas de todos segmentos mesmo, mas pastores não deveriam, no meu entendimento, porque a partir do momento que um pastor resolve entrar para política ele abandona seu ministério, pois não terá mais tempo para se dedicar as “ovelhas”, então acho errado, mas esse é um ponto de vista meu.

          Agora, tem algo que concordo no discurso do Obama, quando ele fala sobre que, na política, tem que se afastar dogmas religiosos (usando outros temas), quando se vai discutir leis e projetos. Uma coisa é você defender o direito de professar sua fé, outra coisa é eu querer que o restante da sociedade aceite uma lei apenas porque ela está de acordo com minha fé, pois eu tenho que entender e respeitar que as demais pessoas podem ter uma crença diferente ou mesmo crença alguma.

          Vou tentar ser mais claro, eu sou contra o aborto, mas sempre disse para os evangélicos que nós nunca poderiamos ir discutir esse tema politicamente usando nossos critérios de fé, porque aí estariamos querendo impor nossa fé para os outros na marra e a fé tem que ser abraçada por livre e espontânea vontade e não porque uma lei determinou que se faça tal coisa por conta da fé. Toda vez que entrei em debates sobre o aborto, deixei a minha questão de fé de lado e coloquei meu ponto de vista a partir de critérios do direito a vida e científicos e não porque “é pecado”, isso não serve de argumento, pois o que é pecado para mim pode não ser para outras pessoas. É como o caso do casamento homossexual, oras, para mim é pecado, mas para muitos não é, como posso eu querer que tenha uma lei que proíba porque a minha fé diz isso, onde ficaria a fé dos outros o direito de escolha? Tendo ou não uma lei que permita eu vou achar que é pecado, não precisa de uma lei para impedir o homem de pecar, leis tem que ser para impedir crimes e não pecados, porque pecado é uma questão de fé ou não. Agora, se surgir uma lei que queira tolher meu direito de fé, aí eu entro na discussão para valer, defendendo o meu direito a professá-la, então eu acho errado alguns exageros por parte da bancada evangélica, mas também existe um exagero por parte da bancada de que defende os movimentos LGBTS e, inclusive alguns não são apenas representantes desses movimentos, mas o são propriamente dizendo e, nesse ponto, não vejo porque não pode ter uma bancada evangélica e pode ter uma bancada LGBT. O problema que vejo é que, estão elegendo pessoas desses segmentos que não são dadas ao diálogo pacificador, mas pessoas, de ambos lados que já entram como se fosse uma guerra, aí complica, porque sem dialogo a coisa não anda mesmo.

          Nossa! Escrevi um “caminhão” e sem revisão, deve ter erros em todo texto… hehehe

          Bem amigo Peregrino, o tema é complicado mesmo e até por isso é importante que ambos os lados tenham muita prudência. Quem sabe outro dia possamos conversar mais sobre o assunto. Um abraço.

  44. janes salete

    10 de agosto de 2014 7:49 pm

    To falando que o psol é

    To falando que o psol é ditador. Se for diferente, se acreditar em algo diferente, não participa da política desse partido. Por isso gosto do PT, todo mundo participa desse governo. Independente de classe social, religião, cor, gays, heteros, adultos, crianças, jovens, vós, vôs, imigrantes, “importados”, etc. Os únicos que não participam nesse partido, são os poderes corruptos: mídia, justiça e psdb. Então, enquanto esse partido dos trabalhadores trabalhar para todos, to com ele. Não houve democracia maior do que com o Partido dos Trabalhadores.

  45. romério rômulo

    10 de agosto de 2014 8:00 pm

    o Obama só tem pose

    ele dirige com as Corporações e a máquina de guerra que lhes interessa. elas são o Credo dos EUA.

    some-se o Sistema Finandeiro com seus quatrilhões e vamos entender O Caminho, a Verdade, a Vida que ele prega.

    romério

    1. Gunter Zibell - SP

      10 de agosto de 2014 8:13 pm

      Pode só ter pose.

      Mas se elegeu e se reelegeu.

      Dilma se elegeu. Se você está tranquilo quanto à reeleição, beleza.

      Não importa que narrativa eu prefira. Poderia gostar das duas. Ou de nenhuma.

      O que importa é o que a maioria da população brasileira irá escolher em 26/10, caso exista o 2º turno.

      Se alguém acha que o mais provável é eleição em 1º turno, também beleza, aí algumas questões não se põem mesmo.

  46. Rodrigo Sousa

    10 de agosto de 2014 8:04 pm

    planos parecidos

    O texto fala muitas coisas ( a maioria sem muito sentido em minha opinião), mas vou pegar um ponto que achei interessante argumentar.

    Ambos os partidos possuem modos de agir parecido em relação ao futuro do Brasil!

    Será que o autor realmente acredita nisso? já comparou com os dois projetos, alias achou o projeto na integra do PSDB em algum lugar?

    O primordial do Aecio:

    Esse defende o típico do discurso dominante da mídia, só esconde o que pensa ou o que contém esse programa deles (medidas impopulares, arrocho salarial, corte de gastos, reforma trabalhista, preços congelados, mudanças das regras do cálculo do aumento do salário mínimo e dos benefícios da Previdência).

    Vamos às suas propostas

    – restabelecer o tripé juros-câmbio-superávit com metas plurianuais;
    – aumento dos juros e do superávit;
    – racionalizar a atuação de bancos públicos (sic) para reduzir o prêmio de riscos que o Brasil paga;
    – privatizar a infraestrutura via concessão, parcerias público-privadas (PPPs), regulação e execução;
    – reforma tributária com simplificação de gastos abaixo ou igual ao crescimento do PIB;

     

    Na politica externa então é um show de hororres a proposta do Aecio e pensamento de seu partido.

    Defende a necessidade de acordos bilaterais, o fim das relações com “Cuba e outros exóticos”, e prioridade a Europa, Estado Unidos, os mais de 4bi que o Brasil vai ter com o aumento dos negocios com a Russia jamais existiria na gestão do PSDB.

    BNDES ele acha que ajuda d+, ira cortar substancialmente os financiamentos (se olhar os financimamentos do banco similar da china, USA, Eura a gente tem que rir de uma coisa dessa).

    Sobre a industria não falam muita coisa, apenas que precisa melhorar a infra estrutura, sem falar como.

    Nada sobre o povo. Governo Aécio não teria povo

    não se trata de um programa de governo, e sim da velha, tradicional e já fracassada política ortodoxa de ajuste econômico. Não é um programa para uma nação em desenvolvimento e para o Brasil do século 21. Não há uma palavra sobre a reforma política ou do Estado, sobre a distribuição de renda e inclusão social, condições para o nosso desenvolvimento e crescimento. Nada sobre o povo. Tudo indica que este não existiria, nem contaria num governo Aécio.A

     

    gora pegar os avanças e a politica do Brasil nos últimos 10 anos de PT e querer falar que as propostas de ambos os partidos são similartes é um pouco, mas so um pouco (né!) de mais.

    1. Carlos Dias

      10 de agosto de 2014 8:59 pm

      Cuidado!!

      Por escrever algo semelhante e muito menos enfático, o Gunter mandou eu fazer coisa melhor que “patrulhar” os participantes!

  47. Daytona

    10 de agosto de 2014 8:36 pm

    Pelo título, pensei que fosse

    Pelo título, pensei que fosse mais um maravilhoso comentário geopolítico do Gunter, alertando que, ao exportar produtos agrícolas para a Rússia, estariamos sendo vítimas do projeto de dominação global de Putin.

    Aliás, com tudo que está ocorrendo na Ucrânia(principalmente o massacre de civis pelos aliados dos EUA)estranha o silêncio de Gunter. Vergonha?Semancol?

  48. Franklin Caetano de Freitas

    10 de agosto de 2014 9:40 pm

    Política do PT.

    Concordo com muita coisa que Gunter escreve nesse texto. O pessoal pró PT tem que maneirar o discurso. O que deveria acabar é esse negócio de politizar tudo, ou é petista ou é anti-petista(tucano), Rússia, Israel tudo entra nobalaio. A Globo é isso e aquilo, eu faço muito isso, o pesssoal não da a minima. Quanto ao fato da Dilma ir as igrejas, essa tem sido a política do PT, fazer aliança com todos, para poder governar e fazer algo pelo povo. Se Dilma chutar o balde o povo pobre é o que mais vai perder. De toda a forma, está na hora de uma revisão nessa estratégia, porque o PT vai perder um dia, pode ser em 2014, pode ser em 2018, mas vai perder. É preciso se preparar para essa transição para a oposição.

  49. alexis

    10 de agosto de 2014 11:10 pm

    Diretoria no blog?

    Considero que o André Araujo e o Gunter Zibell sejam os melhores comentaristas deste blog, naturalmente, por razões diferentes. O primeiro é objetivo, minucioso em textos da história recente, muito bem documentado e extremamente educado para responder as numerosas críticas que recebe. Já o Gunter possui uma enorme cultura geral, e traz temas mais ligados à sociedade, política, religião, LGBT e etc., todos eles complexos e um pouco subjetivos, que complicam muito o debate. O Gunter mostra então enorme paciência para trazer essas discussões e fatos e, também, ele é muito educado para responder a todo o mundo. Obviamente, existe uma lista enorme de outros bons comentaristas e debatedores.

    O objeto deste meu comentário (posso estar errado) é tentar entender a mecânica da edição de um post. Acontece que para o André Araújo e também para o Assis Ribeiro (talvez o maior contribuinte de matérias), todos os artigos postados parecem seguir um ritual comum, passando pelo Fora de Pauta, quando inédito (ou Clipping) e, também, quando o texto é destaque dentro de algum outro tema já postado. Isso é uma regra que, qualquer um de nós, já conhece.

    Acontece que este post do Gunter (este mesmo aqui sobre Dilma abraçando o mundo e etc.) apareceu do nada, sem passar por nenhuma dessas etapas citadas, o qual nos mostra que possa existir alguma comunicação direta entre o comentarista Gunter e o blog, em base na amizade e confiança (nada contra).

    Cabe então saber do Nassif: existe algum tipo de “Diretoria” no blog?

    Nada demais, pois, até barzinhos possuem a mesa da Diretoria, onde ficam os freqüentadores mais assíduos. Mas, gostaria de saber se existe esse privilégio para alguns mais chegados.

    1. Gunter Zibell - SP

      10 de agosto de 2014 11:49 pm

      Eu indico na área de blogs.

      Fora de pauta, clipping e multimídia eu costumo usar para matérias que estão circulando.

      Como hoje um video muito bonito para Dia dos Pais:

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=eNErLUZcUAc%5D

      Quando eu escrevo ponho na minha área de blog:

      http://www.jornalggn.com.br/user/46

      E quem quiser ver o que aparece no conjunto dessas áreas individuais acessa pela guia blogs:

      http://www.jornalggn.com.br/blogs

      De qualquer dessas áreas e posts todos do portal, incluindo as áreas de comentários, a equipe GGN pode alçar a post o que julgar interessante.

      Note que vários posts que eu redigi na minha área de blog não receberam nenhum comentário. São os que a equipe não julgou conveniente alçar a post.

      Note que muitos dos posts que você vê vieram das áreas de outros comentaristas (como os de Wilson Ferreira.)

      Então, cada um escreve o quer, a equipe do blog alça a post o que julga relevante.

      1. alexis

        11 de agosto de 2014 10:35 am

        O privilégio traz responsabilidades

        Nunca discuti a grande contribuição sua no blog e a qualidade dos seus comentários, mas, pelo que estou observando – e que aqui ficou comprovado, Gunter, você parece ter uma chave especial, ou uma espécie de Green Card dentro do blog. Talvez seja pago por isso, o que não estaria errado, mas seria bom saber o seu papel aqui no blog. Neste ano anda um pouco sumido e, pelo que você comentou, está mais atuante no facebook, onde talvez tenha achado mais espaço para as suas ideias, num ambiente (em minha opinião) intelectualmente mais fraco e promissório para alguém inteligente como você criar liderança. Isso talvez não tenha acontecido neste blog, por isso não é estranho você ter sumido um pouco e procurado espaços mais favoráveis.

        Ser um comentarista especial deste blog (que eu chamo há muito tempo “da Diretoria”) não seria censurável se mantivesse certa imparcialidade e tivesse mais espírito democrático e capacidade de lidar com o contraditório, mas não é assim. Você é muito parcial, dono da verdade, censor das idéias dos outros, “rotulador” de adjetivos acima de quem não gosta e, em oportunidades, manipulador de textos (apagando comentários e sequencias onde você está perdendo o debate). Numa oportunidade, no meio de uma discussão, onde você estava perdendo, teve a deselegância de expor o meu nome, profissão e etc. (ou seja, todo o meu perfil) argumentando que eles são públicos no blog e, portanto, você não cometeu delito nenhum (faço por que posso), demonstrando com isso uma atitude de perseguição, falta de esportiva, intolerância e de tentativa de amedrontamento, aproveitando a sua posição privilegiada neste blog.

        Da minha parte, não faço restrição nenhuma pela sua participação especial no blog, apenas que não ofenda a minha inteligência (e talvez de muitos outros) fingindo imparcialidade, tentando mostrar visão de conjunto, dando rodeios ingênuos às suas palavras para concluir no que muitos já imaginamos concluiria e, ainda, fingir que estamos discutindo entre iguais, entre dois debatedores comuns, pois, neste blog, parece que não é. 

        1. Gunter Zibell - SP

          11 de agosto de 2014 4:10 pm

          Não existe nada disso

          Como expliquei, eu apenas escrevo o que acho necessário na minha área de blog. Como todos os outros fazem. Já dei os exemplos e os links, certo?

          O resto é mera imaginação sua.

          O acesso ao que as pessoas põem em suas áreas é para qualquer um, não é privilégio para ninguém. Basta clicar no avatar.

          http://www.jornalggn.com.br/usuario/alexis

           

           

           

           

    2. morallis

      11 de agosto de 2014 1:14 am

      Questão complexa.
       
       

      Questão complexa.

       

       

    3. Carlos Dias

      11 de agosto de 2014 1:31 am

      É que tem uma coisa que se chama prestígio….rs

      é um docinho de com côco moldado em barrinhas e coberto com o delicioso chocolate Nestle.. Embalado em tradicional plástico vermelho é vendido  nos mercados e varejos. De sabor doce e agradável,  é produzido pela Nestle alimentos…

      1. alexis

        11 de agosto de 2014 11:29 am

        É verdade

        E tem gente que come isso na mão do outro.

  50. Roberto Monteiro

    11 de agosto de 2014 12:05 am

    Fazia dias que Gunter não publicava por aqui.

    E de repente, exercita seu esporte favorito: malhar Dilma. Direito dele, mas há alguns dias, perguntamos por aqui, cadê o Gunter, quando comentávamos em posts sobre campos e marina. Pois é, não sei os motivos de sua ausência, mas eis que ressurge agora, em momento bem oportuno (para ele, é claro).

  51. Universal

    11 de agosto de 2014 12:15 am

    Universal

    Oi Ghunter,

    Li teu texto já faz um tempo ( algumas horas). A primeira idéia que me ocorreu foi: Ghunter está mais moderado. Pareceu que sim. Vamos para a conversa. A gente discorda. Mas eu prefiro, mil vezes, estar ao seu lado do que ficar perto de um fanático. Risos. 

    Você não é o único que freqüenta este blog e que não está alinhado com os extremos. Também me considero nesta posição. Voto na Dilma por falta de opção, mesmo. Penso que a concessão do PT ao fundamentalismo passou do limite. Mas sou um mero único comentador. Diferente de vc que é um autor de textos. Os meros comentadores, como eu, deveriam ter muito mais prudência ao criticar os autores, como vc. Penso isto mesmo. Você, diferente de mim, é um cara que escreve. Marcada nossa diferença peço licença para opinar.

    Acho que a polarização que se estabeleceu é algo muito chato. Gosto de ver quando Nassif coloca um teu post na principal. Precisamos, mesmo, convencer alguém de algo? Está é a pergunta que tem me ocorrido.

     

    1. Gunter Zibell - SP

      11 de agosto de 2014 1:14 am

      Precisamos, sim, convencer os outros.

      Obrigado por ler e comentar, Universal.

      Moderado sempre tento ser, rsrs. Só sou mais radical quando vejo mentiras e omissões sendo propositadamente usadas. 

      Como no caso do cancelamento dos projetos e programas antihomofobia no Brasil.

      Como no caso da propaganda russa de política externa.

      Tem horas que não é a “mídia”, o “ocidente” ou a “direita” quem manipula, né?

      Se precisamos convencer alguém de algo?

      Eu acho que sim. Além de ainda haver muita violência e injustiça no Mundo ainda há a destruição irresponsável da Natureza. E há as pessoas que vivem abaixo de seu potencial de realização individual, muitas vezes por estarem presas a dogmas herdados que não têm mais razão de ser.

      E há um sem número de narrativas falseadoras sendo usadas. Principalmente na política. Mas também na sociedade. “Biologismo de gênero”, por exemplo.

      Se achamos que algo é mais verdadeiro devemos expor isso. É o modo das sociedades evoluírem para uma posição melhor e com menor sofrimento.

      Mesmo quem não tem problemas ou que está feliz com sua vida, tem o direito difuso de viver em uma sociedade que seja racional, que não discrimine, que busque um máximo de produção com distribuição e preservação. Em suma, felicidade.

      Se temos um conhecimento ou uma informação que podemos compartilhar, se não o fazemos estamos sendo mesquinhos, o que é contrário à nossa própria evolução espiritual.

      Se precisamos convencer alguém, especificamente para esta eleição?

      Olha, acho que talvez não dê mais tempo. Opinião pública é como um transatlântico, demora para mudar de rumo.

      Mas não vejo muito problema porque o rumo atual é o que me aparenta ser o melhor. 

      A narrativa antissecularista está claramente sendo repudiada pela sociedade brasileira. Pode até ser que a bancada fundamentalista aumente ainda um pouco, mas com limites dados pela sociedade.

      O circo montado em torno de Feliciano dificilmente será reproduzido. O teatrinho de chamar o Congresso de “conservador” quando na verdade sequer se deixa que o Congresso vote e se exponha também está sendo desmontado.

      Não há quase (especialmente fora da Política) formadores de opinião elogiando o abandono do Estado Laico.

      O elogio público à homofobia (Bolsonaro, Malafaia) minguou muito depois da divulgação das posturas de Putin (quase ninguém quer se parecer a ele, a não ser o Tea Party e a Frente Nacional) e de Papa Francisco (quase simultaneamente em julho/2013.)

      Eu não me preocupo com o sucesso de pessoas, partidos ou ongs, mas com o sucesso de ideias e conceitos positivos.

      E se as coisas estão melhorando é porque alguém nos convenceu no passado disso.

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=zOd9KkYbK9Q%5D

       

      1. Universal

        11 de agosto de 2014 1:39 am

        Amigo

        Ghunter,

        enorme respeito por você.

        Te considero meu irmão.

         

      2. Universal

        11 de agosto de 2014 2:02 am

        O que é o respeito…

        Ghunter,

        Tenho um respeito muito grande por vc. Talvez um dia a gente  venha a fazer contacto. Talvez não. Moramos em estados diferentes. Mas te considero um irmão. É engraçado falar isto por msm, mas talvez, nunca apareça outra oportunidade. Não estou nem aí para os outros.

    2. morallis

      11 de agosto de 2014 2:05 am

      Mero comentador? Como assim

      Mero comentador? Como assim “mero”?

      O que seria do autor ( ego..) sem o mero comentador ( nuvem..)?

      Perigoso isso hein!? Há meros comentadores tão ou mais capacitados

      que bons autores, questões outras, comentar te oparece mais fácil?

      Xii..claro que não !Depende do texto ! Não há  castas em blogs, talvez

      fluência, a gente aprende com os  outros sem concordar, o bom e o ruim

      existem , dos dois lados.

       

      “Levanta e anda lázaro!

       

       

      1. Universal

        11 de agosto de 2014 2:18 am

        Vc tem razão

        Quando chega um teórico como eu e propõe análise sobre os comentários… Vc tem razão. Porque eu deveria ter autoridade? Eu não tenho autoridade.

        Mas sei que vc é um dos melhores comentadores…. E eu adoro seus comentários. 

  52. Miguel A. E. Corgosinho

    11 de agosto de 2014 12:23 am

    “No entanto eu realmente

    “No entanto eu realmente gostaria que narrativas mais críveis fossem usadas na política brasileira. Acho que seria melhor para todos.”´

    A Globo News se tornou um grande comitê de campanha do Aécio. São 24 horas de narrativas reeditando fatos distorcidos pela cultura do mercado, confrontando cenários de terror com o governo de Dilma.

    Se isto acima seria melhor narrativa, ou Dilma ir a culto evangélico é a pior transformação do futuro, não sabemos. Tudo será pela vontade de Deus, ainda que o mal seja idealizado; e nada do que criamos com nossa própria percepção faz sentido.

    Por isso, sou mais a narrativa da Bíblia, Apocalípse 3-8: Conheço as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome.”

  53. Antonio Passos

    11 de agosto de 2014 12:25 am

    Palavrório inútil, preconceituoso e arrogante

    Não bastasse a tola “aula de política” dada a Dilma, o ilustre termina com a assustadora opinião de que PSDB e PT não possuem projetos distintos. E fecha declarando “humildemente” que a maioria pensa como ele. 

    As posições do estado brasileiro na política externa têm sido claras, transparentes e dignas. Também o respeito e a independência diante das religiões. Qualquer tentativa de misturar as coisas é simplesmente má fé. 

     

  54. Zanchetta

    11 de agosto de 2014 12:28 am

    Será que os ganhos serão

    Será que os ganhos serão compensatórios?

     

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=ys2Ncnp858M#t=49%5D

    1. alexis

      11 de agosto de 2014 11:26 am

      Idem

  55. Leider Lincoln

    11 de agosto de 2014 1:06 am

    Você já foi até a Rússia?

    Olha, eu fui. Duas vezes. Esse conservadorismo religioso de que você fala é mais uma construção de determinado tipo de mídia, mundo afora e acá, do que uma realidade que se sente nas ruas. Vale para talvez interiorzão, para segmentos específicos. Não vi na TV russa tantos programas religiosos quanto aqui e vi muito mais ateus e agnósticos lá do que aqui. A questão é que por motivos outros, você parece ser russófobo e isso afeta suas análises. Mas em relação ao Brasil creio que sua análise é bastante correta.

    1. Gunter Zibell - SP

      11 de agosto de 2014 1:53 am

      Nada a ver chamar os outros de russófobos.

      É falta de argumento. Chamar as pessoas de russófobos, islamofóbicos, etc é só tentativa de bloquear as críticas que não se deseja ver. 

      Não é russofobia dizer que lá há concentração de renda, economia oligárquica, sistema regressivo de tributação, restrição a liberdades individuais e a manifestações, restrições a atividades jornalísticas, uso de veículos de mídia oficiais para divulgação de propaganda falseadora, imperialismo de fronteiras. É apenas crítica a um modelo político e econômico (que muitos consideram tirania da maioria ou similar ao fascismo italiano dos anos 1930.)

      O que eu critico na Rússia todo mundo (fora dela) critica, inclusive homofóbicos e religiosos. A exceção é um nicho que se isolou numa narrativa de defender a Rússia só porque esse país antagoniza politicamente os EUA. Mas sem racionalidade nenhuma. Não há quase nada em que a Rússia se apresente como um modelo melhor para outros países copiarem (mas, se houver, seria uma ideia você redigir um post sobre isso com sua experiência.)

      Portanto, apresentar fatos não é preconceito. Não é russofobia.

      Assim como falar que países islâmicos restringem direitos fundamentais a mulheres não é islamofobia.

      E dizer que o Brasil é um país violento e com estruturas arcaicas não é “brasilfobia”.

      Eu não disse nunca que russos são religiosos. Se fossem não teriam a maior taxa de abortos, não é? Eu disse que a política russa usa valores religiosos como um elemento manipulativo. Usam nacionalismo e xenofobia também. Faz uns meses teve um discurso famoso de Putin todo nessa linha, sobre “valores russos”.

      Até na Fórum e no Opera Mundi, portais que claramente se omitem de criticar a Rússia (nas muitas coisas em que se deve) apareceram matérias sobre isso tudo.

      A decisão de permitir que religião influencie na política e legislação é o antissecularismo e não é obrigatoriamente ligada a religiosidade de um povo.

      Os russos são menos religiosos que os norte-americanos, mas permitem interferência maior. Quando o Brasil estabeleceu o Estado Laico no final do século XIX, ou quando assegurou o aborto por estupro em 1940, quase toda a população era católica praticante.

      Uma coisa influencia a outra, mas não é um processo determinístico causal.

      Muitos comentaristas daqui do blog gostam de em posts sobre evolucionismo se declararem ateus, mas na semana seguinte, quando interessa, dizem amém às negociações do PT com igrejas.

      Isse se chama interesse político, não religiosidade.

      Note como há um comentarista que sempre me criticou por eu não elogiar tais negociações. Enquanto elas só prejudicavam a LGBTs ele dizia que eu tinha que entender o “bem maior” (ou variações desse tema batido.)

      Ontem ele criticou as mesmas negociações por embaraçarem o governo na política em relação a Israel.

      Pelo menos eu sou coerente. Sou contra as manipulações de religião na política sempre.

      Mesmo em eu não sendo ateu. Mesmo em eu não sendo contra o reconhecimento e direito de defesa do Estado de Israel.

       

       

  56. Cristiano Pacheco

    11 de agosto de 2014 2:33 am

    Acrescente à Jaboticaba: Heloisa Helena e Marina Silva

    Se o PT faz concessão aos envangélicos, à esquerda, o PSOL não tem muito o que falar, pois tentou em 2006 catapultar a sua líder fundamentalista de então… A propósito, já vi muito militante do PSOL que votou no Alckmin e Serra. Mas isso não tem nada a ver com secularismo e sim com um certo rancor com o PT…. O discurso normalmente é que é melhor uma direita franca do que uma “difarçada”. Política levada com o fígado e que por excesso de esperança em um projeto, por crerem que o “paraíso” estava na caneta da presidência, levaram (e sempre é assim) à frustração e decepção fúnebres…

    Á direita, de fato o PSDB ainda não começou seu discurso moralista, tática tentada pelo Serra e que deu errado em 2010. Mas não duvido que possa surgir um discurso de redução da maioridade penal ou algo do tipo… Ainda tem muito chão pela frente e acho que isso tudo depende de como estarão as pesquisas nas próximas semanas… 

    Mas o realmente surpreendente na última eleição foi a ascenção meteórica da ultra-fundamentalista Marina Silva. O PV teve que correr para esconder as resoluções partidárias que defendiam o aborto, maconha e diversidade sexual…E o mais impressionante foi que sua Mega-votação se deu entre o eleitorado “escolarizado” e principalmente os mais jovens… Os que mais se encaixam no perfil “cabeça aberta”, “tolerante”, “descolados”, etc…

    De duas uma: Ou o eleitorado de Marina Silva não estava bem informado de suas opiniões medievais sobre aborto e casamento homossexual ou este eleitorado “descarta” questões comportamentais para priorizar o “meio termo” da polariação ideológica no país com uma sofisticação “safe the planet” e a nova política que milagrosamente aboliria a corrupção…

    No fim das contas, acho que não existe mais partido que represente com exclusividade bandeiras secularistas ou de defesa dos LGBTs, ficando isso a cargo de pessoas, como o excelente deputado Jean Willians. Aliás, existe até um blog chamado gays de direita e líderes fascistas assumidamente homossexuais… Como o mundo mudou!

     

  57. Juliano Santos

    11 de agosto de 2014 3:55 am

    Não creio que a eleição seja

    Não creio que a eleição seja decidida nesses termos, Gunter.  É um enfoque de classe média instruída, mas não necesariamente coxinha*.

    Há um gráfico no Cafezinho que mostra que essa eleição talvez venha a ser a mais classista da história. Até 2 salário mínimos a Dilma ganha de lavada. entre 2 e 5 ganha com menos folga. A partir daí, Aecio empata e ultrapassa.

    Essa eleição ainda será “candidato petista, lulista, dos pobres versus candidato tucanos dos ricos”. Dilma já perdeu a maioria da classe média, não a nova, a tradicional mesmo. Não creio que possa recuperar. O disurso do ódio ao PT contaminou essa classe.

    Portanto, sua discussão é válida, mas não é muito importante do ponto de vista eleitoral.

    *Coxinha para mim não é quem é centrista ou anti-petista. Para mim coxinha é o analfabeto político. O que lê (folheia as manchetes) o pig e sai repetindo acriticamente. Um desinformdo e deformado intelctualmente. O que não é seu caso, muito pelo contrário 

    1. Gunter Zibell - SP

      11 de agosto de 2014 5:17 am

      Eu percebi isso, Juliano

      Do aprofundamento da divisão social do voto. E de um modo contrário ao que aconteceu em 1989.

      A cada eleição diminui a preferência pelo PT na faixa acima de 5 s.m.

      O ponto é que estes são mais capazes de influenciarem, no médio e longo prazo, os outros estratos (que os emulam) que o contrário.

      Mas, de fato, consequências só venham em 2018. Do ponto de vista eleitoral não deve mais mudar muito a trajetória deste ano.

      x-x-x-x-x-x-x-x

      Eu tomaria cuidado com isso de que o discurso do ódio ao PT contaminou a classe média. É um diagnóstico isso, é uma visão.

      Mas será que é o diagnóstico mais preciso?

      Não pode haver um diagnóstico contrário, de que as classes médias estão se defendendo de tanto que são atacadas e incompreendidas nos discursos da situação, às vezes até na fala de políticos? (não só na de militantes.)

      Toda a rejeição é por ódio ou pode haver também por percepção de deficiências?

      A grande rejeição de Serra na capital de SP, que chegou a 50% (e eu inclusive participo dela) é fruto de ódio?

      Ou avaliação?

      Achar que se trata de ódio não pode ser uma “muleta” para não precisar fazer autocrítica?

      Não digo sempre, mas pelo menos às vezes?

      x-x-x-x-x-x-x-x

      Obrigado pela menção elogiosa.

      Peço que essa generosidade seja estendida a algumas porções das classes médias e segmentos de instrução superior, ainda que incompleta.

      Pode ser ingenuidade supor que justo esses grupos, que ajudaram o MDB a suplantar a ARENA, que ajudaram o PSDB a momentaneamente suplantar o PMDB, que ajudaram o PT a crescer, inclusive por tanto tempo fazendo 66% dos senadores por SP, elegendo mais prefeitos para a capital de SP que na maioria das outras capitais, sejam sempre assim desinformados ou acríticos.

      São essas pessoas que com frequência são chamadas de coxinhas. Não é todo mundo que é tão consciencioso como você no uso de apelidos.

      Ultimamente chama-se de coxinha qualquer pessoa que faça críticas ou manifeste voto contrário. 

      Mesmo que acreditemos em uma narrativa, ouçamos outras. Pode haver o que aprender nelas.

      Uma coisa é que credibilidades podem se erodir com o tempo…

      E não necessariamente por força do “PIG”…

      A mídia é que pode estar indo atrás do senso comum de seu público…

       

       

       

      1. Juliano Santos

        11 de agosto de 2014 2:26 pm

        Sim Gunter, o ódio da classe

        Sim Gunter, o ódio da classe média pelo PT não é baseado apenas em preconceito, tipo “mensaleiros que roubam para comprar o povo com bolsa esmola”. Há um descolamento entre ambos, o que passa pelas prioridades de um e de outro. Voce é um exemplo. 

        E quando eu faço a minha “campanha anti-coxinha’ não é para calar os críticos do PT. O que me incomoda é a reprodução de bordões. O que pode acontecer na tal “blogo” como voce diz. O que eu acho é que até pode-se ler a Veja, mas duvide dela, alias duvide de tudo. Venha à blogosfera. Leia o PHA, mas também leia o Noblat se quiser. Mas o ideal é ler o Nassif, o blog mais equilibrado de todos.

        1. Gunter Zibell - SP

          11 de agosto de 2014 3:42 pm

          Em resumo…

          Muita coisa mudou de 2010 para cá…

          Nunca tive o costume de ler Noblat.

          E PHA já desisti total…

          Abs.

    2. André Paulo Reis

      11 de agosto de 2014 10:42 am

      Panelinha

      Juliano, tenho observado   que pessoas que melhoraram de situação financeira tendem a assegurar o que conquistaram evitando  que aqueles que continuam abaixo  delas na escala social melhorem também

      1. André Paulo Reis

        11 de agosto de 2014 10:55 am

        O PIG faz a cabeça

        Da pra notar que eles repetem o discurso conservador do imprensalão,  Marx trata disso  ao falar sobre estrutura vs superestrutura 

        1. IV AVATAR

          11 de agosto de 2014 12:10 pm

          Impossível a mídia ir à reboque do senso comum do seu público

          Concordo André . Impossível a mídia ir atrás  do senso comum do seu público. Num pais escandinavo onde a desigualdade social não seja tão gritante, os meio de comunicação até podem levar em conta o senso comum. Mas aqui onde impera a lógica da Casa Grande & Senzala é o 1% que determina o que a ralé deve pensar. Por isso jamais voto em  candidato de partido apoiado pelo PIG. 

          1. André Paulo Reis

            11 de agosto de 2014 12:06 pm

            O PIG existe e tem poderes mágicos…

            …como por exemplo o de fazer com que até o dia do início da  Copa o sentimento da população em relaçào ao evento fosse um misto de medo e preocupação, as pessoas deixaram de gostar do seu pais, isso que tentam inocular na população no que diz respeito as eleições. Claro que o PIG  faz a cabeça do povo  e não o contrário

        2. Rogério Marco Antonio Silva

          11 de agosto de 2014 12:19 pm

          Sobre estrutura vs superestrutura

          http://pt.slideshare.net/mobile/demelotiago/estrutura-e-superestrutura

        3. Juliano Santos

          11 de agosto de 2014 2:14 pm

          O que explica o fato de Dilma

          O que explica o fato de Dilma ganhar apertado na faixa de 2 a 5 salários, caro André. Realmente o que voce diz é um fato aceito pelos sociólogos. São as contradições da democracia e mais ainda do capitalismo. Isso só se resolve com política. Debate com a sociedade. O que falta ao governo

  58. Monier.,.,.,.

    11 de agosto de 2014 4:32 am

    Não sou de nenhum desses

    Não sou de nenhum desses movimentos que o Gunter leva adiante, mas respeito a dignidade com que leva a sua luta, sempre com argumentos claros. Já cheguei a escrever algo aqui sobre os direitos civis, depois de ler um texto dele. Aliás a minha qualificação seria bastante oposta à que ele fez de si, inclusive eu sendo ateísta, que também é uma minoria em conflito com alguns dogmas evangélicos (o que não me impede de conviver bem com pessoas do meio, e até discutir esses dogmas entre amigos).

    Mas apesar de diferentes, concordo com quase tudo do que ele disse, e achei uma análise importante. O ponto em comum é o foco na garantia do que ele chama de direitos civis. E isso é que une a esquerda clássica em geral, e em alguns momentos gera movimentos grandes o suficiente para ultrapassar barreiras ideológicas e gerar documentos legais importantes como a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Sair dessa forma de suas bandeiras por motivos eleitoreiros pode até ganhar eleição, mas não constrói consistência política, e não permite que momentos grandes como esses aconteçam.

    E apesar da visão política divergente com a dos evangélicos, respeitaria se a Dilma entrasse em uma dessas igrejas batistas simples, que teria coerência com o que prega a religião deles, e onde poderia haver um discurso autêntico sobre as bandeiras do PT, incluindo a caridade com os pobres, ou qualquer outro ponto em comum que o marketeiro soubesse identificar.

    Mas não dá para entender ter que ceder a inaugurar um lugar erguido pelo Macedo, que passou a ser reconhecido como interlocutor, mesmo representando tudo que ele representa nessa teologia da prosperidade. Fica uma situação estranha em que não há debate político público com uma legenda próxima como o PSOL, mas com o Maluf e o Macedo, sim. 

    Vejo como resumo que todos nós queremos consistência ideológica. Ou para quem não acredita em ideologia, consistência programática. Simplesmente não ficou claro o que une PT e Macedo, a ponto de precisar levar prefeito e presidente a um lugar desses. 

    É verdadeiro tudo o que foi dito sobre a sabedoria de optar pelo silêncio em alguns momentos. Houve um texto circulando no mês passado em que um jornalista sabidamente de esquerda dizia sobre o jovem que não viu o PT da década de 80, e portanto não viu exemplo de luta nenhuma. Viram apenas o PT pragmático, que vem abraçando a todos, e com mais carinho aos adversários ideológicos. Um jovem que não tem ídolos na política, portanto.

    O texto era excelente, porque trazia um problema claro e cada vez maior: ser pragmático para governar, é justificável. Ser pragmático até o ponto em que não se reconhece mais qual o fundamento do partido, é injustificável, e não vai ser de repente que isso vai aconter. Vai ser um processo longo de desgaste, até o dia em que acordaremos com um outro PMDB ou PSDB para aturar. E ser pragmático a ponto de não gerar paixão na juventude que não pôde ver a era clássica, é matar os sonhos da próxima geração.

    Assim como o Gunter, sou mais um que vai votar no Suplicy, e gosto dele como pessoa, e sei que teve resultados importantes no passado. Também gosto da maneira aberta como ele toca o gabinete e o mandato, que procuro acompanhar. Mas quando me perguntam por que razão o meu voto, a primeira resposta que vem na minha cabeça é “teimosia”. Atualmente é difícil pensar em alguma resposta melhor, que se traduza em ter gosto pela política, em ver algum grande resultado ou alguma bandeira sendo sustentada.

    Em vez de acusarem o autor de votar em x ou y, o pessoal precisa refletir, porque o texto traduz a sensação de muita gente que não rejeita o partido, mas que também não vê consistência. E, pior do que falta de engajamento eleitoral, é falta de engajamento em favor dos projetos que terão de ser realizados nos próximos 4 anos de mandato: seja bolsa-família, Belo Monte, ou mesmo tirar o clã Sarney do Maranhão.

  59. Severino Januário

    11 de agosto de 2014 5:19 am

    aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

    aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaao existe “social-liberalismo.

     

     

     

     

     

     

     

    Não existe “social-liberalismo”, onde o distinto articulista acredita que possa haver solução para tudo. E se o distinto não pode perceber que Putin não só está coberto por todas as razões legais e humanas, como também tem se mostrado o líder mundial mais responsável e prudente da atualidade, então não está entendendo nada do jogo geopolítico global ou pior, está entendendo tudo errado, como acontece com quem se informa pela mídia-propaganda de guerra “ocidental”. Não há nada demais em um candidato ser convidado e comparecer à inauguração de um templo religioso, mesmo que se trate do baita templo de Salomão. O Alckmin, por exemplo, também estava lá, e ao que consta, pertende às hostes da implacável e católica Opus Dei. Se quer atacar a Dilma, transportando tantas coisitas entre parênteses, e insinuando que até o Psol votará em Aécio no segundo turno, é porque quer dar relevo a coisas insignifificantes para que estas pesem a favor da oposição. Melhor seria que atacasse abertamente e abertamente confirmasse compartilhar a sentença de Fernando Henrique – “qualquer um serve, contanto que não seja a Dilama.”

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

  60. agincourt

    11 de agosto de 2014 3:24 pm

    Paris bem vale uma missa?

    Gunter, quando a presidenta e uma ilustre caravana de autoridades da República e dos estados vão em romaria prestar homenagem a alguém como Edir Macedo – sua notória e já folclórica condição de salafrário é fato consabido por todos que estavam presentes à inauguração do Templo de Salomão – o que temos é a falência  de qualquer veleidade política razoável, racional e minimamente honesta.

    Sua análises  são excelentes. Porém, na “política” de Pindorama, o buraco é mais embaixo – na verdade, mais rasteiro; no nível do solo, por assim dizer. Neste sentido, não me surpreendem os erros de avaliação do suposto ganho eleitoreiro do PT apontados em suas postagens.

    (Será que existem cabeças pensantes no PT? Para abocanhar carece de missa – ou de quaisquer serviços religiosos?)

    Algumas outras análises que surgem por aqui – e não me refiro as suas – por vezes me parecem como se estivéssemos academicamente discutindo valores republicanos e democráticos na República Velha e passássemos ao largo de suas farsas eleitorais consagradas e seu autoritarismo.

    “É só ver como um outro cartaz (oficial) que deveria ser divulgado a favor da campanha de Dilma simplesmente não é compartilhado no facebook por governistas, apenas por oposicionistas(…)”

    É bastante sintomático que no Blog Nassífico tivéssemos tido apenas uma postagem mencionando a romaria ao do Templo do Safadão. Considerando o público que normalmente frequenta este blog , Nassif, sujeito esperto e matreiro, percebeu que a divulgação do episódio eleitoreiro, aqui, não seria positiva. Se não me engano, houve tão somente uma menção bastante marginal numa postagem, dias depois do evento, quando a poeira já havia baixado.

    “’governabilidade’ (que ninguém nunca sabe mesmo para que serve.)”

    Esqueçamos definições acadêmicas. “Governabilidade”, na língua franca de Pindorama, traduz-se por “manter-se no poder custe o que custar”.

    1. Gunter Zibell - SP

      11 de agosto de 2014 3:53 pm

      Foram dois momentos diferentes

      A ida ao templo de Salomão ninguém questiona, foi a inauguração do 3º maior templo de SP e pronto, os políticos não falaram nessa ocasião.

      O que ocorreu depois é um discurso em um local de culto da AD de BSB. É a partir desse que foram gerados cartazes e memes.

      E o que estamos debatendo é se divulgar isso por redes sociais agrega valor a uma campanha ou não.

      Deve ter cabeças pensantes atrás disso. Deve haver um conjunto de pesquisas qualitativas.

      E não podemos avaliar com base em nossas posições pessoais.

      Por ora apenas podemos suspeitar, pela discrição na divulgação, que o apoio à essa ideia não foi unânime.

      1. agincourt

        11 de agosto de 2014 5:20 pm

        pindorâmicas

        “foi a inauguração do 3º maior templo de SP e pronto”

        Gunter, o fato não é politicamente neutro. A menos que a reverência pública por todas as instâncias de poder seja o seu critério de neutralidade.

        A rendição a alguém como Edir Macedo – mas não somente –  vai além das discussões dos preconceitos e dos direitos de minorias que nos são tão caras. Este é um problema urgente e inadiável, mas não é o único.

        (Reconheço que Edir é, nessas questões, bem menos virulento que outros. Porém, se o Malafaia  inaugurasse um templo de dimensões equivalentes e contasse com o mesmo comparecimento de autoridades, o que você diria?)

        A reverência a Edir Macedo vai além do tema a que você dedica, de modo inteligente e elogiável, a maioria de suas postagens. Diz também respeito à corrupção política e àquela definição de “governabilidade” em língua franca de Pindorama que propus.

        En passant…

        O elevado número de comentários – inclusive os depreciativos – mostram que você acertou na atirou na mosca mas acertou num vespeiro. 

  61. Marcelo Badecipoulos

    11 de agosto de 2014 4:24 pm

    Engraçado atirar pedra no

    Engraçado atirar pedra no Putin e esquecer Obama… E sim, Gunter tem a convicção de que “a mídia ocidental não está mentindo”… Bem, eu não tenho essa convicção. E, no fundo, acho o contexto geral da análise deste post altamente irrelevante. Quantos eleitores votam pensando em religião? Quantos eleitores imaginam quem é Putin? Os assuntos da análise são relevantíssimos para a minoria culta e antenada, que acompanha o Brasil e o mundo além do universo particular de cada um. E olha, tenho certeza que a maioria das pessoas dessa minoria já fechou o voto com algum candidato e dificilmente irá mudar…

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