O terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (10/8) provocou o desabamento de mais de 60 prédios no país. Considerado o mais forte registrado na região na última década, o tremor já deixou ao menos 111 mortos e 87 feridos, além de causar estragos em moradias, unidades de saúde, escolas, vias e aeroportos.
O abalo ocorreu às 7h34 no horário local (9h34 em Brasília), com epicentro perto de San José del Palmar, no departamento de Chocó, no oeste colombiano. Segundo o Serviço Geológico Colombiano (SGC), o hipocentro ficou a uma profundidade aproximada de 103 quilômetros.
Os efeitos do tremor foram sentidos em várias regiões do país, com Pereira, Cali e Manizales entre as cidades mais atingidas. Equipes de emergência seguem avaliando os danos e realizando buscas nas áreas onde houve desabamentos.
Balanço
Além dos prédios que desabaram, o terremoto atingiu 1.575 moradias, das quais 37 foram completamente destruídas. Levantamento das autoridades locais também aponta danos a diversas estruturas essenciais para a população:
- 61 edifícios desabaram;
- 1.575 moradias foram afetadas;
- 37 moradias foram destruídas;
- 18 unidades de saúde sofreram danos;
- 52 centros educacionais foram atingidos;
- 17 centros comunitários foram afetados;
- 18 vias ficaram danificadas;
- 7 aeroportos registraram problemas.
Segundo as autoridades, esses números ainda podem aumentar à medida que as equipes de resgate consigam acessar novas áreas e concluir a avaliação dos danos.
Em Cali, uma das cidades mais afetadas, foi decretado alerta vermelho depois que a rede hospitalar atingiu 100% de ocupação. A situação é vista com preocupação, já que a cidade precisa atender simultaneamente as vítimas do terremoto e a demanda regular dos serviços de saúde.
Diante da extensão dos danos, o governo colombiano declarou estado de desastre nacional. A medida permite direcionar recursos financeiros e equipes de forma mais rápida para as regiões atingidas, com o objetivo de agilizar o atendimento à população afetada pelo terremoto.
*Com informações do Metrópoles.
LEIA TAMBÉM:
Deixe um comentário