4 de junho de 2026

Chineses apontam contradições em fala de Biden na ONU

Para orientais, norte-americano está mais preocupado em dividir o mundo e semear a discórdia entre a China e outros países asiáticos
Foto: UN Mission of Norway/Pontus Höök - via fotospublicas.com

O discurso do presidente norte-americano Joe Biden na 78ª Assembleia Geral das Nações Unidas foi marcado por uma série de contradições listadas pelo jornal China Daily na última semana.

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Segundo o jornal oriental, o norte-americano afirma que o país busca “um mundo mais seguro, próspero e equitativo para todas as pessoas” – mas não citou pontos como o embargo norte-americano contra Cuba há mais de três décadas.

Os chineses também citaram a situação de anarquia do Haiti, localizado a cerca de 1,3 mil quilômetros do estado norte-americano da Flórida e que não consegue “restaurar sua estabilidade e prosseguir o desenvolvimento”.

“O presidente dos Estados Unidos também falou sobre sua recente visita ao Vietnã, mas não mencionou o trágico legado do Agente Laranja, para citar apenas uma atrocidade, que os militares dos Estados Unidos usaram durante a Guerra do Vietnã”, ressaltou a publicação.

Na visão da publicação chinesa, Biden “tem estado ocupado em criar uma divisão entre as nações, tentando desesperadamente isolar o Irã no Oriente Médio e semear a discórdia entre a China e outros países da Ásia”, enquanto não se preocupa em se aproximar de países que considera adversários, como a Coréia do Norte, Venezuela, o próprio Irã, Síria e Rússia.

Por conta disso, a publicação afirma que as observações de Biden sobre a China “são totalmente falsas” – “Biden falou sobre a cooperação com a China em matéria de mudanças climáticas, mas a repressão dos EUA aos painéis solares chineses e sua discriminação contra os veículos elétricos chineses estão afetando a luta global contra as alterações climáticas”.

“Se Biden for fiel às suas palavras, deverá dirigir a sua administração e persuadir os outros membros do G7 a juntarem-se à China e a outros países na construção de infraestruturas nos países asiáticos, africanos e latino-americanos, para que possam prosseguir o desenvolvimento, em vez de tentarem transformar os países em desenvolvimento em campos de batalha geopolíticos”, destaca o China Daily.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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