10 de agosto de 2026

FUP e Ineep lançam plataforma com 50 propostas para política energética de 2027 a 2031

Documento reúne medidas sobre soberania energética, Petrobras, política industrial, renda do petróleo e transição energética justa
Foto de Federica Giusti na Unsplash

FUP e Ineep lançam plataforma com 50 propostas para política energética 2027-2031 em Brasília, focando soberania e transição justa.
Documento aborda exploração, refino, distribuição, fertilizantes e minerais críticos, visando debate nas eleições presidenciais.
Propostas incluem fundo soberano, fortalecimento da Petrobras, política industrial e transição energética com participação dos trabalhadores.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Ineep) lançam nesta terça-feira (11), no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, em Brasília, a Plataforma de Políticas Públicas Setoriais 2027–2031: Soberania Energética e Transição Justa no Brasil.

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O documento reúne 50 propostas para o setor de energia e pretende contribuir para o debate sobre os rumos da política energética brasileira nos próximos anos. A plataforma contempla as áreas de exploração e produção de petróleo e gás, refino, transporte e distribuição de derivados, fertilizantes, além das agendas relacionadas à transição energética e aos minerais críticos.

Construída coletivamente a partir de encontros e seminários e finalizada durante o XX Congresso Nacional da Federação Única dos Petroleiros (Confup), a plataforma está organizada em quatro eixos.

Segundo a FUP e o Ineep, o documento busca jogar luz sobre o debate das eleições presidenciais e apresentar propostas para orientar a discussão sobre o papel do setor energético no desenvolvimento brasileiro.

As propostas apresentadas pela FUP e pelo Ineep partem de uma concepção de política energética que ultrapassa a discussão sobre produção de petróleo e oferta de combustíveis.

A plataforma conecta a exploração dos recursos naturais a questões de política industrial, distribuição da renda petroleira, atuação da Petrobras, preços dos combustíveis, desenvolvimento tecnológico e transição energética.

Soberania e distribuição da riqueza

O primeiro eixo, denominado “Soberania e Distribuição Justa da Riqueza”, concentra propostas relacionadas à governança do setor energético e à utilização da renda gerada pela exploração de petróleo e gás.

Entre as medidas apresentadas estão a criação de um Fundo Soberano de Transição Energética, a vinculação de receitas não vinculadas do Fundo Social do Pré-sal a metas de transição energética justa e a criação de um Comitê de Gestão Estratégica da Renda Petroleira.

De acordo com a plataforma, o eixo busca aprimorar a governança setorial e promover uma distribuição mais justa da riqueza produzida pelo setor, aumentando a participação social na definição do destino dos recursos gerados pela cadeia de petróleo e gás e estabelecer mecanismos para que parte dessa riqueza seja direcionada a objetivos de desenvolvimento e transformação da matriz energética.

Política industrial e integração produtiva

O segundo eixo, “Desenvolvimento Social e Integração Produtiva”, reúne propostas voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva associada ao petróleo e gás, como a adoção de uma política de Estado de conteúdo local para o setor energético. A medida procura ampliar a participação da indústria instalada no país nas atividades relacionadas à cadeia de energia, associando a exploração dos recursos energéticos a uma política de desenvolvimento produtivo.

A plataforma também propõe a readequação do marco legal do REPETRO às necessidades de descarbonização da indústria e a ampliação da abrangência do Regime de Partilha de Produção para novas áreas consideradas estratégicas para exploração.

Ainda no segundo eixo, a plataforma apresenta propostas para o chamado downstream, segmento que engloba atividades posteriores à produção de petróleo, incluindo refino, distribuição e comercialização de derivados.

Uma das medidas é o programa “Combustível Sem Segredo”, voltado à transparência na formação do preço pago pelo consumidor. A proposta prevê a discriminação dos componentes que formam o preço final dos combustíveis ao longo da cadeia, incluindo custos de produção, impostos federais e estaduais e margens de distribuição e revenda.

Petrobras no centro da política energética

O terceiro eixo é denominado “Petrobras em Foco” e concentra recomendações para o fortalecimento da empresa como uma companhia pública, integrada e soberana.

Entre as propostas está o retorno da Petrobras ao segmento de distribuição e revenda de combustíveis líquidos e de gás liquefeito de petróleo (GLP), e recoloca a integração vertical da companhia no centro da discussão sobre a política energética brasileira.

A concepção apresentada pela FUP e pelo Ineep considera a companhia como instrumento de política energética e de desenvolvimento nacional, abrangendo diferentes etapas da cadeia.

Transição energética com participação dos trabalhadores

O quarto eixo trata diretamente da transição energética, propondo a construção de um caminho considerado seguro e adequado às características brasileiras para uma transição energética popular e soberana, como a criação de uma Política Nacional de Transição Justa para Trabalhadores e Trabalhadoras.

A proposta incorpora, assim, a dimensão do trabalho ao processo de transformação da matriz energética. A transição não é apresentada apenas como uma mudança tecnológica ou ambiental, mas como um processo que também precisa considerar os trabalhadores envolvidos nas cadeias produtivas que serão afetadas.

O eixo também propõe uma inserção qualificada do Brasil nas cadeias globais relacionadas aos minerais críticos, considerados estratégicos para as novas tecnologias energéticas.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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