4 de junho de 2026

Considerações sobre o modelo de concessões ferroviárias

Por Sergio Toggler
 
A recomendação do modelo de livre acesso para viabilizar as operação ferroviárias não é tão promissor assim.
 
Veja, o modelo resgatou o sistema do abismo mas a DB (Deutsche Bahn) ainda está longe de ser um modelo vitorioso. A análise das demonstrações contábeis de 2013 indicaque a DB teve um ROI de apenas 3,58% a.a., remunerou seus investidores (Ke) foi de apenas 4,35% a.a., isto porque o custo de capital de terceiros (Ki) foi de apenas 2,16% a.a. numa estrutura de capital alavancada 67%. O que acontecerá se os juros subirem?
A SNCF, empresa francesa semelhante a DB, teve desempenho pior ainda, o ROI foi de apenas 1,62% a.a. e os acionistas ficaram no vermelho.
 
Devemos entender que o modelo ferroviário alemão prioriza o transporte de pessoas. O transporte de cargas continua sendo majoritariamente feito por rodovias.
O problema das ferrovias para o transporte de cargas é o modelo operacional em composições que é incompatével com a demanda de transporte moderno. As ferrovias são tecnológicamente feitas para transporte de altos volumes para poucos destinos enquanto o mercado de carga moderno tende para as cargas pulverizadas de muitas origens para muitos destinos. O resultado é rodovias saturadas e linhas férreas ociosas.
 
Construir ferrovias em territórios de carga geral é uma estratégia temerária, tal como a Transnordestina. A era de ouro das ferrovias não acabou por falta de ferrovias. O problema é a qualidade do serviço prestado que é incompatível com o desejado pelo mercado. 
 
No meu modo de entender, as ferrovias precisam romper com o modelo de tráfego em composições para atender a demanda na qualidade desejada. 

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5 Comentários
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  1. Vantuil Barbosa Filho

    8 de agosto de 2014 3:52 pm

    e a vida?

    Parece que a vida é o que menos importa, que as mortes nas estradas nunca é lembrada; essa ansia capitalista mata e destroi familias inteiras, mas isso não é importante, pois na morte também se tem grandes lucros.

  2. Ernesto GMV

    8 de agosto de 2014 4:46 pm

    Transporte

    No caso do Brasil, parece que o modelo sendo elaborado é mesmo o de grandes linhas de ferrovias, para transporte em composições, a grandes distâncias. Só para lembrar, tanto França quanto Alemanha, são menores que Minas Gerais. As distâncias percorridas por caminhões no Brasil, para transporte de grãos, combustível, automóveis, cargas gerais, são muitas vezes superiores a 2.000 km para uma única entrega. 

    A ferrovia Norte-Sul conta com “portos” rodoferroviários para carga e descarga de grãos, combustível, containers, que são carregados a grandes distâncias e distribuídos por caminhões de forma mais pulverizada.

    Outro ponto a ser abordado é a redução do número de acidentes e do custo da manutenção de rodovias.

  3. anarquista sério

    8 de agosto de 2014 6:02 pm

     
    Zé Simão criou o ”tucanês-

     

    Zé Simão criou o ”tucanês-  que são sinônimos rebuscados ,elitizados pra dizer a mesma coisa do pobre analfabeto.

        O PT segue a linha de Zé Simão.Criou o nome ”concessões” que substitui privatização.

               Dirão os fanáticos petistas: ”não é a mesma coisa”.

                 Realmente, no sentido técnico não é mesmo.

                     É assim: Privatizar é pra todo o sempre.E concessão se concede pra 790 845 452 anos e renovável pra igual periodo por 257 vezes.

          Seria como aquele comercial de xampu as avessas:

                   ”Quanta diferença,não”?

    1. Lucinei

      8 de agosto de 2014 9:08 pm

      Ah, fala sério,

      Ah, fala sério, anarquista!

      Desse jeito vai acabar virando elogio chamar alguém de petista. Da mesma maneira que laranja não é a mesma coisa que tangerina, mexerica ou bergamota, privatização é uma coisa e concessão é outra. Na primeira há transferência do patrimônio na segunda, não.

      O problema é que olham o pt com os olhos de quem olhava o levante de 35, o stalin, o fidel, etc. O pt jamais, jamais foi um partido revolucionário, leninista, estatizante, à favor da proipriedade coletiva dos meios de produção, etc.

      E por falar em tempo, esses que acreditam nisso vão morrer sendo surpreendidos pelo pt dia após dia.

  4. fabio GM

    8 de agosto de 2014 7:13 pm

    Trem

    E o tão prometido, anunciado, falado e controverso trem bala brasileiro, sera que teremos mesmo ou é apenas uma miragem ou sonho distante. 

    Esta ideia poderia ser uma volta das grandes obras de engenharia deste pais, pois em um post anterior o AA falava sobre a falta das mesmas, que poderia trazer a modernização do transporte terrestre de passageiros ao povo brasileiro.

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