5 de junho de 2026

Para Promotoria, Robson Marinho comprou imóvel com dinheiro de conta na Suíça

Daniel Teixeira/Estadão

Rua no bairro do Morumbi, em São Paulo, onde fica casa de Robson Marinho

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Jornal GGN – O Ministério Público de São Paulo diz que existem indícios de que Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Município, comprou uma casa no bairro do Morumbi com dinheiro depositado em uma conta na Suíça. Parecer do MP mostra que, no mesmo dia em que movimentou US$ 1,15 milhão da Suíça para um banco americano, o conselheiro fechou a compra do imóvel, em setembro de 1998. Robson Marinho é acusado de receber propina para favorecer a Alstom em contrato da área de energia do governo de São Paulo. A Justiça paulista decidirá se acolhe o pedido do Ministério Público estadual de afastar Marinho de seu cargo no Tribunal de Contas.

Enviado por Webster Franklin

Do Estadão

Marinho comprou imóvel com dinheiro de conta na Suíça, afirma Promotoria

Fausto Macedo

De acordo com promotores, no mesmo dia em que comprou casa no Morumbi, em 1998, conselheiro do TCE transferiu US$ 1,15 milhão, que seria fruto de propina, para banco nos Estados Unidos

O Ministério Público de São Paulo avalia haver indício de que dinheiro depositado em uma conta na Suíça pertencente ao conselheiro Robson Marinho, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), pagou a compra de sua residência no bairro do Morumbi, em São Paulo, hoje avaliada em R$ 4 milhões. A Promotoria também requisitou à Justiça que todos os recursos localizados nessa conta sejam transferidos em favor da Fazenda do Estado de São Paulo.

Parecer técnico do Ministério Público revela que no mesmo dia em que transferiu US$ 1,15 milhão da Suíça para o Coutts Bank, banco nos Estados Unidos, o conselheiro fechou a compra do imóvel na capital paulista. A Promotoria apurou que os vendedores do imóvel onde reside Marinho mantêm conta na mesma instituição financeira para a qual ele fez a transferência. As duas operações – transferência do dinheiro e a compra – ocorreram no dia 28 de setembro de 1998.

Marinho possui, além do imóvel no Morumbi, uma ilha em Paraty (RJ), uma casa em Ubatuba (SP) avaliada em R$ 7 milhões, e outros bens. Para o Ministério Público, essa movimentação bancária é o primeiro indício importante que liga a aquisição de patrimônio pelo conselheiro a dinheiro de propina que o ex-chefe da Casa Civil do governo Mário Covas (PSDB) teria recebido da empresa Alstom.

De acordo com os promotores, Marinho recebeu propina para favorecer a multinacional francesa em contrato da área de energia do governo paulista, entre 1998 e 2001, denominado Gisel II – empreendimento da antiga Eletropaulo, sucedida pela Empresa Paulista de Transmissão de Energia (EPTE).

A Justiça de São Paulo vai decidir se acolhe pedido do Ministério Público estadual de afastamento de Marinho de suas funções no Tribunal de Contas sob alegação de que ele não pode permanecer no cargo de fiscalização de dinheiro público, diante de fortes suspeitas de improbidade.

A conta Higgins e os valores movimentados jamais foram mencionados nas declarações de renda apresentadas por Marinho à Receita em 2001 e 2002 e em 2008 e 2009 . “Apenas esse fato já seria suficiente para levar à perda do cargo, conforme artigo 13 da Lei 8.429/1992”, assinala o Ministério Público no pedido de afastamento do conselheiro.

Rastreamento. A pista sobre a transação imobiliária surgiu no rastreamento de valores que transitaram pela conta 17321-1, em Genebra, de titularidade da offshore Higgins Finance, da qual Marinho e sua mulher, Maria Lúcia, detêm os direitos econômicos.

A Promotoria afirma que Marinho recebeu nessa conta US$ 2,7 milhões da Alstom e da Cegelec, sua coligada, por meio de empresas de fachada, contratadas para supostos serviços de consultoria. 

O parecer técnico da Promotoria e a análise de documentos enviados pela Suíça informam que a Higgins, constituída nas Ilhas Virgens Britânicas, repassou US$ 1,15 milhão em setembro de 1998 para uma conta do CouttsBank & Co. Zurich, “aos cuidados de Nicolas Godell”, para posterior transferência a uma agência do Chase Manhattan de Nova York.

No mesmo dia, em São Paulo, Marinho e a mulher compraram o imóvel localizado na Rua General Pereira da Cunha pelo total declarado de R$ 600 mil.

Os antigos proprietários, Ademar Lins de Albuquerque e Maria Dorothea Valdetaro Lins de Albuquerque, haviam comprado a casa em 1.º de março de 1996 do engenheiro Arthur Gomes Teixeira e de sua mulher, pelo mesmo preço (R$ 600 mil). Segundo o Ministério Público, Teixeira “é investigado por seu envolvimento no pagamento de propina a outros agentes públicos, inclusive seus sigilos fiscal e bancário foram quebrados”.

Em depoimento ao Ministério Público, no dia 26 de março deste ano, Ademar Albuquerque confirmou possuir conta no CouttsBank de Miami (Florida, EUA) mas “negou qualquer irregularidade”. O Estado tentou contato com o casal por telefone mas não o localizou. A confirmação de que Albuquerque e a mulher receberam o valor do imóvel nos Estados Unidos depende de quebra de sigilo por meio de pedido de cooperação jurídica internacional, que deverá ser feito pelo Ministério Público.

Movimentação. A conta Higgins foi aberta em 10 de março de 1998 no antigo Banco Crédit Lyonnais de Genebra, atualmente Crédit Agricole. De acordo com a Promotoria, uma semana depois de abrir a conta Higgins, Marinho recebeu propina da Alstom e da Cegelec, por intermédio da consultoria MCA Uruguay, que depositou US$ 146,46 mil. Os primeiros cinco repasses para a conta de Marinho, que antecederam a compra da casa no Morumbi, ocorreram entre março e 2 de setembro de 1998, somando US$ 1,62 milhão. Desse montante saiu o valor para a aquisição do imóvel.

A conta teria sido abastecida durante sete anos, até março de 2005, segundo os investigadores. Documento do Ministério Público da Confederação Suíça, subscrito em 25 de abril de 2014, informa que US$ 3,059 milhões encontrados na conta Hinggins foram bloqueados.

O parecer técnico elaborado por uma perita do Centro de Acompanhamento e Execução (CAEX), braço do Ministério Público, esmiuçou relatórios financeiros enviados pelos investigadores suíços e da França. 

O documento mostra que entre 13 de março de 1998 e 15 de março de 2005 a conta Higgins recebeu 17 aportes, dos quais sete realizados pelo empresário Sabino Indelicato – amigo, sócio e ex-secretário municipal de Obras de Marinho na Prefeitura de São José dos Campos (SP), nos anos 1980. O Ministério Público de São Paulo e o Ministério Público Federal pretendem rastrear também as contas de Indelicato. 

Propina. De acordo com investigações do Ministério Público, Marinho recebeu US$ 2,7 milhões em propinas da Alstom para votar favoravelmente a um aditivo, sem licitação, do projeto Gisel II, que estendeu a garantia dos equipamentos fornecidos pela multinacional à Eletropaulo. “Inexistem dúvidas de que Robson Marinho foi um dos responsáveis pela implementação do aditivo 10 ao contrato Gisel II da Eletropaulo e EPTE e também um dos beneficiários do esquema”, afirma a Promotoria.

Os promotores sustentam que contra Marinho e outros investigados foram “produzidas provas orais e documentais que revelaram um grande esquema de superfaturamento de preços da ordem de 17% do total do aditivo 10 ao contrato Gisel II, e ainda de ladroagem de dinheiro público”.

Para os investigadores, documentos obtidos no Brasil e os enviados pela Franca e pela Suíça “formam um conjunto robusto de provas” sobre o superfaturamento de preços de produtos fornecidos pela Alstom e Cegelec à Eletropaulo e EPTE.

Além da investigação da Promotoria de Defesa do Patrimônio de São Paulo, o conselheiro é alvo de um inquérito criminal no Superior Tribunal de Justiça (STJ) porque detém foro privilegiado perante a Corte. 

Redação

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  1. Ivan de Union

    30 de julho de 2014 1:14 pm

    Alguem fale pra ele que eh so

    Alguem fale pra ele que eh so construir um aeroporto no quintal que eles o pagam pela “desapropriacao”.

    1. Frederico69

      30 de julho de 2014 1:45 pm

      como eles são totalmente legais

      até deram desculpa de que pouso de helicoptero em pista não homologada não é irregular!!!

      http://www.brasil247.com/pt/247/minas247/148388/Campanha-tucana-admite-uso-legal-de-aeroporto.htm

      247 – A campanha do presidenciável tucano Aécio Neves admitiu que ele usou o aeroporto de Cláudio, no interior de Minas Gerais, em ‘operação ocasional’ e de ‘maneira legal’.

      O senador mineiro tem sido questionado sobre o caso desde que a ‘Folha de S. Paulo’ o acusou de gastar quase R$ 14 milhões para construir a pista dentro de um terreno desapropriado de seu tio-avô, durante a sua segunda gestão como governador do Estado.

      Até então, Aécio dizia que o caso era “irrelevante”, mas não respondeu se usa ou não a pista. O local ainda não foi homologado pela Agência Nacional de Aviação (Anac) para receber pousos e decolagens.

      “Foi feita uma acusação leviana de uma obra pública em um local privado. São milhares de licitações e me acusam de beneficiar um parente. Isso é do jogo político, não vou ficar estendendo essa pauta.”

      Segundo reportagem de Pedro Venceslau, a pedido do vice de Aécio, senador Aloysio Nunes, o PSDB elaborou o documento “Voos ocasionais para a pista de Claudio/MG; Aspectos da legalidade”, para tratar do caso. Cita uma norma da Anac que permitiria “operação ocasional” de helicópteros em aeroportos não homologados, mas não diz que tipo de aeronave o tucano usou em suas viagens.

      “Os voos realizados pelo presidenciável Aécio Neves para a pista de Cláudio/MG foram feitos totalmente em conformidade com a legislação vigente. Trata-se de operações denominadas operação ocasional”, diz trecho do texto. 

      Por sua vez, a Anac contesta versão dizendo que “trecho do regulamento só é valido para operações realizadas exclusivamente por helicópteros (aeronaves de asa rotativa), e em helipontos ainda não homologados”. Aeroportos não homologados só podem ser utilizados para casos de “emergência em voo para evitar incidente/acidente”.

       

       

       

  2. altamiro souza

    30 de julho de 2014 3:54 pm

    falar em domínio de fato

    falar em domínio de fato sobre esse escandalo do trenzalão nm pensar – os chefões estariam todos presos?

    como tudo segue o seu  processo”normal” na justiça. sabe-se historicamente no que vai dar: em nada?

  3. janes salete

    30 de julho de 2014 8:00 pm

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK!!!!! Desculpem, mas mp de sp? KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKk!!!! Desculpem!

  4. Antonio Carlos Silva - RJ

    30 de julho de 2014 8:46 pm

     
    E o que que tem ?  Ele é de

     

    E o que que tem ?  Ele é de direita ?  É . Ele assessorava demotucanos ?  assesserova . Afanaou mais de milhoes de dólares ?  Sim .

    Então, vamos mudar de prosa, pois este já deve ter comprado um ap em Miami para jogar biriba com o JB e os filhos do juiz lalau .

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