4 de junho de 2026

Usinas eólicas predominam em leilão de energia

 

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Enviado por Assis Ribeiro

Da Agência Brasil

Com mais de mil projetos inscritos, eólicas predominam em leilão de energia

Nielmar de Oliveira

Os empreendimentos voltados para a construção de usinas eólicas (proveniente dos ventos) voltaram a predominar entre as empresas cadastradas para participar do Leilão de Energia de Reserva 2014, que o governo federal fará em 31 de outubro deste ano.

Segundo informações divulgadas hoje (29) pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), foram cadastrados 1.034 empreendimentos interessados em participar do leilão, com uma oferta total de 26.297 megawatts (MW) de capacidade instalada. O Leilão de Reserva prevê a entrega da energia a partir de 2017.

 

Foram cadastrados 626 projetos de energia eólica com um potencial de oferta de energia elétrica da ordem de 15.356 MW. Em número de empreendimentos inscritos estão os projetos de energia solar (fotovoltaica), com 400 usinas e capacidade instalada de 10.790 MW, e que pela primeira vez, segundo a EPE, não irão disputar o leilão com outras fontes.

Ao avaliar a resultado do cadastramento, o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, disse que a grande surpresa foi o número relevante de projetos de energia solar. “O número de projetos fotovoltaicos (400) totalizam mais de 10 mil megawatts de capacidade instalada, ou seja, praticamente uma (Usina Hidrelétrica) de Belo Monte”.

Entre os 626 projetos inscritos estão, ainda, oito usinas termelétricas a biogás e Resíduos Sólidos Urbanos, totalizando 151 MW de capacidade instalada.

Caracterizado por bons ventos e ótima insolação, o estado da Bahia foi o que mais apresentou projetos, tanto para energia eólica (236) como para fotovoltaica (161), totalizando mais de 10 mil megawatts de capacidade instalada. Para Tolmasquim, “o alto número de projetos cadastrados já permite antecipar que este será um leilão bastante competitivo”.

Além da Bahia, o Leilão de Energia de Reserva 2014 traz, como destaque, o Ceará, com 95 empreendimentos eólicos (2.397 MW) e 15 fotovoltaicas (324 MW); Rio Grande do Norte com 104 empreendimentos eólicos (2.556 MW) e 42 solares (1.155 MW); e o Rio Grande do Sul, com 113 usinas eólicas (2.534 MW).

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15 Comentários
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  1. Roberto Locatelli

    3 de agosto de 2014 2:29 pm

    não é tão ecológica assim.

    Esses cataventos gigantes exigem desmatamentos bíblicos à sua volta. São muito barulhentos (muito mesmo) e por isso morar perto deles é um inferno.

    O futuro é da geração distribuída: cada casa ou cada quarteirão produzindo sua energia através de placas fotovoltáicas, pequenos geradores eólicos (muito menos barulhentos) e aquecimento solar.

    1. Roberto Locatelli

      3 de agosto de 2014 2:47 pm

      eolicário

      O site Eolicário, que se dedica à divulgar a geração distribuída de energia eólica, tem um mapa eólico do Brasil. Lá percebemos que o regime de ventos em nosso país não é nada favorável a incentivarmos energia eólica.

       

      PS.: infelizmente acabei de constatar que os links para os mapas estão quebrados.

      1. Athos

        4 de agosto de 2014 3:18 pm

        Sim os ventos aqui só são
        Sim os ventos aqui só são bons em determinadas localidades.

        Mas.em TODAS ao meio dia a geração eólica é zero.
        É bom que se.saiba disso.

    2. beatriz coterlli

      3 de agosto de 2014 4:05 pm

      Sr Roberto, conhece por

      Sr Roberto, conhece por acaso,  nada mais que por acaso, o Parque Eólico de Osório, RS………

      1. Roberto Locatelli

        3 de agosto de 2014 7:43 pm

        Parque Eólico

        Sim, é o maior parque eólico da América do Sul, até o momento. E acho excelente que o Brasil invista em energia eólica. Só que esses investimentos devem atender a um planejamento nacional. A costa brasileira, em alguns pontos, se presta a energia eólica. Algumas regiões do sul, por serem menos montanhosas, também oferecem condições para o aproveitamento eólico. O que não podemos é ter ilusões. Então, temos que lembrar:

        1) a energia eólica não é tão “limpa” assim, pois exige MUITO desmatamento;

        2) os aerogeradores são antiecológicos porque produzem muito, MUITO ruído ao funcionar.

        3) o Brasil não é privilegiado por ventos constantes e fortes em boa parte de seu território.

        4) a melhor solução para a energia no mundo é a chamada “geração distribuída”, pois ela torna as pessoas menos dependentes do vai-e-vem de governos e políticas.

        1. Athos

          4 de agosto de 2014 3:17 pm

          Não é solução, é tapa
          Não é solução, é tapa buraco.

          Porque os telhados são finitos.
          Na Europa por exemplo já não há. Então… A solução acabou.

          Solução é nuclear ponto.

  2. Ivan Bispo

    3 de agosto de 2014 3:06 pm

    Biomassa

    No Brasil temos um potencial imenso, não aproveitado, de geração de energia elétrica por biomassa. Por que não incentivar a geração de energia elétrica a partir do bagaço da cana e do eucalipto? Temos imensas áreas degradadas que poderiam ser utilizadas em GO, SP, MG, BA, etc. O futuro da geração de energia no Brasil se baseará na biomassa que tem um potencial gigante e sua produção é limpa. Eólica será sempre oscilante e a proveniente de biomassa sempre constante.

  3. Roberto São Paulo-SP 2014

    3 de agosto de 2014 3:49 pm

    energia solar

    –O presidente da EPE também falou sobre iniciativas para alavancar a produção de energia solar no Brasil, e adiantou que está em fase final a preparação de uma linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o setor. De acordo com Tolmasquim, recursos do Fundo Clima devem ser usados para baratear o financiamento.

    “A diretoria deve apreciar isso brevemente, e eles vão anunciar a política para que as empresas interessadas possam saber se estão habilitadas, ou não, para o nível de financiamento”, disse Tolmasquim. Para ele, a questão é progressiva, e esse tipo de ajuda é um primeiro passo para criar mercado e, com isso, estimular a fabricação de equipamentos no país.

    “É claro que, no primeiro leilão, não se pode exigir que os empreendedores comprem equipamentos com alto conteúdo nacional, porque não vai ter. No entanto, começa-se lentamente e vai-se progredindo ao longo do tempo”, concluiu Tolmasquim.—-

    Hidrelétrica do Tapajós pode ser leiloada no fim deste ano
    25/07/2014 16p5—-Rio de Janeiro—Vinícius Lisboa – Repórter da Agência Brasil Edição: Nádia Franco

    A construção da Usina Hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, no Pará, pode ser leiloada no fim deste ano, se não houver problemas com o licenciamento ambiental, informou hoje (25) o presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim. Segundo ele, para definir a construção e a operação do empreendimento, será realizado um leilão exclusivo.

    É uma usina estruturante e vai ser um leilão só para ela, como foi no Rio Madeira e com Belo Monte. É claro que temos que aguardar, porque tem todo um processo de análise dos autos ambientais, parecer da Funai [Fundação Nacional do Índio], audiências públicas. Todo um rito que tem que ser respeitado. E é claro que a palavra final é da área ambiental, mas esperamos que tudo corra bem.”

    Apesar disso, Tolmasquim considera viável falar em leilão ainda neste ano: “Está andando. É viável sair neste ano, mas eu acredito que mais para o final. Certamente, no último trimestre”, detalhou.

    O presidente da EPE também falou sobre iniciativas para alavancar a produção de energia solar no Brasil, e adiantou que está em fase final a preparação de uma linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o setor. De acordo com Tolmasquim, recursos do Fundo Clima devem ser usados para baratear o financiamento.

    “A diretoria deve apreciar isso brevemente, e eles vão anunciar a política para que as empresas interessadas possam saber se estão habilitadas, ou não, para o nível de financiamento”, disse Tolmasquim. Para ele, a questão é progressiva, e esse tipo de ajuda é um primeiro passo para criar mercado e, com isso, estimular a fabricação de equipamentos no país.

    “É claro que, no primeiro leilão, não se pode exigir que os empreendedores comprem equipamentos com alto conteúdo nacional, porque não vai ter. No entanto, começa-se lentamente e vai-se progredindo ao longo do tempo”, concluiu Tolmasquim.

    URL:

    http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2014-07/hidreletrica-do-tapajos-pode-ser-leiloada-no-fim-deste-ano

  4. hc.coelho

    3 de agosto de 2014 4:20 pm

    Energia solar

    Surpreendente a quantidade de energia solar ofertada, quase uma Itaipú. E para amahã mesmo, 2017.

    Hoje, agora, já estamos gerando tanta energia eólica quanto nuclear, isto é motivo para mil vivas também.

    Se não fosse este pig que é contra o país…. Seriam merecidas manchetes.

    1. Athos

      4 de agosto de 2014 3:20 pm

      É energia para instalação. A
      É energia para instalação. A geração é menos de 40% do número.

  5. Roberto São Paulo-SP 2014

    3 de agosto de 2014 4:53 pm

    Eólicas e termelétricas elevam geração em 44% e 21%,em maio

    Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE—15/07/2014 – 14:24
    Os parques eólicos e as termelétricas aumentaram a produção em 44,4% e 20,7%, respectivamente, em maio de 2014 em comparação ao mesmo mês de 2013. Os dados constam da última edição do Boletim de Operações de Usinas, divulgado mensalmente pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE.

    O informativo aponta produção de 747 MW médios pelas eólicas e de 17.307 MW médios pelas térmicas em maio deste ano, sendo o salto na entrega dessas últimas usinas impulsionado pelas nucleares (1.763 MW médios, alta de 154,1% em relação a maio de 2013) e pelas plantas a carvão (1.823 MW médios, 37,3%) e biomassa (3.038 MW médios, 21,6%). Somente as hidráulicas tiveram redução, de 5,1%, na comparação com 2013, com 40.535 MW médios. Apesar do recuo, a fonte é predominante na matriz energética brasileira, tendo respondido por 66,5% da produção em maio/14.

    Em maio, segundo o boletim, a geração total verificada para o conjunto de usinas do SIN foi de 60.978 MW médios, o que representou queda de 2,8% em relação a abril, mas aumento de 1,8% comparativamente ao mesmo mês do ano anterior. A capacidade instalada somou 127.026 MW provenientes de 1.118 usinas em operação comercial no período.

    Desse universo, oito novas usinas entraram no sistema de contabilização da CCEE, com destaque para a hidrelétrica de Batalha (48,8 MW médios) e de três usinas a biomassa (29,4 MW médios), além de uma eólica, uma pequena central hidrelétrica (PCH) e duas centrais geradoras hidrelétricas (CGH).No mesmo mês, foram descadastradas três PCHs do sistema, o que resultou em um acréscimo real de cinco usinas em maio.

    Os novos empreendimentos resultam em um salto de 0,13% (167 MW) na capacidade das unidades geradoras em operação comercial em relação a abril de 2014, e de 2,4% (3.053 MW) em comparação com dezembro de 2013.

    O boletim da CCEE destaca ainda que as fontes de usinas que apresentaram maior aumento de garantia física em relação a dezembro de 2013 foram as eólicas (133%), nucleares (8,2%), térmicas a biomassa (3,5%) e hidráulicas (2,5%). De acordo com o informativo, a elevação se deve à entrada em operação comercial de eólicas resultantes do 2º Leilão de Energia de Reserva (realizado em 2009) e voltadas ao mercado livre de energia, além de usinas a biomassa também destinadas ao ambiente livre; houve, ainda, contribuição das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio e revisão da garantia física definida em ato regulatório para as usinas nucleares.

    Clique aqui para acessar a íntegra do Boletim de Operação de Usinas(pdf).

    URL:
    http://www.ccee.org.br/portal/faces/pages_publico/noticias-opiniao/noticias/noticialeitura?contentid=CCEE_264018&_afrLoop=352000371587298#%40%3Fcontentid%3DCCEE_264018%26_afrLoop%3D352000371587298%26_adf.ctrl-state%3Dbdy7hn06m_432

    1. Ivan Bispo

      3 de agosto de 2014 5:43 pm

      Batalha x irrigação

      A UHE Batalha que começou a gerar 48,5 MW foi feito um estudo e publicado na Revista Geociências que demonstra o quanto caro pagamos por energia hidrelétrica. No estudo fica demonstrado que a irrigação tem um poder gerador de riquezas enes vezes maios que a hidrelétrica de Batalha. Aqui você poderá visualizar o trabalho: https://jornalggn.com.br/blog/ivan-bispo/irrigacao-x-hidroeletricidade

  6. uma lembrança

    3 de agosto de 2014 11:34 pm

    Por que o PIG ficou tão

    Por que o PIG ficou tão furioso com Erenice, assessora da Dilma? Lembrei. Queria negociar projetos em energia eólicas que ficariam uns 90% mais barato ao Brasil

  7. Eurico

    4 de agosto de 2014 7:41 am

    Hidroeletricidade versus outras fontss

    Parece que as grandes produtoras  de  hidroeletricidade do sudeste, nas maos da oposicao, foram encurraladas a curto prazo.  Com o aumento de preco da energia que provocaram este ano acabaram dando um tiro np pe, ao viabilizarem de uma forma irreversivel outras fontes. Compete agora ao governo, manter este ambiente competttivo e nao permitir que aquelas voltem a chantagear o pais.As fontes alternativas podem alavancar a producao distribuida, favorecendo o mercado consumidor instalado no Sudeste  em detrimento das grandes produtoras de hidroeletricidade como a Cemig.

     

    1. Athos

      4 de agosto de 2014 3:14 pm

      OK só que eólica não tem nada
      OK só que eólica não tem nada a ver com produção distribuída que, diga se de.passagem, já tem legislação no Brasil.

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