O depoimento de servidores públicos ajudou a fundamentar a prisão e busca domiciliar realizada contra Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, realizada nesta quarta-feira em Santa Catarina.
Um dos ouvidos foi Clebson Ferreira de Paulo Vieira, que foi analista de inteligência da Coordenação-Geral de Inteligência do Ministério da Justiça se Segurança Pública entre maio de 2021 e fevereiro de 2023.
De acordo com relato de Vieira, lhe foi solicitado um painel com dados do resultado do primeiro turno para aumentar a consistência de dados estatísticos básicos, por orientação da diretora de Inteligência do Ministério da Justiça, Marília Alencar.
Contudo, o analista estranhou que, no decorrer das análises, fossem pedidas “impressões de listas dos municípios que concentrassem votação superior a 75% para ambos os candidatos que concorreriam ao segundo turno”.
Foco nas regiões onde Lula venceu
O trabalho foi feito, e Marília pediu a impressão dos dados sobre as votações do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mostrando que os redutos onde o candidato obteve mais de 75% dos votos ficavam no Nordeste.
Segundo Vieira, foi dito em reunião que a concentração acima de 75% de votos em cidades do Nordeste se devia à “corrupção e compra de votos, algo relacionado ao ‘coronelismo’”, e decidiu-se que as ações da PRF ficariam concentradas próximas às cidades onde o então candidato petista tivesse votação acima de 75%.
O servidor também percebeu uma tentativa de Vasques de omitir informações – o ex-diretor da PRF pediu para uma servidora formatar seu telefone celular e também coagiu seus funcionários a não usarem celulares para que não ocorresse “vazamento” das reuniões do conselho.
As informações são do jornal Metropoles.
Jicxjo
9 de agosto de 2023 10:46 pmBatatinha no palito.