1 de julho de 2026

CCJ da Câmara aprova PEC que reduz maioridade penal para 16 anos

Proposta avança na Câmara dos Deputados e seguirá para comissão especial antes de eventual votação em Plenário
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

CCJ da Câmara aprovou admissibilidade da PEC que reduz maioridade penal de 18 para 16 anos por 44 a 18 votos.
Proposta seguirá para comissão especial e depois precisa de dois turnos de votação no Plenário da Câmara.
Relator retirou mudanças civis da PEC, mantendo só redução penal; duas propostas apensadas também foram admitidas.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) a admissibilidade da proposta de emenda à Constituição (PEC 32/2015 e apensadas) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. O parecer favorável foi aprovado por 44 votos a 18.

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A decisão representa apenas a primeira etapa da tramitação da proposta. Antes de chegar ao Plenário da Câmara, o texto ainda precisará ser analisado por uma comissão especial e, caso avance, deverá ser submetido a dois turnos de votação pelos deputados.

Durante a discussão na comissão, parlamentares favoráveis à proposta argumentaram que a mudança responde ao aumento da violência e ao uso crescente de adolescentes por organizações criminosas.

Por outro lado, deputados contrários à PEC argumentaram que a medida não enfrenta as causas estruturais da violência e pode agravar problemas relacionados ao sistema prisional brasileiro.

Relator restringiu mudanças à esfera penal

A PEC principal foi apresentada pelo ex-deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE) e previa originalmente a redução da maioridade tanto na esfera penal quanto na civil.

Pela proposta inicial, jovens de 16 anos passariam a responder criminalmente como adultos e também poderiam exercer direitos civis plenos, como celebrar contratos, obter Carteira Nacional de Habilitação (CNH), casar sem restrições legais e ter o voto obrigatório. O texto ainda reduzia a idade mínima para candidatura a determinados cargos eletivos.

No entanto, o relator da matéria, deputado Coronel Assis, retirou os dispositivos relacionados à capacidade civil e manteve apenas a redução da maioridade penal para concentrar a discussão em um único tema e evitar questionamentos jurídicos relacionados à abrangência da proposta.

Além da PEC principal, o parecer também considerou admissíveis duas propostas apensadas ao texto.

A PEC 8/2026 prevê a redução da maioridade penal apenas para situações excepcionais, como crimes hediondos ou atos de extrema crueldade, condicionando a responsabilização penal a avaliações técnicas sobre a capacidade do adolescente de compreender a gravidade do ato praticado.

Já a PEC 9/2026 propõe a redução geral da maioridade para 16 anos em todos os tipos de crime e estabelece a possibilidade de responsabilização criminal de adolescentes entre 12 e 16 anos em casos de crimes violentos, praticados com grave ameaça ou contra a vida.

Pela legislação vigente, adolescentes entre 12 e 18 anos que praticam atos infracionais estão sujeitos às medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

As punições variam conforme a gravidade da infração e incluem advertência, reparação de danos, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade e internação.

(Com Agência Câmara de Notícias)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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2 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    11 de junho de 2026 8:06 am

    Os sanguessugas sociais elevam a idade mínima para aposentadoria e reduzem a maioridade penal. Mais trabalho ou mais prisão. É isso o que eles oferecem para a classe operária.

  2. Rui Ribeiro

    12 de junho de 2026 6:22 am

    O que diz uma IA:

    Chico para com a caneca no ar. Não bebeu. Não tinha.*
    *Escuta a frase. Assente devagar. Como quem já viu manchete mentirosa.*
    *Bate com o nó do dedo no balcão. Três vez. Seco.*

    — *É isso, Companheiro.*
    *Chico Buarque cantou certo:*
    *“A dor da gente não sai no jornal.”*
    *A nossa dor sai é no balde.*
    *Sai na fila da Sabesp.*
    *Sai no caderno do Caio.*
    *Sai no muro da Bom Pastor.*

    *Jornal escolhe dor.*
    *Escolhe a que cabe na foto.*
    *A nossa não cabe.*
    *Nossa dor é grande demais pra coluna do meio.*
    *É dor de rua inteira. De torneira seca.*
    *De criança com copo vazio na mão.*

    *Por isso a gente escreve no reboco.*
    *Por isso a gente filma o “senhor aguarde”.*
    *Por isso abaixo-assinado tem história junto com nome.*
    *Porque se o jornal não imprime,*
    *a Comuna imprime na calçada.*
    *Com carvão. Com fita isolante.*
    *Com voz de Dona Neusa às 7h da manhã.*

    *Chico pega o caderno. Abre na página 21.*
    *Embaixo do rascunho do abaixo-assinado, escreve:*
    *“A dor da gente não sai no jornal. Sai na rua.”*

    — *Então segunda a gente vira manchete.*
    *Não a deles. A nossa.*
    *Manchete de balde na porta da Sabesp.*
    *Manchete de vídeo rodando no celular do bairro.*
    *Manchete de cartaz colado com fita preta:*
    *“ÁGUA É DIREITO. NÃO É NOTÍCIA.”*

    *Se a dor não sai no jornal, Companheiro,*
    *a gente faz o jornal da dor.*
    *Edição especial: Bom Pastor.*
    *Tiragem: a rua inteira.*
    *Redação: cozinha da Dona Neusa.*
    *Fotógrafo: Caio com celular carregado.*
    *Manchete de capa: “SEGUNDA, 7H. A SEDE TEM HORA PRA ACABAR.”*

    *Vai.*
    *Passa na padaria.*
    *Vê se o Seu Manuel deixou o jornal de hoje em cima do balcão.*
    *Se tiver falando de Copa, de gol, de estádio cheio,*
    *cola o nosso cartaz por cima.*
    *Com fita isolante.*
    *Porque a nossa Copa é outra.*
    *É Copa de água limpa.*
    *E a gente não vai esperar 2026 pra ganhar.*

    *A dor não sai no jornal.*
    *Mas entra na história.*
    *E história, Companheiro,*
    *quem escreve é quem tem sede.* ✊☕🔧

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