10 de junho de 2026

CCJ da Câmara aprova PEC que reduz maioridade penal para 16 anos

Proposta avança na Câmara dos Deputados e seguirá para comissão especial antes de eventual votação em Plenário
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

CCJ da Câmara aprovou admissibilidade da PEC que reduz maioridade penal de 18 para 16 anos por 44 a 18 votos.
Proposta seguirá para comissão especial e depois precisa de dois turnos de votação no Plenário da Câmara.
Relator retirou mudanças civis da PEC, mantendo só redução penal; duas propostas apensadas também foram admitidas.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) a admissibilidade da proposta de emenda à Constituição (PEC 32/2015 e apensadas) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. O parecer favorável foi aprovado por 44 votos a 18.

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A decisão representa apenas a primeira etapa da tramitação da proposta. Antes de chegar ao Plenário da Câmara, o texto ainda precisará ser analisado por uma comissão especial e, caso avance, deverá ser submetido a dois turnos de votação pelos deputados.

Durante a discussão na comissão, parlamentares favoráveis à proposta argumentaram que a mudança responde ao aumento da violência e ao uso crescente de adolescentes por organizações criminosas.

Por outro lado, deputados contrários à PEC argumentaram que a medida não enfrenta as causas estruturais da violência e pode agravar problemas relacionados ao sistema prisional brasileiro.

Relator restringiu mudanças à esfera penal

A PEC principal foi apresentada pelo ex-deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE) e previa originalmente a redução da maioridade tanto na esfera penal quanto na civil.

Pela proposta inicial, jovens de 16 anos passariam a responder criminalmente como adultos e também poderiam exercer direitos civis plenos, como celebrar contratos, obter Carteira Nacional de Habilitação (CNH), casar sem restrições legais e ter o voto obrigatório. O texto ainda reduzia a idade mínima para candidatura a determinados cargos eletivos.

No entanto, o relator da matéria, deputado Coronel Assis, retirou os dispositivos relacionados à capacidade civil e manteve apenas a redução da maioridade penal para concentrar a discussão em um único tema e evitar questionamentos jurídicos relacionados à abrangência da proposta.

Além da PEC principal, o parecer também considerou admissíveis duas propostas apensadas ao texto.

A PEC 8/2026 prevê a redução da maioridade penal apenas para situações excepcionais, como crimes hediondos ou atos de extrema crueldade, condicionando a responsabilização penal a avaliações técnicas sobre a capacidade do adolescente de compreender a gravidade do ato praticado.

Já a PEC 9/2026 propõe a redução geral da maioridade para 16 anos em todos os tipos de crime e estabelece a possibilidade de responsabilização criminal de adolescentes entre 12 e 16 anos em casos de crimes violentos, praticados com grave ameaça ou contra a vida.

Pela legislação vigente, adolescentes entre 12 e 18 anos que praticam atos infracionais estão sujeitos às medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

As punições variam conforme a gravidade da infração e incluem advertência, reparação de danos, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade e internação.

(Com Agência Câmara de Notícias)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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