O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu tornar a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) ré por porte ilegal e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo.
Até o momento, a deputada soma nove votos favoráveis à denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a parlamentar. Porém, por se tratar de um julgamento no plenário virtual, o caso permanece em análise até as 23h59 desta segunda-feira (21), período em que os ministros ainda podem mudar o voto.
Até o encerramento do plenário, os ministros podem solicitar mais tempo para análise do caso ou solicitar que a denúncia seja avaliada presencialmente.
Apenas Nunes Marques e André Mendonça rejeitaram a denúncia do (PGR).
Defesa
Os advogados da deputada afirmaram em nota que, uma vez que a denúncia foi aceita pelo STF, estão confiantes que a inocência da representada será reconhecida quando do julgamento do mérito.
“A partir de agora, esclarece que poderão ser produzidas todas as provas necessárias para evidenciar que ela não cometeu as infrações penais pelas quais foi acusada”, continua a defesa.
Entenda o caso
Em 29 de outubro, véspera do segundo turno das eleições presidenciais, Zambelli sacou uma pistola e mirou um homem negro na Alameda Lorena, rua na região da Avenida Paulista, em São Paulo, onde acontecia ato pró Lula (PT).
De acordo com imagens, a bolsonarista discute com um homem, se desequilibra e cai. Após se levatantar, ela atravessa rua com a arma em punho, mirando o homem negro, que corre.
A PGR defende a condenação da deputada a uma multa de R$ 100 mil por danos morais coletivos, que ela perca a arma usada no crime e também o cancelamento definitivo do porte de arma.
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