A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) concluiu oficialmente que o ex-presidente Juscelino Kubitschek não morreu em decorrência de um acidente de trânsito em 1976, mas sim de uma ação planejada pelo Estado ditatorial. Em entrevista exclusiva à TV GGN, a procuradora Eugênia Gonzaga, presidente da comissão, detalha como uma robusta investigação invalidou os laudos oficiais da época, revelando que o cenário do desastre rodoviário foi forjado para eliminar uma das maiores lideranças do país no momento em que ele recuperaria seus direitos políticos.
Durante a entrevista, Eugênia revela os bastidores da produção de provas mentirosas pelo regime militar, que incluíram o espancamento deliberado da traseira do veículo de JK na delegacia para simular uma colisão. A farsa custou também a reputação de Josias Nunes de Oliveira, o motorista do ônibus injustamente responsabilizado pela tragédia ao longo de décadas. O caso, ignorado em relatórios anteriores como o da Comissão Nacional da Verdade devido ao uso de peritos ligados ao próprio aparato de repressão, agora ganha contornos definitivos de conspiração e assassinato político.
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