21 de maio de 2026

Ex-diretor da PRF, Silvinei Vasques é preso por interferência nas eleições 2022

Prisão preventiva foi autorizada pelo ministro da Suprema Corte, Alexandre de Moraes.
O ex-diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, durante entrevista coletiva sobre a Operação Eleições 2022 no segundo turno. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, foi preso pela Polícia Federal (PF), na manhã desta quarta-feira (9), em Santa Catarina, por suposta interferência no segundo turno das eleições presidenciais de 2022.

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A prisão preventiva aconteceu na capital Florianópolis, por meio da autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Silvinei teve celulares, computador e passaporte apreendidos. Ele está sendo levado para Brasília e deve prestar depoimento à PF nesta quinta-feira (9).

Depoente na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos atos golpistas no último dia 20 de junho, Silvinei negou qualquer interferência no pleito presidencial ou irregularidades nas blitze realizadas pela PRF no Nordeste, reduto de eleitores do presidente eleito Lula (PT), no dia da votação. 

Vale ressaltar, que na véspera do pleito, o ex-PRF publicou em suas redes sociais uma imagem em apoio ao ex-presidente e então candidato, Jair Bolsonaro.

De acordo com a PF, os fatos investigados na operação “configuram, em tese, os crimes de prevaricação e violência política, previstos no Código Penal Brasileiro, e os crimes de impedir ou embaraçar o exercício do sufrágio e ocultar, sonegar, açambarcar ou recusar no dia da eleição o fornecimento, normalmente a todos, de utilidades, alimentação e meios de transporte, ou conceder exclusividade dos mesmos a determinado partido ou candidato, do Código Eleitoral Brasileiro”.

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Operação

Silvinei foi preso no âmbito da Operação Constituição Cidadã, que cumpre outros 10 mandados de busca e apreensão em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Rio Grande do Norte.

A ação também contou com a cooperação da Corregedoria-Geral da PRF, que determinou também a oitiva de 47 policiais rodoviários federais.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    9 de agosto de 2023 10:58 am

    Excelente. Agora esse valentão bolsonarista somente poderá fazer duas coisas: delatar seus chefes ou apodrecer num presídio.

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